[Guest’s Review] Pokemon X & Y

Há dezessete anos nascia uma das mais clássicas e aclamadas franquias de RPG para consoles portáteis: Pokémon. Mesmo sendo praticamente impossível encontrar um gamer que não saiba do que se trata, é fácil explicar este jogo rapidamente.

Pokémon é um Role-playing game, produzido pela GameFreak e publicado pela Nintendo, em que você comanda monstros encontrados no mundo do jogo, os quais são capturados e utilizados em batalha, cumprindo verdadeiros papéis (role) dentro de seus times, como tanks, suportes ou lutadores ofensivos.

Eis que em outubro de 2013 é lançada a mais revolucionária dupla de jogos da franquia: Pokémon X e Y, para o portátil Nintendo 3DS. Como de costume, a Nintendo lançou 2 jogos, cada um com um Pokémon principal diferente Xerneas na versão X e Yveltal, na versão Y.

Xerneas à esquerda e Yveltal à direita. Derp.

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[Tomio’s Review] Super Mario 3D Land

Nome: Super Mario 3D Land
Produtora: Nintendo
Gênero: Plataforma
Plataforma(s): Nintendo 3DS

It’s me, Mario!

Super Mario 3D Land é o primeiro jogo do mascote da Nintendo lançado para o mais novo portátil da empresa, o Nintendo 3DS.

Efeitos de comparação

Super Mario 3D Land é basicamente uma mistura do que há de novo na série (Galaxy) com vários elementos clássicos, em geral retirados de Super Mario Bros. 3. Como resultado, há um jogo 3d, com controles simples e impecavelmente precisos, mas com câmera fixa.

O jogo usa e abusa de cores e de vários efeitos, desde iluminação ao 3D do portátil, para transportar todo o potencial artístico da série para o 3DS e tornar a experiência bastante agradável aos olhos. Destaque para o 3D, que melhora a noção de espaço e acaba ajudando em saltos mais milimétricos.

Os gráficos em geral, apesar de cumprirem bem seu papel em ser uma materialização do conteúdo artístico, peca pelo número alto de serrilhados. Felizmente os pontos técnicos negativos se encerram aí, já que o jogo é livre de qualquer queda de quadros por segundo ou loadings.

A trilha sonora é outra grata surpresa, com músicas novas e outras clássicas remixadas, todas com uma pegada mais jazz ou orquestrada, deixando a experiência ainda mais agradável.

Com o rabo entre as pernas?

Super Mario 3D Land conta a história que todos já sabem…até a metade. No jogo, a princera é novamente raptada pelo tartarugão Bowser, mas para a surpresa do encanador mais famoso do mundo, todos, absolutamente todos agora, fazem uso da Super Leaf, o power-up que concede poderes de guaxinim ao usuário. Agora Mario precisa se aventurar e lutar contra inimigos ainda mais perigosos em busca de Peach.

Essa pequena adição ao enredo não apenas altera o próprio conteúdo do jogo, como também deixa um tom mais hilário e diferenciado ao mesmo – uma ótima aposta para dar uma refrescada no universo do mascote, que já está mais do que manjado.

O jogo também conta com a presença de pequenas cutscenes, deixando a experiência um pouco mais cinematográfica. Apesar de bem breves, elas podem incomodar depois de um tempo, pela ausência de uma opção para pulá-las.

2D ou 3D?

Super Mario 3D Land, como já dito no começo da análise, é uma mistura de elementos dos jogos 2D com os jogos 3D da série. O controle e movimentação do personagem é completamente herdada dos títulos tridimensionais, enquanto a câmera é sempre fixa, levando até mesmo a momentos de platforming 2D. A princípio isso pode soar problemático na hora de realizar saltos, mas os possíveis problemas são resolvidos com o uso do recurso 3D, que amplia a noção de espaço do jogador e torna a precisão dos controles ainda maiores.

O jogo é dividido em mundos, que por sua vez, são divididos em fases, assim como nos jogos antigos da série. O destaque aqui vai para os ambientes de cada mundo, que não seguem uma “regra”, como por exemplo, ter um mundo todo de gelo, outro todo vulcânico, etc. No lugar disso, há uma verdadeira salada mista – o jogador está em uma fase de campo, e na próxima está se aventurando em uma praia, enquanto na próxima está no céu, explorando plataformas flutuantes, tudo dentro do mesmo mundo. Há quem considere isso um ponto negativo, mas a verdade é que essa pequena descaracterização ajuda muito em não deixar a série manjada, já que não tem aquela ambientação reciclada de sempre, nem temáticas que todos já cansaram de ver. O título possui até mesmo uma inusitada homenagem à série Legend of Zelda.

As fases se diferenciam em vários aspectos: existem curtas a consideravelmente longas, design simples a inteligente e complexo. O jogo também tem uma característica dos Marios 2D aliada a outra 3D: É possível coletar até três moedas-estrela por fase, que podem ser usadas para destravar fases extras e a fase final da campanha principal, um ótimo meio de incentivar a exploração completa de todos os estágios. Em geral, o jogo tem conteúdo amplo e bem excecutado, exceto pela dificuldade, que é muito baixa na campanha principal. O jogo só mostra todo o seu potencial em suas fases extras, onde o desafio aumenta consideravelmente, dando a impressão de que o jogo todo foi feito apenas para introduzir o jogador às fases opcionais. Felizmente, esses estágios estão em número massivo nesse jogo: são basicamente a mesma quantidade de fases da campanha principal.

Os inimigos do jogo são outro aspecto a ser elogiado, já que, diferente da maioria dos jogos da franquia, são quase todos agressivos, partido para cima do Mario o tempo todo. Além disso, foram introduzidos inúmeras figuras novas para entrar no caminho do encanador, como outra espécie de fantasma e uma espécie de besouro, além das versões “guaxinim” dos inimigos clássicos, como o Boo ou o Goomba.

O título traz vários power-ups clássicos da série, como o cogumelo, a flor de fogo e a estrela de invencibilidade, além de muitas outras novas, como a flor-bumerangue (nome auto-explicativo), um cubo que se acopla na cabeça de Mario e o faz pular mais alto e planar (uma variação da hélice de New Super Mario Bros. Wii), um Super Leaf branco, que deixa o Mario em modo guaxinim e invencível, outro cubo que fica soltando moedas ao andar e até mesmo um cogumelo venenoso, que trabalha como um power-down para o herói. Super Mario 3D Land é certamente um prato cheio para ambos, saudosistas ou apreciadores de novidades.

O jogo, apesar de trabalhar com world map de “pontinhos” a la Super Mario Bros. 3 ou World, não possui nenhuma rota alternativa, podendo decepcionar quem espera por algo a nível dos exemplos citados. Em compensação, há ainda a presença de algumas saídas secretas para pular mundos, e estão todas muito bem escondidas.

Correndo da sombra

Super Mario 3D Land dura cerca de 4 a 5 horas para ser terminado pegando todas as moedas-estrela e destrancando todas as fases opcionais dos 8 mundos da campanha principal. Após esse feito, vem a grata surpresa: mais 8 mundos são liberados, indo desde versões mais complicadas das já existentes a completamente inéditas.

Como já dito anteriormente, são nesses mundos extras que o jogo brilha, mostrando seu verdadeiro potencial. O jogo aumenta a dificuldade consideravelmente, sendo possível sentir o desafio aumentando a cada mundo avançado, coisa que não é possível perceber na campanha principal. Nesses mundos, o jogo explora o próprio level design e as habilidades do jogador de diversas formas: seja começando uma fase com tempo limite mínimo para finalizá-la, seja com cenários completamente refeitos com mais inimigos e obstáculos, e até a introdução de uma sombra que segue o encanador o tempo todo e causa dano ao ser tocada.

O jogo também libera o uso de Luigi depois da campanha principal, que possui jogabilidade um tanto distinta do seu irmão mais velho. Além de tudo isso, o título ainda registra se o jogador consegue pular no topo do mastro, elemento clássico do primeiro jogo da série, ao final de cada fase. Para finalizar, jogar com o magricelo de verde e alcançar o topo dos mastros em todas as fases são requisitos para liberar ainda mais uma fase, a mais desafiadora de todas, inclusive, totalizando, pelo menos, 12 horas de jogo.

Quem joga fora de casa, pode dar a sorte de cruzar a rua com alguém que também tenha um 3DS, e com isso liberar salinhas que contém moedas-estrela exclusivas, ou power-ups gratuitos, facilitando um pouco a jogatina.

MAAAAAAAARIOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Super Mario 3D Land é um titulo imperdível para donos do novo portátil da Nintendo, uma experiência extremamente agradável como um todo e com conteúdo consideravelmente gordo para o gênero hoje em dia.

Nota: 9,5

[Tomio’s Review] New Super Mario Bros. 2

Nome: New Super Mario Bros. 2
Produtora: Nintendo
Gênero: Plataforma
Plataforma(s): Nintendo 3DS

Novo novo

New Super Mario Bros. 2 é o mais recente Mario 2.5D, que já deu as caras no Nintendo DS e Wii, para o Nintendo 3DS.

Simples e bonito

NSMB2 segue o estilo de seus antecessores: jogos de plataforma 2D com elementos poligonais na tela. Apesar de simples, o jogo se mostra bem bonito, dando destaque para as cores (principalmente para o dourado), uma ótimo utilização de iluminação e efeitos 3D bem moderados, mas que dão uma boa sensação de profundidade para os planos de fundo.

Os controles também são igualmente simples, mas funcionais e impecáveis em resposta de comando e física. Mas a jogabilidade clássica é uma faca de dois gumes: ela é de fácil acesso por ser um tipo de controle bem conhecido por qualquer gamer, mas a falta de dispersão de comandos entre mais botões (por exemplo, fazer com que o botão de ação fique separado do botão de correr) muitas vezes soa incômoda, assim como a falta de possibilidade do jogador fazê-la por conta.

As músicas do jogo são escassas, repetitivas e não são memoráveis, além da péssima idéia de incluir instrumentos que simulam vozes, deixando as melodias bem irritantes e não combinando com o estilo de jogo. No final, são poucas as faixas que soam agradáveis, e são em geral as casas fantasmas e os castelos dos chefões, justamente porque essas “vozes” se adaptam ao clima passado por esses ambientes, e as faixas em si são versões refeitas de músicas já existentes na série.

O jogo conta com um péssimo sistema de salvar o jogo apenas depois de passar de um castelo ou abrir passagens alternativas – se for preciso desligar o 3DS e não tiver tempo pra isso, o jogo permite um save provisório, que só pode ser usado uma vez. Um método arcáico e extremamente inconveniente vindo de um jogo para portátil.

É ritmo de festa

NSMB2 conta o que todo mundo já sabe: Mario precisa salvar a princesa do seu arqui-inimigo Bowser, tendo que se aventurar por diferentes mundos por isso.

Além do carisma inquestionável de todo o elenco mudo (que dá certo justamente por serem mudos), o jogo ainda tenta deixar o clima geral do jogo mais alegre que o normal, fazendo com que os inimigos dêem uns passinhos ao ritmo das músicas tocadas nas fases.

O novo que se acha velho

NSMB2 é um jogo de plataforma lateral, gênero praticamente criado pela própria franquia Super Mario Bros. O jogo tem a proposta de voltar às suas origens, ao mesmo tempo que é moderno, por isso ele tem a visão bidimensional, world map de “pontinhos” a la Super Mario Bros 3, e gráficos mais trabalhados. Bom, a Nintendo está começando a entender de Mario tanto quando a SEGA entendia de Sonic depois do Mega Drive. O jogo faz todo um apelo pra ser visto como um reboot, ou sucessor dos jogos oldschool da série, mas a verdade é que ele não passa de um enorme regresso e uma mancha no nome que é Super Mario Bros.

O jogo leva Mario aos mais variados locais: campos, vulcões, deserto, água…de novo. A verdade é que o jogo recicla, mais uma vez, os ambientes da série 2D, dando uma enorme impressão de dejá-vu, mas infelizmente não traz elementos mais importantes “reciclados” de seus irmãos mais velhos: as fases do jogo se resumem a: lineares (péssimo level design), curtas (cada uma dura entre 15 a 25 segundos), fáceis e com “segredos” para rotas alternativas, que são tão estúpidas e na cara, que alguns jogadores podem entender como ofensa. São pouquíssimas fases que não seguem a risca essa regra, sendo geralmente uma fase de chefão ou o último mundo.

O termo fácil se extende também pelos inimigos de Mario. Além de continuarem passivos como em todos os jogos anteriores, agora nem ao menos em pontos estratégicos das fases, nem em números estratégicos se encontram, sendo assim, mais do que nunca, um alvo fácil para serem pisoteados pelo bigodudo. Como de costume, os animais que mais dão trabalho são os aquáticos, tanto por serem um dos únicos a partirem pra cima do protagonista, como também pela jogabilidade dentro d’água ficar mais lenta. Outra grande decepção são as batalhas contra chefões, primeiro porque muitos deles são reciclados de outros jogos, segundo porque deveriam ser um teste de coordenação e timing, mas acabam em ser não mais do que um teste de QI para macacos.

Assim como os outros jogos, NSMB2 também possui power-ups, que infelizmente são escassos, e todos reutilizações nesse título. O jogo possui os clássicos cogumelos de aumento de tamanho, as flores de fogo e o guaxinim. Há também o cogumelo gigante que faz o Mario ficar enorme e destruir tudo no caminho, inclusive obstáculos (a prova mor de relaxo e falta de criatividade da produtora), e o mais interessante do set, o mini-cogumelo,que faz Mario sofrer um power down e ficar minúsculo, podendo assim andar na água e entrar em canos de mesmo tamanho para áreas secretas. Existe também uma versão branca do Guaxinim, disponível para aqueles que morrem muito em uma determinada fase, deixando o Mario invencível, além de uma versão dourada e mais poderosa da flor de fogo, que transforma tudo e todos em moedas.

Uma das coisas que estraga completamente a dificuldade do jogo é a proposta do mesmo em alcançar um milhão de moedas obtidas. NSMB2 foi claramente desenhado apenas pra esse propósito, oferecendo um número anormal de moedas, seja pela disponibilidade nas fases, seja pelos power-ups e outros recursos de cenário, como um bloco que se acopla na cabeça de Mario e fica soltando moedas, que auxiliam o ganho das mesmas. Não é difícil terminar uma fase com 10 a 20 vidas a mais, por mais minúscula que elas sejam.

Milionário

NSMB2 dura entre 4 a 6 horas, depende do que o jogador faz: apenas terminar todos os 9 mundos disponíveis, ou fazê-lo pegando todas as star coins, itens especias que servem pra abrir fases alternativas de cada mundo.

Há também o modo Coin Rush, uma espécie de Time Attack que serve para pegar o máximo de moedas possíveis. Uma boa forma de ter um pouco mais de desafio nas fracas fases do jogo.

O jogo oferece também um modo coop para dois jogadores, protagonizados pela dupla Mario e Luigi. Ao contrário dos últimos títulos, o Luigi desse jogo não têm características particulares além da roupa verde, infelizmente.

Para aqueles que pretendem jogar por muito tempo, há também a meta de um milhão de moedas, que quando cumprida, oferece uma linda estátua dourada do Mario na tela título.

Old Super Mario Bros.

New Super Mario Bros. 2 é um produto falho da Nintendo, que tenta resgatar os velhos tempos de um modo completamente equivocado. Não se tem uma dificuldade a nível de Super Mario Bros. 3, ambientação e segredos a nível de Super Mario World, tampouco metade do level design de Yoshi’s Island. No lugar de tudo isso, há um jogo raso, feito de material reciclado, e uma empresa chegando aos seus limites na exploração de seu mascote.

Nota: 5

Análise de New Super Mario Bros. U