[Epoch – The Time Machine] Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars

Who do you think you are? Bruce Lee?

Capa do jogo

Ahh, Super Mario… o velho bigodudo saltador da Nintendo que já se aventurou tanto. Já jogou tênis, golfe, já andou por tabuleiros e participou de minigames, já entrou em competições de luta… mas talvez nada foi tão diferente e inesperado quanto Super Mario RPG: Legend of Seven Stars.

A parceria da Nintendo com a Square (atual Square-Enix) resultou em um dos RPGs mais divertidos e bem humorados do Super Nintendo. Foi, aliás, uma das portas de entrada para o mundo dos RPGs para mim, juntamente com Chrono Trigger.

O jogo se inicia com o seqüestro da princesa Peach em uma CG. Mas será o Benedito?! Até num jogo de RPG a fórmula é a mesma? Bowser aparece dentro de sua nave que mais parece uma laranja descascada e leva a princesa embora assim, enquanto o Mario só ouve o pedido de socorro e logo vai atrás. E desta vez a surpresa: o encontro com Bowser é muito rápido, o castelo do vilão fica logo ao lado e a batalha ocorre sem maiores complicações para o encanador bigodudo.

Mas eis que, quando tudo parecia estar dando certo, algo inesperado acontece. Descendo dos céus e cravando sobre o castelo de Bowser, uma enorme espada falante, com boca e tudo, chamada Exor, faz com que os três (Mario, Peach e Bowser) saiam voando e cada um vá parar em um lugar. E é aí que realmente começa Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars.

Juntamente com a queda da espada, sete estrelas também caíram do céu, que compõem um mundo chamado Star Road. Este não é, primeiramente, o objetivo declarado do jogo, juntar as estrelas. Primeiramente Mario deve fazer o que é o melhor em fazer: resgatar a princesa, onde quer que ela esteja.

A partir daí que se torna importante saber jogar um RPG, coisa que o jogo ensina com maestria. Conversas com NPCs são cruciais para saber qual caminho tomar, ouvir dicas ou simplesmente ganhar algo por fazer alguma tarefa pedida pelo mesmo.

Conforme o jogo avança, Mario vai conhecendo novos personagens, alguns nunca vistos em jogo algum. Um deles é Mallow, um estranho ser que, primeiramente, se diz neto de Frogfucius, uma espécie de sapo guru do jogo. Tudo bem que Mallow se parece com qualquer coisa, menos com um sapo (a começar pela falta de verde em sua cor, coisa que Frogfucius tem de sobra). Mallow é chorão de início, mas posteriormente vai se tornando mais corajoso e determinado.

Outro personagem importante é Geno, um boneco que ganhou vida enquanto Mario passava uma noite em um hotel de uma cidade. Ele é um dos personagens mais fortes do jogo, com magias e ataques poderosos. O mago é, na verdade, um ser de outro mundo, mais especificamente enviado para a Terra para recuperar as sete estrelas e recompor a harmonia em Star Road.

E como tempos sombrios exigem decisões desesperadas, até mesmo Bowser deixa de lado suas desavenças com Mario e se junta ao jogador, na esperança de recuperar seu castelo e também tentar reaver a princesa, que era sua por legítimo seqüestro até pouco tempo atrás. A princesa Peach também se junta à turma logo que é encontrada.

Bowser lado a lado com Mario? Okay...

O sistema de batalha do jogo é baseado em turnos. Cada um tem sua hora de atacar, mas há um fator importante: saber o timing correto para fazer um ataque duplo ou para defender de alguma agressão. Magias de ataque e cura, uso de itens na hora certa e afins também são cruciais para o sucesso no jogo.

Super Mario RPG é um jogo bastante grande para um jogo figurando o Mario, e possui uma duração boa para um RPG, mas é até bastante linear e sem muitas side quests, mas com fator alto de exploração para pegar novos itens, coletar moedas e afins.

E como não poderia deixar de ser, a marca registrada do bigodudo está presente: saltos. É difícil ver um jogo de RPG em turno com saltos durante a exploração, mas Super Mario RPG possui um sistema platformer também, que é um pouco falho devido à perspectiva pseudo-3D do jogo (aliás, os gráficos são lindos para o Super Nintendo), possuindo momentos até mesmo frustrantes, mas nada que tire o brilho.

Mario pula até em RPG.

Outra coisa que chama a atenção no jogo é a quantidade enorme de personagens da série que foram colocados. Inimigos clássicos da série como Koopa Troopas, Bomb-Ombs, Boos, Piranha Plants, Goombas e afins são encontrados por toda parte durante o jogo, que possui uma variedade enorme de inimigos, muitos requerendo táticas diferentes para serem derrotados. Há inimigos, por exemplo, que são imunes a ataques normais e só podem ser atacados com magias e, caso o jogador venha a estar sem Flower Points (a Mana do jogo), este pode esquecer e tratar de fugir.

Saber quando, quem e como atacar é importantíssimo.

O jogo conta com vários bosses e minibosses, cada um com estratégias e ataques diferentes. Não são difíceis em espécie alguma, mas alguns são trabalhosos e requerem atenção e até mesmo paciência. Enfrentar Yaridovich pela primeira vez, por exemplo, levou muito tempo para que eu pudesse derrotá-lo e quase me fez desistir do jogo. Mas o carisma, o fator de diversão, o sentimento de progressão e o humor do jogo faz com que a desistência não seja uma opção.

Momentos engraçados e totalmente "random" aparecem a toda hora!

Fãs do Super Mario certamente devem dar uma chance a esta experiência do bigodudo mais famoso dos videogames . Super Mario RPG é um jogo que envelheceu bem e pode ser jogado com total prazer ainda hoje. Quem não jogou, recomendo fortemente que jogue. Eu mesmo vivo rejogando e toda vez me divirto e caio na gargalhada diversas vezes. As referências a outros jogos da Nintendo (encontrar o Link dormindo em um hotel é impagável) ou a cultura popular estão presentes em abundância. Vale a pena jogar até mesmo quem não é fã de RPGs por turnos.

A turma, em uma artwork feita por um fã.

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[Overthinking] Arquivo confidencial – Mario

Muitos de nós sabemos que Mario veio de Jumpman, o homenzinho pulador de barris do arcade “Donkey Kong“. Mas o que ninguém sabe, é que aquele personagem que precisa salvar Daisy é também um ator, um trabalhador como todos nós. Com o sucesso do arcade, a fama veio à tona, e junto a ela o nome Mario foi dado ao bigodudo italiano. Vindo de família modesta, a fama logo subiu à cabeça do mais novo mascote da Nintendo, e não demorou muito para por as mãos em atrizes pornôs, como Peach, e em drogas. Afinal, cogumelos e folhas não nascem em qualquer lugar.

O primeiro trabalho de Mario.

Se dando conta da má conduta de seu novo funcionário, a Nintendo resolveu demití-lo, obrigando-o a recomeçar a vida como encanador. Começando a ter mais despesas que lucros, Mario não teve outra saída a não ser oferecer sua mais nova companheira, Peach, ao seu fornecedor, Bowser, como garantia em troca de mais cházinhos e algumas ervas extras.

O novo local de trabalho de Mario.

Mas os problemas não terminaram por aí. A mídia sensacionalista descobriu o paradeiro de Mario e começou a investigar sua vida. A Nintendo, com medo que descubram toda a verdade por trás daquele homem e possam, com isso, prejudicar o crescimento dela com escândalos, contrata Mario de volta junto com Bowser e Peach, fazendo todos acreditarem que aquilo é um ensaio para o próximo projeto da empresa japonesa. Em troca de sigilo e cooperação, Mario ganha o direito de consumir tudo o que bem entender em termos de entorpecentes, além de aliviar suas necessidades sexuais com Peach em dias de folga.

Vai um “cházinho” aí?

Nasce, assim, Super Mario Bros.

Com o sucesso do projeto, a Nintendo resolve fazer do jogo uma série. Mas esses planos foram cancelados, já que Bowser simplesmente desaparece antes da conclusão do segundo título, onde o bigodudo veste trajes de Guaxinim e Sapo. Novamente sem emprego, mas desta vez com a vida estabilizada, Mario e Peach se mudam para o interior, onde têm um filho, Toad, e levam uma vida agrícola tranquila até a chegada de Wart, capanga de Donkey Kong, que usou o poder conquistado para mergulhar no mundo do crime. Wart na verdade estaria atrás de Bowser, que procurou o símio do tráfico para declarar que gostaria de sair daquele mundo, a fim de se dedicar totalmente à fama. Furioso, Donkey manda seu fiel sapo atrás da tartaruga espinhuda, que desaparece do mapa após receber ameaças por telefone.

Toad vs Wart.

Vendo o perigo se aproximando do ex-colega de trabalho, a famíla de Mario une forças para derrotar o criminoso. O que ninguém sabia é que um funcionário da Nintendo gravava todo o confronto escondido, levando o projeto para os estúdios internos da empresa e criando Super Mario Bros. 2. A mídia, espantada com a repentina troca de vilões, investiga novamente a vida de Mario e também da Nintendo. Como resultado, eles obtém um beta do que seria o verdadeiro Mario Bros. 2, um jogo que expõe bastidores e sem nenhum tipo de efeito especial ou cenário apropriado. Percebendo o vazamento (causado por um erro de estagiário), a Nintendo lança assim mesmo o beta, chamado-o de Super Mario Bros. 3, antes que qualquer tipo de suspeita e/ou escândalo fossem levantados.

Super Mario Bros. 2 BETA

Informado da derrota de Wart, Bowser volta para a Nintendo, que reúne o elenco e imediatamente começa seu mais novo projeto: Super Mario World. Nesse jogo também estaria presente Toad, filho de Peach e Mario (na verdade, de Luigi), vestido como um dragão verde de montaria que atende hoje como Yoshi. Obtendo enorme sucesso, acaba ganhando posto de estrela no próximo projeto, Yoshi’s Island, onde o cogumeludo fantasiado precisa carregar seu irmão mais novo nas costas.

Toad e seu irmãozinho.

O resto, é o que todos nós vimos até então. E assim fecha a fase obscura do encanador mais famoso dos games, onde, literalmente, quase entrou pelo cano.

[Neto’s Review] Super Mario Galaxy 2

“Here we go!”

Capa do jogo

ENREDO

Super Mario Galaxy 2 é o segundo jogo da série principal do mascote da Nintendo para o Nintendo Wii. É até estranho falar do enredo de um jogo do Mario, pois é sempre a mesma coisa de sempre: princesa é raptada por Bowser e Mario deve ir atrás. Simples assim (quase) sempre. De um modo geral, assim também é Super Mario Galaxy 2, mas há toda uma ambientação para esta busca, mesmo que simplória.

Em Galaxy 2, Mario deve viajar por várias galáxias para salvar sua “pessoa especial”, como é dito várias vezes durante o jogo. Para isto, contará com a ajuda de uma estrela perdida, chamada Baby Chico. Esta ajuda, porém, passa despercebida, já que Chico viaja dentro da boina do protagonista.

Para viajar de galáxia em galáxia, mundo em mundo, Mario utilizará uma nave que tem a forma de seu rosto (o que não parece ser muito aerodinâmico). Desta forma, o jogador deverá coletar estrelas de poder espalhadas pelas galáxias, que é uma espécie de combustível para a Starship Mario avançar pelos seis mundos principais do jogo.

Além da princesa Peach, Mario e Baby Chico também estão em uma jornada para reencontrar outra pessoa, que vez ou outra manda cartas através do Toad carteiro, que fica na Starship Mario. Esta pessoa não nos é revelada em momento algum durante todo o jogo, mas quem jogou (e prestou um mínimo de atenção) o primeiro jogo da série no Wii vai logo perceber de quem o jogo está falando.

O enredo é simples e praticamente deixado de lado o jogo todo, mas Mario sempre foi assim e dificilmente mudará em sua série principal.

Coletando estrelas com o Yoshi

JOGABILIDADE

A jogabilidade é bastante como o primeiro jogo da série Galaxy, porém sem tantos jogos de gravidade e com mais partes em 2D, remetendo ao estilo clássico da série e instalando nostalgia no jogador que viveu a era de ouro do 2D sidescroller.

Basicamente, Mario deve avançar com sua nave por todos os planetas disponíveis coletando estrelas e, somente assim, poderá ir em direção à fortaleza de Bowser. Agora o mapa do jogo é dividido em mundos e, dentro dos mundos, existem as galáxias e, dentro destas, os desafios para coletar as estrelas. Enquanto na nave, Mario pode explorá-la, andando e vasculhando por toda parte, conversando com quem está a bordo (conforme o jogo passa, mais personagens são adicionados), o que não tem muito sentido, a não ser o Toad banqueiro e o Toad carteiro. De resto, é tudo mais para preencher lugar e dar uma sensação de ter algo para fazer além de ir atrás das estrelas.

A Starship Mario

Como dito, cada galáxia possui seus desafios, o que é uma constante desde Super Mario 64, onde cada quadro do castelo significava uma fase diferente com diversas estrelas. Os desafios são muito variados em Mario Galaxy 2 e seria inútil ficar descrevendo cada um, pois é sempre algo diferente. Esta variação é excelente e aumenta o nível de diversão e desafio às alturas, forçando o jogador, conforme avança, a melhorar cada vez mais seus reflexos e aprimorar suas técnicas.

Utiliza-se o sensor de movimentos do Wii para controlar o Mario sobre esta bola

Ao final de cada mundo, Mario deve encarar um castelo ou fortaleza, que ao final enfrenta-se ou Baby Bowser com seus implementos tecnológicos ou o seu pai, o todo poderoso Bowser, que neste jogo tem proporções gigantescas devido às Grand Stars, que são obtidas após derrotá-los em cada castelo/fortaleza.

Duelo com Bowser

De início, a movimentação de Mario pode parecer estranha e leva um certo tempo para o jogador dominar o sistema de pulos. O protagonista conta com um ataque giratório (ativado com uma sacodida no Wii Mote), que deixa a maioria dos inimigos tontos e, posteriormente, avançando contra eles, Mario dá um chute (uma verdadeira bicuda) e eles se transformam em fragmentos de estrelas (Star Bits). Os star bits são importantes no jogo principalmente no que tange à abertura de galáxias escondidas. É uma espécie de dinheiro no jogo, com estes Star Bits é possível alimentar Lumas Famintos (estrelas que se transformam em algo após o pagamento necessário). Os itens oferecidos pelos Lumas vão desde Cogumelos que aumentam temporariamente a vida de Mario para seis até a transformação em uma nova galáxia. Pode-se, também, trocar moedas com os Lumas, mas é mais raro encontrar os que preferem este tipo de pagamento (e sempre será uma tortura ter as moedas necessárias, é sempre um número muito próximo ao máximo que poderia ter sido encontrado na fase até o encontro com o Luma em questão).

É possível também atirar Star Bits contra os inimigos, mas é algo secundário e sem muita necessidade (é legal quando joga-se em multiplayer, onde o segundo jogador assume o controle do pointer, coletando estes fragmentos de estrela e atirando contra os inimigos). O ataque clássico de Mario – o pulo – continua presente e dá, de recompensa, uma moeda na esmagadora maioria das vezes, que serve tanto para pontuação na fase quanto para dar um ponto de vida para o jogador.

A estrela azul é o pointer e logo ao fundo vêem-se algumas Star Bits

Uma das maiores inovações em Mario Galaxy 2 em relação ao seu antecessor é o acréscimo do Yoshi, o dinossauro companheiro de Mario. As possibilidades foram muito ampliadas com isto, pois Yoshi pode utilizar sua língua para engolir inimigos, coletar cascos e atirar contra alguma ameaça, além de adicionar no fator plataforma do jogo, pois Yoshi pode agarrar-se a locais com a língua onde Mario não conseguiria, tudo utilizando o pointer do Wii Mote.

Yoshi está de volta!

Outra adição interessante é que em várias fases o jogador pode jogar como Luigi, o irmão magrelo e desengonçado de Mario. É uma espécie de modo difícil do jogo, pois o personagem de macacão verde desliza muito mais do que o seu irmão, tornando um tanto caótica a jogabilidade. É interessante pelo fator desafio, pois fica realmente mais difícil o controle.

É possível jogar como Luigi desde praticamente o início do jogo

Existem novos Power Ups em Mario Galaxy 2, além dos existentes do antigo jogo. Mario agora pode se transformar em uma bola de pedra, rolando para todo o lado e destruindo o que existir pela frente e também pode conjurar nuvens, possibilitando assim atingir locais mais altos do que o seu pulo alcançaria. Ainda existem os power ups de abelha (argh!) e da flor de fogo (oba!), por exemplo.

Dois dos novos Power Ups

Yoshi também possui seus power ups, como a pimenta que faz o dinossauro correr muito mais rápido ou a fruta azul que o faz virar um balão cheio de ar, fazendo-o subir com seu sopro.

Yoshi Balão

Somando-se tudo isto, os desafios são extremamente variados um do outro, não existe uma fase igual a outra em Galaxy 2, que é um jogo que dosa desafio e diversão na medida certa quando se fala em jogabilidade. Mario continua mostrando por que sua série principal é referência em jogos do gênero plataforma.

Tobogã!

A variedade é levada a sério no jogo

SOM

Mario Galaxy 2 conta com uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos. Músicas empolgantes totalmente orquestradas estão presentes no jogo. As músicas aumentam totalmente o fator nostalgia que o jogo quer causar, com remixes de músicas antigas de toda a série Super Mario, além de contar com efeitos sonoros clássicos, como quando adiquire-se um cogumelo de aumentar os pontos de saúde de Mario ou quando pega-se um cogumelo verde que dá uma vida a mais ao jogador.

O jogo não apresenta dublagens, apenas alguns grunhidos de cada personagem e algumas pouquíssimas falas (como a que encerra o jogo, após os créditos). Talvez este seja um problema, pois onde já se viu um jogo desta geração sem dublagens? Mas a trilha sonora é tão empolgante que o jogador nem vai ligar para isto e, afinal de contas, não há muito para ser contado por falas em Super Mario Galaxy 2, além do que os sons de cada personagem são clássicos (assim como os da série The Legend of Zelda).

(Música tema da Throwback Galaxy)

GRÁFICOS

É um dos jogos mais bonitos que existe no Wii (e também em todos os outros consoles da geração). É um jogo que prova que o Wii é sim capaz de fazer gráficos bonitos e coloridos. Ainda bem que Mario não procura apresentar um gráfico realista, mas busca um estilo de arte próprio, o que possibilita ao jogo ser um dos jogos mais bonitos de se ver da geração.

Quem dera todo jogo de Wii ser tratado com o carinho que a arte de Super Mario Galaxy 2 foi tratada, com certeza não se ouviria o tanto de críticas em relação ao hardware ultrapassado do Nintendo Wii.

Super Mario Galaxy 2 é um jogo maravilhoso

VEREDITO

Super Mario Galaxy 2 é um jogo de proporções galácticas e é provavelmente, mais uma vez, o jogo que define o gênero platformer para toda a geração, trazendo uma mistura de excelente jogabilidade, desafio e diversão. Tudo isto envolvido em um ambiente fantasticamente colorido e belo, como tudo o que os fãs de Mario querem em sua série principal, sendo a trilha sonora perfeita a cereja do bolo, fazendo de Super Mario Galaxy 2 um jogo obrigatório para todos os fãs de videogame de hoje e sempre.

Super Mario Galaxy 2 é um jogo exclusivo do Nintendo Wii.

Mario e Yoshi

NOTAS

ENREDO: 7,0/10,0
JOGABILIDADE: 10,0/10,0
SOM: 10,0/10,0
GRÁFICOS: 10,0/10,0
NOTA FINAL: 10,0/10,0

*Explicação para a nota final ser 10, basicamente ignorando o enredo: a proposta do jogo não exige um enredo exorbitante e por tudo o que o jogo é ele merece um maravilhoso DEZ.

[Consciência Gamer] Mario e a estagnação da Nintendo

Que o famoso Super Mario é responsável por grandes e memoráveis jogos, isto não há dúvida. Desde a sua estréia, quando ainda nem era conhecido por Mario, nos arcades de Donkey Kong (1981), como Jumpman, o encanador bigodudo da Nintendo tem estrelado vários jogos, na maioria das vezes sendo o principal. A sua série principal – Super Mario Bros., World, 64, Sunshine, Galaxy – é referência até hoje quando se trata de jogos de plataforma. Neste quesito Mario chega a dar um banho em diversos jogos da concorrência e sempre que sai um jogo novo é certeza de que vai estar nos tops de melhor jogo do ano em pelo menos um quesito. É talvez a série com a qual a Nintendo mais tenha preocupação e carinho.

A Nintendo, percebendo que o mascote fazia sucesso entre a comunidade gamer, logo passou a explorá-lo mais, além dos jogos Super Mario Bros. Um excelente exemplo é visto no jogo Punch-Out!!, de 1987 para o Nintendinho. Nele, Mario é o árbitro das lutas. Apenas uma aparição, claro, e Mario nada fazia no jogo, não era controlável nem nada, mas ele estava ali, o que elevava o status do jogo (além do jogo ter o famoso lutador Mike Tyson).

Aparições à parte, como a de Punch-Out!!, Mario também começou a estrelar outros tipos de jogos, saindo do âmbito dos jogos de plataforma. Talvez o maior exemplo seja a série Mario Kart, surgida em 1992. Nela, Mario e seus amigos (e inimigos também) disputam corridas divertidíssimas cheias de falcatruas e reviravoltas. A qualidade da série é indiscutível e até a versão atual – do Wii – a franquia já conta com seis jogos.

Desde então, parece que virou bagunça: qualquer temática a Nintendo resolve enfiar o encanador bigodudo nas mãos do jogador: temos Mario Paint, Mario Party, Super Smash. Bros., Mario Strikers, Mario Tennis, dentre outros. Não cabe aqui discutir a qualidade destes jogos, mas sim a dúvida: será que compensa, ao invés de se criar uma franquia original, ficar sempre se utilizando do carisma do Mario? E isto nos leva a outra pergunta: por que a Nintendo dificilmente se arrisca a criar uma nova franquia ou um novo personagem? E por favor, não vamos falar de Nintendogs nem nada deste tipo de franquia mais voltadas a um público que diverge um pouco do que hoje é conhecido como GAMER, pois não é objetivo deste blog discutir tais assuntos.

Parece que a Nintendo tem um certo receio em deixar seu mascote favorito parado por algum tempo. Na E3 deste ano, por exemplo, foi anunciado Mario Sports Mix, um jogo esportivo envolvendo a turma do encanador. Será que a Nintendo não poderia inovar se queria fazer um jogo esportivo? Será que não traria novos horizontes e, talvez, atrairia um público diferenciado para o Wii? Ou o Nintendo Wii e o Nintendo DS realmente somente atingem estas vendas se estiver presente o nome Mario pelo menos duas ou três vezes por ano?

Mario Sports Mix

Em 2009, por exemplo, foram lançados quatro jogos contendo Mario no nome: Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again (DSi), Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story (DS), Mario & Sonic at the Olympic Winter Games (Wii e DS) e New Super Mario Bros. Wii. Este último é um excelente exemplo de um grande caça níquel da Nintendo. É um jogo de um nível excelente 2D Side Scroller, mas é, mais uma vez, uma releitura, quase um remake dos jogos anteriores. Não há muita coisa diferente do que foi visto em Super Mario Bros. 3 ou Super Mario World (que eram inovadores na época). É um bom jogo, Mario está ali, mas parece que faltou alguma coisa. Parece um jogo sem a alma do encanador, parece que ele foi utilizado ali somente para vender mesmo. É como se Mario não quisesse estar naquele jogo, mas seu contrato o obrigava.

A série New Super Mario Bros.: excelente idéia, pouco feeling.

Outro bom exemplo do cansaço de Mario é a série Mario Party, que conta com oito episódios em consoles de mesa. Sim, OITO e isto somente desde 1998, quando a franquia fez sua estréia no Nintendo 64. No início haviam idéias geniais, era um jogo de tabuleiro e, a cada turno, havia um minigame. Simplesmente fantástico para o multiplayer. Mas parece que isto foi esgotando a cada momento e chegou ao fiasco do Mario Party 8 no Wii que é, assim como New Super Mario Bros., um jogo sem alma.

Mario Party

Parece que a Nintendo percebeu isto e, ao invés de fazer um Mario Party 9, criou Wii Party, que agora é estrelado pelos Miis, os personagens virtuais criados pelos próprios jogadores. Só cabe dizer que isto soa como um tiro pela culatra, pois os Miis tem carisma zero e só é legal quando jogados em Wii Sports ou fazendo aparições como na torcida de Mario Kart Wii. Péssima estratégia da Nintendo, mas que com certeza resultará em milhões em seu bolso, pois boa parte do público do Wii não se importa com nada disso. Crê-se, porém, que será um jogo que em breve será esquecido, é como um jogo imediatista, como que se a Nintendo tivesse dito: “vamos fazer um jogo multiplayer bem bobo e não vamos nos preocupar em fazer novos personagens e nem usar o Mario para lucrarmos bastante e gastarmos pouco”.

O canal Mii, no Wii

Talvez esta seja a resposta para a falta de ousadia da Nintendo. Afinal, o que foi criado em relação a novos personagens protagonizando um jogo nesta geração? Melhor, o que foi criado pela Nintendo desde Star Fox? Até mesmo no 3DS, ao invés de criarem um novo personagem logo de cara, preferiram ressuscitar o Kid Icarus, que não dá as caras em um jogo próprio há muito tempo.

Claro que muitos dos jogos que utilizam a figura carismática do Mario, mesmo soando como caça níqueis, são interessantes e divertidos. Mario Kart nunca perdeu sua magia, por exemplo. Smash Bros., criado no Nintendo 64, sempre conquista os jogadores, e, mesmo a versão de Wii sendo considerada a pior das três já lançadas, ela brilha e diverte.

A Nintendo possui vários personagens consagrados: Mario, Link, Zelda, Samus, Fox, Donkey Kong, e isto só para citar os mais conhecidos, pois temos ainda Luigi, Diddy Kong, os corredores malucos de F-Zero e etc. Mas será suficiente para agüentar tudo? Mario parece levar a Nintendo nas costas e, a cada ano que passa, mostra cada vez mais sinais de cansaço e os gamers vão envelhecendo e querendo uma maior variedade, coisa que a Nintendo, tradicionalista (e gananciosa) do jeito que é, reluta em nos apresentar.

Aliás, parabéns, Nintendo, pelos seu 121 anos completados ontem. Este post foi feito pois sou um jogador que tem saudade dos tempos áureos, de quando a Nintendo apresentava-nos propagandas dizendo que o objetivo dela era fazer da vida do jogador um inferno e então apareciam vários flashes com cenas épicas de Donkey Kong Country, por exemplo e no final ouvíamos o famoso “É Nintendo ou nada!”. Hoje parece que é Mario ou nada para a Nintendo.

É Nintendo ou Nada!

[Especial Mario Bros.] 25 anos de Super Mario

HERE WE GO!


Não me lembro quando foi a primeira vez que eu vi o tão famoso Super Mario, um dos maiores símbolos dos videogames e ídolo máximo da Nintendo. Mas com certeza meu primeiro contato com algum jogo do Mario foi com Super Mario World, do Super Nintendo. Mesmo assim, em algum dia há muito tempo atrás eu acabei conhecendo os Super Mario antecessores.

Em 1985 surgiu um jogo que iria revolucionar a indústria de videogames: Super Mario Bros., para o NES. Um jogo de premissa simples, onde víamos um encanador bigodudo e de chapéu que consistia em, simplesmente, pular. Mario pula sobre buracos, pula em cima de goombas, em cima de koopa troopas, enfim, a principal premissa de Super Mario Bros. era pular. Além do que foi introduzido logo ali, no primeiro jogo da série, o power up mais famoso de todos os tempos: o cogumelo. Mario, um encanador baixinho de início, quando encosta neste power up cresce e, assim, ganha mais resistência, podendo, então, tomar dois hits para morrer, ao invés de um.

Em 1989 é lançado nos EUA Super Mario Bros. 2, um jogo muito estranho e diferente do primeiro. A premissa ainda era pular, porém agora Mario e seus amigos poderiam agarrar objetos e arremessá-los, bem como fazer o mesmo com seus inimigos e o jogo apresentava fases não tão lineares, podendo Mario entrar por portas e etc. Em SMB2 o jogador pode escolher, além de Mario, jogar com Luigi, Peach ou Toad. Os inimigos não eram os mesmos do primeiro jogo, mas serviu para fixar alguns personagens, como Birdo e os Shy Guys. Na verdade, Super Mario Bros. 2 é uma cópia de um jogo chamado DOKI DOKI PANIC, apenas com os personagens alterados. Isso porque, na verdade, no Japão o SMB2 era um jogo que seguia a fórmula padrão do primeiro Mario Bros., só que apresentava uma dificuldade muito mais elevada. Posteriormente foi lançado em Super Mario All Stars – uma coletânea de jogos do Mario para Snes – como Super Mario Bros.: The Lost Levels.

1991 foi o ano de um dos melhores jogos de todos os tempos: Super Mario Bros. 3. Voltando às raízes do primeiro jogo, SMB3 apresentava fases lineares, inimigos clássicos da série, como os goombas e os koopa troopas. Só que SMB3 se destaca tanto pois tem um level design de alto nível até mesmo para os dias de hoje, proporcionando diversão e desafio. A não linearidade ficou por conta do World Map, tendo cada mundo suas fases e o jogador, conforme o caminho que for fazendo, podendo pular ou não determinadas fases, visitar fases bônus, etc. O jogo apresentou novos power ups que se tornaram clássicos, como a roupa de guaxinim que fazia Mario voar ou a roupa de sapo, ajudando Mario na natação.

Super Mario World veio em 1992, fazendo o debut da série no Super Nintendo. O jogo é praticamente um aprimoramento do SMB3. Na verdade, este é o meu Super Mario favorito, talvez por ter sido ele a forma com que eu conheci o mascote da Nintendo. Power ups continuaram fazendo parte da franquia e o World Map do jogo é genial, com todos os mundos  se interligando e existindo variações tremendas para se passar de fase e avançar no jogo, como modos escondidos de se passar de fase, utilizando-se chaves para abrir caminhos alternativos no mapa, além do mundo da estrela, que era o mundo secreto do jogo. Em Super Mario World fomos apresentados a uma das figuras mais carismáticas da Nintendo: o Yoshi, o famoso dinossauro (geralmente verde, mas que também tem azul, verde, vermelho, etc) que passaria, desde então, a ajudar o encanador bigodudo em várias aventuras. Yoshi inclusive ganhou um jogo próprio em 1995 no Super Nintendo, chamado Super Mario World 2: Yoshi’s Island, onde os yoshis carregam Baby Mario nas costas por toda a ilha.

A grande reviravolta veio em 1997, com Super Mario 64. Apresentando pela primeira vez Mario em 3D, a Nintendo mostrou que sabia tratar o personagem de forma satisfatória no que tange à transição 2D para 3D. Aliás, Mario é uma das poucas franquias que tiveram extremo sucesso tanto em 2D quanto em 3D, pois percebe-se que o arqui-rival do Mario – Sonic – não teve o mesmo sucesso (infelizmente). A liberdade proporcionada pelo 3D na época fez os jogadores entrarem em êxtase. Agora Mario podia andar por todo o castelo da Princesa Peach, entrando em quadros, que eram as fases do jogo, para capturar estrelas e, então, poder ir para o encontro final com Bowser, o inimigo de Mario desde Super Mario Bros. A linearidade aqui foi totalmente combatida e Mario podia agora fazer diversos caminhos nas fases, que apresentavam os mais diversos objetivos e não somente ir até o final da fase. Quem não se lembra de apostar corrida pela primeira vez com um Koopa Troopa gigante em Bomb-omb Battlefield? Simplesmente épico e revolucionário! Super Mario 64 é até hoje uma referência gritante para os jogos platformers atuais. Talvez a maior crítica dos jogos de Mario em 3D seja a limitação quanto aos power ups, que geralmente funcionam apenas para determinadas fases e têm limite de tempo, diferente dos jogos anteriores em 2D, onde era possível passar qualquer fase utilizando qualquer power up. Era o power up que deveria ser adaptado à fase antes, mas a partir de Super Mario 64 a fase começava a se adaptar a eles. Yoshi, infelizmente, foi deixado de lado e é apenas um NPC no jogo.

Em 2002 veio Super Mario Sunshine, para o GameCube. Talvez este seja o Super Mario mais diferente de todos. Agora Mario encontra-se em uma ilha que encontra-se bastante suja e Mario deve, com a ajuda de uma máquina de jato de água – o F.L.U.D.D. – , limpá-la. É também um dos jogos mais difíceis do encanador, apresentando um level design bastante desafiador e de várias possibilidades, sendo o F.L.U.D.D. indispensável para isto, já que ele possui diversas habilidades diferentes, que auxiliam Mario na empreitada, mas tudo isso dependendo do nível de água disponível, o que tornam as coisas mais desafiadoras. Agora, ao invés de estrelas, Mario coleta Shines, mas a premissa é a mesma de Super Mario 64: no final do objetivo coleta-se a Shine, assim como as estrelas de SM64. Ah, e Yoshi está de volta em Super Mario Sunshine!

Em 2007 veio Super Mario Galaxy, para o Wii. Um jogo que desorienta o jogador de várias formas, principalmente usando a gravidade. Mario agora encontra-se em uma nave espacial e deve viajar por diversas galáxias para coletar estrelas de poder para ir cada vez mais ao encontro de Bowser e reconquistar sua querida princesa Peach. O level design do jogo é soberbo e mostra por que Super Mario ainda é referência para os jogos platformers. Agora o jogo apresenta vários planetas nas galáxias, e, conforme Mario os circula, fica de ponta cabeça, o que, de início, pode causar desconforto ao jogador, mas, conforme passa, este desconforto torna-se somente mais desafio e diversão. As possibilidades em Galaxy são quase infinitas e deixa os jogadores de queixo caído, desde a trilha sonora orquestrada (Nintendo, faça o mesmo com Zelda logo, por favor), passando pela arte estonteante (que tira pedra do Wii) e chegando até aos desafios impostos pelo jogo para que o jogador alcance a estrela de cada fase.

A seqüência de Super Mario Galaxy chegou em 2010, também para o Wii: Super Mario Galaxy 2. A seqüência é basicamente um aprimoramento do primeiro Galaxy, mas não tanto para soar ao jogador um mais do mesmo. O level design segue riquíssimo e agora Mario encontra-se em sua própria nave e, mais uma vez, só para variar, indo atrás da Princesa Peach, que foi seqüestrada novamente pelo Bowser. Yoshi mais uma vez aparece, diferentemente do jogo anterior, onde ele inexistia. Yoshi veio em Galaxy 2 para aumentar as possibilidades do jogo, expandindo ainda mais o que foi feito no primeiro Galaxy. A premissa continua a mesma do anterior, com a gravidade deixando o jogador por vezes desorientado, mas apresenta uma nostalgia bem maior: Galaxy 2 apresenta várias partes em 2D, além de uma galáxia idêntica a um mundo de Super Mario 64. Simplesmente maravilhoso o trabalho da Nintendo para com os dois jogos Super Mario para o Wii.

Concluindo, Super Mario é a franquia com a qual a Nintendo mais tem esmero e carinho. Tudo nos jogos da série é tratado bem e serve qualquer jogador de qualquer idade, apresentando dificuldade, desafio e diversão na medida certa. Parabéns pelos seus 25 anos, Super Mario Bros.! Que a Nintendo continue tratando você como merece, apresentando aos jogadores o mais fino do que existe quando se fala de jogos de plataforma. Mario é ainda uma das figuras mais carismáticas da Nintendo e de todos os tempos dos videogames, mesmo sem nunca emitir nenhum som além dos já conhecidos “Yahoo”, “Yipeee” e derivados.