[Consciência Gamer] Cinco anos escrevendo sobre videogame.

O-que-não-escrever-no-currículo

Na verdade, escrevemos no computador… mas fica mais bonito e romântico assim, não?

Em 31 de agosto o Jogador Pensante faz cinco anos de idade. Foi em um 31 de agosto de 2010 que iniciei este site, na época era só um blog WordPress, somente depois de alguns anos que viria a ser um site .com, com domínio próprio (apesar de ainda usarmos a plataforma WordPress).

Foi neste dia que fiz uma análise de Heavy Rain. Relendo-a, eu hoje escreveria algo completamente diferente, e certamente teria visto com um olhar mais crítico o jogo. Apesar de, na época, me considerar um jogador crítico, escrever sobre games é algo que vai amadurecendo cada vez mais, especialmente se você escreve por paixão, sem receber nada por isso. Dei 9,5 de nota para o jogo, e na época eu o achava um dos melhores jogos de todos os tempos. Hoje tenho uma opinião bem diferente sobre o jogo, e ele possui uma fórmula da qual, sinceramente, não gosto mais.

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[The Console Wars] Season 2, capítulo 4: Sem rumo

Console Wars

O mais novo capítulo de “The Console Wars” já está disponível! Você pode acompanhar (ou conhecer) a série clicando no banner do blog à direita do site, ou AQUI. Não deixe de conferir o excelente trabalho do Rodrigo Félix!

[Jogo do ano] 2012

2012 nos trouxe grandes jogos, do começo ao fim. Novas franquias chegaram, enquanto antigas tiveram continuações ou foram encerradas. De início, o ano nem prometia tanto, mas acabou tendo jogos memoráveis, que jamais serão esquecidos por todos nós jogadores.

Pela primeira vez, nós do Jogador Pensante nos reunimos para decidir algo que nunca antes havíamos feito aqui no site: a premiação de Jogo do Ano, o famoso “Game of the Year” dos sites gringos. Fizemos votações e chegou agora o momento da revelação para todo o mundo de quais foram os três melhores jogos de portáteis e de mesa de 2012!

Que rufem os tambores!

Portáteis

Indicados:

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3º lugar:

Quem não tem cão, caça com gato, não é mesmo? O provérbio faz muito sentido quando o assunto são os portáteis da atualidade em relação a Monster Hunter. A franquia da Capcom ficou para o Nintendo 3DS, então restou ao Playstation Vita “caçar com gato”. Mas que tal um gato persa, perfumado, gordo e todo estiloso? É mais ou menos isso que acontece com o jogo a seguir.

Baseado no famoso MMORPG coreano, o título traz um RPG de ação incessante, onde o objetivo principal é realizar missões. Mas para concluir os mais difíceis, é preciso derrotar diversos monstros, pegar seus loots e criar equipamentos mais poderosos, bem ao estilo do seu “primo canino”. A simplicidade e o dejávu não escondem o vasto conteúdo e o excelente acabamento do título, fazendo com que o mesmo ocupe a terceira posição do nosso site!

Nosso terceiro melhor jogo para portáteis de 2012 é RAGNAROK ODYSSEY.

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2º lugar:

De pernas pro ar. Não, não é o filme estrelado por Ingrid Guimarães. mas sim como podemos definir a jogabilidade do nosso segundo colocado.

O jogo é todo diferenciado. Um cell shaded com cores mais calmas, uma trilha sonora com muito jazz, uma narrativa que nos leva de volta lá para o nosso querido ICO e uma jogabilidade louca, nova e genial, baseada em gravidade em um mundo aberto, mais precisamente uma cidade.

O titulo não é somente uma experiência imperdível para qualquer gamer, como também foi uma peça importante para o Playstation Vita, que sofreu em 2012 com baixas vendas e falta de títulos de grande expressividade.

Voar nunca foi tão divertido!

Nosso segundo melhor jogo para portáteis de 2012 é GRAVITY RUSH.

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1º lugar:

Nathan Drake não para nunca, e não deixaria passar mais essa boquinha.

Apesar de não ser produzido pela Naughty Dog (foi feito pela Studio Bend, de Syphon Filter), o spin-off da franquia mais querida do Playstation 3 não fez feio no novo portátil da Sony, apresentando um dos gráficos mais bonitos que um aparelho de mão já apresentou.

E os destaques não param por aí. O jogo é também o primeiro a usar dois analógicos em um portátil, mudando para sempre a jogabilidade de jogos com tiroteio nesse tipo de console.

Mas o principal atrativo do jogo é, certamente, seu conteúdo jogável. Com passagens alternativas, vários tipos de tesouros e muitas outras atividades arqueológias fazem com que o primeiríssimo jogo do Playstation Vita supere todos os seus antecessores canônicos e seja um título obrigatório para fãs da série, donos do portátil e gamers em geral.

Oh, crap!

UNCHARTED: GOLDEN ABYSS é o melhor jogo para portáteis de 2012!

UnchartedGoldenAbyssVista_620

– x –

2012 foi um excelente ano para o Nintendo 3DS e Playstation Vita. Títulos como Kingdom Hearts 3D e Uncharted Golden Abyss provaram que os pequenos podem ser tão bons quanto consoles de mesa. O Vita, apesar de todas as críticas negativas, teve um número considerávelmente grande de bons títulos. Mas o melhor ainda está por vir, pois muitos jogos grandiosos, como Bravely Default: Flying Fairy e Ys: Foliage Ocean in Celceta, foram lançados apenas no Japão no momento, e acreditem, são imperdíveis! 2013 nem começou direito, mas já promete para os gamers, não é mesmo?

Consoles de mesa

Indicados:

 

jpmesa

3º lugar:

Estamos bastante acostumados a acompanhar os perigos em cidades, no future, em meio a um cenário de guerra e desolação. E também muitos jogos nos colocam na pele de personagens fortes, marombados e terrivelmente violentos desde o início, com muitos poderes sobrenaturais inatos.

Mas não o terceiro lugar do Jogador Pensante. Esse jogo nos leva a um cenário paradisíaco, belo e cheio de perigos naturais, com um clima de guerrilha, com muita ação, diversão e coisas a se fazer. Nele, Jason Brody tem que encarar um dos vilões mais performáticos e inesquecíveis do mundo dos videogames, com uma trilha sonora e dublagens belíssimas. Além de ter um dos melhores visuais dessa geração.

Nosso terceiro melhor jogo de 2012 é FAR CRY 3.

original

2º lugar:

O segundo lugar do Jogador Pensante nos leva aos Estados Unidos, depois da franquia vagar bastante pela Europa. É um jogo onde a crença do jogador será levada ao limite, em uma franquia de muitos altos e baixos.

No jogo de 2012, jogamos com um dos poucos protagonistas indígenas dos videogames e isso soa bastante refrescante em uma época onde soldados fazem a festa. A espera pelo jogo foi grande, após 3 jogos com o mesmo protagonista, a série Assassin’s Creed precisava de uma renovação, de novos ares e de uma nova localização.

Apesar dos inúmeros problemas do jogo, a aventura de Connor (e Haythan) é extremamente prazerosa e com um conteúdo enorme, com a jogabilidade mais fluída da série, sem contar nas novidades do combate e do sistema de escalada, além de ter um salto gráfico gigantesco, devido à nova engine do jogo.

Nosso segundo  melhor jogo de 2012 é ASSASSIN’S CREED III.

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1º lugar:

Esse aqui é especial. Chegou de mansinho, sem grandes pretensões, sem tanto marketing… mas é praticamente impossível não nos apaixonarmos por ele.

É outro jogo sobre assassinato, vingança, honra… mas bem diferente do trivial. Uns diziam que seria um “aperitivo” antes de Bioshock Infinite, que chega esse ano, mas depois se viram redondamente enganados. O jogo é um jantar chique e luxuoso.

Para começar, a arte é belíssima, lembrando o impressionismo (mas ok, o visual poderia ter sido mais bem polido), com uma trilha sonora sutil e com uma música tema fantástica em um dos trailers, além de ter um enredo que vai sendo moldado conforme suas ações, e isso é feito muito bem, as decisões realmente influenciam positiva ou negativamente.

Mas o ponto alto é, claramente, a jogabilidade. Extremamente imersivo, divertido e com um fator replay altíssimo. Está na cara que o primeiro lugar foi feito para ser jogado como um jogo de ação furtiva, mas nada impede de irmos à caça descendo o sarrafo em todo mundo, com magias poderosas e armas de fogo.

Levante-se, Corvo Attano.

DISHONORED é o melhor jogo de 2012!

Dishonoured

– x –

2012 se provou um ano tão bom que tivemos dez concorrentes a melhor jogo. Essa diversidade apresentada pela geração atual está evidenciada em diversos jogos, e isso torna essa geração única e marcante. No fim das contas, melhor ou pior quem define é unicamente quem joga alguma coisa, mas não poderíamos deixar passar a chance de fazermos nossa própria premiação, certo?

E que 2013 nos traga ainda mais jogos inesquecíveis!

Texto dos portáteis: Tomio

Introdução e texto dos consoles de mesa: Neto

Montagens das imagens dos consoles portáteis e consoles de mesa: Guilherme Drigo

[Neto’s Review] Far Cry 3

“A sociedade te ensinou a falhar. Não a natureza”

Poster de Far Cry 3

Poster de Far Cry 3

Turismo de aventura

Far Cry 3 é a nova aposta da Ubisoft na franquia. O anterior, Far Cry 2, foi um jogo um tanto mal recebido e com muitas falhas, momentos morosos e com bastante repetitividade. Ficar com um pé atrás com o novo jogo da série é o normal.

O enredo e o cenário de Far Cry 3 são totalmente diferentes e sem ligação com o anterior da série. Desta vez o jogo se passa nas Ilhas Rook, em algum lugar do Pacífico, provavelmente nas polinésias, mas nada disso é dito durante o jogo, então é impossível de se saber onde ficam as Ilhas Rook.

As ilhas são o local perfeito para realizar um belo turismo de aventura, principalmente skydiving. E é para lá que Jason, o protagonista do jogo, e seus amigos e irmãos vão para torrar as fortunas de seus pais. Mas eles não esperavam que isso terminaria muito mal, tudo porque as Ilhas Rook são o covil preferido de piratas e traficantes de escravos.

Vaas, o Rei da Floresta

Agora, imagine só a situação: um bando de playboy sequestrados e enjaulados para serem vendidos como escravos para qualquer um que queira comprar. E além disso, por um vilão claramente psicopata, chamado Vaas, um dos personagens mais detestáveis e carismáticos já criados algum dia para os videogames.

Perceba, Vaas não é um vilão comum que fala grosso e é diabólico porque tem um plano de conquista global. Ele tem uma voz esganiçada e que falha quando fica nervoso e parece se divertir com a crueldade e medo que causa nos seus cativos, sempre com frases de efeito e discursos sobre a loucura.

Vaas

Vaas

E é diante disso que Jason foge para a floresta, procurando se esconder de Vaas e recuperar seus amigos e seu irmão mais novo, mas para isso vai ter ajuda mística e muita tinta.

A Garça, o Tubarão e a Aranha

Toda a mitologia das Ilhas Rook giram em torno de um guerreiro poderoso que surgirá e conseguirá todas as tatuagens e livrará as ilhas de todo o mal que os piratas causam para a ilha. Jason surge como a possibilidade de ser o Neo de Far Cry 3 e ganha suas primeiras tataus (tatuagens) de um guerreiro Rakyat (o povo das ilhas) chamado Dennis.

Estas marcas de tinta no braço esquerdo de Jason Brody surgem como upgrades do jogo, baseados em pontos de experiência que se ganha fazendo as missões do jogo, matando inimigos, cumprindo side quests e afins. Há três trilhas distintas das tatuagens, baseadas nos três animais sagrados do povo Rakyat: a Garça, o Tubarão e a Aranha.

É importantíssimo o upgrade no jogo, visto que somente assim obtém-se mais barras de vida, ganha-se mais resistência, aumenta-se o poder das seringas curativas e ganham-se novas habilidades de matar inimigos, de aumentar precisão das armas e outros.

Tatau mostrada na skill tree

Tatau mostrada na skill tree

Essa skill tree não é tão grande e complexa quanto a de um Skyrim ou algum outro RPG, mas, entendendo-se que é um shooter, há muito o que se evoluir, o que é um tanto difícil haver em jogos do gênero. Isso é um ponto extremamente positivo, pois aumenta o conteúdo do jogo significativamente e também dá mais vontade ao jogador de cumprir objetivos secundários ou procurar matar os inimigos de formas menos convencionais do que somente um tiro no peito, visto que um tiro na cabeça dá mais pontos de experiência, bem como um assassinato silencioso dá ainda mais.

A civilização da caça e coleta

As Ilhas Rook são grandes. O jogo possui um mapa aberto gigantesco, mas que está recheado de animais selvagens. De primeiro, pode-se pensar que isso é uma bela de uma porcaria, porque, vai caçar para quê? Só para vender?

Mas não, Far Cry 3 conseguiu colocar bastante motivos para a caça. Além do upgrade da tatuagem, há também o upgrade de bolsas de inventário, coldres de armas, mochilas para carregar granadas e bombas, carteiras de dinheiro e etc. E para que isso ocorra, é necessária a caça de animais.

Cada região do mapa possui um grupo distinto de animais para caça. Por exemplo, para se obter determinado upgrade, requerem-se duas peças de couro de búfalo. E não, não vende nas lojas espalhadas pelo mapa. A única alternativa é ir até um local onde haja búfalos e caçar. Feita a caça, um simples acesso ao menu e pronto, aumenta-se a capacidade de carregar itens dentro da mochila (por exemplo).

Caçando

Caçando

Isso é bastante interessante, mas há horas em que fica difícil encontrar os animais em questão para caça, e é aí que entra a coleta de folhas e plantas medicinais.

O jogo possui vários tipos de seringas que podem ser feitas pelo jogador: de medicamento, de boost de caça, de exploração e de combate. Há vários tipos diferentes de folhas: verdes, amarelas, vermelhas, azuis… e cada uma produz uma seringa diferente, ou combinadas obtêm-se algumas seringas mais poderosas (mas não sempre). Portanto, há seringas de caça que permitem que Jason consiga sentir o cheiro dos animais, que aparecem destacados pelo cenário.

E não se preocupe: as Ilhas Rook estão infestadas de plantas, que aparecem diretamente no radar. Mas jamais se esqueça de ter sempre seringas de medicamento de prontidão e algumas folhas verdes guardadas, para o caso de acabarem… se curar nesse jogo é imprescindível.

O mapa da selva

O mundo de Far Cry 3 é enorme, e o mapa vem completamente fechado. E aqui um empréstimo de Assassin’s Creed não fez mal: há diversas torres de rádio espalhadas pelo mundo que, se escaladas e desativadas, garantem duas boas coisas ao jogador:

A primeira e mais importante é a liberação da visualização de uma grande área do mapa. Isso garante uma mobilidade mais fácil e possibilidade de ver as zonas de influência inimiga, áreas que são extremamente hostis ao jogador.

A segunda é a liberação de armas gratuitas nas lojas. Quanto mais torres de rádio liberadas, mais armas ficam gratuitas para o jogador. E isso é interessante, visto que dinheiro é um problema para se conseguir.

Torre de rádio

Torre de rádio

Liberado o mapa, é possível ver as zonas de influência dos inimigos. Essas áreas são perigosas para se caminhar, pois estão cheias de inimigos andando para lá e para cá, e vão atacar assim que verem. Para dar fim a essa influência, Jason deve exterminar todos os inimigos de algum posto avançado da área, que garantirá vários benefícios, o primeiro e mais óbvio é a erradicação da hostilidade da área; o segundo é a abertura de um ponto para viagem rápida (imprescindível em um jogo desse tamanho); o terceiro, por fim, é a abertura de um ponto de venda de armas e munições em cabines automatizadas dentro destes postos.

Jason Fisher Snake

Liberar estes postos avançados não é coisa fácil. O level design destas partes vão se intensificando conforme as missões vão se movendo para novas áreas. Não é obrigatório liberar estes postos, mas fazê-lo facilita muito, pois andar pelo mapa pode se tornar cansativo (apesar dos inúmeros veículos que o jogo apresenta).

Estes postos contêm vários inimigos que ficam rondando a área, prontos para atirar ao menor aviso de inimigo. Outro problema que Jason vai encontrar é que todos esses postos possuem alarmes, que servem para chamar reforços. Portanto, já deu para perceber que partir para o modo berserker é praticamente um suicídio, certo?

E é aí que fica clara a importância do stealth no jogo. Não é algo obrigatório, mais uma vez, mas fica como algo extremamente vantajoso. O primeiro passo é desativar o alarme sem ninguém perceber. E, se você for audacioso e cuidadoso o suficiente, vai eliminar todos como um verdadeiro assassino silencioso, o que vai te garantir um bônus muito maior por liberar o posto do que somente eliminar todos fazendo explosões e barulho demais.

O stealth de Far Cry 3 é bastante simples, porém funcional. Jason possui, para seu auxílio, duas coisas essenciais: uma câmera fotográfica e a habilidade de arremessar pedras. A câmera serve para marcar os inimigos no minimapa/radar e conseguir vê-los através das paredes. Simplesmente esconda-se e aproxime a lente da câmera nos inimigos e eles automaticamente serão marcados. Isso facilita bastante o seu trabalho de espião ninja.

Stealth

Stealth

E atirar pedras é crucial para desviar a atenção dos inimigos. Jogue uma pedra próxima de um soldado e ele vai desviar sua rota normal de patrulhamento e assim o jogador pode passar despercebido por ele, ou abre uma brecha para um nocaute silencioso, golpe em que Jason executa o inimigo com uma facada mortal.

Parece fácil, mas é bastante difícil, visto a quantidade de inimigos e o level design das fases, que faz isso ser bastante complicado de se realizar. Mas é uma daquelas coisas que, quando dá certo, o jogador se sente o Rei do Mundo, principalmente pelo bônus enorme de pontos de experiência que liberar um posto avançado silenciosamente, sem ninguém te notar, dá.

Além disso, vários postos possuem animais ferozes e predadores presos em gaiolas. Atirar nelas faz com que elas se abram e o animal vai sair atacando quem quer que esteja na frente (tenha certeza de que não seja você). Isso serve para desviar a atenção dos soldados e também para eliminar alguns (pode até eliminar todos, mas normalmente o animal vai ser morto antes de isso dar certo), abrindo o caminho de Jason para eliminá-los mais rapidamente.

Outra coisa interessante que pode ocorrer são eventos aleatórios de um bando de animais selvagens atacar o posto durante o assalto a ele. Isso ajuda muito e traz um sorriso ao rosto do jogador facilmente, pois é algo totalmente de repente, sem qualquer coisa para ativá-lo. Muito bom, mas que também ocorre raramente somente.

Vish!

Vish!

O livro da selva

Nas missões principais de Far Cry 3, Jason vai enfrentar os mais diversos desafios. Pegar alguma anotação que está com algum capanga, eliminar alguém, explodir um posto de combustível… há muita variedade de missões.

A maioria consiste em invadir e matar, seja silenciosa ou agressivamente. Possuir armas, granadas e munições fica sempre imprescindível, bem como ter seringas de medicação e de boost de combate.

Mas também há missões de dirigir um veículo enquanto algum companheiro dispara pela arma acoplada, e vice-versa também, depois disso subir em um avião e pular de para-quedas e muito mais. Tudo bem montado.

Incendiar a vegetação pode ser uma das possibilidades para eliminar inimigos. Mas o contrário também pode ocorrer.

Incendiar a vegetação pode ser uma das possibilidades para eliminar inimigos. Mas o contrário também pode ocorrer.

A dificuldade mesmo vai residir no level design. Far Cry 3 possui cenários muito abertos e os inimigos vêm por todos os lados. Achar um cover e decidir suas ações nesse momento é importante. A IA dos inimigos é um pouco fraca e eles não pensam muito em se esconder propriamente, e acabam sendo alvos fáceis, mas ao mesmo tempo Jason também fica vulnerável devido a esse cenário extremamente aberto.

Munição para as armas dificilmente será um problema, mas possuir várias armas diferentes, para determinadas situações, também se torna crucial, já que há grande variedade de inimigos: snipers, outros que vêm correndo em sua direção enquanto se ateiam um coquetel molotov, inimigos blindados com metralhadoras poderosas, cães que vão farejar Jason e atacá-lo e outros desafios. E isso retorna à necessidade de dar upgrade nas bolsas e mochilas, afinal, poder carregar somente duas armas em um jogo tão aberto pode ser complicado.

Pintando o sete

Far Cry 3 contém uma gama enorme de missões secundárias e desafios: entrega de medicamentos com tempo cronometrado, encontrar um inimigo e matá-lo ao modo Rakyat (com uma faca), matar determinado animal raro requerido, corridas com veículos e etc.

Nesse ponto, é possível perceber como Far Cry 3 é um verdadeiro parque de diversões. É um FPS open world extremamente recompensador e divertido, com muita coisa para se fazer além das missões principais. Muitas vezes vai-se deixar de lado o salvamento dos amigos de Jason para fazer alguma missão que pode dar uma boa recompensa. E explorar o cenário em busca de coletáveis também pode se provar divertido, com áreas escondidas e templos enterrados em cavernas, tudo devido aos visuais magníficos do jogo também.

Safari colorido

Far Cry 3 é um jogo extremamente colorido, com muito mato bem verde, um céu azul lindo e muito mais. A versão testada foi a de consoles, e nem é preciso dizer que a versão de PC tem um poder de mais de oito mil perto destas.

O jogo roda em um framerate estável, sem quedas bruscas, nem mesmo quando várias explosões ocorrem ao mesmo tempo. É um dos jogos mais bonitos da geração, com expressões faciais belíssimas e modelagem muito boa, apesar de alguns probleminhas, como uma vez vi um personagem andando flutuando a 2cm do chão.

As Ilhas Rook tem cenários de tirar o fôlego.

As Ilhas Rook tem cenários de tirar o fôlego.

Outro problema que pode incomodar são os constantes screen tearings (cortes na imagem) que o jogo possui, além de bastante serrilhado e texturas feias quando aproximadas muito.

Mas no geral, é um jogo belíssimo e o port para os consoles de Far Cry 3 foi um trabalho milagroso, a Ubisoft realmente tirou leite da pedra nesse caso, sinceramente.

Bú!

Bú!

Vozes e tambores

A dublagem de Far Cry 3 é simplesmente maravilhosa. O já citado vilão Vaas merece prêmios pela dublagem e atuação, sempre muito expressivo e carismático, mas os outros personagens não perdem por muito, os principais sempre têm dublagem e atuações muito positivas e interessantes.

Confira como foi dublar Vaas, nesse vídeo da Ubisoft. Legendado em português!

O jogo possui uma boa trilha sonora, com momentos com músicas extremamente excelentes, principalmente durante as missões, misturando um ritmo de tambor e de orquestras. Fora delas, como é de praxe nos dias de hoje, reina o silêncio e o som que se ouve é o da floresta, de veículos e afins.

Sangue, tiros e tinta

Far Cry 3 se provou um jogo com um conteúdo muito expressivo. Há muito o que se fazer pelas Ilhas Rook e tudo, absolutamente tudo, é divertido e recompensador. O enredo do jogo consegue prender o jogador por toda a sua extensão, se renovando com novos personagens e várias reviravoltas (como é de praxe em jogos de mundo aberto, especialmente os bons sandboxes), além de possuir um dos vilões mais carismáticos e odiosos de todos os tempos dos videogames.

A execução das missões principais têm alguns problemas e anticlimaxes, com batalhas importantes ocorrendo por meio de QTEs, porém com atmosfera muito interessante.  A IA dos inimigos também é um tanto ruim e o desafio maior vai ser mais para se manter vivo do que para conseguir acertar os alvos.

O trabalho para portar Far Cry 3 para os consoles também merece destaque, pois foi uma tarefa de titã, apesar de todos os problemas, como screen tearing e serrilhados.

Jason Brody

Jason Brody

O melhor: conteúdo e mais conteúdo, horas e horas de diversão pelas Ilhas Rook

O pior: IA fraca tira um pouco do desafio, mesmo no nível mais difícil

Nota: 9,0 (Parque de diversões)

[Especial] Jogador Criança

E chegou a tão esperada data do dia da crianças! Sempre assim, no dia 12, todos nós esperando ganhar os presentes dos pais, dos avós…

Quem dera eu ainda estar nessa época! Ser criança é ser feliz, essa é a realidade da coisa. É ter como maior preocupação saber como vai conseguir derrotar aquele chefão difícil naquele jogo desafiador (porque tirar 10 na escola é fácil, depois disso).

Eu criança!

Este será um post especial. Cada autor do Jogador Pensante fez um texto com suas memórias de criança, tentando lembrar do(a) pequeno(a) jogador(a) que existia dentro de si, das pequenas mãos que apertavam controles não-tanto ergonômicos, dos olhos deslumbrados ao jogar o jogo favorito…

E quanto às minhas memórias, confiram o especial do Super Nintendo, aquelas são as minhas memórias mais impactantes de quando criança jogando videogame!

Com vocês, o especial de Dia da Crianças do Jogador Pensante!

Messias

Olá caros leitores! Independentemente dos dizeres introdutórios proferidos por nosso ilustre EDITOR CHEFE, Bonome Neto, Aquele que Manda, gostaria de desejar a todos um feliz Dia das Crianças. Para brindá-los então, venho eu contribuir com minha parte, e dizer como era jogar vídeo game há cerca de 20 anos ATRÁS (dane-se o preonásmo, mano).

Henrique e sua irmã.

Quando eu tinha meros 5 anos, por certo era agraciado com muito menos juízo do que o pouco que hoje tenho. Ora, talvez seja por isso, mas o fato é que eu me divertia muito jogando qualquer coisa, como, por exemplo, a primeira vez em que joguei um game no FLIPERAMA, naquelas máquinas de árcade, no Rio Preto Shopping Center, um jogo que não me lembro qual, mas que deveria ser algo parecido com os joguinhos de Atari 2600, que foi o primeiro vídeo game caseiro que joguei, em 1989, quando o Zé Maria, escrevente do Fórum de Monte Aprazível, emprestou o vídeo game a meu pai, o João Carlos, oficial de justiça na mesma instituição, depois de ele comentar que eu, um muleque de 6 anos de idade, ficava vidrado em jogos.

Não me lembro bem dos primeiros games que joguei no Fliperama do shopping, mas me lembro bem do Atari que ficou em casa durante uma semana inteira. Eu não via a hora de sair da Escolinha da Tia Cláudia pra chegar em casa e jogar River Raid, o jogo que mais gostava. E depois de morrer milhares de vezes, passava a jogar Enduro, que não tinha fim. Come-come, cujo nome eu desconhecia ser Pac-Man, Donkey Kong (que eu não sabia que tinha este título), Pitfall!, Space Invaders, e outros que não me lembro o nome (e que não encontrei na internet, como, por exemplo, um jogo de um menino aparentemente sonâmbulo, que tinha que pular pontes quebradas e telhados, até chegar à sua cama e dormir).

O que eu sentia nessa época é difícil de descrever, mas eu me lembro que era uma sensação boa, que talvez eu jamais volte a sentir. Como havia dito, não por ter sido muito bom, mas por ter sido algo novo, visto que eu tinha de 5 pra 6 anos de idade, e vivia em uma época em que o ano durava uma década, pois era algo que não terminava nunca, algo totalmente diferente de hoje, por exemplo, em que algo que aparente distante ocorreu semana passada. Na época em que tudo era novidade para mim, eu me divertia com muito mais facilidade. E é isso, esta é minha contribuição. Espero que tenha gostado. Obrigado por ler! 😀

Fran

Minha primeira lembrança de jogos foi jogando Sonic com meu pai há muitos anos atrás. Sempre recebi muito incentivo em relação aos jogos por parte do meu pai, que também sempre gostou muito. Comprava jogos para PC, sempre tínhamos vários jogos de tabuleiro em casa e até muitas vezes ele mesmo montava uns jogos básicos com madeira, sempre me incentivando a jogar e curtir cada vez mais essa área.

Acabei, aos 9-10 anos de idade, na época do Playstation e Nintendo 64 (tive os dois ao mesmo tempo), não sabendo administrar meu tempo com jogos, então eu passava dias inteiros jogando e não fazia mais nada além disso, e foi aí que fui repreendido e perdi meu contato direto com os jogos por vários anos. Nesse tempo, tudo que eu conseguia jogar era Counter Strike e alguns MMO RPGs na internet com um computador razoável para a época, e nada de videogames.

Após muito tempo, quando eu soube do lançamento do The Legend of Zelda: Twilight Princess, me decidi e resolvi comprar um console da geração atual. Tendo em vista que meu último contato direto com consoles, nessa época, tinha sido com o Nintendo 64 passando horas e horas no Ocarina of Time, eu decidi que eu TINHA que ter um console novo.

O pequeno Fran

É claro que pesquisei bastante e vi que o Wii não era do meu gosto, só me atraía o novo Zelda. Pra jogar, eu ia em uma Lan House na minha rua que tinha um Xbox 360, um PS3 e um Wii. Joguei o Twilight Princess até zerar, indo lá todos os dias, até que vi pessoas jogando Gears of War, e depois disso pesquisei os jogos que tinham pra Xbox 360 e decidi que eu precisava de um. Não era mais uma questão de querer ou não, era de necessidade.

Foi aí que passei a acompanhar todos os atuais lançamentos, e consegui jogar os grandes exclusivos de PS3 no console de amigos próximos. Hoje minha vida se baseia em jogos. Faço faculdade disso, escrevo sobre isso, estudo, faço pesquisas e me dedico quase que inteiramente aos jogos. E é assim que quero continuar daqui pra frente, sempre me incluindo mais nessa área para me tornar um profissional bem sucedido, usando todos esses conhecimentos e experiências adquiridas nas jogatinas.

Espero que dê certo. Espero que esse incentivo que recebi do meu pai tinha servido pra alguma coisa. Agora tenho um rumo e uma direção a seguir.

Obrigado a todos por lerem, e espero que todos os pais que estão lendo isso, no dia das crianças, incentivem seus filhos a jogarem cada vez mais (com sabedoria), e que eles encontrem o que realmente querem fazer da vida, sem repreensões e com a mente aberta.

Feliz dia das crianças!

Rodrigo

A nostalgia de escrever um artigo desses é muito grande, por isso o uso muitas “gírias” que usei naquela epoca. Boa leitura!

– Du! Pega o caderninho de “paçuordi” (Password – nomenclatura em ingles, para senha, usado muito na decada de 90 para o jogador salvar o seu progresso) logo aê!

Ah! Decada de 90, linda e nostalgica, responsável por grandes revoluções tecnológicas. Nosso  Brasil tetracampeão do mundo no futebol e meu Timão pela primeira vez campeão do Brasileiro, e infelizmente a década da morte do maior idolo do esporte brasileiro: o tricampeão mundial Ayrton Senna (meu maior idolo esportivo). Mas disso tudo eu quase não lembro, era muito novo no meio dos anos 90 (estava com 8-9 anos), o que lembro mesmo regressando no passado são deles : Os video games de 16 bits.

Eu sou o terceiro filho de uma familia com 4 irmãos,  nessa epoca meus irmãos mais velhos (que já estavam na adolescência), já entendiam muito de video games e piravam nas mais novas edições da Ação Games com informações quentinhas e “fresquinnhas” que vinham de fora. Eu? Bem, eu não entendia muita coisa, mas jogar?  Isso sim, eu jogava (e muito)! Principalmente os malditos Metal Warriors e Sky Blazer no Super Nintendo.

Como eu era um pequeno pimpolho, baixinho e gordinho, não tinha ainda o meu video game (depois ganhei um Mega Drive 3 com o Sonic 2), jogava sempre no Snes do meu irmão mais velho, o Du lá do começo. Ele jogava de tudo e era fera, principalmente em Road Rash, Demon´s Crest e Rock Roll Rancing.

Mas o Du nunca conseguia passar de duas fases em dois jogos: os já citados Metal Warriors e Sky Blazer. Bem, então eu decidi “virar” (fechar, zerar, terminar, finalizar…) os dois jogos em questão.

– Rodrigo, pára! Você nunca vai conseguir terminar o Sky Blazer. Nem o Dani (o outro irmão) e eu conseguimos, imagina você! – Eita irmão presunçoso esse meu, não?

Nessa epoca, já existiam muitos jogos incriveis que marcaram eternamente incriveis histórias nas nossas mentes, como: Chrono Trigger, Donkey Kong Country, Super Mario World, Super Metroid, Megaman X, Castlevania, The Legend of Zelda: A Link to the Past, entre outros… Mas com eles eu não tive problemas, o bicho papão eram os dois citados.

Metal Warriors é um jogo muito divertido da Konami. Um Side Scrolling no futuro, em que controlamos um soldado que pode “montar” em qualquer robo disponivel no meio do caminho. Parece facil neh? O problema era a fase que você só jogava com o “hominho”, uma pirâmide enorme, onde você tinha que subir os níveis sem nenhum robô para ajudar, só o minusculo personagem na tela. Era dificil demais, pois o nosso pequeno heroi era muito frágil e qualquer tirinho já o explodia na tela (ah, anos 90, como eu gostava dessas explosões).

Metal Warriors

O legal do Metal Warriors é que é cooperativo, e um dia estava jogando com o Dani, e lá estava a bendita pirâmide novamente. Esse era o dia! Deu tudo certo, nossas vidas estavam completas, e bastava ter cautela, e foi assim: subindo lentamente e sempre regressando quando a tela ficava entupida de inimigos (truques da época dos 16 bits). Demorou pra caramba para subir tudo, mas conseguimos e a emoção foi enorme. Depois de subir, vimos que já estava no final do jogo. A experiencia de vitoria nessa epoca era muito mais gratificante, não sei se é pelo simples fato da idade, ou se os jogos eram mais desafiadores, só sei que eu venci aquela piramide.

Tá faltando um, neh? Não, eu não esqueci dele; o melhor fica para o final. Sky Blazer, ou melhor o jogo do “Tu, tu, taa …” – o protagonista do jogo só tinha essa fala, e eu me referia ao jogo sempre assim. Era demais, um Side Scrolling da melhor qualidade, viciante e divertido, para os que não conhecem pensem: uma mistura de Megaman + ActRaiser. Desenvolvido e publicado pela Sony (sim, caros leitores, isso mesmo), o jogo tinha um ótimo desafio, você melhorava o seu personagem ao decorrer das várias fases que eram separadas em um mapa  onde o jogador direcionava o personagem para o proximo desafio. Ao som de uma mistura de música árabe com batidas eletronicas, eis que vem a grande fase. Meu irmão não conseguia passar por nada uma torre do jogo, que também deveria ir subindo gradualmente (ele devia ter problemas com estagios que vão para cima), essa torre tinha um deasafio enorme, pois além do lado de fora, tinha o interior também, tudo rechedo de inimigos terrestres e voadores, alem de plataformas que se moviam.

Foi dificil e demorou muito, talvez um dos jogos que mais me desafiou, mas consegui! Eu tinha passado por toda a torre e chegado no topo dela, e o melhor com o meu irmão do lado. Ele ficou inconformado e intrigado, mas super contente que eu tinha conseguido o que ele tanto queria. A frase do começo desse post foi o que lembro desse dia,  pedi deseperadamente o caderninho que marcavamos todos os codigos e passwords para marcar o de Sky Blazer. Depois disso, o jogo não teve mais grandes desafios, nem o último chefe – uma pena. Mas The Great Tower ficou marcado em minha memória.

Sky Blazer e Metal Warriors foram só dois exemplos de muitas experiências que vivi nessa época tão especial, os meus “anos dourados”. Ter crescido jogando os consoles de 16 bits e depois viver a adolescência no Nintendo 64 e Playstation, acho que foi uma sorte muito grande de quem nasceu nos anos 80, como eu. Conseguimos ver a maior parte da evolução dos video games e entender como eles são incriveis e únicos. Hoje os video games estão cada dia mais tecnológicos e importantes para o mercado mundial e acho maravilhoso ver isso. Com certeza vou jogar todos os novos consoles até aonde minha vida permitir, mas é sempre bom voltar no tempo e lembrar da época em que eles eram mais simples e básicos, cuja única preocupação era divertir o jogador.

Nessa semana das crianças, volte no tempo, tente novamente ser aquele pirralho pentelho, e jogue uma dessas raridades que te fizeram tão bem. Se for novo e não teve a experiência, vá atras e se divirta, dê uma chance, tenho certeza que você vai se impressionar, de como era divertido encarnar herois pixelados na busca por princesas em castelos amaldiçoados, com vilões tão grandes que nem cabiam na tela!

Mara

Ao contrário de muitos, eu não tive um videogame quando criança. Nada traumático, só perdi vários lançamentos interessantes. Hoje escuto o pessoal discutir sobre certas velharias, e fico perdida sem saber bem do que se trata. A razão disso tudo era o senhor meu pai, que com toda sua rusticidade achava que videogames estragavam a televisão. Tive que me contentar com o meu primeiro PC aos seis anos. Nunca vou esquecer a configuração dele haha! Um 486 DX2!! Rodava os jogos do DOS. Ah sim, eu sou da época de jogos para DOS!

Com seis, sete anos, joguei muito Tomb Raider, Blood (um jogo estilo Doom que me assustada horrores!), Duke Nukem… Enfim, só coisa para criança! Eles vinham em CDs de banca (eram revistas com várias demonstrações, um jogo completo, detonados e dicas; na minha época não existia internet boa, e a gente precisava se atualizar por meio dessas revistas), e eu, com toda inocência infantil, imaginava que eram os jogos completos que vinham ali! Só que se tratavam de demonstrações! Sim, crianças se divertem com pouca coisa.

Tomb Raider

Claro, joguei os clássicos pra videogame, porque meus amigos tinham desde Master System até N64. Acabei conhecendo os famosos Street Fighter, Mortal Kombat, Sonic e os jogos do Mario. Mas foi só isso também, porque voltava pra casa e pro meu velho e bom computador.

Hoje gosto mais de jogar em videogame, mas até meus 17 anos fui adepta ao PC. Comprei muitas revistas de bancas e lembro até hoje desses jogos… Tomb Raider à Doom, passando por Thief, Quake, Unreal, The Sims, Gabriel Knight, Duke Nukem, Mafia, Deus Ex, Sim City, Silent Hill 2, etc. Clássicos pra qualquer amante das velharias pra PC.

Perdi muitos desses cds. Quebrados, riscados ou desaparecidos com amigos. Mas ainda guardo muitos comigo. É uma boa lembrança e me faz recordar como era boa aquela época, onde a minha maior preocupação era fazer lição de casa!

Félix

Era véspera do meu aniversário de seis anos quando eu assistia Cinema em Casa deitado na cama da minha mãe, naquela tarde de abril. Lembro perfeitamente dela me chamando aos gritos logo após chegar em casa de surpresa. Ela deveria estar no trabalho naquela hora, sempre chegava apenas quando começava a escurecer.

Curioso, eu corri até a sala e me deparei com uma caixa “gigante” nos braços dela. O embrulho azul, cheio de carrinhos que ferozmente foi rasgado assim que percebi que era meu presente de aniversário. Quando o papel por fim se reduziu a pedaços, o presente foi revelado. Um Super Nintendo!!! Mal pude conter a alegria. Faziam poucos meses que meus pais tinham se divorciado e acredito que aquele presente era uma tentativa de minha mãe de me animar um pouco.

O pequeno Félix

O mais engraçado é que quando comecei a jogar eu detestei. Não conseguia jogar, não sabia jogar. Tudo era muito novo pra mim. Meu primeiro game foi Super Mario world e a simples tarefa de pular em cima de um cogumelo era demasiadamente complicada para mim. Guardei o console chorando e dizendo que não queria mais aquele presente, que eu nunca iria aprender a jogar.

Minha irmã tirou o aparelho da caixa e logo começou a jogar. Fiquei encantado ao ver o jogo sendo jogado da forma correta e só de assistir aquele “espetáculo” na tela já me sentia satisfeito. Passou um tempo e cansei de ver, queria jogar!!! Sentei-me em frente à televisão com o objetivo de não parar enquanto não aprendesse a jogar da forma certa. Passaram algumas horas e lá estava eu, jogando tão bem quanto minha irmã mais velha, se não melhor.

Dois anos depois estava eu comprando meu Playstation para poder jogar o famoso Resident Evil. A sensação de abrir a caixa do “vídeo-game de CD” foi algo que jamais esquecerei e o começo da minha paixão por vídeo-games. Paixão que vou levar para o túmulo!

Tomio

Ser criança é esquecer os deveres, a vergonha, o medo. É abrir os braços e agarrar fortemente os frutos da imaginação. Não há nenhuma outra época em nossas vidas onde viajamos mais do que na nossa juventude – nela, vamos para outras cidades, países, continentes, mundos e até dimensôes, sem gastar um tostão ou lidar com a burocracia chamada sociedade. Nossa mente nos levava para viver as mais diversas experiências, as mais incríveis aventuras. E no final é exatamente isso que importa: a alegria de brincar, a grata sensação de ter o mundo ao seu dispor, protagonizar as mais inacreditáveis jornadas.

Mas ser criança não é tão fácil quanto aparenta ser. E por conta disso, foram criadas diversas ferramentas que ajudam a conjurar essa magia. Contos de alguém embarcados na melodia de uma música, o pedaço da vida de alguém interessante através dos filmes, os registros detalhados de um local ainda não desvendado nas páginas de um livro… e o principal deles, o que dá a ligação mais íntima entre você e seu espírito: os videogames.

Meu primeiro videogame tive aos oito anos de idade. É incrível como uma caixa conectada a uma TV era capaz de me levar aos mais variados locais.

Ora era um ouriço azul de sapatos vermelhos, coletando argolas douradas e pedras preciosas para salvar meus amigos da floresta de um cientista malvado.  Então a tecnologia não é uma coisa completamente positiva? Por que esses animais sofrem tanto? “Tenho que salvá-los”, pensei. E assim o fiz.

Ora estava em um campo de batalha. Meus companheiros usavam um uniforme azul. Um deles era perito em jogar bombas de dinamites, outro segurava um lança-chamas, e ao lado dele, um rapaz com uma sub-metralhadora trazia o caos. Mas tive que tomar cuidado, tive que guiá-los, posicioná-los de forma correta para não morrerem para o inimigo. Tive que usar a cabeça para não perder mais companheiros, pois quem morreu naquela guerra, não voltou mais.

Nunca bom em futebol, mas dei uma chance, outro dia. Conseguia correr o campo todo, driblar o time adversário inteiro, e até mesmo marcar gols! Era incrível, pois chutando da ponta da grande área, o aumento no número do placar era praticamente inevitável. Jogar ao lado de grandes nomes como Dunga e Roberto Carlos foi inesquecível.

Lutar contra o crime também foi um dos meus trabalhos no passado. Com a ajuda de meus amigos, fomos para as ruas combater os mais perigosos bandidos e fazer justiça com as próprias mãos. Com o estalar dos dedos, conseguia até mesmo evocar uma viatura da polícia! Isso que era poder, não?

Aventuras, experiências, sensações… os videogames são os amplificadores perfeitos para os sonhos das crianças. Hoje em dia muita coisa mudou, incluindo os próprios consoles, mas a essência dessas caixinhas de surpresa continua a mesma, cabendo apenas ao jogador saber aproveitar. Já jogou seu videogame hoje? Já voltou a se sentir criança hoje? Não se engane, ser criança não é ser infantil, tampouco uma vergonha. É um privilégio… um dever dos adultos, pois uma alma jovem carrega mais motivos pra ser feliz.

E por que não ser criança da forma mais deliciosa possível? PRESS START!