[Tomio’s Review] The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel

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Nome: The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel
Produtora: Falcom
Gênero: JRPG
Plataforma(s): Playstation 3, Playstation Vita

Versão analisada: Playstation 3, japonesa

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[Overthinking] O manifesto anti-escravocrata nos games

revverde1Há algum tempo atrás, surgiu um jogo chamado Super Mario Bros. 3. Nele, você poderia entrar em umas casinhas de entretenimento que te davam itens de volta. Naquela época isso não era muito comum, mas começava a surgir nos jogos uma relação consumerista entre personagem e NPC.

O que é de se espantar, no entanto, é que o Toad em questão trabalhava de graça e ainda por cima concedia itens ao encanador, depois de aplicar um joguinho da memória ou algo semelhante, coisa que exigia pouquíssimo cérebro, justamente para agraciar com um prêmio o jogador. Após pegar o item, a casinha sumia, e podemos ver nisso duas implicações:

Clique e leia todo o manifesto!

[Félix’s Reviews] Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

Categoria: JRPG
Produtora: Level-5
Distribuidora: Nanco Bandai
Plataformas: PS3

melhor do mes jp

Ni no Kuni: Wrath of the White Witch é o remake para PS3 do jogo com o mesmo nome lançado primeiramente no Nintendo DS. O título saiu em 2010 no Japão, mas apenas em janeiro de 2013 chegou ao ocidente. Finalmente!!!

O jogo nasceu de uma parceria da Level-5, produtora por trás de Rogue Galaxy (PS2) e White Knight Chronicles (PS3) com o estúdio Ghibli, responsável por animações como “A Viagem de Chihiro”. Infelizmente, as cenas em animação feitas pela Ghibli são poucas e estão acumuladas quase que totalmente no começo da aventura. Provavelmente elas foram feitas para dar o embalo necessário ao jogador que esta iniciando sua longa jornada pelo “outro mundo”.

Oliver e Mr. Drippy

Oliver e Mr. Drippy

Em Ni No Kuni, conhecemos Oliver, um jovem menino que vive junto com sua mãe em uma pacífica pequena cidade. Tudo estaria bem se uma tragédia não mudasse o destino do garoto para sempre. Após horríveis incidentes, Oliver acaba despertado Mr. Drippy, seu bicho de pelúcia. Agora vivo e falante, Mr. Drippy informa o garoto que foi aprisionado como pelúcia e expulso do seu mundo de origem pelo terrível mago escuro, Shadar e somente alguém com um grande poder como o do lendário “puro de coração” poderia ter quebrado o feitiço.

Oliver por fim descobre que pode ser ele o “puro de coração” e que precisaria viajar com Mr. Drippy até o seu mundo e deter o terrível Shadar. Para tal viagem, Oliver deverá ser iniciado como um mago. Para isso, ele precisa em seu mundo  encontrar o guia que todo mago deve carregar sempre em suas aventuras e uma varinha mágica, é claro. Alguém ai sabe como chegar ao Beco Diagonal?

Tudo isso é apenas a introdução da longa jornada de Oliver. Ao finalmente chegar ao mundo de Mr.Drippy é que a aventura começa (Adventure Time lol). Oliver precisará percorrer vastas e diversificadas regiões em um belo world map, conhecer várias cidades e enfrentar inúmeros desafios em sua busca por se tornar um grande mago. Por trás da missão heroica, o menino possui um motivo pessoal muito forte para querer deter o mago escuro. (Fazendo mistério…)

O enredo de Ni No Kuni embora seja recheado de clichês próprios do gênero é cativante, interessante e cheio de segredos. Existem diversos mistérios ao longo da história que garantem empolgantes reviravoltas na trama. O jogo possui cerca de 50 horas de duração, porém, esta tão recheado de conteúdo extra que o tempo pode chegar facilmente ao dobro disso.

Oliver chega ao mundo de Mr. Drippy

Oliver chega ao mundo de Mr. Drippy

Enquanto no DS as batalhas de Ni no Kuni eram em turnos, no PS3 os personagens podem andar livremente pelo campo de batalha. Com limitações, é claro. Quando escolhemos uma das opções para o personagem ele a executa por determinado tempo e logo aquela mesma habilidade usada fica por segundos carregando até poder ser usada novamente. Isso serve como os turnos da versão do DS.

Além dos companheiros que Oliver conhece em sua jornada, o grande diferencia de Ni no Kuni fica por conta dos familiars. Eles são as criaturas que habitam o Outro Mundo e que podem ser capturadas, treinadas e por fim usadas em combate. Sim, como Pokémon. Existem várias  criaturas para serem capturas, cada uma possui evoluções. A primeira evolução permite apenas uma opção, enquanto a segunda oferece a escolha entre duas formas finais para a seu familiar.

Para evoluir um familiar é preciso duas coisas. Primeiro, treina-lo. Obviamente que para isso é preciso lutar com ele. Após ganhar experiência e levels necessários, o familiar esta pronto para evoluir. É exigido agora uma pedra que corresponda ao tipo do familiar em questão. As pedras além do tipo variam de tamanho. A menor para a evolução básica e a maior para a evolução final. As pedras podem ser fabricadas, compradas, coletadas em baús ou conquistadas ao derrotar um inimigo. Vale lembrar que quando evoluímos um familiar ele automaticamente volta o level 1, embora agora esteja com novas habilidades.

Cada Familiar pode ser batizado pelo jogador com qualquer nome.

Cada Familiar pode ser batizado pelo jogador com qualquer nome

Familiars são divididos em tipos. Sim, como Pokémon². Dependendo do inimigo em combate o jogador precisará decidir qual é a melhor opção contra o adversário levando em conta a categoria dele e a categoria dos familiars que possuímos “no bolso”. Exemplo: estamos lutando contra um inimigo do tipo mecânico. Nada melhor que utilizar um familiar elétrico. Se for usado com familiar com vantagens em relação ao inimigo, o dano causado será extra. Estar atento no tipo e nas fraquezas do adversário é a chave do sucesso em Ni No Kuni.

Cada personagem pode carregar com ele até três familiars. O restante é armazenado em pontos específicos que encontramos diversas vezes na aventura. Podemos trocar entre os personagens do jogo os familiars pelo menu geral. Além disso, é possível “mimar” seu familiar dando a ele doces diversos. Com isso evoluímos as habilidades de cada familair. Alimentar os familiars não chega a ser complexo, nem ao menos obrigatório, mas garante ótimas vantagens na evolução de todos eles.

Três personagens em batalha, cada um podendo alternar entre três familiars. Será que isso dá certo na hora do combate? Será que a IA daria conta de conduzir bem os dois personagens que não estão no controle do jogador naquele momento? Sim. O combate funciona muito bem, mas não de forma perfeita. IA não elege sempre a melhor opção para o combate. Gasta MP de forma exagerada e por vezes ocorrem conflitos de trajetória no campo de batalha. Porém, acredite, são raros esses problemas e não atrapalham o combate que consegue brilhar mais que esses pequenos incidentes.

Sistema de combate extremamente divertido

Sistema de combate extremamente divertido

O mundo apresentado em Ni No Kuni como já dito é vasto e diversificado. Cada cidade ou região visitada possui sua história, seus habitantes e suas missões, tanto obrigatórias como opcionais. O jogador pode facilmente se perder ao meio de tantos habitantes pedindo ajuda e oferecendo recompensas por sidequests realizadas. Quando Oliver ajuda algum habitante e conclui a missão ele ganha uma quantidade variada de selos conforme a dificuldade do pedido. A cada dez selos ganhos é gerado um ponto. Esses pontos podem ser acumulados para a compra de vantagens no jogo como ganho extra de XP nos combates ou redução de preço nas lojas entre outras coisas.

Oliver é um mago e suas magias podem e devem ser usadas também fora do combate. Existe uma variedade grande de magias que Oliver aprende ao decorrer de sua jornada. Desde a simples bolas de fogo até portais de viagem no tempo. Precisa conversar com um caranguejo? Use a magia de fala universal e compreenda o que um caranguejo tem a dizer. Curioso para conversar com um fantasma? Use a magia Medium e fale a língua dos mortos. Precisa chegar de um ponto ao outro mas esta longe de mais? Use uma magia para criar uma ponte.Quer atravessar uma caverna mas o gelo esta bloqueando o caminho? Use uma magia de fogo e o derreta. Interessante, não?

Uma das magias mais usadas fora de combate permite que Oliver pegue fragmentos de coração de pessoas com algum sentimento bom em excesso o bastante para poder doar e transferir para alguém que esta carente desse mesmo sentimento. Exemplo:  Oliver precisa entrar em uma cidade, mas um dos guardas do portão foi atacado por Shadar e teve um fragmento de seu coração roubado. Como consequência, esse guarda esta desmotivado. Por outro lado, o seu colega guarda possui motivação de sobra. O que fazer? Simples! Com o uso de magia transfira um fragmento desse sentimento em excesso e doe para o guarda desmotivado. Pronto, ele esta agora em perfeito estado e poderá abrir o portão para Oliver!

Oliver pode doar fragmentos de coração para vitimas do terrível Shadar

Oliver pode doar fragmentos de coração para vitimas do terrível Shadar

Ni No Kuni é um jogo de 2010. Porém não deixa a desejar em nada aos jogos atuais. Artisticamente falando ele é um dos jogos mais belos vistos no Playstation 3. O cuidado com pequenos detalhes e com riqueza do mundo apresentado é tanta que perdemos tempo admirando toda essa parte do trabalho.

O próprio guia que Oliver carrega possui centenas de páginas com ficha de cada Familiar e suas evoluções, contos e lendas do mundo, detalhes de cada região do mapa, de cada feitiço. Para ler o Guia até o fim seria necessário algumas boas horas de dedicação. Existem toneladas e toneladas de diálogos ao longo de toda a aventura e nesse ponto mora o maior problema de Ni No Kuni. A falta de falas dubladas. 

Assim como na versão oriental, a versão ocidental de Ni No Kuni é muito carente de falas dubladas. O que é uma pena, já que as vozes escolhidas para a versão ocidental do jogo estão perfeitas e não devem em nada as originais. (Que esta nas opções de dublagem) Em algumas conversas mais longas, a falta de falas dubladas pode aborrecer um pouco aos jogadores embora a maioria das falas sejam conduzidas de forma divertida e interessante, evitando que o excesso de leitura se torne massante. A trilha sonora esta repleta de ótimas melodias e algumas bem memoráveis.

Além de viajar por terra, Oliver e seus amigos viajam por mar em um navio e até voam em dragão.

Muita aventura aguarda Oliver e seus amigos


Ni No Kuni se trata do melhor JRPG lançado no ocidente para Playstation 3. Visualmente deslumbrante, com um ótimo sistema de combate, contando com um enredo muito bem amarrado e emocionante, a aventura de Oliver é obrigatória para qualquer fá do gênero que possua o atual console da sony.

Nota:9,7

[Tomio’s Review] Time and Eternity

?????????????Nome: Time and Eternity
Produtora: Imageepoch
Gênero: JRPG
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Japonesa

Tempo e eternidade

Time and Eternity  é o mais novo lançamento da Imageepoch, produtora de Sol Trigger (PSP) e Black Rock Shooter The Game (PSP), para Playstation 3.

O primeiro e último

Time and Eternity veio ao mundo sendo apresentado pela própria Imageepoch como “o primeiro RPG em animação HD” da história. Pois bem, o jogo foi lançado, mas…

A propaganda da produtora japonesa não passa de uma grande farsa. Não existe animação nenhuma no jogo a não ser as CGs em anime de abertura e encerramento. De resto, há apenas personagens e monstros em sprites HD, com alguns pequenos sets de movimentos que mais parecem um slideshow, de tão visível que é a falta de quadros. Nos campos para a exploração a coisa fica ainda mais deprimente, com a personagem praticamente colada no centro da tela e todo o cenário ao redor se movendo, digno daqueles minigames vendidos em camelôs nos anos 90. Por conta disso, os controles acabam ficando idênticos aos da série Resident Evil, ou seja, a desengonçada e arcáica jogabilidade rotatória, ou “jogabilidade de tanque de guerra”.

Mas a parte mais engraçada desse circo é a interação de cada personagem com o ambiente. O jogo é, basicamente, todos esses sprites jogados dentro de um mesmo cenário, dando loop em seus limitados sets de movimentos e deixando tudo ainda mais artificial do que já é. São raríssimas as vezes onde a produtora teve empenho em fazer pequenas cenas onde sprites diferentes realmente coexistam, e mesmo esses momentos são reciclados à exaustão durante as horas de jogo. É hilário ver todos os personagens se “moverem” o tempo todo, mesmo sem a menor necessidade para tal (só para falar que se movem), parecendo que todos eles sofrem de hiperatividade e deficiência mental. A coisa melhora um pouco durante as batalhas, que também são bem artificiais, mas a sensação de colisão causada pelos sprites é bem menos amadora. Se há algo bom nas “animações” do jogo é a sensação de nostalgia – bons momentos (ou não) com aqueles adventures animados bizarros de PC Engine, também nos anos 90.

O cenário é também outra parte lamentável do título. Os ambientes são, inexplicavelmente, áreas 3D da pior qualidade, dígno de trabalho de início da geração passada. Se já não bastasse, a produtora não consegue nem ao menos extrair o potencial artístico do título (um dos únicos pontos positivos, por sinal), resultando em áreas genéricas e repetitivas.

E ainda há muitos aspectos negativos, como a total falta de sincronia labial, lamentável para um título auto-afirmado “animação”, quedas constantes de taxa de quadros por segundo e loadings pertinentes para um jogo que exige 40 minutos de instalação e mais de 4GB de espaço no HDD, citando alguns exemplos. O raio de luz nesse poço fica por conta de OST, que em geral é mediana, mas possui uma ou outra faixa bem trabalhada e agradável aos ouvidos. Ao menos isso.

Produto para ninguém

Muitas vezes as aparências enganam, como a série Atelier, que tem arte que apela mais para o público feminino, mas consegue conquistar os dois sexos com seu conteúdo jogável. E em Time and Eternity?

No jogo, a heroína Toki (e sua alter-ego Towa) viaja no tempo para salvar seu futuro esposo da morte certa no dia do casamento. Um tema que, visto por alto, é de se deduzir que o público-alvo sejam as garotas. E tudo no jogo indicava que era esse o rumo, já que o mesmo destaca bastante coisas como os sentimentos das garotas e o comportamento delas quando estão conversando em um grupo de amigas, por exemplo. “Era” esse o rumo, já que o jogo contém inexplicáveis cenas e situações maliciosas típicas de jogos orientais voltados para o público masculino, como cenas sensuais das meninas ou conversas de duplo sentido, tudo aplicado de forma muito forçada e desnecessária, deixando a clara impressão de que esse tipo de conteúdo foi colocado as pressas. Não se trata mais de público-alvo, de conteúdo amplo, se trata de um jogo que quis agradar dois opostos e agrupou o pior tipo de conteúdo possível para tal, fazendo com que ambas as partes se sintam, no mínimo, constrangidas perante o resultado final.

A história, apesar da descrição acima, é bem leve e voltada ao humor, que infelizmente é completamente estragada pelas péssimas cutscenes “animadas” e sincronia labial nula, somados ao elenco que são mais uma materialização de clichês orientais da pior espécie, resultando em um “Zorra Total” japonês, que mais dá vergonha ao jogador que o faz rir (um verdadeiro desperdício para o excelente trabalho de dublagem). Hoje em dia é muito difícil criar algo original, é verdade, mas utilizar clichês e mesmo assim fazer algo bom faz parte da rotina de uma produtora competente, coisa que a Impageepoch provou não ser de todas as maneiras possíveis com esse jogo. A única real salvação de tudo é Drake, o dragãozinho azul de estimação de Toki, com sua personalidade exótica e realmente divertida no mar de sorrisos amarelos gerados pelo título.

Bem-vindos ao reino de Boredom!

Time and Eternity é basicamente sobre andar em grandes terrenos, batalhar, ver eventos e realizar sidequests, tudo isso em um world map que divide cada área com pontinhos, mesmo estilo da série Super Mario Bros 2D.

As “dungeons” do jogo são os já citados terrenos, que, dividos, se resumem a campos abertos enormes ou corredores bem longos. O problema do jogo é que ele literalmente só tem esses dois tipos de ambiente, sem design, sem desafio, sem puzzles, sem switches, sem rotas alternativas, sem nada especial, apenas batalhas aleatórias, baús e eventos espalhados sem razão pelos cantos. Tudo isso, somado ao visual pobre e genérico, resultam nas “dungeons” mais sem sal e cansativas, na exploração mais chata que um JRPG já teve em dezenas de anos.

As batalhas são em tempo real com movimentação limitada, pois a personagem e os inimigos atacam quando quiser, mas só se movem para frente, para trás e esquivam para os lados. Além dos básicos ataques à distância com rifles, corporais com a adaga e o uso de magias ofensivas e defensivas, é possível também usar um interessante sistema de magias de tempo, que podem congelar o alvo, fazer Toki/Towa triplicarem sua velociade ou até mesmo voltar um pedaço do tempo e evitar golpes fatais ou um status negativo. O jogador é acompanhado também de Drake, controlado pelo computador, que ocasionalmente ataca os alvos e cura a heroina.

Vendo o sistema de batalhas por si só, dá pra considerá-lo divertido, se não fosse por uma série de erros e defeitos do jogo.

A começar pelo “genial” sistema de ficar alternando a personalidade da heroína entre Toki e Towa. Até aí tudo bem, cada uma tem suas particularidades, como eventos e cutscenes particulares, tipo de magias, perícia em armas diferentes e até alguns combos e habilidades únicas. O problema é que elas só alternam com o aumento de um nível! Em partes onde uma é mais efeciente que a outra, o jogador se vê preso em três saídas: ficar lutando em outro lugar até subir um nível, usar itens que evitam batalhas e passar o local inteiro sem lutar, ou usar um item que força a troca de alter-ego, esse último encontrado muito raramente pelo jogo. Sistema completamente desnecessário e sem propósito algum a não ser rir da cara do jogador.

Outro problema é a sequência de batalhas. Os inimigos geralmente vêm em grupos, mas ao invés do jogador lutar contra todos eles ao mesmo tempo, é um de cada vez. O problema desse sistema é que ele não é nada balanceado. Alguns inimigos demoram muito para serem derrotados, mas mesmo assim, eles chegam em grupos de 3, 4….8 deles, deixando as batalhas cansativas, enjoativas, chatas.

Falou em desbalanceamento, falou também em dificuldade. O jogo é, na maioria esmagadora do tempo, fácil, já que as magias são extremamente poderosas, capazes de matar inimigos com 1, 2 tiros. O problema fica com inimigos resistentes a magias, ou que simplesmente não dão tempo para o jogador utilizá-las, pois, se não possuem nenhum tipo de apelação como matar a heroína com um combo só ou recuperar 100% do HP toda hora, demoram uma eternidade para serem derrubados, frustrando o jogador em dobro – com a facilidade extrema e com as ocasionais batalhas que demoram demais.

Os inimigos também não ficaram de fora da dança, já que eles são, literalmente, umas 10 espécies (incluindo chefões), cada uma com várias cores e nomes diferentes, mas todos com a mesmíssima sequência de ataques. Aliás, um monstro de RPG nunca se comportou de forma tão “educada” como em Time and Eternity, pois não importa a situação, local ou o que for, eles vão repetir sempre as mesmas coisas, sempre na mesma ordem. Enjoativos no visual e na hora do combate. O jogo tentou variar um pouco com batalhas diferentes para alguns chefes, como se fosse uma espécie de tiro em terceira pessoa, o que é uma boa idéia, se não fosse pelos controles desengonçados e completamente lentos para tal, uma grande pena.

Para completar, há o sistema de evolução. Junto com pontos de experiência, o jogador adquire GP, ou Gift Points, necessários para comprar habilidades, magias e habilidades passivas. O problema do sistema é que não basta apenas juntar os pontos para finalmente comprar os upgrades, é preciso comprar os upgrades e subir um nível da personagem para só então as garotas aprenderem os novos poderes. Burocracia sem o menor sentido, já que cada habilidade já possui uma restrição de uso por níveis.

Boredom Plus!

Time and Eternity dura cerca de 20 horas para ser terminado com todas as sidequests e ver os dois finais disponíveis, e 30 horas para fazer 100% do jogo e obter o troféu de platina.  Essas 10 horas adicionais se devem ao fato de existir um “New game plus”, que não adiciona nada de novo a não ser um final secreto, que absolutamente não vale o tempo gasto e consegue ser muito inferior aos finais comuns.

O jogo conta com um sistema de sidequests que podem ser realizados a qualquer momento assim que disponíveis. Mas nem os extras escapam da maldição do jogo, pois eles são extremamente repetitivos (Volte à dungeon “A”, adquira item “X”, mate inimigo “Y” e reporte ao NPC “B”, resumindo basicamente as dezenas de atividades opcionais), com histórias desinteressantes repassadas por NPCs ainda menos atraentes, pois as dezenas que aparecem são os mesmos 4 NPCs com cores diferentes.

Caso o jogador tenha dinheiro sobrando e não saiba aonde e com o quê gastar, pode estar jogando fora suas economias no lixo com os conteúdos para download, como itens usáveis (que podem ser comprados normalmente e sem muito esforço durante o jogo) e novas sidequests. “Novas”, já que são as mesmas coisas de sempre, com os mesmos inimigos de sempre com outras cores,  tudo isso custando cerca de 7 dólares cada conteúdo avulso.

O espelho da desgraça

Time and Eternity é daqueles jogos que provavelmente apareceram apenas para serem detonados por todos os cantos e salvar a imagem de dezenas de outros títulos, tamanho a desgraça que é. Caso contrário, não há lógica que explique a razão da Imageepoch soltar uma “pérola” dessas no mercado, não depois de todo o hype levantado por ela mesma. Um dos piores JRPGs de todos os tempos.

Nota: 2

[Rodrigo’s Review] Borderlands 2

Nome: Borderlands 2
Gênero: FPS

Distribuidora: 2k games Produtora: Gearbox
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360 e Pc.

Versão analisada: Pc

Borderlands faz parte do seleto grupo de franquias criadas nessa geração que deram certo. A Gearbox, desenvolvedora do game, é conhecida por alguns trabalhos em pacotes de expansão de grandes Fps( firts person shooter), a empresa já trabalhou em Half-life, Halo, 007, Brother in Arms e Counter Strike. Tanta experiência  ajudou, e muito, a fazer de Borderlands: um jogo sólido e competitivo nesse mercado tão explorado. A aventura no mundo de Pandora (um velho oeste alienígena) foi um sucesso com mais de 3 milhões de cópias vendidas, um resultado muito expressivo para a até então pouco conhecida desenvolvedora americana. As expectativas em Borderlands 2 se tornaram as maiores. Sabendo disso a Gearbox adotou a postura de que em time que está ganhando não se mexe, se acrescenta. Borderlands 2 demorou a ser lançado, foram 3 anos de produção, mas que valeram muito a pena. O jogo tem tudo o que fez do primeiro um grande sucesso, com uma série de ajustes que eram necessários. Explorar o mundo de Pandora nunca foi tão maravilhoso.

Borderlands 2 é um Fps com pequenos toques de Rpg (uma mistura que a cada dia se mostra mais interessante). No início do jogo, você deve escolher um personagem entre 4 classes distintas: Commando, Gunzerker, Siren e Assassin. o Commando utiliza uma torre de metralhadoras, o Gunzerker pode empunhar 2 armas ao mesmo tempo, a Siren pode atacar inimigos telepaticamente e o Assassin pode ficar invisível por tempo limitado. Só com isso, as classes já representam estilos de jogo distintos, mas cada uma possui 3 árvores de habilidades que permitem construir diversas variações dos personagens, conforme se progride no jogo. E, caso deseje mudar tudo, basta visitar uma máquina dentro do jogo para redistribuir os pontos de habilidade, ao custo de uma pequena taxa.

Os heróis podem ser personalizados também no visual: você pode escolher cabeças e cores de roupa, liberando novas opções ao longo do game. Mas a personalização é limitada, infelizmente a Gearbox não fez muito bem o uso do recurso, e o jogo fica devendo a outros do gênero, mas nada que estrague a diversão do jogo. Também é possível personalizar seus veículos, escolhendo variações das armas e da pintura.

Os elementos de Rpg não param por aí. O jogo combina o sistema de evolução e coleta de itens com um tiroteio em primeira pessoa frenético e eficiente. Para melhorar ainda mais a diversão o jogo oferece suporte para até 4 jogadores em partidas cooperativas.

A busca por itens é essencial em Borderlands 2, que tem em seu portfólio o  “pequeno” numero de mais de 17 milhões de combinações de armas possíveis  As armas são o maior atrativo no jogo, você não vai conseguir parar com uma, e isso é ótimo porque vamos passar a maior parte do tempo olhando para a mira. Enquanto que muitas armas funcionam de forma semelhante umas às outras, as estatísticas são os diferenciais, complexas e eficientes o suficiente para o numero aparentemente infinito de combinações de armamento. A variação é fantástica.  As fabricas de armas de Borderlands 2 são como as grandes empresas do mercado de hoje em dia (o jogo faz uma sátira, e você vai perceber a semelhança com muitas empresas reais), são lançadas armas a todo momento e uma mais interessante que a outra. As empresas Tediore, Torgue,  Vladof,  Maliwan, Jakobs,  Hyperion, Dahl,  Bandit são bem distintas em seus armamentos e vai do jogador escolher qual lhe agrada mais.Você vai ter à sua disposição desde a armas comuns como simples pistolas, automáticas, Rpgs, lança-granadas a armas que atiram 800 tiros por minutos ou explodem o cenário inteiro como uma bomba nuclear…

Outra personalização interessante de Borderlands 2 é o Ranking Badass. O Ranking funciona como um sistema de conquistas qualquer, mas o interessante é que ganhando uma conquista no ranking a personalização do personagem pode ser melhorada  com uma série de pequenos atributos importantes, como recarga mais rápida  e melhora no dano. Os atributos podem ser desligados também caso queira. Borderlands 2 tem todos os elementos de um Rpg, só que de forma mais simplificada e intuitiva.

O tiroteio do jogo continua intacto. A Gearbox, como já foi dito, é muito experiente em jogos de primeira pessoa, e sua própria franquia não poderia ser em outro gênero  O jogo é fluido demais e desafiante, os inimigos aqui não são apenas pontos  estacionários que esperam o jogador para entrar em ação: o mundo inteiro tem vida e acontecem conflitos em que o jogador nem está envolvido. Os inimigos são muito variados, o que ajuda e muito no desafio. Você vai enfrentar desde rebeldes com armas precárias, monstros gigantescos a robôs mais tecnológicos e avançados do mundo de Pandora. Os comandos são perfeitos e atirar em Borderlands 2 é maravilhoso e viciante. A IA (inteligência artificial) do jogo sempre vai exigir do jogador e não existe sair simplesmente atirando sem estratégia, é necessário sempre se esquivar e procurar outros pontos de defesa.

Uma ressalva é o uso dos veículos no jogo, que deveria ter sido mais explorado. Apesar de uma grande variação de veículos e Pandora ser imensa, o uso deles não passa de apenas um toque de requinte a mais no jogo, principalmente porque o Fast Travel (avançar pelo mapa sem precisar correr por ele) sempre estará disponível.

A história de Borderlands 2 ocorre cinco anos após ao seu antecessor. O jogo começa com o seu personagem lutando até a morte em um evento de gladiadores. Como o jogador vence e torna-se muito popular, ele é deixado para trás nas tundras e deve lutar para sua própria sobrevivência. Abandonado, recebe a missão de impedir os planos  de Handsome Jack, o antagonista do jogo. O vilão é sarrista e sempre está desafiando o jogador.

A partir daí temos de volta toda a experiência de mundo aberto pela qual a série é conhecida. E Pandora está incrível na sequência. Borderlands se passava muito tempo no deserto e como a mudança de cenário era minima, alguns jogadores diziam que o jogo enjoava. Em Borderlands 2 nada disso acontece, a variedade e imensidão dos cenários são fantásticas e você vai ficar espantado com o tamanho do mapa do jogo e com o número de mudanças de cenários que ocorre durante a jornada.

Um ponto interessante de Borderlands 2 é como ele mescla bem a Main Quest (historia principal) com as Side Quests (missões alternativas). Durante as mais de 30 horas do jogo, você vai completar tantas missões que se encaixam perfeitamente que não vai perceber se está fazendo uma missão que não interfere em nada na história principal, pois tudo vai ser sempre muito divertido. Claro que com um jogo tão extenso assim, a repetição de missões acontece, e durante a jornada você vai servir de “office boy” para muitos personagens do jogo, buscando coisas e levado para outros pontos.

Para completar a experiencia no mundo de Pandora, os gráficos de Borderlands 2 estão de arrasar. Cell Shading é um estilo de gráfico alternativo muito bem empregado no jogo. Esse tipo de gráfico dá mais expressão ao personagens e aumenta a imersão quando bem trabalhado, exemplos de como usar o Cell Shading temos ao montes, a serie Tales of, The Legend of Zelda Skyward Sword, as séries de luta Naruto e Dragon Ball. Esses são alguns que fizeram com maestria o uso do estilo, mas Borderlands 2 é o melhor. É inconfundível seu estilo e arte únicos. Os gráficos do jogo deram mais vida ao cenário, há partes em que você vai parar para observar a beleza do trabalho da Gearbox. Sem dúvidas, um verdadeiro primor na parte técnica e artística. No PC o jogo fica ainda mais incrível, pois usa a nova tecnologia da Nvidia: o Physx, que aumenta os elementos de física do jogo. E os toques de comédia, muito bem feitos por sinal, são essenciais para aumentar a identificação do jogador com o game.

O som do jogo é idêntico ao primeiro, bem produzido, mas longe de se destacar. Há uma música de fundo principal que fica tocando sempre enquanto exploramos Pandora, e quando entramos em uma batalha, a música alterna e, dependendo do local ela diferencia, caracterizando mais o cenário.

Borderlands 2 é um jogo que não se arrisca muito e mantém a fórmula de sucesso do primeiro. Os ajustes do jogo foram importantes e melhoraram substancialmente a experiência durante as 30 horas passadas em Pandora. A Gearbox sabe o quanto a franquia tem ainda para evoluir e, se olharmos os dois primeiros, as expectativas só podem ser as melhores. O jogo tem um replay excelente (você vai querer visitar Pandora diversas vezes depois de terminar), ótimos modos online (característica essencial hoje para a sobrevivência do jogo no mercado) e um desafio recompensador, alinhado com a excelente jogabilidade. O destaque vai para o cooperativo que deixa o jogo ainda mais divertido.

Com mais de 30 horas de jogo e muitas possibilidades e reviravoltas e, claro, algumas risadas, a segunda parte dessa grande surpresa da geração chega para consolidar de vez seu lugar como um dos grandes Fps. Talvez ao lado de Bioshock, o jogo seja um dos mais diferenciados. Se você gosta de um jogo com ação frenética e exploração com leves toques de Rpg, Borderlands 2 é pedida mais do que obrigatória e um dos melhores do ano. Não deixe de se aventurar pelo vasto mundo de Pandora!

Nota : 9,2/10

Launch Trailer de Borderlands 2