[Neto’s Review] Batman Arkham Origins

“When the mugger or the thief stops to think twice – that is fear. That is what I am.”

urlProdutora: Warner Bros. Montréal

Publisher: Warner Bros. Interactive Entertainment

Plataformas: PC, Playstation 3, Wii U, Xbox 360

Versão jogada para a análise: PC

Batman Arkham Origins é a terceira aparição do homem morcego na série Arkham, criada pela Rocksteady, iniciada por Batman Arkham Asylum (2009) e continuada em Batman Arkham City (2011). Ambos são considerados pela crítica em geral (inclusive pelo nosso site) um bom exemplo de uso de super-heróis em videogames, com jogabilidade profunda, fluída e com muito respeito ao personagem. Será que Arkham Origins, o terceiro jogo da série, viria para fazer bem à série ou jogar todo o legado Arkham aos quatro ventos de Gotham City?

Confira a análise completa clicando aqui.

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[Neto’s Review] The Cave

“Don’t let my sultry and mysterious voice startle you. For hundreds… nay, thousands… nay, nay, nay tens of thousands of years people have come to me in search of what they desire most.”

The-Cave-Logo

Platão?

The Cave conta a história de sete pessoas que entram em uma caverna em busca do que eles mais querem na vida. O jogo, por ser somente via download (PSN, Xbox Live Arcade, Steam e Nintendo eShop), apresenta uma complexidade geral menor do que lançamentos em disco. Sei que sim, há jogos em disco muito mais simples e também jogos por download que são até mesmo melhores do que muitos badalados por aí, mas, via de regra, jogos dessa forma tendem a ser mais simples.

Enfim, divagações à parte, a própria Caverna é um personagem. E vai além: é uma caverna falante, como ela mesma se apresenta. Com uma voz masculina forte, digna de narrador. E é para isso que ela serve: ser o narrador da aventura das almas desafortunadas e atormentadas que por lá forem, em busca do que eles mais desejam na vida. Ao todo, são sete pessoas.

Clique e entre mais a fundo nos mistérios da Caverna

[Tomio’s Review] New Super Mario Bros. U

1Nome: New Super Mario Bros. U
Gênero: Plataforma
Produtora: Nintendo
Plataforma(s): Wii-U

It’s me, Mario!2

New Super Mario Bros. U é o mais recente título da série “New Super Mario” para o novo console da nintendo, o Wii-U.

Wa, wa!3

New Super Mario Bros. U segue o estilo dos antecessores, ou seja, o mundo do encanador completamente tridimensional, mas com jogabilidade 2D. Vale ressaltar que é muito gratificante ver um jogo da franquia tendo, finalmente, um tratamento visual em alta definição e com os devidos recursos técnicos avançados, como uma excelente iluminação, física mais apurada, movimentação bem fluida dos personagens e inimigos, e a força que a parte artística ganha, com cores mais vibrantes e nível de acabamento muito maior dos cenários. Outro ponto a ser destacado é o aperfeiçoamento dos pontos de colisão do jogo, aspecto conhecido como “hitbox”. Com precisão muito maior, o jogador vai precisar de pulos e movimentos muito mais milimétricos se não quiser morrer por bobeira.

Voltando à parte artística: outro ponto a ser elogiado, com cenários bem variados e diferentes do que a série costuma apresentar, como uma floresta de soda, uma estrada de nuvens e até mesmo um deserto-sobremesa.

Assim como os outros jogos da série New, os efeitos sonoros continuam os clássicos da série, que não são apenas aceitáveis, como também importantes para a caracterização da franquia. E, também como seus antecessores, as músicas continuam sem inspiração e com os infames, desconexos e irritantes “wa wa”s por todos os lados. Para piorar, grande parte da trilha é reciclagem dos títulos anteriores, fazendo com que a idéia de deixar a tevê muda para ouvir qualquer outra coisa seja muito válida.

Salvando a princesa – Parte 3674

New Super Mario Bros. U conta mais uma vez o bom e velho conto: O encanador bigodudo, com ajuda do seu irmão Luigi e de dois Toads, deve novamente salvar a princesa Peach do tartarugão espinhudo, Bowser. No caso desse título, entretanto, os holofotes vão muito mais para o Bowser Jr., o que não significa nem muda muita coisa, no final das contas. Felizmente, o jogo continua sendo puro gameplay, fazendo com que esse “enredo” seja a desculpa perfeita para a aventura.

Vale lembrar também que o jogo continua com o clima festivo da nova série, com inimigos dançando passinhos ao ritmo das músicas, mudando até mesmo o tempo de pulo algumas vezes.

New Super Mario World5

New Super Mario Bros. U traz uma série de boas novidades – a começar pelo world map, que comporta todas as fases do jogo em um mesmo plano, exatamente como Super Mario World (SNES). E o jogo não se limita somente nas aparências, oferecendo fases com mais de uma saída, muitos caminhos alternativos (literalmente uma bifurcação a cada duas fases), e atalhos, chegando a um ponto onde é possível terminar o jogo sem ver cerca de 2/3 do total de níveis, evitando até mesmo uma região inteira. A cereja do bolo fica por conta da interatividade que o mundo possui, deixando de ser um simples ponto em comum entre as fases – periodicamente, é possível encontrar diversos eventos, como itens coletáveis nos caminhos entre as fases, inimigos perambulando que, se encostados, levam Mario a uma espécie de arena e o recompensam com um power up ao serem derrotados, e até mesmo um ladrãozinho, que entra aleatoriamente em fases já concluídas e exige um pequeno speedrun para ser capturado e liberar, com isso, um power up raro. O melhor desses eventos é que nenhum deles é obrigatório, ou seja, enriquece, mas não atrapalha.

O level design do título é outro ponto a brilhar forte, sendo um dos melhores trabalhos em se tratando de “Mario 2D”. O cuidado com o mapeamento das fases é tão alto que speedrunners, casuais e complecionistas vão poder aproveitar o potencial do jogo nas mesmas proporções, tamanho o número de possibilidades que uma mesma área pode oferecer. Destaque para as casas fantasmas, que sempre se sobressaíram na série, mas conseguiram o ápice em New Super Mario Bros. U, dando nós no cérebro de qualquer jogador descuidado. O jogo é também bastante desafiador, com dificuldade progressiva e perfeitamente balanceada, garantindo muitas mortes, não mais power ups reservas durante as fases e não mais vidas em abundância descerebrada. O jogo é, inclusive, um dos primeiros da série a apresentar lutas contra chefões realmente desafiadoras. Para novatos ou quem tem dificuldades com jogos de plataformas, o título oferece diversas formas de facilitar a vida dessas pessoas, como usar o Gamepad do console para criar plataformas extras ou dar uma demonstração de como passar da fase, com personagem controlado pelo computador. Essas mecânicas, obvia e felizmente, são opcionais.

A jogabilidade é basicamente uma mistura de jogos, sendo um jogo de plataforma 2D com pulos, “bundadas” e chutar paredes para alcançar locais altos. Esse último, por conta do level design avançado e, consequentemente, pulos mais milimetrados, acaba prejudicando os timings algumas vezes, com o Mario escorando nas paredes quando deveria estar saltando, mas nada muito persistente, felizmente.

Para avançar, o jogador conta com diversos power ups, como os clássicos cogumelo, estrela e flor de fogo e outros mais novos, como a flor de gelo, que congela os inimigos e os transforma em plataformas ou até mesmo armas, o mini cogumelo, essencial para descobrir caminhos secretos, e a novíssima roupa de esquilo, que concede ao Mario uma espécie de pulo duplo e a habilidade de planar livremente, um dos poderes mais úteis de toda a série. O jogador conta também com várias espécies de Yoshis, seja para montaria, seja para clarear locais ou até mesmo aprisionar coisas em bolhas. Eles não apenas deixam a vida do Mario mais fáceis durante as fases, como dão novos estilos de jogo e até mesmo são essenciais para descobrir coisas escondidas.

Os inimigos também são, em grande parte, clássicos, como os Goombas e os Koopa Troopas, e algumas caras novas, como um sapo que fica jogando bolas de espinho contra o jogador. Graças ao level design, eles são geralmente uma grande ameaça ao encanador, sempre posicionados em pontos estratégicos para fazer Mario perder seus power ups por qualquer descuido.

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New Super Mario Bros. U dura cerca de 6 horas, jogado normalmente apenas para ser terminado, ou seja, sem aproveitar todas as fases e sem se preocupar com nenhuma Star Coin, as moedas especiais escondias em todas as fases. Vale lembrar que elas estão geralmente em locais importunos ou de difícil visualização, aumentando ainda mais a dificuldade do jogo para quem for tentar fazer 100%.

Além da campanha principal, o jogo ainda oferece uma região a la Star Road de Super Mario World, que só é acessível ao coletar todas as Star Coins de uma região específica, e o esconderijo do ladrãozinho, contendo recordes de inúmeras ações do jogador durante as partidas.

Mesmo após fazer 100%, ainda há muita coisa a ser feita no jogo, como um “modo desafio”, que reúne uma série de mini missões, como ganhar 3 vidas matando Goombas sem pisar no chão ou um time attack em um pedaço de uma fase,com direito a ranking e ganho de medalhas. O jogo também tem um time attack especial onde o jogo vai acelerando com a quantidade de moedas coletadas, um modo cooperativo para a campanha e um modo competitivo de coletar moedas, similar ao já visto em New Super Mario Bros. Wii ou até mesmo nos Super Mario Advances.

O encanador italiano ressurge.7

New Super Mario Bros. U é um dos títulos de lançamento do Wii-U, e logo de início já ganhou seu espaço. É imperdível para os fãs de Mario, para donos do novo console, para jogadores de platformer e um dos melhores jogos da série.

Nota: 9,8 – “Prazeroso”

Análise de New Super Mario Bros. 2

[Especial] Cobertura do lançamento do Wii U

O lançamento do Wii, em 2006, causou grande alvoroço não só na comunidade gamer, mas em praticamente toda sociedade norte americana. O produto esgotou antes mesmo de ser lançado, e várias pessoas só conseguiram adquirir seu exemplar meses após o lançamento. Com o Wii U, aparentemente a coisa foi pior, bem pior, aliás.

Neste ano de 2012, a Nintendo anunciou as pre-orders do vídeo game, que esgotou dois meses antes do lançamento. Esse fato causou imensa cobiça a quem queria ter o console. A enviada especial para a cobertura do Wii U nos EUA, na cidade de São Francisco – CA, Débora Messias (tá, ela não foi “enviada” pra lá, e se tivesse sido, não seria só pra isso hehe), acompanhou os trabalhos de lançamento e assim descreve a situação:

Não há como comprar Wii U, de modo algum, em lojas, só se for de terceiros, pagando de 200 a 350 dólares a mais pelo produto. Lojas como o Walmart fizeram listas suplementares, mas a previsão de entrega do console para os integrantes dessas listas é apenas para junho de 2013. Isso causou um desejo muito grande pelo vídeo game, e a polícia de São Francisco descobriu esquemas de quadrilhas que foram montadas com o objetivo específico de roubar os Wii U daqueles que o adquirissem, o que levou a Nintendo, em conjunto com as lojas, a mudarem a estratégia de lançamento.

Panfleto da GameStop com as instruções para evitar tumultos.

Em razão do alto risco de criminalidade na cidade de São Francisco, em muitas lojas não houve a “festa” de pré-venda, e várias delas não abriram à meia noite, como geralmente ocorre em grandes lançamentos como este. Conforme o panfleto da GameStop fotografado em uma das lojas, o Wii U somente está disponível àqueles que fizeram a pré-compra, e foram notificados de que o produto já está disponível, não sendo garantido, ainda, uma data específica para a entrega, ainda que a pré-compra tenha sido realizada quando o produto ainda estava disponível, tamanha a demanda pelo Wii U. Conforme informação de um vendedor entrevistado, além da notificação de disponibilidade do Wii U descrita no cartaz, é aconselhável que o adquirente do produto também entre em contato com a loja e marque um horário para busca-lo, para evitar tumulto e aglomerações que facilitariam o trabalho das quadrilhas que visavam roubar os videogames.

Eis que, novamente, apesar da confusão, a Nintendo consegue lançar um dos vídeo games mais cobiçados da história dessa indústria. Apesar das críticas, é inegável que muito provavelmente o Wii U poderá ser considerado um grande sucesso de vendas dentro de breve, com potencial para superar as grandiosas vendas de seu antecessor. A nós, jogadores e jogadoras atrasados, resta apenas esperar o vídeo game ficar mais “disponível” para que possamos ter o nosso, mesmo porque, não adiantaria nada chegar na loja, com 350 dólares e entrega-los ao vendedor, visto que o Wii U encontra-se em status SOLD OUT.

Espero que tenham gostado dessas informações exclusivas, apesar dos dois dias de atraso em relação ao lançamento. Esperamos que no lançamento do PS4 e do Xbox 3 possamos postar informações em tempo real do processo de lançamento nas lojas americanas e, quem sabe, japonesas.

Obrigado por ler!

Texto: Débora Messias

Edição: Henrique Messias

[Neto’s Review] Rayman Origins

Power to…

Capa do jogo

ENREDO

Rayman Origins é mais uma tentativa da Ubisoft de colocar o mascote Rayman na boca do povo. O jogo já teve várias facetas e agora vem em forma de um sidescroller 2D platformer, o estilo que outro mascote, o da Nintendo, Super Mario, consagrou.

E o enredo, mais uma vez no gênero, é algo simplório. O mundo de Rayman está em colapso e o jogador precisa salvá-lo, descorrompendo quatro guardiões dos elementos que regem o universo do personagem. No meio do caminho, fadas mágicas ajudarão o mascote sem braços e pernas.

O enredo é bastante simplório, mas não tem como deixar de se notar a hilariedade que a Ubisoft procurou colocar no jogo. Absolutamente tudo foi feito para ser caricato: personagens, cenários, inimigos, diálogos. O problema disso, porém, é que tudo isso acaba soando bastante forçado. Rayman e seus amigos, ao invés de serem engraçados, trocam as bolas  para serem idiotas e imbecis.

É muita careta pra pouca graça…

O jogo, portanto, vem para apelar para um humor extremamente pastelão, que é o das caretas e dos movimentos bruscos quando em comemorações e conversas (raras) que existem durante o jogo. Há quem goste deste tipo de humor, que chore de rir… mas é difícil ser de um nível universal de hilariedade, como é, por exemplo, o Mr. Bean.

Outro ponto importante são os personagens (jogáveis e não jogáveis): o público já dificilmente sabe quem é o Rayman, quanto mais seus amigos. E o jogo faz muito pouco para apresentá-los, é até mesmo difícil decorar os nomes e acaba-se por chamá-los de “o grandão azul” ou “o baixinho de chapéu”ou “o velho da árvore de barba”.

JOGABILIDADE

Quer jogar Rayman da forma como é feita para ser jogada? Jogue fazendo os famosos speed runs, modalidade onde o jogador busca passar das fases e desafios do modo mais rápido possível. Isso, no entanto, é algo que poucos fazem e que dificilmente é recompensador de se fazer na primeira vez que se joga.

Portanto, a análise feita aqui será conforme um jogo normal, sem speed run algum. Rayman é um platformer 2D sidescroller, ou seja, é um jogo como Super Mario Bros., Donkey Kong Country e LittleBigPlanet, com cenários cheios de obstáculos onde o jogador vai precisar de perícia e agilidade nos dedos para superá-los.

O jogo consiste em vários mundos com temáticas diferentes e, nos primeiros, o jogador vai obtendo novos poderes, como atacar, flutuar, encolher, afundar na água ou andar pelas paredes. Esses são upgrades que farão ser possível se passar dos novos desafios propostos pelo jogo. Rayman e seus companheiros têm como movimentos o pulo, correr e atacar. Basicamente isso, além dos upgrades já citados.

Há bastante variedade de fases.

O maior desafio que o jogador vai encontrar será passar pelos obstáculos propostos pelo jogo, seja pular sobre buracos ou pular entre duas paredes o mais rápido possível para que algo não o pegue de surpresa. No meio destes obstáculos, Rayman pode achar tesouros, como moedas ou passagens secretas para fases bônus que lhe dá prêmios para abrir novas fases.

Além destes desafios, o jogo coloca inimigos no meio do caminho. E é uma das maiores falhas do jogo. Grande parte dos inimigos ficam parados no chão e são extremamente passivos, cabendo ao jogador passar correndo por eles e pular em suas cabeças ou simplesmente dar um belo soco. Eles funcionam como outros obstáculos, mas poderiam ser bem mais inteligentes e ativos. Mas, se for pensar em jogar em um speed run, isso fica bastante aceitável, pois o jogador passará correndo e nem daria chance para o inimigo reagir de alguma forma.

Inimigos que não fazem nada…

O jogo possui muitos coletáveis, sendo os mais importantes os Lums, que são pequenos seres dourados que ficam dormindo pela fase. Toda fase possui pouco mais de 350 destes, divididos também entre moedas douradas, que dão bastante quantidade a mais, e também possui uma espécie de Rei Lum, que acorda os seres dourados e transforma-os em vermelho por um curto período de tempo e os deixa com o dobro do valor. Ao final da fase, um contador de Lums aparece e, a cada tanto coletado, o jogo vai recompensá-lo. E acredite, você vai querer pegar absolutamente TODOS os Lums! Coletar coisas nesse jogo é excelente!

Rayman Origins tem bastante variação dentro das fases. Há fases totalmente na água, outras híbridas, outras com um curso vertical, com variações climáticas de vento, e etc. E todas as fases possuem checkpoint em determinadas portas, que leva o jogador para uma nova área. Isso quebra um pouco a progressão do desafio. Por vezes passa-se de uma parte extremamente difícil de determinada fase e, posteriormente, na próxima sala, a facilidade reina absoluta. Essa quebra de progressão dá um pouco de desânimo, mas no geral o jogo é bastante desafiador em seus obstáculos propostos ao jogador.

Mudanças climáticas muito bem-vindas!

Há também fases onde o jogador vai subir em um grande mosquito, que atira projéteis e engole os inimigos. Essas fases são bastante prazerosas de serem jogadas e também bastante desafiadoras, pois a fase vai “engolindo” e deixa o jogador em situações difíceis de coletar Lums ou matar todos os inimigos.

O jogo possui bastante conteúdo desbloqueável, como novas fases dentro de todos os mundos e também novos personagens. O problema dos novos  personagens é que são todos absolutamente idênticos, todos têm o mesmo movimento, a mesma força, a mesma velocidade. Isso deixa a troca de personagens inócua, é apenas uma mera skin sem peculiaridade alguma.

O jogo também carece de mais boss battles. São pouquíssimas pela quantidade de mundos que o jogo possui. Talvez isso seja só um costume que a maioria dos platformers 2D tenham deixado como legado, mas essa falta de chefes é sentida durante metade do jogo, pelo menos.

Um ponto importante a ser destacado é a jogabilidade embaixo da água. Geralmente essas fases são o terror de qualquer jogador, mas não em Rayman Origins. O jogo possui uma característica bastante suave embaixo da água e não a deixa frustrante. Outra coisa é que os inimigos embaixo da água são muito mais agressivos do que os que ficam em terra, o que é bastante paradoxal, visto que geralmente é o contrário que acontece em outros jogos do gênero.

As fadas garantem novos poderes ao jogador.

SOM

O trabalho de sonoplastia do jogo é bastante competente, com músicas que vão seguindo a progressão da fase algumas vezes. Por outras vezes pode ser extremamente chatas e repetitivas as músicas: Rayman Origins não é um jogo que preza pela variação musical e não há tantas composições diferentes assim. Isso sem falar nas fases onde há uma espécie de “cantoria” em uma língua completamente esquisita… essas são as piores músicas possíveis, a ponto de irritar quem está jogando e/ou assistindo.

Pense numa música que te irrita…

Há de se destacar os barulhos de quando se pega vários Lums em sequência,principalmente se estiverem acordados. Esse tipo de som faz o jogador ter vontade de capturar mais e mais coletáveis. Muito bom.

GRÁFICOS

Rayman Origins é um jogo extremamente bonito, em todas as plataformas lançadas. Uma arte sem muita coisa carregada, prezando por ambientes naturais em mundos bastante coloridos. A movimentação dos personagens é bastante caricata e combina bem com a arte do jogo, deixando tudo muito bem encaixado.

Visual impecável.

Não há do que reclamar nesse ponto, parece que a equipe responsável pela arte teve bastante carinho em sua produção bastante limpa e leve, coisa que não se vê muito aplicada no gênero, que anda abandonado ultimamente, principalmente nos consoles HD.

VEREDITO

Rayman Origins é um excelente sidescroller 2D, um dos melhores de uma geração carente do estilo. Não é um jogo engraçado como pintam, mas sim um jogo idiota no mau sentido da coisa, com uma comédia pastelona e enjoativa, com um enredo bem pobre, mas quem liga para isso nesse tipo de jogo, certo? Afinal, o jogo possui bastante desafio, apesar de carecer de inimigos mais ativos e talvez ter mais fases, porém mais curtas do que as que o jogo possui (fases muito grandes e com muitas divisões tendem a ser enfadonhas). Jogue fazendo speed run e o desafio será muito maior e o jogo será muito mais prazeroso!

Rayman, na próxima seja carismático, e não mongolóide.

NOTAS

ENREDO: 6,0/10,0

+ Simplicidade funciona bem no estilo

+ As fadas são bastante carismáticas

– Mas os outros personagens não são

– Humor pastelão e enfadonho

JOGABILIDADE: 8,0/10,0

+ Desafio bastante alto

+ Rayman e seus amigos possuem muitos movimentos e possibilidades

+ Coletáveis que dão vontade de serem coletados

+ Locais secretos e coisas escondidas adicionam muito ao jogo

+ Uma das melhores jogabilidades aquáticas de todos os tempos

– Inimigos muito passivos

– Fases muito longas e com desafio quebrado

– Mais chefes em Rayman Origins 2, por favor!

– Muitos personagens jogáveis sem diferença alguma entre si

SOM: 7,0/10,0

+ Músicas que acompanham a progressão da fase

+ Sons ambientes muito bons

– Pouca variedade musical

– Algumas músicas irritam

GRÁFICOS: 10,0/10,0

+ Arte clean e bonita

+ Bastante cuidado em um gênero que anda sendo renegado

NOTA FINAL: 8,0/10,0