[Consciência Gamer] Cinco anos escrevendo sobre videogame.

O-que-não-escrever-no-currículo

Na verdade, escrevemos no computador… mas fica mais bonito e romântico assim, não?

Em 31 de agosto o Jogador Pensante faz cinco anos de idade. Foi em um 31 de agosto de 2010 que iniciei este site, na época era só um blog WordPress, somente depois de alguns anos que viria a ser um site .com, com domínio próprio (apesar de ainda usarmos a plataforma WordPress).

Foi neste dia que fiz uma análise de Heavy Rain. Relendo-a, eu hoje escreveria algo completamente diferente, e certamente teria visto com um olhar mais crítico o jogo. Apesar de, na época, me considerar um jogador crítico, escrever sobre games é algo que vai amadurecendo cada vez mais, especialmente se você escreve por paixão, sem receber nada por isso. Dei 9,5 de nota para o jogo, e na época eu o achava um dos melhores jogos de todos os tempos. Hoje tenho uma opinião bem diferente sobre o jogo, e ele possui uma fórmula da qual, sinceramente, não gosto mais.

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[Especial comemorativo] Os jogadores pensantes

Caros leitores do Jogador Pensante! Este post, de número 200, foi criado exclusivamente para agradecer a todos vocês por todo o apoio. Em mais de dois anos de blog, já estamos com quase 200.000 visitas, e centenas de comentários. Nossa página no Facebook também caminha muito bem, tendo ultrapassado recentemente a marca dos 500 “likes”. Ontem criamos até mesmo um canal no Youtube, onde estaremos apresentando nossos episódios de podcast, e, por que não, futuras video análises?

Fiquem agora com o artigo abaixo, e também com o nosso muito obrigado. E voltem sempre, estamos esperando suas opiniões, jogadores pensantes!

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Os jogadores pensantes

“Videogames não devem ser levados a sério”.

A indústria dos videogames atual está cheia de “grandes mentes”, símbolos portadores de grande carisma e genialidade. Mas qual o motivo dessa gente, antes tão apagada nas gerações anteriores, receberem tais status?

Hideo Kojima, criador da aclamada série “Metal Gear Solid”

Enquanto muitas produtoras preferem a zona de conforto, seguindo a receita do básico “arroz com feijão”, muitos desenvolvedores preferem expressar suas visões, seja da vida, seja de como um jogo deve ser. O por que disso se tornar um boom nessas últimas gerações é bem simples: a tecnologia permite voar mais alto, viajar mais longe. A tecnologia, hoje, permite transportar fielmente a mente humana na telinha da TV.

Pikmin, série de Shigeru Miyamoto, baseada nos jardins do criador.

Uma produtora que se encaixa perfeitamente nessa situação é Thatgamecompany, que criou obras como FlOw, Flower e Journey. O que esses jogos têm em comum? São trabalhos completamente fora do padrão denominado “comum” na indústria. O objetivo desses jogos são muito mais poéticos que lógicos, mas, ao mesmo tempo, trazem diretamente as sensações que os mais antigos dos games traziam: o desestresse e relaxamento, a estabilidade psicológica para se pensar em outras coisas enquanto joga. O que a empresa faz é simples: inclui nessa experiência que o jogador está tendo, o seu próprio universo, o seu poema, e deixa o jogador cantá-lo como bem entender.

Florindo o mundo de Flower

Ainda existem muitas obras que não são um mero amaranhado de gameplay – Você já parou para pensar sobre os valores morais apresentados na série Bioshock? Já sentiu as consequências de suas ações em Heavy Rain? Você já chegou a imaginar como seria enfrentar os monstros dentro de você, literalmente, como os protagonistas da série Silent Hill? Você chegou a fazer alguma interpretação poética/literária em algum jogo?

Little sister, de Bioshock. Salvar? Ou…

Mas afinal, porque a indústria atual insiste tanto em transformar os videogames em literatura abstrata? Na verdade, os videogames já são uma expressão literária, já trabalhavam com a imaginação e poder de interpretação dos jogadores há décadas, mas de formas obviamente mais simplórias. Não? Me diga então o que você via um carro através daqueles 8 quadradinhos aglomerados em um jogo de corrida do Atari 2600? Como você conseguia dizer que uma barrinha com três tons de verde era um homem, em Pitfall?

Pitfall, de Atari 2600.

Os jogos estão, a cada dia, aderindo mais e mais a uma concepção poética, e isso é ótimo. Videogames sempre foram o portal perfeito para viver outros mundos, e nada melhor que a construção de um universo mais profundo, pois quanto mais aventuras da nossa mente, mais podemos nos divertir com um único título. Videogame também é um meio de entretenimento, de se desligar do mundo momentaneamente, e um jogador feliz vai saber aproveitar ao máximo o que essa indústria oferece atualmente. Não há uma “regra”, não há o “certo”. Há apenas sua mente, seu jogo e, como resultado, sua diversão.

“Videogames não devem ser levados a sério”. Concordo, é essa a alma de um jogador pensante.

[Jogador Ouvinte] #1 – Dia das crianças

É com muito orgulho (e um pouquinho de vergonha) que apresento a vocês o primeiro podcast do Jogador Pensante! O Tomio o batizou de Jogador Ouvinte e assim será!

Nesse primeiro podcast os participantes foram eu (Neto), Mara, Henrique, Tomio e Guilherme (Refrigerando)!

Sem mais delongas, confira direto do Soundcloud ou pelo Youtube, ambos aqui pelo post, ou ali ao lado direito no menu! Você também pode fazer o download do podcast em qualidade maior (128kbps), pois a transmissão online é em qualidade FM (64kbps).

Obrigado a todos!

Baixe em 128kbps!