[Neto’s Review] The Cave

“Don’t let my sultry and mysterious voice startle you. For hundreds… nay, thousands… nay, nay, nay tens of thousands of years people have come to me in search of what they desire most.”

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Platão?

The Cave conta a história de sete pessoas que entram em uma caverna em busca do que eles mais querem na vida. O jogo, por ser somente via download (PSN, Xbox Live Arcade, Steam e Nintendo eShop), apresenta uma complexidade geral menor do que lançamentos em disco. Sei que sim, há jogos em disco muito mais simples e também jogos por download que são até mesmo melhores do que muitos badalados por aí, mas, via de regra, jogos dessa forma tendem a ser mais simples.

Enfim, divagações à parte, a própria Caverna é um personagem. E vai além: é uma caverna falante, como ela mesma se apresenta. Com uma voz masculina forte, digna de narrador. E é para isso que ela serve: ser o narrador da aventura das almas desafortunadas e atormentadas que por lá forem, em busca do que eles mais desejam na vida. Ao todo, são sete pessoas.

Clique e entre mais a fundo nos mistérios da Caverna

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[Consciência Gamer] O multiplayer online e suas implicações

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Desde os primórdios da humanidade que as pessoas têm a necessidade de se interagirem umas com as outras. Comercialmente, afetivamente e, também, ludicamente. É fato: o ser humano não é um ser solitário.

E isso se reflete em tudo, até mesmo nos videogames. Antigamente chamávamos o modo multiplayer de “de dois”. Não era raro chamar um amigo para ir em sua casa para vocês jogarem Super Mario de dois (com adaptadores podia-se até mesmo jogar certos jogos de quatro [trocadilho intencional]). Hoje temos designações mais técnicas para isso: co-op ou versus offline.

Percebeu ali o offline? Pois é, desde algum tempo atrás, o multiplayer online vem tomando proporções tão grandes que agora temos de usar as terminologias mais completas possíveis. Hoje você não precisa mais chamar o seu amigo Zezinho para jogar uma partida de FIFA em sua casa: vocês podem jogar cada um em sua residência, com o uso de um modem para se conectar à rede mundial de computadores.

Isso já existe faz tempo, muito tempo. A popularização mesmo foi no PC, onde se jogava toda a sorte de jogos online, principalmente jogos de estratégia, como os famosos Age of Empires. Mas hoje isso está espalhado para os consoles de mesa e até mesmo portáteis, com sua popularização começando propriamente dita no Xbox, mas antes já víamos jogos online, como por exemplo no Dreamcast, com seu modem que conectava via conexão discada, a coisa de 56kbps.

Hoje contamos com enormes redes para os jogos online, sendo as principais a PSN e a Xbox Live, enquanto a Nintendo tenta incrementar a sua rede com o Wii U. Tais serviços são indispensáveis e poucas são as pessoas que detêm um console da sétima geração e não possuem uma conta nessas redes: seja para somente sincronizar seus troféus e conquistas ou para o objetivo máximo de um jogador que utiliza tais redes: jogar online.

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Com o enorme sucesso dessas redes, não é incomum vermos os produtores investindo cada vez mais em modos online em seus jogos. O maior exemplo de sucesso nesse ponto é certamente a série Call of Duty, que vende praticamente só por esse modo. Difícil o jogador da série que esteja mais interessado na campanha do que em trocar tiros com um bósnio que está do outro lado do mundo, xingando sua mãe na língua negra de Mordor enquanto você lhe desfere um belíssimo head shot, acusado de estar usando um hack de mira.

Com efeito, outros jogos começaram a tentar a copiar a fórmula do sucesso, que é extremamente complicada. Títulos como Bioshock 2, focados extremamente no modo single player, procuraram oferecer um modo online. O resultado depois de algum tempo é que as salas estão vazias, sem ninguém jogando (verifique alguns fóruns pela internet que verá a resposta de que ninguém está jogando Bioshock 2 online, veja aqui, por exemplo).

O motivo talvez nem seja que tal modo seja ruim. O motivo provavelmente seja que as pessoas simplesmente voltam para o Call of Duty, ou para Halo. Hoje é difícil o first person shooter que não venha com um modo online a tira colo. E quando não vem, é olhado com desdém e seu fracasso comercial é logo profetizado.

Call of Duty online

Call of Duty online

Mas o que se deve lembrar é que nem todo jogo quer ser Call of Duty. Este já tem concorrentes de peso que também brilham no multiplayer, como a série Battlefield. Por outro lado, as campanhas desses jogos costumam ser consideradas pobres e com baixo teor de replay. O que é normal, pois, mais uma vez: o objetivo dessas séries, hoje, é focar no modo online.

Como falado acima, o foco dos produtores podem determinar algumas coisas. Um jogo com foco no modo online pode não oferecer uma experiência single player satisfatória. E um jogo com foco no modo single player pode não oferecer uma experiência multiplayer atraente. O resultado disso são modos quebrados, chatos, frustrantes e desnivelados. Coisas que teriam feito bem ao jogo se tivessem sido riscadas do planejamento.

“Ah, mas modo online só adiciona”. Nem sempre é assim. A produção de um jogo dispõe de recursos (ou de falta destes). E isso significa que, caso haja um modo a mais de jogo, parte desses recursos serão destinados a esse modo novo.

Dá para entender a linha de raciocínio? Mais recursos = mais empenho. Menos recursos = menos empenho. Isso é fato, é lei de mercado. Então, um jogo com mais recursos disponíveis para o seu modo single player, vamos supor, 100% desses recursos, vai ter mais conteúdo, proporcionando uma maior longevidade.

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Veja só: em um artigo do site Gamesradar, de dezembro de 2009, é possível verificar que ninguém está jogando The Darkness, Dark Sector e Prey online (Number of people playing The Darkness, Dark Sector, and Prey online:  How many crustaceans have won the Nobel Peace Prize?).

Pegue o exemplo de alguns jogos que são somente single player: Skyrim, Deus Ex Human Revolution e outros. São jogos com uma longevidade enorme, com muito conteúdo e que proporcionam horas e horas de jogo. Isso significa que não seria bom um modo online neles?

Bom, não parece lá uma boa troca o conteúdo desses jogos por um modo online. Fazer um modo multiplayer bom requer muito estudo, muito empenho. E para se fazer algo meia boca, só para tentar vender um pouco mais, é, sinceramente, uma besteira. Alguns jogos se dão bem nisso, mesmo contra as expectativas: a série Assassin’s Creed é uma delas. Ainda é possível jogar Assassin’s Creed Brotherhood, de 2010, online, o que é surpreendente, já que é um jogo onde todo mundo compra tão somente pelo single player, e já existem duas novas versões posteriores da série, também com multiplayer online.

Concluindo, o objetivo desse artigo é colocar em cheque essa questão do multiplayer: será que absolutamente todo jogo precisa disso? A conclusão a que chego é: não. Ainda há muita gente que compra somente pelo modo single player (basta ter um bom conteúdo), vide o supracitado e campeão de vendas Skyrim. Mas isso também não significa que seja reprovável um jogo tentar implementar um novo modo online, como foi o caso da série Assassin’s Creed.

Multiplayer de Assassin's Creed III

Multiplayer de Assassin’s Creed III

Na ganância de vender cada vez mais, as produtoras e publishers começam a pressionar cada vez mais os estúdios para incluir qualquer modo online. Isso pode terminar em desastre, capando o jogo dos dois lados: tanto no modo single player quanto no multiplayer. Isso sem contar em jogos onde um modo co-op ou versus em tela dividida cairia bem, porém não há: somente o modo online prevalece.

[Consciência gamer] O que é MMORPG?

Caros leitores,

Desde o nascimento deste blog, estou tentado a escrever algo para vocês, porém não sabia bem o que escrever.

Até que me veio à idéia de falar sobre MMORPG, atualmente é o que mais jogo e que tenho uma ampla experiência. Então, vamos começar falando sobre a origem dos MMORPG!

O que é MMORPG? É a sigla de “Massively Multiplayer Online Game” ou “Jogos Online Massivos para Múltiplos Jogadores”.

A idéia nasceu dos jogos online baseados em textos e até da tradicional intrepretação pessoal de  Dungeons & Dragons (D&D). Mas, foi com a criação de 2 jogos online, que tal modalidade se popularizou,  Ultima Online e Tibia(ambos em 1997), sim pessoal Tibia e não, não é uma pegadinha. Foram eles que mostraram a força que o mercado possuía, e graças a eles os grandes investidores apostaram nesse ramo.

Tibia

Um dos “grandes investidores” foi a NCSoft criadora do LineAge (1998) que conseguiu um número expressivo para a época, tendo mais de milhões de assinantes na Ásia. Para um mercado novo, isso foi mais uma vez a demonstração da força dos MMO.

Bonito, não?

Atualmente, existem algumas centenas de jogos do tipo MMORPG, é só digitar no Google que você, caro leitor, será bombardeado. Claro, alguns ótimos(World of Warcraft, Ragnarok, L2 por exemplo), outros piores, porém a maioria é muito parecido entre si, mudando algo ali, e outra coisa lá, o sistema não muda, porém ainda funciona.

Isso é o que chamamos de guerra!

Não é segredo, que hoje o Imperador dos jogos online é o WoW com seus mais de 12 milhões de assinantes, e não é por menos. Tive o prazer de jogá-lo por um tempo, e “meol deoss!!!111one!” que jogo! Além dos gráficos bons (claro tem melhores), a jogabilidade é maravilhosa, não vou me estender nesse assunto, mas para quem gosta de um bom PvP, posso garantir uma coisa, se não for o melhor PvP atualmente, está entre os primeiros

Bom meus caros, espero que tenham gostado da leitura, em breve voltarei trazendo algum review, de um bom jogo on-line!

Eu fico por aqui, e foi um prazer conhecer vocês!