[Consciência Gamer] Soltem Ezio Auditore da Firenze, ele é inocente!

Ele é inocente!

Ele é inocente!

Ah, mais um episódio de violência no Brasil. Banalizada como ela só, na maioria das vezes nem nos importamos. Ouvimos coisas como “matou a mãe”, “matou o próprio filho”, “crime premeditado”, “crime passional” e nem damos bola. É o normal no Brasil (e no mundo, por que não?).

Anormal seria ligarmos a televisão e encontrarmos somente notícias boas, mostrando como o ser humano é bonzinho. Mas não, dia após dia somos massacrados com notícias horrorosas, na maioria das vezes terminando em morte. Na Rede Bandeirantes toda quinta-feira, inclusive, passa um programa bastante extenso chamado Polícia 24 Horas, que mostra toda sorte de crimes, inclusive cobrindo casos de homicídio, mostrando o cadáver e tudo mais.

Confesso que às vezes assisto a estes e outros programas que se vangloriam da violência alheia para dar audiência. Não adianta, a violência é atraente, desde que vista à distância, com os olhos grudados na TV, pois a tragédia nos emociona (como já diria a música Vicarious, da banda Tool).

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[Consciência Gamer] O assassino joga game, ou o game faz o assassino?

Doom, o pior inimigo da humanidade.

“Jovem mata 8 na loja” – culpa dos games. “Jovem se suicida com arma” – culpa dos games. Quantas vezes você já leu notícias como essas? E quantas notícias beficentes ao mundo gamer, fora do mundo gamer, você já viu? Pois é, caro leitor, bem-vindo à manipulação de mídia e informação.

As primeiras coisas que uma pessoa que não acredita em tudo o que vê pensa é: o que leva uma pessoa, supostamente influenciada por games, a cometer seus crimes e atrocidades? Até que ponto os games podem influenciar uma mente? Seriam realmente os games, e somente os games, o estopim de todos os casos?

É claro que os games podem influenciar. Assim como os games, cinema, teatro, quadrinhos, música, novelas e, inclusive, os próprios sites e programas de televisão podem. Mas a realidade é retrata de uma forma “diferente”, já que qualquer questionamento sobre outras mídias podem acarretar em danos e má imagem inimagináveis à muitas dessas “mídias especializadas” de forma indireta, repercutidas por meio de organizações parceiras e/ou subsidiadas que cobrem as áreas criticadas.

Filmes de guerra? Thriller de psicopatas? Pura diversão fictícia.

Dessa mesma forma, a privacidade das pessoas envolvidas (leia-se educação familiar e meio social) não são questionadas na grande maioria das vezes. Uma das razões seria o levantamento das questões do parágrafo anterior. Outra, por óbvias questões de privacidade, e a última por poder levantar questões mais complicadas de governo e sociedade, como o tipo de educação dada nas escolas, o nível de segurança nas ruas, o cumprimento de regras em lojas e estabelecimentos e um tanto de outras coisas que podem transformar uma simples notícia tendenciosa sobre games em uma exposição de podres de todos os lados.

E no final da brincadeira, sobra para o entretenimento menos compreendido e aceito pela população: games. Afinal, para um canto a culpa precisa ir. Mas, será que games são mesmo a diversão mais injustiçada da história? Você, gamer, não tem, no mínimo, algum amigo que utiliza os games como argumento para questionar virilidade, maturidade, inteligência e/ou até mesmo situação financeira de outros jogadores? Pois é, não dá pra reclamar do odor alheio com as calças cagadas, o que dirá reivindicar nas ruas nesse estado.

Você joga Kirby, você é gay. Fato.