[Neto’s Review] Call of Juarez: Gunslinger

“It was me or them.”

Gunslinger1

Call of Juarez: Gunslinger é o mais novo título da franquia Call of Juarez, da Ubisoft, que agora conta com quatro jogos. A série, que nasceu nessa geração do Playstation 3 e Xbox 360, teve considerável sucesso com o primeiro título, homônimo, e o segundo, subtitulado Bound in Blood. Já o terceiro título, com o subtítulo The Cartel, não obteve lá muitos grandes feitos com os fãs e a mídia em geral.

Quanto a mim, eu nunca joguei nenhum Call of Juarez. Portanto, estou aqui analisando Call of Juarez: Gunslinger puramente sem conhecer a franquia. Espere um texto sem referências aos jogos anteriores, portanto.

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[Consciência Gamer] Red Dead Redemption: O velho oeste digital

Atenção: o texto abaixo contém spoilers! Leia por sua conta e risco!

Artwork do jogo

Red Dead Redemption é um jogo digital lançado em 2010 para Xbox 360 e Playstation 3 pela Rockstar Games, a mesma criadora da famosa série Grand Theft Auto (o GTA). Em Red Dead Redemption, o jogador encarna John Marston, um ex criminoso do início do século XX no velho oeste norte-americano.

Marston, em certa altura de sua vida abandona sua gangue e decide iniciar uma fazenda com sua mulher, seu filho e um personagem que é chamado de “tio”, porém não se sabe ao certo se ele realmente é seu tio ou se é apenas seu apelido. Isto, porém, nos é revelado muito depois no jogo. A trama em si é apresentada aos poucos, exatamente como a personalidade bruta de John Marston. Logo de início o jogo nos apresenta que o protagonista está procurando os antigos membros de sua gangue, mas não nos é revelado de início o motivo neste ponto. É somente depois que ficamos sabendo que a família de Marston foi seqüestrada pelos próprios homens de lei, que estão chantageando o protagonista: ou ele se redime de sua
vida criminosa, capturando (ou matando) seus antigos parceiros ou nunca mais vê sua família.

Enredo à parte, a ambientação do jogo é certamente uma das mais imersivas já vistas  um um jogo eletrônico: os Estados Unidos do início do século XX nunca esteve tão vivo perante um jogador. Desde a dublagem, que conta com vozes cheias de sotaque sulista norte-americano até às vestimentas da época, enfim, tudo parece que foi feito com esmero para passar ao jogador como era a época. A ficção traz muito da realidade por trás, e ouvimos termos como “Destino Manifesto” durante algumas partes do jogo, ouvimos opiniões a respeito do massacre
indígena no velho oeste, tanto a favor quanto contra.

Nota-se também que John Marston é um homem do final da era de ouro do velho oeste, resistente ao chamado “progresso”. Isto pode ser claramente percebido em uma passagem do jogo onde o protagonista está de carona em um carro de polícia e é perguntado sua opinião acerca do implemento tecnológico. Ele rapidamente responde que achava o carro extremamente lento e que preferia um cavalo a qualquer momento. Nisto segue-se um pequeno discurso dos policiais, dizendo que não há mais espaço para este tipo de pensamento, que a cidade grande está cheia destas máquinas e que o progresso é inevitável.

Além do sul dos Estados Unidos, grande parte do jogo também se passa no México, em plena revolução! É interessantíssimo como é retratada a revolução por trás da missão de Marston: é sugerido a ele ajudar os rebeldes em troca de informações do paradeiro de outro ex companheiro. Conforme as missões vão acontecendo, o plano geral da Revolução Mexicana vai sendo exibido ao jogador.

O tiroteio em Red Dead Redemption também nos remete ao clima cinematográfico western: o jogador pode ligar um efeito chamado “Dead Eye”, que ativa um filtro em “scepia” na tela e toda a movimentação fica em câmera lenta, podendo o jogador marcar onde vai executar seus tiros.

Duelo em Red Dead Redemption

Deve-se destacar também o trabalho musical do jogo, composto de várias músicas instrumentais de autoria de Bill Elm & Woody Jackson, todas as músicas envolvem o jogador cada vez mais no clima western do jogo (pode-se ver como foi realizada a música do jogo neste link http://www.gametrailers.com/video/the-music-red-dead/702265). O destaque musical, porém, fica por conta das quatro músicas que possuem letras durante o jogo, cada uma só toca uma vez durante o jogo, com seu momento, com seu ápice.

Na mecânica em geral, Red Dead Redemption beira a perfeição como jogo, porém é no clima e imersão que o jogo realmente se revela. É quase uma aula de como era a América do Norte no final da era do velho oeste, com os adventos tecnológicos cada vez mais em evidência, enquanto ainda existem homens, como John Marston, que não aceitam tais mudanças.

John Marston

[Neto’s Review] Red Dead Redemption

“Outlaws to the end!”

Capa do jogo

ENREDO

“Era uma vez no Oeste!”

Red Dead Redemption é a seqüência de Red Dead Revolver, jogo da geração passada, porém não tem ligação com este. No jogo, você é John Marston, um ex gangster do fim do velho oeste, que está sendo forçado a fazer uma série de missões para encontrar seus ex companheiros.

O jogo não te coloca diretamente a par da situação, conforme o enredo vai fluindo e avançando, John Marston vai revelando sua trágica história, sempre enigmático e desconfiando de todos. Marston é certamente carismático ao seu modo, rústico e bruto de ser, e é muito difícil não se afeiçoar ao seu personagem.

Vale dizer que John Marston é um dos últimos homens do chamado “velho oeste”, vê-se como está decadente e ultrapassado o estilo de vida desta região dos Estados Unidos, e como as pessoas encaram os adventos tecnológicos, como a cena onde John Marston anda em um carro motorizado e chama aquilo de “lerdo”, dizendo que preferia muito mais um cavalo. É extremamente genial a realidade apresentada por trás da ficção.

Um homem do final do Velho Oeste

JOGABILIDADE

Red Dead Redemption é o que há de mais fino quando se trata de sandbox. Um mundo aberto gigantesco e inteiramente explorável, com muito o que fazer, além das missões principais. O jogo te apresenta uma gama imensa de minigames também, como atirar ferraduras no alvo, braço-de-ferro (queda de braço), poker, blackjack, fiver finger fillet (aquele joguinho que consiste em bater a ponta da faca em volta dos dedos, sem ser atingido), todos muito prazerosos de se jogar, não é apenas um tapa buraco sem graça que nem minigames de outros jogos, além de o jogador poder realizar caçadas e arrancar o couro dos animais selvagens do vasto velho oeste de Red Dead Redemption, podendo trocar o fruto desta caça por dinheiro nas lojas.

As missões principal do jogo seguem a mesma linha da série Grand Theft Auto, também da Rockstar: deve-se ir até a pessoa indicada no mapa, que te delega missões, sempre prometendo te recompensar com pistas para encontrar quem John Marston precisa. Estas missões são bem variadas, ora deve-se matar um alvo, capturar, eliminar uma gangue ou coisa do tipo. Mas chega-se ao ponto até de ter de participar de corridas, laçar cavalos e domá-los, apartar bois e vacas, dentre outros.

No meio das missões principais, ocasionalmente o jogador encontrará “strangers”, que são as side-quests do jogo. Cumpri-las ou não, cabe ao jogador, mas não há necessidade para correr para fazê-las, visto que elas podem ser realizadas a qualquer momento, mas são legais de serem cumpridas e todo stranger tem uma história pessoal a contar.

Ocasionalmente, enquanto cavalgando pelo mundo de Red Dead Redemption, o jogador vai encontrar eventos aleatórios, como alguém pedindo carona, ajuda, ou mesmo vai presenciar um assalto. Ajudar ou não estas pessoas vai da consciência de cada um, mas, fazendo isto, ganha-se fama pelo mundo, o que ajuda John Marston a ser bem recebido nas cidades e em suas lojas. E quando nas cidades, também existem estes eventos aleatórios, que podem ser para o jogador ir atrás de um cavalo roubado, um ladrão comum ou mesmo ser desafiado em um duelo ao melhor estilo do velho oeste.

O tiroteio em Red Dead Redemption é bastante cinematográfico e prazeroso de se executar. Com o Dead Eye, uma espécie de Bullet Time, os inimigos ficam todos com os movimentos lentos, deixando o jogador à vontade para mirar e atirar, marcando seus tiros aonde bem entender nos inimigos. O Dead Eye tem três níveis, mas alcança-se o nível três rapidamente. Como nem tudo são flores, há o Dead Eye Meter, uma barra de energia que te impossibilita de usar o efeito infinitamente, porém ele se regenera conforme o tempo, lentamente, e pode-se comprar itens, bem como encontrá-los pelo mundo, para recuperá-lo.

(Uso do Dead Eye)

O sistema de cover é excelente, e o jogador tem a possibilidade de se proteger atrás de praticamente qualquer material sólido que encontrar.

Sistema de cover em Red Dead Redemption

O cavalo é essencial para o jogo, sem ele seria penoso demais atravessar o mundo de Red Dead Redemption. Sua jogabilidade é bastante intuitiva e, após algumas quedas, o jogador pega o jeito e o cavalga tranqüila e rapidamente. Há diferentes cavalos durante o jogo todo, uns mais rápidos, uns que têm mais energia durante a cavalgada rápida e o jogador pode, ao encotrá-los, domá-los e pegá-los para si, assim como também há cavalos à venda nas cidades.

O jogo apresenta modo online, porém não entrarei muito aqui neste quesito, visto que não joguei muito (não sou fã de online, sinceramente). Mas, rapidamente: no modo on-line o jogador é jogado no mundo aberto do game, com a opção de realizar death matches, entre outros modos com os outros jogadores que estão online ou simplesmente formar uma pequena gangue e ir atrás de esconderijos de bandidos ou fazer um belo tiroteio entre si.

SOM

O trabalho de som em Red Dead Redemption é um dos pontos altos do game, auxiliando muito no clima e imersão do jogo. O trabalho de voz é impecável, com personagens com sotaque da época e com jeitos até engraçados de se falar nos dias de hoje. Certamente é um jogo que deve ser jogado em inglês mesmo, em outra língua perderia muito do faroeste dos personagens.

O trabalho musical é excelente, com músicas que remetem aos tempos de velho oeste, como nos filmes e que casam perfeitamente com as situações. Red Dead Redemption conta com quatro faixas com letras (sim, um jogo de vídeo game com músicas que possuem letras!), e o momento em que cada uma entra no jogo é extremamente épico, o destaque vai para Far Away e Compass. Para saber a perfeição destas músicas com o momento, só jogando mesmo.

(Triggernometry, música do jogo)

GRÁFICOS

Para um jogo de mundo aberto (e um enorme mundo aberto), os gráficos de Red Dead Redemption são extremamente bonitos, sem contar que o jogo conta com transição dia-noite. O por e o nascer do sol neste jogo não tem preço, o trabalho de iluminação no jogo é ótimo. Na versão do Xbox 360 o jogo é mais bem definido, visto que no Playstation 3 roda em qualidade chamada Sub-HD, e possui mais serrilhados. Mas nada que interfira fortemente na jogatina: Red Dead Redemption não tem nada a ver com gráficos, mas sim com o feeling que o jogo proporciona.

Pôr-do-sol em Red Dead Redemption

VEREDITO

Épico, esta é a palavra para Red Dead Redemption. Juntando os elementos que fizeram Grand Theft Auto uma das franquias mais respeitadas pela comunidade gamer e aprimorando-os, a Rockstar entregou um jogo sólido, com enredo cativante e uma jogabilidade extremamente viciante. A história jogável de John Marston é extremamente recomendada e obrigatória a qualquer jogador, desde o iniciante ao mais hardcore, tamanhas são as possibilidades encontradas no decorrer do jogo. Um dos melhores jogos de todos os tempos.

John Marston

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0
JOGABILIDADE: 10,0/10,0
SOM: 10,0/10,0
GRÁFICOS: 9,5/10,0
NOTA FINAL: 10,0/10,0