[Neto’s Review] Watch_Dogs

“You are being watched.”

10382546_725911767475064_2323869556706299638_o

Produtora: Ubisoft Montreal

Publisher: Ubisoft

Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, Wii U (breve), Playstation 4, Xbox One, PC

Versão jogada para análise: PC

Ah, Watch Dogs… digo, Watch_Dogs. Quem não se lembra do trailer mais fantástico da E3 de 2012? Uma fluidez impecável, gráficos de cair o queixo, desempenho além da geração do Playstation 3 e Xbox 360. Watch_Dogs, na época, prometia ser o maior passo já dado para a próxima geração de consoles (hoje é a nossa atual, do Playstation 4 e Xbox One, além do atemporal PC). Mas será que tudo foi cumprido, quase dois anos (e uns quatrocentos e oitenta e quatro trailers) depois?

Clique para continuar lendo!

Anúncios

[Especial] Tomb Raider (Parte 2)

Um curto adeus

Um curto adeus.

Core Design e a sua difícil tarefa de manter Lara Croft um sucesso

No artigo anterior conhecemos o início revolucionário da exploradora Lara Croft, suas aventuras anuais que acompanharam os jogadores de 1996 até 1999, até que, esgotados, os criadores decidem matar a personagem.

Entretanto, parecia difícil para Eidos aceitar a morte da heroína mais rentável da história e, por esse motivo, conhecemos mais dois jogos da série no ano de 2000. A expansão de Tomb Raider III, conhecida como Lost Artifact, sem grandes novidades para trazer (não para mim, que o jogou loucamente em seu lançamento e o achou fantástico em todos os quesitos) e, finalmente, em novembro de 2000, chega às lojas Tomb Raider Chronicles, o quinto título para a série.

Clique para saber tudo da segunda e última parte do artigo!

[Especial] Tomb Raider (Parte 1)

tomb raider evolução

E a aventureira nasce

1993. Foi nesse ano que a empresa britânica Core Design iniciou o demorado processo de criação do jogo intitulado Tomb Raider. Toby Gard, responsável pelo design de personagens, criou então um personagem masculino de chicote e chapéu para ser o protagonista do novo jogo. Seu personagem, tão semelhante à Indiana Jones, foi descartado. Gard encontrou uma solução criativa para seu problema: uma personagem feminina, diferente do estereótipo do momento, atleta e de tranças. Seu nome era Laura Cruz, nascida na América do Sul e especializada em artefatos antigos.

Laura Cruz não era bem o que a empresa de software Eidos (que havia recentemente comprado a Core Design) queria. A personagem poderia ser uma mulher exploradora de tumbas, mas o nome deveria soar mais agradável aos ouvidos ingleses. Nada que uma olhada na lista telefônica não resolvesse. Laura Cruz transformou-se em Lara Croft e algumas mudanças em sua biografia foram feitas. Lara agora era uma lady britânica, vinda de uma rica família de condes e que recebeu a melhor educação, contudo decidiu negar a vida de nobreza fútil para se dedicar à aventura fora dos muros da mansão familiar. O famoso  chá das cinco não parecia agradar Lady Croft.

Laura Cruz

Laura Cruz

Lara Croft foi criada com os pouco mais de 200 polígonos disponíveis para um jogo 3D da época. A enorme trança teve que ser cortada, mas o realismo era grande, até mesmo para os jogos da época. Isso se ignorarmos a pequena falha de Gard que foi aprovada por toda a equipe: o aumento acidental dos pequenos para enormes seios da aventureira. Apesar dos exageros, Lara criou vida. A personagem corria, pulava, atirava, nadava, dava piruetas e escalava. Após a adição de uma voz para a heroína, cutscenes ambiciosas e uma trilha sonora, Tomb Raider saiu em 1996 para Sega Saturn, e logo em seguida para MS-DOS e Playstation.

Tomb Raider I

Tomb Raider I

Tomb Raider conta a história de Lara Croft, exploradora curiosa, que recebe o pedido de Jacqueline Natla para recuperar uma peça do Scion, artefato misterioso e milenar. O que a exploradora não imaginava era que Natla não era uma simples colecionadora de peças antigas. A rica empresária na verdade era parte do governo da cidade de Atlântida, presa por milênios por ter utilizado o poder do Scion para libertar um exército de mutantes e gerar o caos por toda Atlântida. Agora, desperta de sua prisão milenar, Natla deseja continuar seu plano, mas para isso precisa recuperar todas as peças perdidas do Scion. Naturalmente, a vilã não contava com uma curiosa Lara sempre um passo a frente de seu desejo. Seguimos Lady Croft por tumbas peruanas, gregas, egípcias e até mesmo pela cidade de Atlântida para destruirmos o funesto plano de Natla.

A ação do jogo era novidade para o jogador. Atacamos uma vasta série de animais (desde lobos, um feroz Tiranossauro Rex e até mutantes de Atlântida) com as inseparáveis pistolas duplas de Lara Croft de munição infinita, espingardas, submetralhadoras e magnum. Além da ação, há o elemento de exploração e puzzles (inspirados em jogos como Prince o Persia), que segundo a Core seriam mais importantes do que a ação desenfreada.

Lara e a aberração de Atlântida.

Lara e a aberração de Atlântida.

O jogo surgiu na época certa. Sua estreia em novembro de 1996, pouco tempo após a de Super Mario 64, foi bombástica. Lara era inovadora e seu jogo nada parecido com o que havia no mercado. A aventura vendeu mais de sete milhões de cópias e foi responsável por uma transformação na indústria dos jogos eletrônicos.

De criação do pequeno estúdio da Core para símbolo sexual e artista pop. Lara Croft fez comerciais dos mais variados (desde carros, cartões de crédito até energéticos), participou da turnê do U2, Pop Mart, posou em revistas com biquínis e vestidos sensuais e até ganhou uma modelo real para representa-la. Parecia que o sucesso de Lara Croft era interminável, mas Toby Gard não gostava do modo como a Eidos lucrava com sua criação mais amada.

Dat ass.

Dat ass.

Cansado da imagem de símbolo sexual, Gard decide sair da Core e abandonar o sucesso de sua cria. A Eidos não se desesperou e após um ano o lançamento do primeiro título, chega as lojas Tomb Raider II para PC, Playstation e Macintosh.

No título de 1997, Lara procurava pela milenar Adaga de Xian, que se cravada no peito de um humano, o transformaria em um invencível dragão. Entretanto, ela não é a única atrás do poderoso artefato. O psicótico mafioso Marco Bartoli a procura para dar continuação a uma longa tradição familiar e pretende utilizar a adaga em si, tornando-se praticamente imortal no processo.

Lara Croft nas Muralhas da China, a fase de abertura de Tomb Raider II.

Lara Croft nas Muralhas da China, a fase de abertura de Tomb Raider II.

Seguimos o terrível mafioso e a trilha pela adaga por diversos ambientes como Veneza, um navio afundado, Tibete e finalmente China, onde a adaga repousa. O jogo trouxe algumas adições, como o uso de veículos (snowmobiles e uma lancha) e novas e letais armas. As fases tornaram-se mais ambiciosas e com uma melhoria técnica, Lara até mesmo pode voltar a usar sua famosa trança.

O jogo foi um sucesso e animados com o lucro, Core e Eidos decidiram lançar um Tomb Raider por ano.

Gráficos: a nítida diferença entre as versões lançadas de Tomb Raider II. Todos os antigos jogos da franquia possuem maior qualidade técnica no PC.

Gráficos: a nítida diferença entre as versões lançadas de Tomb Raider II. Todos os antigos jogos da franquia possuem maior qualidade técnica no PC.

Tomb Raider III chegou nas lojas em novembro de 1998 trazendo uma nova história. Um grupo de cientistas encontra na Antártida ruínas de uma expedição onde Charles Darwin e equipe encontraram estranhos fragmentos de um meteoro que caiu na Terra há milênios. Os marinheiros que encontraram essas estranhas peças foram mortos em diversas localidades e as peças espalhadas pelo mundo. Com a ajuda de um dos cientistas, Lara passa a procurar esses fragmentos e com o passar da história descobre seu real significado. A história é passada em quatro localidades, sendo a primeira na Índia e as demais escolhidas a critério do jogador (Londres, Ilhas do Pacífico e a famosa e polêmica Área 51 no deserto de Nevada). Ao terminar as longas fases de todas as localidades, o jogador destrava o último local da aventura: Antártida, onde Lara chega ao clímax do jogo.

Lara nas Ilhas do Pacífico.

Lara nas Ilhas do Pacífico.

Tomb Raider III conta com alguns avanços em relação ao seu antecessor. Gráficos melhorados, novas armas e veículos, além de uma ótima história. Encontramos dinossauros e canibais nas Ilhas do Pacífico, vítimas deformadas de experimentos no primeiro ambiente urbano da série, Londres, alienígenas na Área 51 e mutantes contagiosos na Antártida. A criatividade dos desenvolvedores chega ao máximo no terceiro título da série, que foi recebida com sucesso pelo mercado.

Lara Croft e seu velho amigo: T-Rex.

Lara Croft e seu velho amigo: T-Rex.

Com tanta fama, Core e Eidos não deixaram de aproveitar mais um pouco a imagem da famosa exploradora. Em 1998 lançam uma versão especial do primeiro Tomb Raider, acompanhado de mais quatro fases conhecidas como a expansão Unfished Business & Shadow of the Cat. E em abril de 1999 é lançado a expansão para o Tomb Raider II (Golden Mask).

Com tanta Lady Croft, alguns pensaram que seus criadores dariam um tempo para que não houvesse uma saturação da personagem. Estavam enganados: em novembro de 1999, sem falhar ao cronograma, conhecemos The Last Revelation, o número quatro da série Tomb Raider.

Bem vindo ao Egito.

Bem vindo ao Egito.

O jogo é todo ambientado no Camboja e Egito e conta praticamente a história da relação de Lara com seu tutor, Werner Von Croy. Primeiro somos apresentados a uma jovem Lara, de dezesseis anos, que acompanhada do arqueólogo Von Croy, explora ruínas de templos no Camboja. Percebemos rapidamente que Lara possui um senso de moral muito forte e se vê contra a ideia ambiciosa do tutor em levar um antigo artefato do local. Os dois discutem, Von Croy pega o artefato e fica preso na tumba, enquanto Lara foge no ultimo instante escapando da morte. Passam-se anos e voltamos ao presente, com uma Lara adulta no meio do deserto egípcio. A exploradora procura o templo do deus Seth e por curiosidade e descuido acaba retirando o Amuleto de Hórus da tumba do infame deus, o despertando de sua prisão eterna.

Depois de feito o estrago, Lara corre contra o tempo por ruínas egípcias, tumbas, mastabas, pirâmides de Gizé, Cairo e a Cidade dos Mortos para impedir que Seth consiga instaurar seu reino de caos na Terra. Enquanto faz isso, ela ainda precisa fugir do seu antigo tutor (que não morreu na tumba do Camboja), agora inimigo de Lara e escravo de Seth.

Corra, Lara!

Corra, Lara!

As localizações do jogo mostram o cuidado que a equipe teve em recriar toda a cultura egípcia, desde os tempos do faraó, passando pelas tradições muçulmanas do local. Tomb Raider 4 foi um dos jogos mais longos da série e conta com algumas inovações: como uma aparência mais refinada para Lara, possibilidade de combinar itens no inventário, uso de cordas para se equilibrar entre locais, efeitos gráficos com uma visível melhoria (principalmente em áreas externas e aquáticas). Entretanto, havia algo de errado. A equipe da Core estava exausta de Lara Croft e não havia mais prazer em levar jogos anuais aos jogadores. Tanto marketing havia saturado a série, que já começava a apresentar sinais de cansaço. A solução era clara para seus criadores: matar Lara Croft. No final de Last Revelation assistimos uma resignada Lara entregar-se a morte soterrada na Grande Pirâmide.

Uma longa e mortal escalada nos espera.

Uma longa e mortal escalada nos espera.

Não perca! No próximo artigo conheceremos as crônicas de Lara, seu renascimento e a chegada mais que esperada de Tomb Raider para a nova geração de videogames.

[Epoch – The Time Machine] Parasite Eve

O que aconteceria se as mitocôndrias, que hoje fazem parte do sistema celular de todos seres vivos, se “rebelassem”? Parasite Eve, JRPG da Squaresoft lançado em 1998 pra Playstation, mostra uma das hipóteses.

Parasite Eve é um jogo único. Ao menos em sua época, pois tudo no título é diferente dos já conhecidos chocobos ou personagens cabeçudos: uma ambientação obscura, arte e narrativa mais madura, personagens mais sérios e uma trilha sonora digna de filmes de suspense/terror. Apesar de diferente, o jogo não deixa de ter a qualidade de um produto da Square, contando com belas CGs e um trabalho 3D decente, além de uma jogabilidade bastante agradável.

Uma das músicas:

O jogo conta a história de Aya Brea, uma jovem e novata policial que acaba se envolvendo em um misterioso caso de mutações, combustões e mitocôndrias. É difícil lembrar de Parasite Eve e não lembrar de filmes de terror e suspense, comparações dadas graças a atmosfera densa e obscura causada pela narrativa, das conversas envolvendo teses científicas dos personagens, e da forma com que cada peça se encaixa ao decorrer da trama. Apesar de aparentemente ser fenomenal, o jogo peca pelo morno elenco, tendo poucos personagens realmente memoráveis como a própria Aya e seu parceiro Daniel. Vale lembrar também que o jogo não é apenas baseado e com referências, como é também continuação de um livro (posteriormente adaptado para filme) japonês de mesmo nome.

Filme:

Parasite Eve é um jogo mais focado em enredo e batalha, dividido em capítulos e com pouca exploração – são poucas as localidades extras ou coisas escondidas, o que pode soar ruim para amantes de opcionais, mas ótimo para quem gosta de um jogo mais rápido, de uma história interessante, um sistema de batalhas mais livre que os convencionais e muito desafio. Dificuldade certamente é um dos atrativos do título, já que o jogo pode dar bastante dor de cabeça para quem não tiver muita paciência com seus sistemas. O sistema de batalhas ocorre em forma de encontros aleatórios, levando o jogador para uma arena livre para se movimentar, mas ainda em turnos ativos. No lugar de espadas, Aya se aproveita de um boa variedade de armas de fogo, todas elas com prós e contras para cada situação ou monstrengo que a policial encontrar pelo caminho. Além disso, o jogo oferece um sistema de forja, fazendo com que particularidades de duas armas se juntem para formar uma mais poderosa. Mas nem tudo é mamata, pois o jogo limita o numero de itens que Aya pode carregar. O jogo oferece também um sistema básico de magias que a protagonista pode usar graças à Parasite Energy, habilidade celular única de Aya.

Apesar de poucos extras, não quer dizer que eles não existam, tampouco sejam ignoráveis. Parasite Eve possui um fator replay considerável, seja pelos pontos de upgrades ganhos após terminar o jogo para o new game+ (Ex game), seja pela dungeon extra de 77 andares ainda mais desafiadora que a rota da trama, seja para criar a arma perfeita fazendo infinitas combinações.

Parasite eve, para a sua época, foi apenas “mais um” diante das dezenas de títulos de excelente qualidade lançados pela Squaresoft, mas suas particularidades fazem do título merecedor de destaque: desafio, clima noir e maturidade, elementos raros em 98. E que atire a primeira pedra quem não aprendeu alguma coisa, não se interessou por aulas de organelas celulares e nem melhorou as notas de biologia após jogar o título.

Nota: 9

Review de The 3rd Birthday

[Especial Metal Gear Solid] A quadrilogia

“Snake? Snake! Snaaaaaaaaaaaaaake!”

O que vem na cabeça quando se ouve “Metal Gear Solid”? Ninjas? Armas? Explosões? Espionagem? Enormes máquinas destruidoras? Ou um velho atrás de informações e seguindo sua ideologia? Ao longo da série fomos vendo uma grande evolução no termo de espionagem, ao que se diz em ser um jogo stealth. Muitas vezes sendo chamado até de um “filme”, é uma série rica em enredo, incluindo sua sonoplastia envolvente, sendo contada através de longos vídeos (CG), que tornou tudo mais interessante, de certo modo.

No modo geral, a intenção é de ser um jogo de espionagem, que você precisa ter calma e ser cauteloso ao avançar, podendo passar de várias formas, como matando um inimigo e escondendo seu corpo, fazendo ele ficar desacordado ou até usando outro caminho desativando as câmeras de segurança. É tomado como tema, guerras e como impedir certos artifícios inimigos ao longo das guerras. Até o Metal Gear Solid 4. Sua eficácia no estilo serviu como base para muitos outros produtores, tendo uma mecânica bem complexa e bem trabalhada, onde o jogador não tem que simplesmente apertar um botão para se esconder e depois sair correndo. Exige muita atenção e uso complexo dos artifícios oferecidos.

Este artigo tem como objetivo tratar sobre os jogos da série Metal Gear Solid para console de mesa.

Metal Gear Solid

“I’m not a hero. Never was, never will be.”

Como continuação da série Metal Gear, Metal Gear Solid foi o primeiro jogo em 3D da série, onde seu diretor, Hideo Kojima, teve a primeira oportunidade para trabalhar mais em cima de suas idéias. Foi lançado primeiramente em 1998 para Playstation, distribuído pela Konami.

O jogo se inicia com Solid Snake, que está no sudoeste do Alasca em 2005, enviado pela organização FOXHOUND com um objetivo principal: deter um ataque nuclear. Snake se vê em uma situação complicada, tendo de usar seus conhecimentos de espionagem ao máximo, tem de se infiltrar na base de Shadow Moses e descobrir quais são os planos dos inimigos.
Ao longo de sua aventura, acaba por conhecer Meryl e Otacon, ambos peças importantes ao longo da série, e presencia grandes revelações sobre seu passado, conhecendo seu irmão gêmeo, Liquid Snake que é um dos vilões ao lado de Ocelot.

Utilizando a mesma idéia de jogabilidade dos Metal Gear anteriores, só que dessa vez em 3D, conseguiram impor certo desafio e grande qualidade no gameplay, tendo sua câmera fixa, desafiando o jogador.

Foi um marco muito importante para os games. Ali nascia uma nova série, com novas intrigas e abrindo portas para uma continuação, alimentando o gênero ainda mais.

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

“You can find your own name and your own future.”

Lançado em 2001 para Playstation 2, é a continuação direta do Metal Gear Solid, mas dessa vez o protagonista não é o famoso Solid Snake.

Se passa no ano de 2009, começando com Solid Snake se infiltrando em um navio para obter mais informações sobre um possível ataque terrorista, mas dessa vez sem o apoio da FOXHOUND, e sim trabalhando apenas com seu grande amigo Otacon.

Após as informações que encontrou no navio e se deparar com seu irmão, Liquid Snake (depois conhecido como Liquid Ocelot), nos vemos em uma outra situação, infiltrando outra base, com o personagem usado daquele ponto até o final do game. Raiden está com a FOXHOUND, sob comando do Colonel Campbell. Com a ajuda de Snake, Raiden chega ao seu objetivo passando por grandes desafios e descobrindo muitas coisas. Personagens importantes que são encontrados nessa base que está sendo infiltrada, são o Liquid Snake e o terceiro gêmeo, Solidus Snake.

Após muitas revelações e coisas que não faziam sentido, Raiden encontra Snake para finalmente derrotar os Metal Gear, e lá é apresentado a uma espada usada por ninjas, o que terá certo peso em seu futuro.

Por ser um Playstation 2, Kojima teve mais espaço ainda para seus longos vídeos, seu meio de explicar melhor o enredo. Não vimos uma grande diferença no termo de gameplay, tendo a mecânica muito parecida com o anterior, com mudança apenas com adição de uma câmera alternativa para atirar, podendo deixá-la em primeira pessoa com o personagem parado, tendo visíveis melhoras gráficas.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater

“Real heroes are never made public.”

Depois de muitos fãs furiosos pelo Metal Gear Solid 2 não ter como protagonista o Solid Snake, tiveram uma surpresa com o terceiro game. Lançado em 2005, ele se passa em 1960, tendo como protagonista Naked Snake.

Diferente dos anteriores, Snake Eater se passa em uma época totalmente diferente, onde seus recursos para infiltrar na base inimiga são outros, mas com uma grande evolução em muitos termos. Não precisamos mais ter a câmera fixa e ter um grande trabalho para sabermos onde estamos indo ou quantos inimigos temos a nossa frente. Dessa vez temos um controle completo de câmera, podendo aproximar do personagem e ver o que tem a sua volta.

Novos recursos de espionagem aparecem para o agrado de todos. Ao invés de ter que se esconder em caixas ou armários, dessa vez você pode se vestir com uma roupa de camuflagem e, aproveitando que está na floresta, se camuflar no ambiente e sua porcentagem de camuflagem aparece no topo da tela, assim você sabe se está bem escondido ou não.

Além disso, podemos, parados, ter um controle muito maior de nossos tiros, tendo a opção de deixar em um estilo FPS e mirar exatamente aonde você quer acertar o inimigo, podendo ser um tiro certeiro na cabeça ou apenas um tranqüilizante na perna, fazendo-o cair em segundos, como também visto em Metal Gear Solid 2.

Foi uma explicação importante e necessária para poder ter continuidade na série, tendo que voltar ao passado dessa forma. Naked Snake é quem originou os gêmeos Solid, Liquid e Solidus Snake, tendo comandado missões de Solid Snake na série Metal Gear.

Sua trilha sonora é muito importante, tendo músicas feitas especialmente para o game e tocadas em momentos em que se encaixam perfeitamente, como a música da introdução, Snake Eater.

Naked Snake passa por muitos desafios ao longo do game, tendo que enfrentar coisas que jamais imaginaria, recebendo no final o título de Big Boss.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

“War has changed.”

Os fãs mal podiam esperar para o desfecho de toda a história, todo o mistério que foi visto, e finalmente chegou para o Playstation 3. Lançado 20 anos após o primeiro Metal Gear, Metal Gear Solid 4 é a continuação direta do Metal Gear Solid 2 e se passa no ano de 2014, tendo início em uma guerra onde todos os soldados são controlados por nanomachines, que controlam suas ansiedades, interação com o grupo, precisão nos tiros e fornece maior resistência física.

O jogo se situa em cinco localidades: Oriente Médio, América do Sul, Leste europeu, Shadow Moses e Outer Heaven.

Com Solid Snake já muito velho, por ser um clone e ter em si o FOXDIE, ele se vê em uma última batalha: parar seu irmão, Liquid Ocelot. Ao longo desse caminho, Snake encontra seu velho conhecido, Raiden, dessa vez em forma de Ninja Ciborgue, que acaba ajudando em certos momentos com suas artes. Snake (ao lado de Otacon) acaba por encontrar muitos conhecidos, tendo que desafiar sua própria condição física. Muitas revelações sobre seu passado são encontradas, o que explica todo o mistério dos jogos anteriores, deixando uma pequena brecha para uma possível continuação, mesmo após todo o desfecho.

A jogabilidade sofreu uma evolução significativa, não precisando mais apenas mirar de perto para conseguir dar um tiro, com novos meios de camuflagem. No início do jogo nos vemos no meio do Oriente Médio, sem ter onde se esconder, eis que nos aparece um novo modo: OctoCamo. Sua roupa muda de cor de acordo com o ambiente, se o jogador quiser.

Snake agora possui uma barra de stamina, parecida com a vista no Metal Gear Solid 3, mas agora ela define o nível de stress do velho soldado. Uma batalha ou ver uma revista pornô pode torná-lo feliz, elevando sua stamina, ou ficar muito tempo escondido ou encurvado acaba diminuindo-a.

Seus longos vídeos podem acabar entediando certos tipos de jogadores, mas para quem gosta de um bom enredo e muito bem contado, esse game fornece isso tudo em primeira mão.

“I’m no hero. Never was, never will be. I’m just an old killer, hired to do some wet work.”