[Neto’s Review] Luigi’s Mansion: Dark Moon

“A real hero!”

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Os fantasmas se divertem

Luigi’s Mansion: Dark Moon é a sequência para Luigi’s Mansion, título de lançamento do Game Cube (e é muito estranho perceber que esse video game é de duas gerações atrás… até pouco tempo atrás estava logo ali, há apenas uma). Lançado exclusivamente para 3DS, o jogo traz a premissa de um Luigi caça fantasmas.

E esses fantasmas adoram uma bagunça. A Dark Moon (uma estranha segunda lua, que deixa os fantasmas do mundo do jogo, chamado de Evershade Valley, calmos e amigáveis) foi roubada e partida em vários pedaços por um tipo mais poderoso de fantasma: os Boos.

Sim, exatamente, os mesmos fantasmas que tanto aparecem nas aventuras do irmão mais famoso do Luigi, o Mario. Aquelas bolas brancas que se cobrem os olhos quando os vemos, habitantes de Ghost Houses. Aqui, eles resolvem fazer uma estripulia danada, tornando os pacíficos fantasmas de Evershade Valley em seres malignos.

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[Consciência Gamer] A renovação do terror psicológico

Não é só pela literatura e filmes que os amantes do gênero do terror podem viver seus maiores medos e embarcar em fantasias sobrenaturais. O mundo dos jogos tem nos mostrado que conseguem trazer uma atmosfera tão tensa quanto um livro de Lovecraft ou um filme de fantasmas.

Nos últimos meses fomos surpreendidos por um jogo de terror que causou medo o suficiente para ser o tema de fóruns e redes sociais espalhadas pela internet.  O jogo, uma produção independente da pequena e desconhecida Parsec Produtions, chamado Slender, resgatou a sensação de medo que muitos amantes do gênero terror há muito tempo haviam perdido. A produção foi baseada na lenda urbana do Homem-Esguio (tradução livre de Slender Man), criada nos fóruns do site Something Awful. Tal criatura aparece vestida de terno negro e tem o poder de esticar seus membros para aterrorizar suas principais vítimas: crianças. Mitos urbanos a parte, o jogo nos traz na pele de uma possível criança perdida no interior de uma floresta escura. Sua única arma: uma lanterna.

A bizarra figura do “Homem-Esguio”.

O objetivo do jogo, todo em primeira pessoa, é coletar oito páginas perdidas em dez diferentes partes da região: a floresta, um prédio inabitado, túneis, carros abandonados, entre outros. A cada página coletada, a presença do Slender Man se torna mais próxima e o jogador, a cada momento, pode ser surpreendido com a figura assustadora parada atrás de você.

Slender surgiu como um freeware (software gratuito) e pode ser jogado em menos de 12 minutos. Seus gráficos estão longe de serem os melhores e a simplicidade nos acompanha a cada instante. Todos esses detalhes poderiam ter prejudicado a divulgação do jogo, mas Slender possui um diferencial: ele nos assusta.

Num tempo em que jogos prezam pela ação, encontrar um exemplar que consegue deixar o jogador tenso a cada instante, assustado e sem saber o que encontrará a seguir, é algo cada vez mais raro.

Corra, criança…

Outro jogo alternativo e que teve uma grande recepção, seja da crítica especializada ou dos amantes do mundo do terror, foi Amnesia: The Dark Descent. Lançado em 2010 pela Frictional Games, narra a história de Daniel, um personagem atormentado, que se vê no interior de uma mansão assombrada por um passado negro, tentando reconstruir sua memória perdida enquanto luta contra forças sobrenaturais. Assim como Slender, Amnesia nos mostrou que quanto mais impotentes estamos ao encararmos o desconhecido, maior nossa chance de sentirmos medo. No jogo não enfrentamos os monstros, nós fugimos deles procurando abrigo na escuridão. A mesma escuridão que pode nos levar a loucura dependendo do tempo que ficamos nela.

O protagonista Daniel em um dos tensos momentos do jogo Amnesia.

A empresa Frictional Games, aliás, é especializada em jogos onde o foco é o terror psicológico. Além de Amnesia, possui jogos menos conhecidos como os da trilogia Penumbra, todos em primeira pessoa e com uma ambientação carregada e assustadora assim como Amnesia.

Outra vertente do gênero de terror e que merece ser discutida nesse artigo é a do survival horror. Neste gênero, a ação é introduzida ao gameplay, mesmo que não seja a proposta principal. Muitas vezes, fugir ainda é a melhor opção ao invés de encarar seus maiores medos e inimigos poderosos demais para seu personagem. Aqui serão apresentados alguns exemplos de jogos que foram bem sucedidos ao apresentar um ambiente aterrorizador, onde o principal objetivo era o terror psicológico e não a ação.

Alone in the Dark – O jogo inspirado em obras literárias clássicas do horror.

Resident Evil, 1996, foi o primeiro a utilizar o termo (apesar de outros jogos de terror usarem a aventura/ação a seu proveito, como Alone in the Dark, considerado por muitos como uma das grandes influências dos jogos do gênero, de 1992, e Clock Tower, 1995), mas foi apenas com Silent Hill, 1999, que pudemos jogar um survival horror com ares sobrenaturais e voltado ao terror psicológico. Desenvolvido pelo chamado Team Silent da Konami, o primeiro jogo da série contava a história de um pai desesperado a procura da filha desaparecida pela estranha e abandonada cidade de Silent Hill. Envolta em uma densa neblina e com monstros bizarros, vindos do subconsciente do personagem, o jogo foi aclamado e recebeu o status de clássico.

Os demais jogos da série (até Silent Hill 4, o último criado pela Team Silent) preservam o ambiente assustador e um gameplay repleto de puzzles, onde a ação existe, mas não compromete a sensação de impotência diante o sobrenatural. A franquia se baseia no terror representado pelos ambientes escuros, assustadores e bizarros. Pesadelos e medos são utilizados para criar os verdadeiros vilões da série. Um exemplo disso vem da figura de James Sunderland, protagonista de Silent Hill 2, que vê seus medos e desejos personificados nos monstros que encontra em todo o jogo, enquanto luta para encontrar a suposta falecida esposa. Vem deste título um das figuras mais emblemáticas dos jogos de terror: Pyramid Head. O monstro carrasco, representante da culpa de James, carregado de simbologia como praticamente todos os elementos da série.

“Eu era fraco. Por isso precisava de você… Precisava de alguém para me punir de meus pecados…”

Poderíamos citar outros tantos jogos como os japoneses Kuon, Fatal Frame e a franquia Siren; o subestimado Nocturne da Terminal Reality (que une um enredo fantástico com monstros clássicos como lobisomens, vampiros e demônios) ou o ambicioso e polêmico Phantasmagoria de 1995 com seus atores reais transportados para o mundo dos jogos.

O personagem Stranger enfrenta vampiros no jogo Nocturne.

Mesmo que a ação tenha tomado conta de grande parte dos survival horror da atualidade, jogos simples e alternativos como Amnesia e Slender deixam claro que ainda há um público interessado pelo maior objetivo do gênero de terror: causar medo.

Conhece mais algum jogo que realmente te assuste? Deixe um comentário!