[Tomio’s Review] Tokyo Xanadu

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Imagem: Divulgação

Nome: Tokyo Xanadu
Produtora: Falcom
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

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[Tomio’s Review] Soul Sacrifice

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Nome: Soul Sacrifice
Produtora: Japan Studio
Gênero: Ação
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

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Soul Sacrifice é o mais novo título do pai de Megaman, Keiji Inafune, para o Playstation Vita.

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[Tomio’s Review] Ys: Memories of Celceta

1Nome: Ys: Memories of Celceta
Produtora: Falcom
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

As aventuras em Celceta

Ys: Memories of Celceta é, resumidamente, o quarto jogo da série. Não se trata de remake nem port, já que esse é o primeiro “Ys IV” oficial da Falcom; os outros eram apenas versões licenciadas feitas por outras produtoras (Ys IV: Mask of the Sun pela Tonkin House e Ys IV: Dawn of Ys pela Hudson).

Bonitinho (aka feio arrumadinho)

Ys IV não é um bom exemplo de competência técnica, já que seus gráficos são bem simples, aspectos de física como movimentação e colisão bem precários (apesar de não afetarem na fluidez do gameplay) e quedas de framerate em alguns momentos, mas nada muito brusco ou constante que chega a prejudicar.

Em compensação, o título é um verdadeiro show artístico, com um trabalho magnífico de iluminação e noção de horizonte através de técnicas de câmera, ressaltando bem as belas e variadas paisagens e o estilo visual que simula um tom suave de aquarela.

Os recursos do Vita também são muito bem utilizados, deixando a navegação em menus e visualização dos mapas muito mais dinâmicas graças as telas de toque.

A trilha sonora pode ser resumida em: Selo Falcom de Qualidade. O que isso quer dizer? Ouvir uma das faixas do jogo já responde essa pergunta:

Outro quesito que deixa a desejar no jogo é a falta de dublagem (e movimentação labial) durante as falas. A produtora colocou vozes durante as batalhas, em uma ou outra frase nas cutscenes e algumas palavras prontas como “Vamos lá!”. Esse meio termo acabou deixando o jogo com um forte e desnecessário aspecto de “produção pobre”.

Enredo: ruim sem, pior com

Ys IV conta as aventuras do protagonista Adol no continente chamado Celceta.

Adol é daqueles protagonistas mudos que tem como intuito fazer o próprio jogador entrar na pele dele, e o jogo faz isso muito bem – Adol possui um carisma imenso graças às engraçadas e variadas escolhas de falas oferecidas pelo jogo ao longo dos diálogos, deixando o jogador não só viver a aventura mais profundamente como até mesmo moldar levemente a personalidade do personagem.

O enredo do jogo conta uma história bem simples e com reviravoltas previsíveis, existindo claramente apenas como desculpa pro gameplay: Adol deve se aventurar e desvendar os mistérios de Celceta…de novo, pois ele perdeu a memória! Ao longo da jornada, ele precisa ir coletando esferas que guardam pedaços de suas lembraças, ajudando a esclarecer alguns detalhes da trama e do passado do protagonista. Se já não bastasse a simplicidade, a reta final é um tanto corrida e o final é uma das coisas mais esculaxadas que criaram em pleno século 21, comparável às súbitas telas de “Game Over” de vinte anos atrás. No final, o enredo desse jogo só serve para o jogador conhecer um pouco da infância de Adol.

Os personagens são outro aspecto infeliz do jogo, com um elenco até simpático e grande, mas extremamente mal explorado. As ações que os personagens tomam simplesmente não convencem pela simples falta de informações e explicações do jogo. Mas a pior parte fica mesmo com o elenco de vilôes, que aparecem do nada e desaparecem com menos lógica ainda.

Linhagem dos aventureiros

Ys IV é basicamente explorar o imenso Celceta, explorando novas áreas, conhecendo novos povos e coletando itens e outros tesouros.

As batalhas são basicamente como em outros Action RPGs, com golpes comuns, habilidades especiais como combos e projéteis, esquiva, defesa e outras mecânicas mais avançadas, como uma espécie de “bullet time” chamado flash guard/move, ao ativar os recursos defensivos na hora certa. Além dos controles completos e do rápido e fluido gameplay, Ys IV ainda traz 6 personagens com jogabilidade bem distinta entre eles, garantindo uma variedade e disponibilidade de estilos de jogo bem maiores. Para completar, cada personagem carrega uma espécie de elemento, que funciona como a lógica de “Tesoura-papel-pedra”, garantindo melhor eficiência em batalha e habilidades extras dependendo dos personagens escolhidos para a linha de frente.

Um dos destaques na hora da ação é o sistema de party do jogo. O sistema é bem simples, mas funciona muito bem: o jogador escolhe se quer ficar na defensiva ou na ofensiva. Na primeira opção, os personagens do grupo não fazem nada, em troca de não serem acertados por um ataque em momento algum. Já no modo ofensivo, eles partem para cima de tudo e todos, sacrificando seus HPs. Além disso, eles coletam itens espalhados pelo cenário como ação primária e não morrem de forma alguma (ficam sempre com 1 de HP), não necessitando que o jogador banque a babá. Com isso, fica nas mãos do jogador o estilo de jogo: ficar só na defensiva, se virar sozinho e garantir “reservas”, partir pra ofensiva e não trocar de personagem em momento algum, ou revesar entre defesa e ataque na hora certa e dominar por completo uma batalha, resultando em um título maleável para todos os gostos, mas que não deixa ninguém na mão.

A progressão do jogo é de um adventure open world, como nos Zeldas antigos: Um grande mapa com liberdade total de exploração e ordem de avanço, vários caminhos secretos, dungeons opcionais e áreas só acessíveis depois de adquirir um certo item, personagem ou alcançar um ponto da história. Por ser um jogo onde o principal objetivo é completar o desenho do mapa geral de Celceta, a descoberta de qualquer coisa resulta no registro dessas informações no papel, que por sua vez, garantem prêmios em dinheiro após uma certa porcentagem completa, resultando em um gameplay extremamente viciante e imersivo,  e chamando o jogador, de forma irresistível, a fazer 100% do jogo.

Outro ponto positivo é a variedade de gameplay. Toda dungeon ou nova área, o jogador é submetido a desafios bem variados, envolvendo minigames com a tela de toque ou quebra-cabeças mais clássicos como ativar interruptores. Essa variedade acaba envolvendo também os personagens, já que cada um possui uma habilidade especial única que pode ser crucial em determinado momento, como cortar plantas ou destruir paredes para formar passagens, fazendo o jogador nunca ficar preso a um só grupo de personagens ou cair na mesmice da ação. Os chefões também não ficam atrás em variedade, pois todos eles possuem formas diferenciadas de serem derrotados.

A dificuldade do jogo é um ponto completamente adaptável ao jogador: Há desde o easy, para aqueles que querem curtir uma exploração sem muitas batalhas, ao Nightmare (very hard), modo que fará os chefões serem extremamente poderosos e demorados, algo a nível de jogos sádicos como Dark Souls, por exemplo. Por ser uma característica praticamente perdida nos jogos atuais do gênero, Ys IV acaba brilhando nesse aspecto, principalmente para os masoquistas de plantão.

O único aspecto do gameplay que deixou muito a desejar foi um dos sistemas de jogo: o de dia e noite. O sistema consiste em mudar, em tempo real, a iluminação do jogo em um loop de dia – tarde – noite – manhã. O problema é que essa mecânica é 95% estética, pois existem apenas uma side-quest e um inimigo que dependem de uma hora específica; de resto, serve apenas para o jogador curtir a mudança sutil de paisagem por conta da iluminação.

Mishishi!

Ys IV tem uma duração de até 50 horas se for feito tudo que é necessário para obter todos os troféus do jogo. Inclusive, o título é o primeiro da Falcom a ter o sistema de conquistas das plataformas Sony – até então, a empresa fazia seu próprio sistema de premiações, presentes nos últimos jogos da série The Legend of Heroes.

O jogo conta um um leque grande e bem variado de extras, que vão desde trivias como informações extras de algum personagem a brincar de esconde-esconde com um cameo de outra série da Falcom, Trails. Mas o principal atrativo fica nas side-quests, que além de serem tão variadas quanto o gameplay da quest principal, trazem pequenas e divertidas histórias paralelas dos NPCs.

Para aqueles que querem extras focados no desafio, há também o modo Boss Rush, disponível a partir do New Game +, permitindo o jogador lutar contra todos os chefões do jogo com limites de itens e quebrar recordes de tempo.

Até a próxima aventura

Ys: Memories of Celceta é uma preciosidade para o atual e fraco acervo de jogos do Playstation Vita, sendo facilmente o melhor jogo disponível para o sistema até então. Um action RPG obrigatório não apenas para os fãs da franquia ou do gênero, mas para qualquer fã de videogame.

Nota: 9,5

[Neto’s Review] Rayman Origins

Power to…

Capa do jogo

ENREDO

Rayman Origins é mais uma tentativa da Ubisoft de colocar o mascote Rayman na boca do povo. O jogo já teve várias facetas e agora vem em forma de um sidescroller 2D platformer, o estilo que outro mascote, o da Nintendo, Super Mario, consagrou.

E o enredo, mais uma vez no gênero, é algo simplório. O mundo de Rayman está em colapso e o jogador precisa salvá-lo, descorrompendo quatro guardiões dos elementos que regem o universo do personagem. No meio do caminho, fadas mágicas ajudarão o mascote sem braços e pernas.

O enredo é bastante simplório, mas não tem como deixar de se notar a hilariedade que a Ubisoft procurou colocar no jogo. Absolutamente tudo foi feito para ser caricato: personagens, cenários, inimigos, diálogos. O problema disso, porém, é que tudo isso acaba soando bastante forçado. Rayman e seus amigos, ao invés de serem engraçados, trocam as bolas  para serem idiotas e imbecis.

É muita careta pra pouca graça…

O jogo, portanto, vem para apelar para um humor extremamente pastelão, que é o das caretas e dos movimentos bruscos quando em comemorações e conversas (raras) que existem durante o jogo. Há quem goste deste tipo de humor, que chore de rir… mas é difícil ser de um nível universal de hilariedade, como é, por exemplo, o Mr. Bean.

Outro ponto importante são os personagens (jogáveis e não jogáveis): o público já dificilmente sabe quem é o Rayman, quanto mais seus amigos. E o jogo faz muito pouco para apresentá-los, é até mesmo difícil decorar os nomes e acaba-se por chamá-los de “o grandão azul” ou “o baixinho de chapéu”ou “o velho da árvore de barba”.

JOGABILIDADE

Quer jogar Rayman da forma como é feita para ser jogada? Jogue fazendo os famosos speed runs, modalidade onde o jogador busca passar das fases e desafios do modo mais rápido possível. Isso, no entanto, é algo que poucos fazem e que dificilmente é recompensador de se fazer na primeira vez que se joga.

Portanto, a análise feita aqui será conforme um jogo normal, sem speed run algum. Rayman é um platformer 2D sidescroller, ou seja, é um jogo como Super Mario Bros., Donkey Kong Country e LittleBigPlanet, com cenários cheios de obstáculos onde o jogador vai precisar de perícia e agilidade nos dedos para superá-los.

O jogo consiste em vários mundos com temáticas diferentes e, nos primeiros, o jogador vai obtendo novos poderes, como atacar, flutuar, encolher, afundar na água ou andar pelas paredes. Esses são upgrades que farão ser possível se passar dos novos desafios propostos pelo jogo. Rayman e seus companheiros têm como movimentos o pulo, correr e atacar. Basicamente isso, além dos upgrades já citados.

Há bastante variedade de fases.

O maior desafio que o jogador vai encontrar será passar pelos obstáculos propostos pelo jogo, seja pular sobre buracos ou pular entre duas paredes o mais rápido possível para que algo não o pegue de surpresa. No meio destes obstáculos, Rayman pode achar tesouros, como moedas ou passagens secretas para fases bônus que lhe dá prêmios para abrir novas fases.

Além destes desafios, o jogo coloca inimigos no meio do caminho. E é uma das maiores falhas do jogo. Grande parte dos inimigos ficam parados no chão e são extremamente passivos, cabendo ao jogador passar correndo por eles e pular em suas cabeças ou simplesmente dar um belo soco. Eles funcionam como outros obstáculos, mas poderiam ser bem mais inteligentes e ativos. Mas, se for pensar em jogar em um speed run, isso fica bastante aceitável, pois o jogador passará correndo e nem daria chance para o inimigo reagir de alguma forma.

Inimigos que não fazem nada…

O jogo possui muitos coletáveis, sendo os mais importantes os Lums, que são pequenos seres dourados que ficam dormindo pela fase. Toda fase possui pouco mais de 350 destes, divididos também entre moedas douradas, que dão bastante quantidade a mais, e também possui uma espécie de Rei Lum, que acorda os seres dourados e transforma-os em vermelho por um curto período de tempo e os deixa com o dobro do valor. Ao final da fase, um contador de Lums aparece e, a cada tanto coletado, o jogo vai recompensá-lo. E acredite, você vai querer pegar absolutamente TODOS os Lums! Coletar coisas nesse jogo é excelente!

Rayman Origins tem bastante variação dentro das fases. Há fases totalmente na água, outras híbridas, outras com um curso vertical, com variações climáticas de vento, e etc. E todas as fases possuem checkpoint em determinadas portas, que leva o jogador para uma nova área. Isso quebra um pouco a progressão do desafio. Por vezes passa-se de uma parte extremamente difícil de determinada fase e, posteriormente, na próxima sala, a facilidade reina absoluta. Essa quebra de progressão dá um pouco de desânimo, mas no geral o jogo é bastante desafiador em seus obstáculos propostos ao jogador.

Mudanças climáticas muito bem-vindas!

Há também fases onde o jogador vai subir em um grande mosquito, que atira projéteis e engole os inimigos. Essas fases são bastante prazerosas de serem jogadas e também bastante desafiadoras, pois a fase vai “engolindo” e deixa o jogador em situações difíceis de coletar Lums ou matar todos os inimigos.

O jogo possui bastante conteúdo desbloqueável, como novas fases dentro de todos os mundos e também novos personagens. O problema dos novos  personagens é que são todos absolutamente idênticos, todos têm o mesmo movimento, a mesma força, a mesma velocidade. Isso deixa a troca de personagens inócua, é apenas uma mera skin sem peculiaridade alguma.

O jogo também carece de mais boss battles. São pouquíssimas pela quantidade de mundos que o jogo possui. Talvez isso seja só um costume que a maioria dos platformers 2D tenham deixado como legado, mas essa falta de chefes é sentida durante metade do jogo, pelo menos.

Um ponto importante a ser destacado é a jogabilidade embaixo da água. Geralmente essas fases são o terror de qualquer jogador, mas não em Rayman Origins. O jogo possui uma característica bastante suave embaixo da água e não a deixa frustrante. Outra coisa é que os inimigos embaixo da água são muito mais agressivos do que os que ficam em terra, o que é bastante paradoxal, visto que geralmente é o contrário que acontece em outros jogos do gênero.

As fadas garantem novos poderes ao jogador.

SOM

O trabalho de sonoplastia do jogo é bastante competente, com músicas que vão seguindo a progressão da fase algumas vezes. Por outras vezes pode ser extremamente chatas e repetitivas as músicas: Rayman Origins não é um jogo que preza pela variação musical e não há tantas composições diferentes assim. Isso sem falar nas fases onde há uma espécie de “cantoria” em uma língua completamente esquisita… essas são as piores músicas possíveis, a ponto de irritar quem está jogando e/ou assistindo.

Pense numa música que te irrita…

Há de se destacar os barulhos de quando se pega vários Lums em sequência,principalmente se estiverem acordados. Esse tipo de som faz o jogador ter vontade de capturar mais e mais coletáveis. Muito bom.

GRÁFICOS

Rayman Origins é um jogo extremamente bonito, em todas as plataformas lançadas. Uma arte sem muita coisa carregada, prezando por ambientes naturais em mundos bastante coloridos. A movimentação dos personagens é bastante caricata e combina bem com a arte do jogo, deixando tudo muito bem encaixado.

Visual impecável.

Não há do que reclamar nesse ponto, parece que a equipe responsável pela arte teve bastante carinho em sua produção bastante limpa e leve, coisa que não se vê muito aplicada no gênero, que anda abandonado ultimamente, principalmente nos consoles HD.

VEREDITO

Rayman Origins é um excelente sidescroller 2D, um dos melhores de uma geração carente do estilo. Não é um jogo engraçado como pintam, mas sim um jogo idiota no mau sentido da coisa, com uma comédia pastelona e enjoativa, com um enredo bem pobre, mas quem liga para isso nesse tipo de jogo, certo? Afinal, o jogo possui bastante desafio, apesar de carecer de inimigos mais ativos e talvez ter mais fases, porém mais curtas do que as que o jogo possui (fases muito grandes e com muitas divisões tendem a ser enfadonhas). Jogue fazendo speed run e o desafio será muito maior e o jogo será muito mais prazeroso!

Rayman, na próxima seja carismático, e não mongolóide.

NOTAS

ENREDO: 6,0/10,0

+ Simplicidade funciona bem no estilo

+ As fadas são bastante carismáticas

– Mas os outros personagens não são

– Humor pastelão e enfadonho

JOGABILIDADE: 8,0/10,0

+ Desafio bastante alto

+ Rayman e seus amigos possuem muitos movimentos e possibilidades

+ Coletáveis que dão vontade de serem coletados

+ Locais secretos e coisas escondidas adicionam muito ao jogo

+ Uma das melhores jogabilidades aquáticas de todos os tempos

– Inimigos muito passivos

– Fases muito longas e com desafio quebrado

– Mais chefes em Rayman Origins 2, por favor!

– Muitos personagens jogáveis sem diferença alguma entre si

SOM: 7,0/10,0

+ Músicas que acompanham a progressão da fase

+ Sons ambientes muito bons

– Pouca variedade musical

– Algumas músicas irritam

GRÁFICOS: 10,0/10,0

+ Arte clean e bonita

+ Bastante cuidado em um gênero que anda sendo renegado

NOTA FINAL: 8,0/10,0

[Tomio’s Review] Gravity Rush

Nome: Gravity Rush
Produtora: Studio Japan
Gênero: Ação
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

A gravidade da coisa

Gravity Rush (Gravity Daze no Japão) é o mais novo título da Studio Japan para o Playstation Vita.

A gravidade do produto

Gravity Rush leva o jogador a uma ambientação steampunk, representada por uma bela cidade fictícia em cel-shaded. Em termos técnicos, o jogo apresenta altos e baixos: A iluminação é aplicada de forma sublime, ofuscando a vista do jogador em alguns locais e representando muito bem as transições de horas. A física é outro destaque, com elementos como inércia, gravidade e movimentação dos personagens fluindo de forma impecável. Do outro lado, algumas telas de loading são persistentes, e o excesso de serrilhados faz os estonteantes gráficos do jogo perderem um pouco do seu brilho.

A parte sonora é outro ponto bastante agradável, apresentando uma trilha mista de muito jazz e músicas orquestradas, deixando a aventura ainda mais interessante.

A gravidade do problema

Gravity Rush conta as aventuras de Kitten, uma manipuladora de gravidade que ronda a cidade com seu gato Dusty para ajudar o povo resolvendo problemas.

A narrativa é basicamente dividida em dois estilos: um estilo história em quadrinhos, onde o jogador precisa apertar um botão pra ir passando cena por cena, e as convencionais cinemáticas, com atmosfera que lembra bastante ICO (PS2), seja pelos personagens não falarem muito nelas, seja pela língua completamente diferente que eles usam.

A história do jogo é interessante, contendo muitos segredos e algumas reviravoltas, e é contado de forma levemente subliminar para fazer com que o jogador interprete e tire conclusões à sua maneira. O problema é que o fluxo de informações é mal planejado, fazendo com que no final do jogo, a única conclusão que o jogador tira, é a de que haverá continuação. Além de não ser possível entender muito do enredo, os personagens também acabam sendo muito mal explorados, ficando difícil de saber se são um bom elenco ou não no final das contas.

A gravidade dos controles

Gravity Rush é um jogo de ação em um mundo aberto com progressão estilo GTA, ou seja, o jogador precisa ativar missões espalhadas pela cidade, assim como outros extras.

Liberdade é a palavra-chave do jogo. É incrível a sensação que o título proporciona com o elemento gravidade, já que o jogador pode literalmente voar o mundo do jogo inteiro quando bem entender. É divertido, inclusive, ficar no meio das pessoas andando no meio da rua, e “acidentalmente” fazê-los voar juntos ao ativar tal modo.

O modo gravidade é o fator principal de gameplay. Com ele, o jogador pode usar uma espécie de telecinese, voar, andar em paredes e tetos, deslizar em ladeiras e dar voadoras pesadas para realizar missões, geralmente indo de ponto A para B e matando os inimigos da área. Ao contrário do que parece, o jogo possui missões variadas nos momentos certos, não deixando que a aventura caia em mesmice e se torne enjoativa. A única coisa que pode vir a ser incômoda é o design dos inimigos, já que, por conta do enredo, são todos uma espécie de sombra de uma cor só. Felizmente o defeito fica só no visual, pois eles são bastante variados em formas de derrotá-los.

A dificuldade do jogo é média em grande parte do tempo e alta em ocasiões específicas, geralmente contra chefões. Mas grau depende bastante também de como o jogador molda a heroína: o desempenho de Kitten pode ser melhorado com upgrades estilo RPG, bastando apenas de jóias preciosas, que podem ser coletadas pelo cenário, concluindo extras ou derrotando alguns inimigos. Um aspecto interessante do sistema de upgrade, é que o nível de evolução de atributos depende da reputação da protagonista com a população, elemento que é alterado avançando na história e concluíndo extras.

Um dos problemas na mecânica de gravidade, é a falta de orientação de espaço quando o jogador se encontra no meio do nada, no meio do ar. Em um momento de ação, com muitas giradas de câmera e ações de ponta-cabeça, fica difícil depois de um tempo saber aonde Kitten está, porque o jogo não oferece nenhum tipo de indicador de posição do corpo da protagonista.

Outro ponto negativo são os motores de movimentos do Vita, já que eles funcionam mesmo quando o jogador está usando os controles convencionais. Isso resulta em um “desentendimento” entre os dois controles e deixam as coisas bem desconfortáveis para a vida do jogador. Felizmente, existe uma opção para desligar os sensores e deixar os comandos apenas para os botões.

Mas nem todas as funcionalidades do Vita são problemas. A tela de toque frontal é um ótimo exemplo disso, já que ela pode ser utilizada para os menus de jogo, deixando os mesmos bem rápidos para serem acessados e bem dinâmicos. Além disso, fica mais fácil se guiar pelos mapas, pois basta um toque na tela e o jogador já marca no “GPS” aonde quer ir.

A gravidade dos extras

Gravity Rush dura cerca de 10 horas apenas em sua campanha principal. Além das missões do modo história, o jogo proporciona muitas conversas e missões secundárias. O jogo conta também com vários conteúdos para download, contendo novas missões e novos troféus.

A gravidade corrida

Gravity Rush é um grande título, com apresentação técnica de qualidade, gameplay variado e mecânicas inovadoras. Um título obrigatório para donos do Playstation Vita.

Nota: 8,5