[Félix’s Review] Grand Theft Auto V

Categoria: Ação/ Sandbox

 Produtora: Rockstar Games

Distribuidora: Take-Two Interactive

  Plataformas: PS3/Xbox360

 Versão avaliada: PS3

1

Em 1997 DMA Design Limited, hoje Rockstar North, trouxe ao mundo a Grand Theft Auto. A série, mais conhecida como GTA ajudou o estúdio a ganhar a reputação de criar os jogos mais polêmicos já feitos. E não é pra menos, Rockstar não economiza nada nas doses de violência em seus jogos, além de conter um nível altíssimo de crítica social.  Grand Theft Auto é hoje um incrível sucesso de público e crítica não apenas na indústria dos games, mas em todo entretenimento. Após o estrondoso lançamento de Grand Theft Auto V, o título arrecadou em três dias 1 bilhão de dólares, batendo um novo record de vendas. Estaria o título ao nível de todo esse barulho?

Embora tenha me focado apenas nos cinco principais games da série  Grand Theft Auto na rápida retrospectiva acima, um dos títulos de maior sucesso da série foi, sem dúvida, San Andreas. E pensando nisso, a Rockstar voltou as terras muito bem conhecidas pelos fãs para narrar sua próxima história. Grand Theft Auto V conta não apenas com um protagonista, mas com três. Conheceremos Michael, Franklin e Trevor, três criminosos que decidem unir forçar para elaborar crimes que sozinhos jamais poderiam fazer.

É interessante notar como a personalidade de cada um dos três foi construída para gerar inevitáveis e divertidas relações e conflitos entre eles. Michael é um rico  e aposentado veterano do mundo do crime. Após um último grande golpe que saiu errado, ele por “sorte” conseguiu se safar impune e passou a viver uma vida normal  em sua mansão em Los Santos com sua família em constante crise. Franklin, por outro lado, é um rapaz  de classe média que esta começando na vida de fora da lei. Rouba carros  para que uma loja os revenda por um preço supervalorizado. Por fim, mas não menos importante, temos  Trevor, um completo psicopata que vive com seus capangas no deserto, até  um dia descobrir que um antigo amigo teoricamente morto, esta vivo e bem vivo.

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[Neto’s Review] Sleeping Dogs

“Let sleeping dogs lie.”

Capa do jogo

ENREDO

Sleeping Dogs é o antigo True Crime: Hong Kong, que seria publicado anteriormente pela Activision.  A empresa abandonou o jogo e a Square Enix comprou os direitos e o jogo foi mudado para o nome de Sleeping Dogs e a produtora United Front Games pôde continuar com a produção.

O resultado de tantas mudanças é a aventura do policial infiltrado na máfia de Hong Kong chamado Wei Shen. Wei tem um passado vinculado aos chamados Triads, que são os mafiosos mais perigosos do território chinês.

Após voltar de um longo período nos Estados Unidos, onde se formou, Shen entra para a polícia de Hong Kong e se infiltra na intricada e traiçoeira teia de relações que é o mundo do crime de lá. Começando como um capanga simples, o policial deve ganhar cada vez mais a confiança dos chefões dos chamados Sun On Yee, um dos grupos mais perigosos de Triads.

Policial infiltrado… trabalho perigoso…

O jogo triunfa bastante no enredo ao apresentar uma trama bastante convincente e atraente, remetendo a filmes policiais. Um dos maiores trunfos de Sleeping Dogs é conseguir mostrar muito bem a difícil relação de Wei Shen com o mundo do crime de Hong Kong. Shen tem um passado muito próximo e conflituoso dentro desse mundo e, conforme mais se infiltra, mais se aproxima afetivamente dos capangas que deverá entregar para a polícia posteriormente. Isso causa bastante impacto, pois o jogo consegue fazer o protagonista se tornar bastante profundo, e não um mero robô que recebe e executa ordens, apesar de querer, acima de tudo, eliminar por completo os grupos criminosos da cidade.

Sleeping Dogs apresenta uma trama bastante complexa e com muitas informações. Com isso, para o jogador não se perder, o jogo aplica o sistema de bases de dados, que podem ser acessadas a qualquer momento, possibilitando saber cada vez mais dos personagens e ações ocorridas.

Os personagens secundários também conseguem ganhar bastante destaque e a afeição do jogador por eles torna-se natural. Mesmo criminosos, acaba-se por torcer para um ou outro dentro da guerra do mundo do crime, conforme o jogo avança. Um dos que merecem destaque é Jackie Ma, um dos “amigos criminosos” de Wei Shen, que é um dos pilares da batalha espiritual interna que o protagonista enfrenta durante todo o jogo.

JOGABILIDADE

Sleeping Dogs é um jogo sandbox em mundo aberto. Se o jogador está familiarizado com o esquema de jogabilidade de Grand Theft Auto, Red Dead Redemption, Just Cause e afins, o título da United Front não deverá ser estranho de forma alguma.

O jogo possui, além das missões principais que concluem a história proposta, várias missões secundárias, casos de polícia, coletáveis, e muito mais. E isso oferece grande variedade para o jogo, visto que tudo é muito bem amarrado e atraente. Voltarei a este ponto mais para a frente.

A principal diferença de Sleeping Dogs para os outros jogos sandbox é o seu foco no combate corpo-a-corpo. Para isso, o jogo apresenta combos e uma árvore de skills bem grande. Wei é habilidoso no Kung Fu, mas tem muito a aprender, e estas habilidades vão sendo treinadas pelo próprio jogador (caso ele queira) conforme a história prossegue, de duas maneiras: avançando nas missões principais, Wei vai ganhando pontos de experiência conforme sua perícia, destruição, combos diferenciados desferidos nos inimigos, e muitos outros, e poderá adicionar mais combos/skills ao seu combate dependendo do nível em que se encontra; a outra maneira é coletar estatuetas que estão perdidas, que devem ser devolvidas ao seu antigo mestre de Kung Fu, trocando-as por novos golpes.

Wei Shen em sua rotina.

Por ser baseado em combate corpo-a-corpo, Sleeping Dogs conta com muitos inimigos na tela que cercam o jogador e o atacam em momentos distintos. Assim como em Batman Arkham City, o principal para vencer no jogo é o reflexo de conseguir usar o botão de contra-ataque quando atacado, o que não é nada muito difícil, visto que é só acertar o timing (o inimigo piscará em vermelho, avisando a hora certa de apertar o botão).

Tutorial de contra-ataque.

Wei executa combos com basicamente só um botão (X, no Xbox 360, que foi a versão testada), que varia de ataques fracos e fortes: os fracos é apenas apertando, que são ataques ágeis, enquanto os fortes são segurando o botão por mais tempo, desferindo um golpe mais forte. Outro movimento de Shen em combate é o agarramento, crucial para facilitar o combate e ganhar mais experiência ao final da missão e também é bastante recompensador,  pois os cenários são forrados de objetos interativos, que matam o inimigo em um hit, em uma ação bastante cinematográfica e muitas vezes recheada de gore.

Os inimigos são bastante diversificados entre si: uns agarram, outros conseguem esquivar bem, outros vêm com armas brancas das mais diversas (estes são os mais perigosos geralmente), e possuem resistências diferentes entre si. O bônus do inimigo que vem com arma branca é que, desarmando-o, pode-se obter sua arma e usá-la para atacar, o que é bastante recompensador, visto que atacar com uma faca ou uma chave-de-rodas é bastante mais efetivo do que somente com socos e chutes.

Faca na caveira!

Quanto mais combos diferentes e efetivos o jogador executa, uma barra chamada Face Meter vai aumentando e, quando atinge o máximo, Wei recupera sua energia gradualmente e também se torna mais implacável, desferindo golpes mais poderosos e mais difíceis de serem defendidos.

O Face Meter é interessante, visto que também possui níveis diferentes (chamado Face Level), que são ganhados conforme se ajuda transeuntes em missões secundárias, participando de encontros amorosos que o jogo oferece ou vencendo rachas encontrados pelo enorme mapa de Hong Kong. A cada nível, novas skills relativas ao Face Meter são adicionadas automaticamente, como maior durabilidade de ativação, os golpes se tornam mais poderosos, entre outros.

Já falei do Triad Level e do Face Level, então sobrou somente o Cop Level. Em todas as missões executadas, começa-se com o nível máximo de experiência ganha como policial (diferentemente do Triad Level, que vai crescendo conforme ações violentas) e, para que se mantenha em nível máximo, o jogador deve agir o mais cautelosamente possível: não danificando o patrimônio enquanto dirige, não machucando ou matando inocentes, entre outras ações que são pejorativas a esta trilha. As outras formas de evoluir no Cop Level são fazer os casos de polícia disponíveis e também realizar a prisão de gangues espalhadas pelo mapa.

As gangues de Hong Kong são muitas e os fornecedores de drogas também. O jogador pode, no decorrer do jogo (ou depois de conclui-lo), ir atrás de todas e eliminá-las. Para fazer isso, são sempre três partes bem: ir até o local e acabar com todos os criminosos da área em questão, hackear a câmera de segurança existente e, então, observar  a partir da casa de Shen, usando a televisão, a ação do traficante. Uma vez que o jogador identifique quem é (o que é fácil depois que se percebe os padrões deles), a gangue se dispersa e o local é “pacificado”.

Hackear é uma das rotinas de Wei Shen.

O jogo possui inúmeros coletáveis, sendo as câmeras de segurança hackeadas um deles. Os outros são: health shrines, responsáveis por aumentar a barra de vida de Wei; também os lockboxes, que são caixas que contêm dinheiro, roupas e/ou armas, e geralmente estão protegidas por algum grupo mal encarado; por último, as já citadas estatuetas do zodíaco chinês, que servem para serem trocadas por novos combos.

Coletáveis não costumam ser algo que me atraem em um jogo, porém Sleeping Dogs acertou em cheio. Conforme as missões avançam, os coletáveis vão começar a aparecer no minimapa do jogo, deixando o desafio de coletar não chato, mas atraente e agradável, pois também são significativos para uma melhor experiência no jogo.

Um health shrine.

Apesar do foco no combate corpo-a-corpo, Wei também é perito em armas de fogo. O jogo não apresenta uma gama tão grande de armas como outros shooters do mercado, mas possui o suficiente e o tiroteio se mostra bastante competente, com o uso de covers, possuindo o diferencial do bullet time, efeito que deixa a tela em câmera lenta, tornando o jogador mais poderoso e preciso, que é ativado após pular de algum obstáculo ou desarmar algum inimigo. Sleeping Dogs também conta com a possibilidade de se fazer escudos humanos, que são bastante efetivos, pois protegem bastante a pele de Wei Shen.

As missões se mostram bastante diversificadas entre si pela quantidade de ações diferentes que Wei Shen pode realizar: hackear, dirigir em alta velocidade, parkour, tiroteio, combate, roubo, ou até mesmo simplesmente enrolar algum segurança com alguma conversa mole para poder avançar pelo objetivo.

Escudo humano.

A dirigibilidade do jogo pode ser estranha aos brasileiros de início: Hong Kong utiliza a mão inglesa. Ou seja, dirige-se do lado direito do veículo e anda-se do lado esquerdo da rua. Demora para acostumar, mas, fidedignidade é o ideal para um jogo desses, certo? Depois que se domina esse sistema inglês, dirigir é fácil e gratificante. Um dos diferenciais do jogo é a possibilidade de se roubar um carro/caminhão/moto a partir do seu próprio veículo: Wei pula, caso a ação seja executada no momento certo, para o capô do veículo da frente e rouba o veículo desejado.

Cuidado com a contra-mão!

Como em Grand Theft Auto, a polícia vem atrás do jogador caso ele faça muita estripulia por aí. Mas não se preocupe, dificilmente será um estorvo muito grande, visto que os policiais são burros, e é só conseguir destruir seus carros, esbarrando com seu próprio veículo, nos deles, que logo o jogador se verá livre. Se estiver a pé e sem vontade de obter um carro, aí a coisa já complica, pois os policiais são rápidos e provavelmente vão te alcançar (mas prendê-lo é a parte mais difícil, pois é bastante fácil escapar das algemas antes mesmo que elas se fechem nos pulsos de Wei Shen). O nível de procurado (chamado de Heat Level) aumenta conforme suas ações na cidade, como matar novos civis e policiais e, quanto mais aumenta, mais viaturas e esquadrões mais fortes aparecem, e começam a abrir fogo contra o jogador.

Hong Kong, acertadamente, se mostra uma cidade muito viva, com eventos aleatórios acontecendo pelo mapa (apesar de não tão aleatórios assim, visto que têm uma quantidade limitada e também são no mesmo local), vendedores de móveis, animais, comida, bebida, carros, roupas, etc. Também possui um cassino, onde pode-se jogar Poker Mahjong (porém as regras não são apresentadas ao jogador, o que pode tornar o jogo difícil e até mesmo incompreensível para quem não está habituado a jogar Poker em cartas) em troca de apostas de dinheiro. Outro ponto forte de apostas são rinhas de galo, onde deve-se apostar em um animal e torcer para que ele vença.

Cidade muito viva.

Um ponto muito interessante é que basicamente cada ação executada por Hong Kong o jogo computa e deixa possível ao jogador acessar esses dados e ver seus próprios records. O jogo, com isso, acerta bastante em desafiar o jogador em coisas simples, como dirigir de forma segura, sem abalroar outro veículo, conseguir ganhar uma aposta milionária, fazer mais headshots, e muitos outros.

SOM

A dublagem do jogo é, no mínimo, excelente. As vozes dos personagens conseguem passar bastante as sensações que estão sentindo em cada momento e nenhuma soa estranha para os personagens.

Em relação à música, o jogo possui majoritariamente músicas licenciadas, que tocam enquanto o jogador dirige algum carro, em diversas estações de rádio. As músicas variam entre estações de Metal (contando com bandas reconhecidas como Opeth e Soulfly [Brasil representando hehe]), rap, música clássica, e várias outras rádios.

Há músicas compostas para o jogo também, mas não se ouve tanto elas. Fora do carro, o jogo é, majoritariamente, mudo no que tange a canções.

Um medley das músicas do menu principal do jogo

Outro ponto interessante são conversas que se ouve dos transeuntes encontrados por Hong Kong. Os NPCs estão sempre conversando entre si e reagem ao ver Wei fazendo alguma coisa ou empurrando-os.

GRÁFICOS

Sleeping Dogs é um jogo muito bonito para os padrões de mundo aberto. Sei das dificuldades de um visual bem polido para jogos desse estilo, mas o jogo consegue se sair bem acima da média, com uma cidade bastante detalhada e com muitos personagens na tela ao mesmo tempo. Serrilhados, obviamente, são vistos aos montes, pelo menos na versão de consoles.

Um ponto baixo em relação aos gráficos é o lip sync, ou seja, a sincronização das palavras com as bocas dos personagens, durante as cut scenes. As bocas movem de forma artificial e muitas vezes diferentemente do som que estão emitindo, o que deixa o jogo, nesse ponto, aquém de outros blockbusters da geração. As expressões faciais, no entanto, são bastante convincentes e o jogo consegue brilhar nesse ponto.

O jogo de sombras da cidade também é muito bom. Diferenças de altura dos prédios são consideradas e as sombras são, portanto, diferentes quando projetadas sobre as ruas. Iluminação muito competente.

Cidade grande, bonita, e com iluminação muito competente.

Efeitos de fumaça e explosões são muito belos e conseguem influenciar na jogabilidade. Fumaças de carros explodidos podem ocultar um inimigo e dificultar a visão, apesar de ajudar, matando outros com uma morte explosiva.

O gore do jogo também é sensacional. Pernas quebradas, ferimentos aos montes, buracos abertos no corpo por empalamento, sangue para todo lado! Sleeping Dogs consegue ser nojento com muita classe.

Outro destaque vai para a captação de movimentos durante o combate. Não percebi nenhum momento em que um braço ultrapassa o corpo de algum inimigo devido a algum bug, e todos eles reagem muito bem, conforme o golpe desferido. A atenção ao corpo-a-corpo do jogo foi muito alta.

Destaque principal vai para a modelagem dos personagens e na atenção às tatuagens, visto que as gangues orientais são conhecidas por seus inúmeros desenhos nos corpos de seus pertencentes.

O tatuado Wei Shen.

VEREDITO

Sleeping Dogs é um jogo de proporções muito grandes. E consegue ser um excelente jogo, um dos melhores do ano. Um jogo enorme, com uma cidade com muito a se fazer, que desafia e recompensa o jogo a cada ação feita, a aventura de Wei Shen consegue seu lugar ao sol de um gênero muito difícil de ser acertado: o sandbox, principalmente por possuir uma cidade muito rica e dar desafios justos e recompensadores, tudo incrementado por um combate muito diversificado e cheio de possibilidades, um enredo bastante chamativo, músicas licenciadas de peso e gráficos muito bonitos pelo tamanho do jogo.

O Infiltrado.

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0

+ Wei Shen é um personagem muito profundo e carismático

+ O jogo consegue prender o jogador em sua trama devido ao conflito interno de Shen

+ Mundo do crime complexo e bem descrito

+ Personagens secundários carismáticos 

JOGABILIDADE: 9,5/10,0

+ Missões com progressão excelente e variedade alta

+ Combate corpo-a-corpo com muito estilo e peso

+ Coletáveis que fazem jus à sua obtenção

+ Dirigibilidade competente

+ Muito a se fazer além da missão principal

+ Parkour simples e dinâmico

+ Tiroteio com bullet time

+ O jogo está sempre desafiando o jogador a bater seus próprios records

+ Três trilhas diferentes para subir de level fazem o jogador ter vontade de ir além de somente a missão principal

+ Skill tree recompensadora

+ Puzzles de hackeamento são testes de lógica

+ Polícia só enche a paciência se o jogador quiser

– Pode ser cansativo dirigir por longos caminhos e nem sempre se acha um taxi com a agilidade desejada 

SOM: 9,0/10,0

+ Dublagem excelente

+ Bandas de peso na trilha licenciada

– Muitos momentos de quietude quando se está fora dos carros 

GRÁFICOS: 9,0/10,0

+ Cidade bonita e bem detalhada

+ Iluminação de qualidade

+ Efeitos de fumaça que causam impacto na jogabilidade

+ Modelagem e detalhamento dos personagens

+ Boas expressões faciais para o gênero

– Lip sync bem estranho 

NOTA FINAL: 9,5/10,0

[Especial Playstation 2] A Supremacia Sony

nota: Antes de mais nada quero pedir desculpas a nossos leitores e acompanhantes da pagina do Jogador Pensante. A artigo sobre a historia do console da Sony atrasou em alguns dias ( deveria chegar no dia 31/07). Sem mais demora, espero que gostem do especial.

 CAPITULO I – O inicio de um império.

3 de Janeiro de 2005, 15:32

Minha visão estava turva, conseguia sentir o gosto do meu sangue na boca, parecia que eu estava sem saida, meus pensamentos se embaralhavam, estava dificil de entender: que chegou o meu fim? Minha ultima recordação antes de tudo isso era: O gosto maravilhoso de um excelente cappuccino com chocolates meio-amargo e algumas gotas de licor. Sempre bebia o meu café na cafeteria local da cidade em que estou a mais de cinco anos, finalmente eu tinha encontrado um local tranquilo para morar. A cafeteria, Quanto mais melhor ficava no centro da cidade, a garçonete, uma linda jovem com seus cabelos cor de ouro e olhos verdes estava na flor da idade com uns 19 anos já tinha decorado o meu pedido, e sempre me perguntava: “Outra xicará senhor? Quer tambem um de nossos maravilhosos Croissant?.

Meu Deus, será que vou sentir o gosto daquele capuccino novamente? Preso em uma sela em V, bolas de aço fixadas em meus pes, estava em um salao escuro, que aparentava ser bem antigo e fedia a mofo, com apenas um foco de luz incandescente virado para a minha direção, que ofuscava ainda mais a minha visão, e alguns capangas com cara de poucos amigos, acho que a bela jovem não vai ver mais a minha cara.

-Nãããããoooo, por favor chega nããooo…. eu não agüento mais. Chega disso, eu não sei de nada, não sou ninguém, porque? Porque?…..por favor me deixem em paz….por favor….eu prometo não vou atrás de vingança, não contarei a ninguém.

Eu não tinha mais a o que recorrer a não ser implorar para pararem. Estar preso a uma sela de aço fixa no chão, com bolas te puxando para baixo a ponto de rasga-lo ao meio, e algemas faz qualquer homem chorar por alguma coisa.

-Não vou perder mais tempo!

Exclamou o interlocutor  convicto que estávamos chegando ao fim do meu suposto sequestro.

-Você ainda tem muito para viver garoto. Não seja tolo deve estar o que na casa dos 35 anos?….pense bem está protegendo quem e oque? Vamos diga logo tudo o que sabe? E sabemos que você sabe muito.

O Homem tinha uma voz grave e rouca, parecia ser o comandante dessa farsa. Fui seqüestrado em uma das minhas visitas na pequena cafeteria, chegaram em um furgão e rapidamente me levaram, não tive oportunidade de reação o homens estavam bem treinados e sabiam aonde eu estaria e em que horário estaria. Com certeza é serviço de profissionais, foram pagos para isso e deveriam estar me observando a algum tempo.

-Tudo bem fique calmo! Eu conto o que querem saber, só parem com isso…. não sinto mais as minha bolas! Não sei ao certo quais são os detalhes que estão buscando, então preciso falar tudo desde o começo.

A sela em V é uma antiga tortura usada pelo cavaleiros templarios na defesa do catolicismo. Bem eu acredito em Deu, mas estava difcil de receber ajuda nesse momento. Totalmente nu, e preso a cada minuto em que eu não falasse o que queriam, eles forçavam as bolas de aço fixas em meus pés para baixo, assim me rasgando aos poucos. Para safar minha pele eu precisava ganhar tempo, não tinha outra solução a não ser começar a contar toda a historia que queriam.

-Bem, fez a decisão certa. Ei!!! Comece a escrever tudo o que ele disser não deixe passar em branco os detalhes.

Com um tom mais calmo, o líder dos homens me deu ouvidos.

-Certo, tudo começa em Abril de 1999 quando a Sony anunciou o playstation 2, seu proximo console para a sexta geração com agora os incriveis 128 bits. O projeto foi encabeçado por Ken Kutaragi, o mesmo responsavel pelo seu antecessor. Com o sucesso do Playstation one a sony tinha a certeza que não estava dificil reinar absoluto novamente. Então em 4 de Março de 2000, no Japão, era lançado o console, para o resto do mundo o console virie em Outubro do mesmo ano. Em 5 de Março de 2000, o Video Game já tinha vendido 980 mil unidades, e provocou uma verdadeira corrida por unidades do aparelho, havia leilões na Internet do aparelho com os valores acima da casa de mil dólares.

A Sony tinha em sua mente que o Playstation 2 precisava apresentar novidades convincentes como o seu antecessor, para isso ela apostou na mdia DVD, que teve seu primeiros aparelhos lançados em 1997, porem o sucesso da nova mídia veio mesmo com o aparelho da Sony. O console era retrocompatibilidade com toda a gameteca do Playstation one, um golpe certeiro da empresa, que entregou o console em seu primeiro dia de lançamento com mais de 2 mil jogos. Seu controle era basicamente uma versão melhorada do otimo Dual Shock. O Playstation 2 não fugia da ideia de ser exatamente um Psone da proxima geração.

Sabiamente a Sony também fez grandes parcerias exclusivas com muitas produtoras de games, garantindo a exclusividade de títulos como Grand Theft Auto e Metal Gear Solid 2 por bons anos antes que eles fossem lançados para o Xbox. Em 2000 o console não ganhou jogos de impacto, sua line-up de lançamento era: Ridge Racer V, Tekken Tag Tournament, Moto Gp, Dynasty Warriors, The Bouncer e mais alguns sem expressão. Seus principais jogos foram lançados mesmo no Natal de 2001, uam verdadeira avalanche demonstrando toda a qualidade do console, mesma época do lançamento dos consoles concorrentes, que de certa forma foram ofuscados pelos games do PS2.

CAPITULO II – A importância de uma fantasia final.

Final Fantasy X e Metal Gear Solid 2 eram os carros chefes do primeiro natal. O decimo capitulo da serie da Square soft, conta a historia de Tidus, estrela do time de Bliztball, Zanarkand Abes. Durante um jogo de seu time, ele é sugado por uma entidade misteriosa e acorda no mar. Resgatado por pessoas estranhas, ele descobre que está 1000 anos no futuro. É revelado a Tidus por uma garota misteriosa da raça de humanos Al-Bhed que a entidade que o atacou é conhecida como Sin. FFX se tornou um sucesso, ao longo dos anos o jogo vendeu mais de 8 milhões de copias, seu excelente sistema de batalha dinamico e as novidades para o genero foram seus maiores destaques, e claro as lindas Cgs da empresa.

Já Metal Gear Solid 2 era o jogo mais esperado, em 1998 Metal Gear Solid para o Playstation one, tinha mudado para sempre como os video games eram vistos, com isso em mente Hideo Kojima, criados da serie, buscou torna a segunda parte da Saga de Solid Snake um epico sem precedentes. Metal Gear Solid 2 se ambienta em uma instalação de limpeza marítima que foi tomada por terroristas que se autodenominavam “Sons of Liberty” (Os Filhos da Liberdade). Eles exigem um resgate em troca da vida do presidente dos Estados Unidos, enquanto que ameaçam destruir a instalação e criar um desastre ambiental cataclísmico se as exigências não forem atendidas. Os objetivos e identidades de muitos dos antagonistas e aliados são trocados rapidamente, conforme os protagonistas vão descobrindo informações sobre uma conspiração mundial construída por uma organização conhecida como os Patriots. Hideo Kojima teve outra supresa para o Playstation 2: Zone of the Enders foi outro jogo que chegou na mesma epoca. Uma trama Sci-fi com enormes robos e ação frenética.

Ainda em 2001 o console receberia: Silent Hill 2, Onimusha, Gran Turismo 3 A-Spec, Ico, Devil May Cry, Burnout, e a terceira parte de Grand Theft Auto, que em ao longo dos anos vendeu mais de 11 milhões de copias e consolidando a franquia da Rockstar com uma das mais importante do ultimos anos. Se não bastasse, desde o anúncio do console a Sony soube martelar no recurso online do aparelho, lançando em 2002 seu adaptador para rede online acompanhado de um headset e do game SOCOM U.S. Navy SEALs. Como vantagem sob seu concorrente direto, a Sony não cobrava uma única taxa para se jogar online. Mas o grande trunfo mesmo foi fazer com que a Electronic Arts garantisse a exclusividade de seus games online até meados de 2004.

Dentre todos os consoles da época, o PS2 era sim, o que possuía o hardware mais fraco, seguido pelo GameCube e finalmente Xbox. Porém, era também o que possuía a arquitetura de desenvolvimento mais sólida e prática. Justamente por esse motivo que nasceu uma variedade de produtoras de games pelo mundo, desenvolvendo jogos dos mais variados gêneros para o console. Muitos é claro foram games completamente descartáveis, mas pela lista generosa de lançamentos, facilmente encontrávamos muito mais do que um único game que nos agradasse.

Ao longo dos anos a Sony sempre buscou aperfeiçoar seu aparelho, seja para combater a pirataria ou melhorar para os consumidores ou desenvolvedores, por isso, o console tem varias versões sempre intituladas com um V inicial.

CAPITULO III – A império de um sandbox

No começo de 2002 o console já estava firmado no mercado com mais de 15 milhões de unidades vendidas, seus concorrentes não tinham muito o que apresentar para tirar a liderança da Sony. Grand Theft Auto: Vice City chegaria nesse ano mantendo a exclusividade da serie com o Playstation 2, e se tornando no jogo mais vendido do console. A fictícia cidade denominada Vice City foi baseada na cidade americana de Miami dos anos 80, com construções em art deco e retratando fielmente a época, na música, vestuário e carros. O clima do jogo é fortemente influenciado pelo filme Scarface e o seriado Miami Vice. Mas a serie da Rockstar não era a única surpresa do ano: Kingdom Hearts, nova investida da Squar soft, era ousado e fortemente comercial. Sua mistura do universo Disney e o mundo de Final Fantasy em uma historia com personagens proprios foi muito bem recebida, e o Action-Rpg de Tetsuya Nomura vendeu incriveis 5,5 milhões de copias, um marco para uma nova propriedade intelectual, e rapidamente a produtora confirmou a segunda parte da historia e novamente exclusivo do Video Game. A Namco nesse ano trouxe o aguardado Tekken 4, sequencia da serie de lutas mais vendia do Psone, o sucesso era garantido e Onimusha 2 a segunda parte da trilogia da Capcom. A gama de jogos exclusivos crescia exponencialmente, e nem a Microsoft e seu Halo com inumeros fãs ou a Nintendo em seu Game Cube com suas series consagradas conseguia se quer ameaçar a liderança do console.

A sony sabia que o seu trunfo era os exclusivos, mas estavam atentos a nova tendencia: jogos Multiplataforma. Com isso em mente a empresa começou a investir mais em seus estúdios internos com novas séries, e saiu a compra de novos estúdios com potencial. Na corrida por estúdios criativos a Sony adquiriu a Naughty Dog, Insomniac games e Sucker Punch Productions os três foram responsaveis por 3 exclusivos do genero de Plataforma para o console. Jak da Naughty Dog, Ratchet & Clank da Insomniac e Sly Cooper da Sucker Punch cumpriram muito bem seu papel e preencheram a lacuna de um mascote que Crash tinha deixado, quando se tornou multiplataforma.

Em 2003 o console já passava da casa de 50 milhões vendidos, nada conseguia parar o sucesso do Playstation 2, a estratégia da Sony com os exclusivos em todos os generos e o DvD como midia do console foram bem arquitetadas. Nesse ano o destaque foi para os odiados: Castlevania: Lament of Innocence  a nova tentativa da Konami e recriar Castlevania em 3D, apesar de até ser fiel as origens o jogo tinha muitos problemas de programação e foi exilado pelos fãs do genero. Devil May Cry, a serie exclusiva de peso da Capcom do começo da vida do console receberia seu segundo jogo tambem, Devil May Cry 2 não foi produzido pelo mesmo time, e aparentou mais um jogo mal acabado do que uma verdadeira sequencia. Mesmo sendo um ano ruim perante aos exclusivos, o volume de jogos multiplataformas e outros sem destaque era muito grande e só garantia o crescimento continuo do console, o maior destaque era Need For Speed Underground, jogo que ditou tendencias.

CAPITULO IV – Como uma cobra.

-O que é isso??

Fui interrompido pelo líder. O que será que eu fiz de errado? Será que não estava contando o que queriam? Um movimento em falso e podem se cansar e me liquidar de vez. O homem se levantou e veiu em minha direção. Mesmo com a visão ofuscada pela lâmpada eu conseguia entender um pouco de minha prisão. Era um local com no Maximo uns 20 metros quadrados, lembrava muito a um galpão para armazenamento, mas tudo estava escuro e não tinha uma janela apenas a porta pela qual entramos.

-O que você está mastigando? Não te damos nada a comer desde que chegou aqui!

Bruscamente o homem empurrou a lâmpada para o lado e enfiou seu dedos sobre a minha boca.  Ao empurrar a lâmpada vi seu rosto com clareza. Não tinha um ar maléfico, pelo contrario era apenas: Um gordo e desajeitado senhor de  55 anos, estava usando roupas comuns como calça jeans e camiseta pólo listrada. Pude olhar também tudo em minha volta. Na sala estavam 4 homens: O gordo falador, meu carrasco pessoal que puxava as bolas para baixo, o escrivão que estava anotando tudo o que eu dissera em um notebook, um guarda qualquer e alguem que aparenteva ser o verdadeiro líder ao fundo, só observando o que estava ocorrendo.

-O que você arrancou da boca dele??

Finalmente uma voz diferente e era o lider perguntando, tinha um tom mais serio e com certeza era de poucos amigos.

-Não sei ao certo senhor!!! Me parece apenas um pedaço do seu proprio dente. O coitado deve te-lo quebrado de tanto que pressiona o maxilar para aguentar a dor.

-Não me importa, acabe logo com isso e vamos prosseguir com a nossa programação. Pelo o que ele está contando estamos no caminho certo, faça-o prosseguir logo.

O gordo pegou o suposto pedaço do dente e jogou no chão esmagando com seus enormes pés. Aparentemente estavam mais calmos, mesmo com esse pequeno problema. O gordo se sentou e olhou para o escrivão e acenou com a cabeça positivamente, virou para mim e disse:

-Vamos começar novamente e sem mais interropimentos, não temos o dia todo e se não contar logo tudo, você vai implorar para que te mate-mos.

A ameça era seria, tinha a certeza que eles tinham muito mais “brinquedos” para usar.

-Ahan!! Fique calmo eu volto a contar tudo…bem…. aonde paramos…certo depois de 3 anos incriveis e com grandes exclusivos, veio o verdadeiro show da Sony. Em 2004 o Playstation 2 ganhou o maior numero de lançamentos da historia, nenhum console antes tinha tantos jogos e tantos exclusivos assim no mesmo ano. Neo Contra, Obscure, Gradius V, Ace Combat 5, Resident Evil Outbreak, R-type Final, Spyro: A Hero´s Tail, Star Wars: Battlefront, Katamari Damacy chegaram todos como exclusivo do console, mas isso era apenas a ponta do Iceberg. Os gigantes : Gran Turismo 4 e Metal Gear Solid 3 também estavam programados para o mesmo ano. No quarto episodio da serie de corridas mais lucrativa dos Video games, o numero de carros chamou a atenção eram mais de 500 modelos fieis, o jogo foi um sucesso vendendo mais de 11 milhões de copias.

Metal  gear Solid 3 foi um marco, Ambientado na Rússia da época da Guerra Fria, a história se centraliza no agente da unidade FOX Naked Snake, cujas missões são resgatar um fabricador de armas e sabotar uma superarma experimental. Enquanto que os jogos anteriores se passavam em ambiente urbano, Snake Eater adota uma ambientação em uma  floresta soviética dos anos 60, com as armadilhas semi-futurísticas de alta tecnologia dos antigos jogos Metal Gear Solid sendo substituídas pela natureza. Enquanto que o ambiente mudou, o foco de sua jogabilidade ainda permanece na espionagem e infiltração, além de também manter o senso de humor autoreferenciado tradicional da série. A história de Snake Eater é contada através de numerosas cenas cinematográficas e conversas pelo rádio. Considerado o melhor Metal gear Solid já lançado. Metal Gear Solid 3 vendeu 5 milhões de copias.

O  ano ainda tinha espaço para Killzone, um Fps desenvolvido pelo estudio interno Guerrila para rivalizar com Halo, e para o maior lançamento do ultimos anos: Grand Theft Auto : San Andreas. O jogo se passa num estado fictício de San Andreas, nos Estadps Unidos, que contém três metrópoles. Ambientado no fim de 1992, a trama de San Andreas gira em torno de um membro de gangue, Carl “CJ” Johnson, que retorna para seu lar em Los Santos, depois de uma longa temporada em Liberty City, após descobrir a morte de sua mãe. CJ encontra sua família e sua antiga gangue, a  Grove Street Families, em completo abandono. Com mais de 20 milhões de copias vendidas o jogo impulsionou o Playstation 2 a quebrar uma marca os 100 milhões de unidades vendidas.

CAPITULO V – A missão suicida.

-SAIAM DAI AGORAAA!!!!

Um novo homem entrou na salão empurrando a única saida e gritando desesperadamente. Todos ficaram perplexos e voltaram sua atenção a ele. O homem trajando colete e roupas que pareciam de um policial do governo não tinha muito tempo para explicar a situação.

-VAMOS SE PROTEJAM!!!!

-O que está acontecendo??

O lider estava perdido sobre oque estava ocorrendo, não entendia bem o que seu subordinado tentava dizer. Mesmo que eles se preparassem para o anuncio, já era tarde. O suposto dente que estava mastigando era um sinalizador preso em minha boca, ao morde-lo ele enviava um sinal de minha posição a meus contratantes. Quando o gordo o retirou da minha boca e quebrou com os pés, provavelmente ele parou de enviar a minha posição, mas pelo jeito foi o suficiente.

-Tem um exercito vindo pra cá. Eu vi pelos binóculos, são 3 carros e estão fortemente armados.

Disse o soldado que entrou pela porta, com uma mistura de medo e adrenalina.

-Droga!!! Precisamos sair logo daqui. Vamos logo,temos bastante informação já é o suficiente para seguirmos com os nossos planos, pelo jeito é oque pensavamos mesmo.

Sem hesitar o líder dos sequestradores correu para a saída junto com os seus comparsas. Fugiram rapidamente, de dentro da sala ouvi o som de dois motores diferente e pneus derrapando para sair em toda velocidade. Não me importava se fossem pegos, não os queria mortos. Apesar de um Investigador de contrato, e viver missões perigosas por todo o planeta para diversas empresas eu nunca matei ou vi alguém morrer.

Deve ter passsado apenas algus minutos em que fiquei sozinho no galpão, mas parecia uma eternidade, a dor em que fui submetido era intensa e não estava aguentando mais a pressão. Escutei os carros chegando que o homem havia mencionado. Comecei a ficar mais tranquilo, era certo que eu logo estaria seguro. Explodiram a porta com alguns explosivos. A Explosão foi para intimidar quem estivesse no salão, mas por lá só encontraram eu.

-Você está bem?

Uma pergunta meio indigesta. Como perguntar isso a uma pessoa nua e sangrando na região mais delicada do corpo humano? Eu tinha medo de olhar para o que sobrou de minhas bolas. Os soldados me soltaram, respirei fundo e respondi:

-Sim estou. Obrigado por chegarem a tempo. Infelizmente contei muito a eles.

-Tudo bem senhor, nossa missão era salva-lo assim que o sinal começou a ser transmitido, não estamos aqui para julgar nada. Venha conosco.

Quando sai do salão escoltado vi que estávamos dentro de um silo abandonado, longe de qualquer vida alheia. Provavelmente os comparsas não tinham qualquer intenção de me deixar vivo após contar tudo a eles.

Fui escoltado a salvo em um carro que aparentemente era blindado. O homem não tinha exagerado, os homens que estavam junto comigo todos estavam armados até os dentes. No caminho escutei eles dizendo que se fosse necessario matariam os sequestradores, mas tinham recebido ordens para o contrario, na hora não entendi completamente mas logo faria sentido.

CAPITULO VI – Nem tudo é verdade.

6 de janeiro de 2005

3 dias após o meu seqüestro, já recuperado e tratado, estava em meu apartamento aguardando ordens como haviam me informado. Não tinha certeza do que ia acontecer ali pra frente, mas eu confiava em quem me contratou não acho que estraguei alguma coisa.

TOC TOC TOC

Alguem havia batido na porta.

-Senhor, precisamos conversar. Deixe-nos entrar?

Uma voz soou por detrás da porta.

Abri a porta e lá estavam: 3 Homens de terno Armani, calça social e gravata Skinny Tie, com certeza lideres da empresa em que eu estava trabalhando. Reconheci na hora um deles: líder de uma misão antiga que fui contratado para a mesma empresa a muito tempo atrás uma missão que mudou a minha vida, que tinha decidido largar essa vida, mas quando uma vez investigador, você sempre quer sentir o gosto da adrealina subindo em sua boca pelas veias.

-Te contratamos novamente por que sabemos que você é o melhor para o que pedimos.

Meu antigo conhecido começou falando.

-Eu sei, e eu estava ciente das condições, fiz isso porque a grana era muito boa.

-Então meu caro, nos diga como foi e o que você conseguiu?

-Sim claro, por favor sentem-se, acredito que na Nintendo as instalações são muito melhores que meu apartamento mas serei breve e os senhores poderão dar continuidade a seus afazeres.

A sete anos atrás eu já tinha sido contratado pela Nintendo, a missão:  Descobrir tudo sobre a nova empresa no ramo de Video-Games; e como eles conseguiram rapidamente se fixar no mercado. Foi uma misão que conquistei um carinho grande pela Sony, muito pelos amigos que fiz em seus escritórios enquanto fingia ser apenas um estagiário curioso. Nunca imaginei que ia mais uma vez ir contra a gigante japonesa, mas se eu queria um dia aposentar precisava fazer um pé de meia.

-Senhores eu estava fazendo um café, antes de antede-los, aceitam um humilde chicará?

-Olha somos gratos por encarar essa missão com tanta coragem, mas não nos enrole você conseguiu ou não implatar a informação na Microsoft?

Em 2002 a briga no mercado de vídeo game ficou aquecida. A Nintendo não disputava o mercado só com a Sony, agora existia outra gigante e não era do mercado japonês. A Microsoft conseguiu uma boa base de mercado com o seu Xbox original, mas estávamos as vésperas do segundo console em um curto espaço de tempo. E dessa vez prometia ser um lançamento monstruoso.

-Tudo bem, vamos direto ao assunto. Quando fui contratado a 10 meses atrás minha missão era Implantar a idéia na Microsoft que o único rival a sua altura na próxima geração é a Sony e seu futuro Playstation 3. Com isso em mente comecei a soltar a informação que eu trabalhei para a empresa no desenvolvimento do Playstation 2, como eu trabalhei para os senhores no passado eu tenho informações o suficiente sobre tudo o que envolvia a Sony e seus Playstations. Rapidamente chegou aos ouvidos da Microsoft e eles tiveram a brilhante idéia de criar um falso seqüestro para que eu não os identifico-se, típicos dos americanos.

-Você tinha razão ele era a pessoa certa.

Um dos executivos da Nintendo disse.

-Eu sei, no passado seu trabalho foi bem feito.

Soou até engraçado a frase do meu “amigo” do passado, afinal, lá atrás ele nem se importou com tudo o que eu colhi e caçoou ainda de meu julgamento.

-Continuando senhores. Para implantar a idéia de que a Nintendo era carta fora do baralho eu comecei contando toda a historia sobre o Playstation 2 e sua força avassaladora. Disse a eles tudo o que era necessário e pela cara deles, senhores, fiquem tranqüilos a Microsoft está com os seus olhos todos voltados ao Playstation  e a supremacia da Sony. Podem lançar o Wii tranquilamente, com a idéia de controle por movimentos sendo descartada inicialmente por ela acredito que a Sony também descarte essa ideia, o mercado será novamente da Nintendo.

Era nítido o sorriso no rosto daqueles homens que um dia foram os donos do mundo.

-Obrigado pelos serviços….e verdade qual o seu nome? Só trabalhamos por nomes códigos durante essa missão.

-Meu nome não é importante, sou o que vocês necessitam.

-Hum!!! Muito bem, estamos gratos e dessa vez tenho certeza que você foi peça fundamental para o futuro sucesso da Nintendo. Se precisar continuar conosco será bem vindo,e teremos o prazer de te entregar um bela mesa em nossa sala de estratégias para o mercado.

Aquilo parecia mais uma zoação do que uma oferta de emprego. Recusei no ato, pedi para entregarem o dinheiro em espécie, sem transações bancarias online ou algo parecido. Apôs 2 dias foi tudo entregue e senti minha missão cumprida. Era certo que o mercado ia voltar a ser da Nintendo com seu novo controle por movimentos, mas eu tinha a impressão que aquilo ia ser parcial. Os fãs de vídeo games em determinado momento, poderia ser daqui a 4 ou 5 anos, eles iam novamente reivindicar a supremacia da Sony e tudo o que ela faz pelo mercado de games.

CAPITULO VII – A Supremacia Sony.

17 de Março de 2010

Já se foi mais de 5 anos desde a minha ultima missão. Estou de férias a um bom tempo, curtindo uma cidade incrível, na América do sul: Rio de Janeiro. A cidade é maravilhosa, não existe turista que não se encante com as belas praias, o Cristo Redentor e claro as curvas da Brasileiras, parece que finalmente eu achei o meu lugar para aposentar. Apôs o meu envolvimento para implantar as informações na Microsoft eu resolvi sumir, deixa de lado tudo aquilo, afinal a grana que recebi era uma boa poupança e eles ainda me pagavam um anual para se manter longe do mercado de jogos. Eu me mantive informado, gostava de saber o que estava acontecendo no mercado mesmo que para conhecimento próprio.

Lembro que tudo ficou mais evidente a partir de 2005: O Playstation 2 já tinha passado a barreira dos 100 milhões de consoles vendidos e para comemorar a Sony anunciou um novo modelo intitulado: Playstation 2 Slim, mais fino e mais resistente, o modelo chegou com o preço mais em conta e foi importante para a Sony manter o console atrativo. Estávamos a véspera da próxima geração, O xbox 360 chegaria naquele ano, e pelo Marketing da Microsoft muito do que eu disse estava sendo usado. Eu poderia sentir a felicidade da Nintendo!  No quinto aniversario do Ps2 a chuva de exclusivos desse ano foi especial; afinal,nasceu o novo simbolo do Playstation: God of War. O jogo foi desenvolvido pela Santa Monica estudios, um estudio interno da Sony com talento de sobra. God of War, é baseado na mitologia grega. O protagonista do jogo é um anti-heroi Kratos, a história faz parte de uma trilogia, com a vingança como tema central. Neste capítulo, Kratos deve impedir o Deus da Guerra, Ares, de destruir a cidade de Atenas encontrando a lendária Caixa de Pandora. O jogo vendeu mais de 4 milhões de copias e marcou a geração, sucesso entre o publico e a critica, a segunda parte foi anunciada ainda para o Playstation 2.

Final Fantasy XII era mais um gigante chegando em 2005. A décima segunda parte do Jrpg ( Rpgs orientais) chegou cheio de receio entre os fãs, ao abandonar o sistema consagrado e buscar ser mais Universal o jogo parecia um MMORPG e isso afungentou alguns pessoas inicialmente. No lançamento já a revelação de que estavamos presenciando um dos maiores lançamentos de todos os tempos: Final Fantasy XII recebeu nota maxima na Famitsu, importante revista da japão. O jogo se passa na terra Fictícia de Ivalice, quando os impérios de Archadia e Rozarria estão travando uma guerra sem fim. Dalmasca, um pequeno reino, está preso entre as nações em guerra. Quando Dalmasca é anexada por Archadia, sua princesa, Ashe, cria um movimento de resistência. Durante a luta ela conhece Vaan, um jovem aventureiro que sonha em comandar uma aeronave. Eles são rapidamente acompanhado por uma banda de aliados; juntos, eles se reúnem contra a tirania do Archadian Empire.

Shadows of the Colossus também chegou para o console em 2005. O jogo dos criadores de Ico, era impressionante e nunca antes a industria de games tinha visto algo parecido. O  jovem chamado Wander deve viajar por um vasto território, chamado de Região Proibida afim de derrotar dezesseis criaturas, conhecidas simplesmente como “Colossi“, para restaurar a vida de uma garota chamada Mono. O jogo é incomum no gênero de ação-aventura já que não existem cidades e afins para serem explorados. Não existe também nenhum personagem com quem interagir e nenhum inimigo além dos colossus. Shadow of the Colossus é descrito como um gigantesco puzzle, já que a fraqueza de cada colosso deve ser identificado e explorado para que ele seja derrotado, um jogo único e raro que só mostrava a capacidade de inovar do estúdios internos da Sony. Ainda nesse ano o Playstation 2 receberia os exclusivos : Kingdom hearts 2 e Devil May Cry 3, ambos sucesso de publico e critica.

O Playstation 2 não se abalou com a chegada da sétima geração em 2006, mesmo com o Nintendo Wii e o seu irmão mais novo Playstation 3 no mercado, ele se manteve forte nas vendas e competitivo. A partir desse ano já era possivel notar que os jogos extraiam o maximo do console, um grande exemplo é: Valkyrie Profile 2: Silmeria.

Continuação de um excelente Jrpg que saiu no final da vida do Playstation, o jogo se passa Centenas de anos antes dos eventos do primeiro jogo estrelado pela também valquíria Lenneth, esse segundo jogo da série coloca o jogador no papel de Silmeria, irmã mais nova da protagonista do primeiro game da qual também é uma Valquíria.Contudo, por ter irritado Odin, deus de Vahalla e dos deuses, ela acaba sendo banida dos céus para viver em Midgard no corpo de uma humana chamada Alicia, princesa do reino de Dipan.

Okami é outro exclusivo de peso de 2006, nele o jogador controla o personagem principal, Amaterasu, por um ambiente em cel-Shading, ao estilo de uma pintura em aquarela, que assemelha-se a uma ilustração animada japonesa feita a tinta com estilos diferentes de arte. O estilo da jogabilidade é uma mistura dos gêneros de ação, plataforma e de puzzles. Tanto Okami como Valkyrie Profile 2 não foram muito bem em vendas e demonstrava que o ciclo do Playstation 2 estava no fim. O ultimo grande lançamento do console foi God of War 2 em 2007, surpreendendo a todos que já davam como certo a série no playstation 3.

O Playstation 2 completou 10 anos em 2010 quebrando inumeros recordes. Suas vendas passa da casa dos 140 mlhões de consoles e continua forte. A partir de 2007 ele não recebeu mais titulo de expressão mas mesmo assim ainda recebia lançamentos anuais.

O segundo console da Sony não foi revolucionário como o primeiro, na verdade ele só foi competente em trazer o que realmente os jogadores se importavam: Games. A sua biblioteca de jogos passa da casa dos 4 mil, e o volume de exclusivos expressivo foi determinante para o console se tornar no Video game de maior sucesso da historia, a sua supremacia era evidente e reconhecida pelos rivais.

-Ah que paz, acho que nunca mais vou embora do Rio. O que é isso? Uma nova mensagem, que estranho, ninguém tem esse numero!

O problema de ser um agente secreto é que você nunca vai ter um longo descanso. A mensagem no meu celular pedia para que eu retornasse uma ligação, o conteudo era secreto mas informava que era uma nova missão de grande interesse.

Existem alguns velhos habitos que nunca perdemos.

EPILOGO

06 de agosto de 2014.

….TRIIIMMMMM, TRIIIMMMM, TRIIIMMMM.

-….

-Senhor, recebemos todas as informações que nos enviou foram muito eficientes.

-A missão foi perigosa, mas acho que consegui implantar a informação e ninguem vai acreditar que vocês estão interessados.

-Acreditamos fielmente em seu trabalho, graças ao que já fez no passado a industria sofreu mudanças significantes. Agradecemos pelo trabalho, seu pagamento vai estar aonde planejamos.

-Obrigado, só gostaria de fazer uma pergunta antes. Vocês vão mesmo entrar na disputa?

-…..Nós não vamos entrar para alguma suposta disputa. A Apple vai entrar para reinar.

Comercial do Playstation 2

O playstation 2 pode não ter sido revolucionário como outros consoles, mas a sua gameteca e preocupação com o consumidor era o que predominou o domínio na sexta geração. Obrigado a todos que leram, tentei colocar os pontos mais importantes da historia do console mais famoso da industria gamer.

[Félix’s Review] Grand Theft Auto IV

Categoria: Ação/ Sandbox

Produtora: Rockstar Games

Distribuidora: Take-Two Interactive

Plataformas: Xbox 360/ PS3 / PC

Versão avaliada: Xbox 360

“Quando a guerra chegou, eu fiz coisas ruins. Eu era muito novo e estava com muita raiva. Talvez isso não seja uma desculpa”.

A terra da oportunidade

 Niko Bellic é um ex-soldado que esta à procura de um novo começo para sua vida e Liberty City parece ser o lugar ideal para isso. Após uma longa viagem da Europa até a América, Niko encontra seu primo Roman. Um rico e bem sucedido homem que passou  anos mandando cartas contando sobre como ele construiu seu reinado de riqueza e poder na grande cidade da liberdade. Como ele conquistou mansões, carros luxuosos e todo o resto que o dinheiro poderia comprar.

Mas a realidade era diferente das fantasiosas cartas de seu primo. Roman não possuía uma vida luxuosa, não possuía carros caros, mansões, muito menos dinheiro. Era apenas um  pequeno empresário dono de uma rede de Taxi e, além disso, tinha seu pescoço a premio devido às suas diversas dívidas com mafiosos da cidade.

Como não há mais volta, Niko passa a ajudar seu primo em pequenas tarefas pela cidade. Ao longo do desenrolar dos eventos, passamos a conhecer novos personagens e ter acesso a novas missões, mais complicadas, que obrigam Bellic a voltar a fazer o que estava tentando tanto deixar para trás. No fim, se libertar de certos demônios não será uma tarefa tão simples.

Niko esta a procura de uma nova vida em Liberty City

Niko Bellic é a criação mais rica já feita pela Rockstar em toda a história da série. Revelando sua real personalidade, seu julgamento de certo e errado, suas ambições, seus objetivos e seus segredos, ele surpreende e envolve o jogador a cada missão concluída. Tanto Bellic quanto todo o gigantesco elenco de GTA IV são extremamente bem retratados, conhecemos diversos tipos de personalidade, simpatizamos com os novos personagens e por vezes precisamos decidir o futuro de alguns deles.

Vale destacar o excelente cuidado com as dublagens de todos os personagens do título. Michael Hollick, responsável por dar voz a ninguém mais que Niko Bellic, trabalhou durante 15 meses para finalizar todas as suas falas em GTA IV. Além dele, uma vasta lista de atores e atrizes trabalhou para tornar a narrativa do game o mais rica possível.

Toda essa atenção para a criação e o desenvolvimento dos personagens também é dada à história. Isso permite que os jogadores se sintam muito mais interessados em seguir o roteiro e as missões em vez de ficar apenas “brincando” pela cidade. As linhas de diálogo são maduras, cheias de diversas críticas à sociedade e que, além de apresentar um ótimo conteúdo que favorece o clima de gangster do título, prova que a Rockstar não é apenas uma produtora que firma seu sucesso em jogos polêmicos.

Liberty City é sua

Liberty City é a grande responsável pela imersão de GTA IV, extremamente bem retratada e viva. Pode facilmente ser notado o cuidado da Rockstar em cada esquina da cidade que é uma representação livre de New York. Começando com os pedestres, que possuem atitudes muito realistas. Abrem guarda-chuva ou se protegem com jornais quando começa a chover, entram em desespero ao meio de tiroteio ou assalto, reagem algumas vezes às agressões, tiram fotos com o celular de algo que ocorre ao redor e outros tantas coisas mais.

O transito também é constante e muito realista. Motoristas descem do carro para tirar satisfação quando ocorre um acidente, tentam fugir da tentativa de roubo de veiculo, por vezes correm atrás do jogador que acaba de roubar seu carro. A física também ajuda consideravelmente no realismo tanto de dominar o veiculo que está sendo dirigido quanto nos danos das colisões.

A cidade possui uma grande variação de edificações e de monumentos: não há a sensação de que já se viu algum prédio em outra rua; em contra partida, as lojas de roupas e comida são idênticas muitas vezes. Ao desenrolarem os eventos, ganhamos acesso a várias novas residências onde podemos salvar o jogo e recuperar as forças (lembrando que há salvamento automático no final de cada missão).

Liberty City é uma representação livre da cidade de New York

Outro cuidado interessante foi em relação aos aparelhos eletrônicos. Ao ligar uma televisão, por exemplo, existem diversos programas para assistir. Com o celular, podemos ligar para outros personagens para convidá-los para comer algo, jogar alguma coisa ou ir ver algumas mulheres com pouca roupa nas casas noturnas.

Em relação à locomoção, Liberty City está cheia de escolhas. Não esta querendo dirigir até o próximo objetivo? Chame um taxi que esta passando e use-o  para ir instantaneamente até o local desejado no mapa. Seu alvo de assassinato não esta ao seu alcance? Experimente ligar para a casa dele e faça-o ficar visível na janela para um letal tiro de sniper. Precisa de um carro da policia? Ligue para o 911 e chame-os. Esses são alguns bons exemplos de pequenos recursos oferecidos que tornam Liberty City ainda mais realista.

Hora da ação

GTA IV possui de 25 a 50 horas de conteúdo em média. Tudo depende de quanta atenção o jogador irá dar à exploração e aos objetivos paralelos. Possuímos 96 missões que podem ter seu número variado dependendo de certas escolhas feitas pelo jogador.

Todas missões são muito variadas, impedindo que o jogador se sinta aborrecido ao decorrer da campanha.  Missões assassinato, fugas em alta velocidade, assaltos a bancos, perseguições são pequenos exemplos dos diversos objetivos  que o game oferece.

Independente de dar atenção ou não aos objetivos não obrigatórios do título, o que o jogador mais irá fazer durante sua estadia em Liberty City é dirigir e atirar. O primeiro é onde o jogo mais sofreu mudanças. Isso graças à já citada física, que além de garantir efeitos de colisão realistas, colabora para a diversão que é dirigir.

Perseguições ocorrem em terra,céu e mar.

O combate funciona em terceira pessoa e agora possui sistema de cover, algo que já se tornou quase obrigatório no gênero. Nesse ponto, embora funcione sem grandes problemas, GTA IV não brilha tanto quanto sobre quatro rodas. O sistema de cobertura é bastante desajeitado e confuso e a câmera por várias vezes colabora para atrapalhar mais ainda a vida do jogador durante a troca de tiros.

Lutar com mão limpa também é permitido, oferecendo ao jogador ataque forte, fraco, a possibilidade de agarrar e de se defender. No entanto, assim como o sistema de cover,combate sem armas também sofre de alguns problemas.  Provavelmente, após adquirir a primeira arma de fogo, o jogador só irá preferir usar as mãos quando a missão exigir isso.

Para jogadores que desejam deixar a história de lado para se divertir livremente pela cidade existe um agrado a mais em relação aos títulos anteriores da série. Outro grande ponto positivo da física de GTA IV se dá ao fato dos atropelamentos e explosões estarem muito mais divertidos e realistas. A policia também sofreu modificações, se tornando muito mais agressiva e impiedosa, não dando tréguas aos delinquentes que atingem altos níveis de procura.

O começo de uma nova geração

GTA IV foi, de longe, o jogo mais esperado da série. Depois do sucesso estrondoso de San Andreas, um novo título da série feito para a nova geração de consoles era um sonho para milhares de jogadores. O título não fez feio para um começo de geração, sendo um jogo com mapa vasto, vivo e influenciado por uma física complexa, apresentava qualidade gráfica ótima para sua época.

Com ciclos de manhã, tarde e noite bem definidos, efeitos climáticos realistas, veículos bem trabalhados, o jogo enche os olhos de quem tem em mente que se trata de uma produção de 2008. A modelagem dos personagens deixa a desejar quando não estamos falando dos protagonistas, mas novamente, vale lembrar que em uma produção tão grandiosa quanto GTA IV, isso é tolerável.

GTA IV é um jogo lindo por motivos que vão além de qualidades técnicas. Ele possui uma narrativa muito evoluída que até hoje não é alcançada pela maioria dos títulos e impressiona pelo cuidado em cada detalhe da experiência que tem sim seus problemas, mas que são sufocados pelos diversos acertos.

O jogo marcou a Rockstar, foi uma evolução gritante na historia da empresa que ao longo dos anos futuros só acertou em suas seguintes produções. Deve ser jogado por todos que apreciam um bom enredo, amarrado a um universo vivo e uma jogabilidade divertida e viciante. O título foi um dos mais notáveis lançamentos do começo da geração.

GTA IV surpreende e marca o começo de uma nova geração.

Notas:

Gráficos: 8,0
Som:10,0
Jogabilidade: 7,5
Diversão: 10,0

Nota final: 8,8