[Neto’s Review] Diretas Coquetel Grande Hércules

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Produtora: Coquetel.

Publisher: Coquetel.

Plataforma: Qualquer uma. Só precisa de uma caneta.

Fui à banca de jornais esses dias comprar uma Revista do CD-ROM, porque queria jogar umas trezentas e oitenta e quatro demos incríveis no meu computador. Chegando lá, descobri que há muito tempo o bancário (ou banqueiro? O que é quem trabalha em uma banca? Revisteiro? Gibizeiro? Jornaleiro, né? É, é isso…) não recebia mais esse tipo de revista. Fiquei chateado e ele percebeu, pois me viu tentado a comprar uma edição especial da Revista Capricho que vinha com um CD interativo com testes, tais quais “Saiba o melhor look para sair com as amigas no Shopping”. Percebendo que eu iria cometer um erro, me sugeriu levar uma revista da Coquetel:

– Se o senhor está querendo jogar, por que não leva uma Diretas da Coquetel? A Grande Hércules é uma boa.

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[Consciência Gamer] Do “Press Start” para o “Grab Your Popcorn”


Bloodborne. Vídeo: Divulgação

E3 2014 só começou, e as grandes empresas já fizeram sua chuva de grandes anúncios: Halo 5, Bloodborne, Scalebound, entre outros. Para o Grande encerramento, a Microsoft mandou Crackdown 3 e a Sony, Uncharted 4. Um grande show e motivo de grande festa, exceto por um “pequeno” detalhe: os jogos citados, além de muitos, muitos outros, foram apresentados através de CGs, e nos melhores casos, cutscenes com a engine do jogo.

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[Consciência Gamer] As mulheres e os games

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Não adianta bater o pé: é difícil encontrar uma garota que jogue videogame. Não sou pedagogo, psicólogo e nem nada, mas vou dar a minha opinião sobre os motivos disso. Primeiramente, temos que saber que desde sempre é praticado o “isso é coisa de menino” e “isso é coisa de menina”.

Desde a maternidade essa separação já é feita: o menino usa azul e a menina, rosa. E quando vão crescendo, as coisas continuam assim: o primeiro ganha um carrinho e a segunda, uma boneca. E enquanto o garoto ganha um videogame de Natal, a menina ganha algo “mais apropriado a ela”.

Veja bem, eu não estou defendendo esse tipo de segregação – hoje tão combatido. Estou apenas colocando o que acontece em quase todas as famílias. Dificilmente – para não dizer nunca – você vê um garoto brincando de boneca. Ao passo em que é raro o pai que presenteia a filha com um videogame. Mas é claro que há as exceções à regra: garotos que brincam de boneca e garotas que jogam videogame desde que se têm por gente.

Veja nesse vídeo uma garotinha questionando essa diferenciação.

Conforme vão crescendo, também, tomam gostos bastante distintos. Tudo devido à criação dada em casa. Garotas abandonam a boneca (e qualquer brinquedo) bem mais cedo do que os garotos largam seus carrinhos e seus controles de videogame. Já diz por aí o manual da vida que a mulher emadurece bem mais cedo do que o homem.

E mesmo com essa linha que separa o menino da menina quanto ao que é ou não é de cada gênero ficando cada vez mais invisível, ainda hoje há dificuldade em encontrar garotas que gostam de jogar videogame. Mas o cenário está mudando. Justamente porque o mundo dos videogames vem passando por mudanças claras.

1337-gamer-girl-Stop-ShootingNão é incomum encontrarmos grandes comunidades de garotas que jogam jogos sociais. Quem não se lembra da Colheita Feliz do Orkut? E no Facebook então, há milhares desses joguinhos, todos baseados na cooperação entre os jogadores (ou no pagamento para obter regalias). Querendo ou não, jogos de manutenção de cidades, fazendas, e outros, são basicamente simuladores. Dois grandes exemplos de grandes jogos dessa categoria são Sim City e The Sims. E sabemos como esse segundo fez sucesso entre as mulheres. Até mesmo minha mãe, que não jogava videogame nem nada, gostava de criar sua casa e manter sua família. Muitas amigas também jogavam.

Penso que, por esse perfil, a mulher gosta de um jogo onde ela cria e organiza. Ao passo em que o homem normalmente não tem paciência para isso. Sempre li por aí que a maior diferença do homem para a mulher jogando The Sims era que o homem sempre estava aprontando pra cima de sua família: fazia a piscina e tirava a escada, colocava fogo na casa e muito mais… só para ver o tormento (e Sim City e seus desastres, nem se fala). Isso cria um maior desinteresse do sexo masculino por jogos desse tipo, pois o jogo não avança quando se age como um destruidor. Nesses jogos sociais de browser, pior ainda.

Outro fator que ajuda para isso são os jogos mobile. Angry Birds, Jetpack Joyride, Temple Run: jogos simples e que vão direto ao ponto, sem muito lenga lenga e, o mais importante: descompromissados. São meros passatempos, onde o jogador (normalmente) não vai se aprofundar e nem perder horas e horas de sua vida dedicando-se a passar de fase. São jogos feitos para uma fila do banco, ou enquanto se espera o dentista. E hoje em dia, com celulares e tablets cada vez mais modernos, esses jogos baratos (ou até mesmo gratuitos) são uma mão na roda, e todo mundo tem. Incluindo as mulheres.

Há de se concordar que esses jogos não são o que estamos acostumados hoje. Eles são muito mais baseados no score do que na evolução gradual do jogo. São jogos de “bater a pontuação”, e não jogos de chegar nos próximos desafios. Nesse sentido, são como uma volta às origens, lá no velho Atari, onde tudo o que importava era fazer pontos e mais pontos em grande parte dos jogos. Essa simplicidade hoje, ao toque da mão ali, no seu celular (e não em um dispositivo dedicado – como um console), é muito atrativa para públicos que não jogam videogame normalmente.

Outro ponto a se destacar, agora em relação a consoles atuais, é o Wii. Sua premissa de jogos mais simplificados, baseados no movimento corporal, foi um grande atrativo para o público feminino. Just Dance é largamente jogado por elas, especialmente no Wii. É só pesquisar no Youtube e você verá que vários resultados com os termos Just Dance será de garotas dançando. E aí pode-se colocar Wii Sports, WarioWare e afins: jogos onde pressionar botão é algo secundário, quase inexistente. Essa dificuldade de vários botões e comandos é uma enorme barreira e afasta quem não está acostumado a jogar. E como os jogos existem há mais de 30 anos, há de se convir que para pegar o jeito leva tempo. O Wii quebrou essa barreira e trouxe até mesmo a sua avó para a sala para dar umas raquetadas no Wii Sports.

E como hoje o mundo é muito informatizado e tecnológico, todos esses gadgets estão ao alcance fácil de qualquer um (apesar do preço): o iPod, o tablet, o celular com Android, e até mesmo o Wii. Isso traz também alguns problemas graves. Porque hoje todo mundo é gamer.

Veja bem, eu tenho completo nojo pelos termos gamer e nerd. E hoje em dia tem tudo isso por aí, até mesmo dividido em facções: casuais, hardcores, e nerds que se chamam de geeks. Acho todo rótulo nesse sentido uma bela porcaria, e normalmente quem enche o peito para falar “sou gamer” na verdade não joga nem Tetris. Defendo meu argumento da seguinte forma: não é porque você lê com frequência que você sai pela rua se proclamando o maior leitor de todos os tempos, e nem mesmo criou uma alcunha como “reader”.

E hoje é status ser o “nerd gamer mais descolado da parada, mais geek que Dom Pedro I de galochas”. Óculos de armação grossas, roupas com referências a conteúdo “nerd”… tudo isso hoje é impulsionado e somos constantemente bombardeados com esse tipo de item, especialmente pelo Facebook. E isso cria os famosos posers.

Poser existe desde que o mundo é mundo. Há posers de música, de filmes e até mesmo aqueles que bancam de estudiosos mas nunca passam da introdução dos livros que citam por aí. Não seria diferente com os videogames. E vemos largamente mulheres fazendo isso. Pelo Facebook é comum ver aquela garota vestida com uma blusinha rasgada com o símbolo do Flash, com um óculos de armação grossa, mordendo um controle de um Xbox 360, toda sexy.

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Quem gosta de videogame, vê isso e dá risada. Está claramente nessa foto estampada uma poser, que busca um status diferenciado por se definir como gamer. Eu sou da época que ser nerd era algo pejorativo. Hoje, quem não é nerd está por fora de tudo o que é master blaster cool. Quem não gosta de Star Wars merece a morte hoje em dia, na cabeça desse pessoal.

Em meio a essa onda de “poserismo”, surgiu uma matéria do UOL Jogos chamada O que as mulheres gostam de jogar?. Isso já faz um tempo. Mas a matéria, ao invés de ajudar e mostrar que SIM, HÁ MULHERES QUE JOGAM VIDEOGAME, resolveu ridicularizar e mostrar que não, mulher não entende nada de jogos eletrônicos.

Na matéria, várias mulheres são entrevistadas. Há poucas que demonstram algum conhecimento de jogos mais elaborados, mas as outras mal sabem os nomes dos jogos e a forma como a matéria foi editada tende a mostrar uma visão preconceituosa e mesquinha por parte do site. Parece que selecionaram justamente as garotas que não sabiam nada do que estavam falando, que não têm muito interesse pela mídia, e colocaram algumas poucas que entendem ali só para “inglês ver”.

Veja a terrível matéria do UOL Jogos.

Esse preconceito tem de ser erradicado. Videogame hoje está se expandindo cada vez mais, e não é assim tão raro encontrar uma garota dando headshots no cara mais viciado em Call of Duty pela Xbox Live. O problema é que a surpresa que existe em ver uma mulher jogando é tão grande que o comum é os homens juntarem em volta e hostilizarem ela a um ponto ridículo, xingando, mandando voltar para a cozinha, ou mandando cantadas e flertes dignos do Zé Bonitinho (mas esse aí tinha o dom e pegava todas na Praça é Nossa).

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Essa surpresa é maior ainda quando se encontra pessoalmente uma garota que realmente gosta de videogames em todos os âmbitos. Não é incomum eu ouvir de amigas que jogam videogame que, ao entrarem em uma loja e procurarem determinado jogo, o vendedor ficar perplexo e encantado de encontrar uma mulher que joga videogame e quer o jogo para ela, e não para presentear o namorado com o Assassin’s Creed III.

As mulheres estão conquistando seu espaço cada vez mais em absolutamente todos os lugares. E isso não é diferente nos videogames, onde elas estão jogando jogos que são considerados “de macho”. Esse interesse delas é lento e depende bastante da criação que recebem, porém a acessibilidade hoje é bem maior e há um leque de opções enorme, seja em consoles, seja em tipos de jogos. A diferença entre um Heavy Rain, um Super Mario Galaxy 2 e um Call of Duty: Black Ops II são enormes, e isso só ajuda para o crescimento da comunidade feminina jogadora de videogame. Acho que o futuro é promissor. E rosa.

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[Especial] Jogador Criança

E chegou a tão esperada data do dia da crianças! Sempre assim, no dia 12, todos nós esperando ganhar os presentes dos pais, dos avós…

Quem dera eu ainda estar nessa época! Ser criança é ser feliz, essa é a realidade da coisa. É ter como maior preocupação saber como vai conseguir derrotar aquele chefão difícil naquele jogo desafiador (porque tirar 10 na escola é fácil, depois disso).

Eu criança!

Este será um post especial. Cada autor do Jogador Pensante fez um texto com suas memórias de criança, tentando lembrar do(a) pequeno(a) jogador(a) que existia dentro de si, das pequenas mãos que apertavam controles não-tanto ergonômicos, dos olhos deslumbrados ao jogar o jogo favorito…

E quanto às minhas memórias, confiram o especial do Super Nintendo, aquelas são as minhas memórias mais impactantes de quando criança jogando videogame!

Com vocês, o especial de Dia da Crianças do Jogador Pensante!

Messias

Olá caros leitores! Independentemente dos dizeres introdutórios proferidos por nosso ilustre EDITOR CHEFE, Bonome Neto, Aquele que Manda, gostaria de desejar a todos um feliz Dia das Crianças. Para brindá-los então, venho eu contribuir com minha parte, e dizer como era jogar vídeo game há cerca de 20 anos ATRÁS (dane-se o preonásmo, mano).

Henrique e sua irmã.

Quando eu tinha meros 5 anos, por certo era agraciado com muito menos juízo do que o pouco que hoje tenho. Ora, talvez seja por isso, mas o fato é que eu me divertia muito jogando qualquer coisa, como, por exemplo, a primeira vez em que joguei um game no FLIPERAMA, naquelas máquinas de árcade, no Rio Preto Shopping Center, um jogo que não me lembro qual, mas que deveria ser algo parecido com os joguinhos de Atari 2600, que foi o primeiro vídeo game caseiro que joguei, em 1989, quando o Zé Maria, escrevente do Fórum de Monte Aprazível, emprestou o vídeo game a meu pai, o João Carlos, oficial de justiça na mesma instituição, depois de ele comentar que eu, um muleque de 6 anos de idade, ficava vidrado em jogos.

Não me lembro bem dos primeiros games que joguei no Fliperama do shopping, mas me lembro bem do Atari que ficou em casa durante uma semana inteira. Eu não via a hora de sair da Escolinha da Tia Cláudia pra chegar em casa e jogar River Raid, o jogo que mais gostava. E depois de morrer milhares de vezes, passava a jogar Enduro, que não tinha fim. Come-come, cujo nome eu desconhecia ser Pac-Man, Donkey Kong (que eu não sabia que tinha este título), Pitfall!, Space Invaders, e outros que não me lembro o nome (e que não encontrei na internet, como, por exemplo, um jogo de um menino aparentemente sonâmbulo, que tinha que pular pontes quebradas e telhados, até chegar à sua cama e dormir).

O que eu sentia nessa época é difícil de descrever, mas eu me lembro que era uma sensação boa, que talvez eu jamais volte a sentir. Como havia dito, não por ter sido muito bom, mas por ter sido algo novo, visto que eu tinha de 5 pra 6 anos de idade, e vivia em uma época em que o ano durava uma década, pois era algo que não terminava nunca, algo totalmente diferente de hoje, por exemplo, em que algo que aparente distante ocorreu semana passada. Na época em que tudo era novidade para mim, eu me divertia com muito mais facilidade. E é isso, esta é minha contribuição. Espero que tenha gostado. Obrigado por ler! 😀

Fran

Minha primeira lembrança de jogos foi jogando Sonic com meu pai há muitos anos atrás. Sempre recebi muito incentivo em relação aos jogos por parte do meu pai, que também sempre gostou muito. Comprava jogos para PC, sempre tínhamos vários jogos de tabuleiro em casa e até muitas vezes ele mesmo montava uns jogos básicos com madeira, sempre me incentivando a jogar e curtir cada vez mais essa área.

Acabei, aos 9-10 anos de idade, na época do Playstation e Nintendo 64 (tive os dois ao mesmo tempo), não sabendo administrar meu tempo com jogos, então eu passava dias inteiros jogando e não fazia mais nada além disso, e foi aí que fui repreendido e perdi meu contato direto com os jogos por vários anos. Nesse tempo, tudo que eu conseguia jogar era Counter Strike e alguns MMO RPGs na internet com um computador razoável para a época, e nada de videogames.

Após muito tempo, quando eu soube do lançamento do The Legend of Zelda: Twilight Princess, me decidi e resolvi comprar um console da geração atual. Tendo em vista que meu último contato direto com consoles, nessa época, tinha sido com o Nintendo 64 passando horas e horas no Ocarina of Time, eu decidi que eu TINHA que ter um console novo.

O pequeno Fran

É claro que pesquisei bastante e vi que o Wii não era do meu gosto, só me atraía o novo Zelda. Pra jogar, eu ia em uma Lan House na minha rua que tinha um Xbox 360, um PS3 e um Wii. Joguei o Twilight Princess até zerar, indo lá todos os dias, até que vi pessoas jogando Gears of War, e depois disso pesquisei os jogos que tinham pra Xbox 360 e decidi que eu precisava de um. Não era mais uma questão de querer ou não, era de necessidade.

Foi aí que passei a acompanhar todos os atuais lançamentos, e consegui jogar os grandes exclusivos de PS3 no console de amigos próximos. Hoje minha vida se baseia em jogos. Faço faculdade disso, escrevo sobre isso, estudo, faço pesquisas e me dedico quase que inteiramente aos jogos. E é assim que quero continuar daqui pra frente, sempre me incluindo mais nessa área para me tornar um profissional bem sucedido, usando todos esses conhecimentos e experiências adquiridas nas jogatinas.

Espero que dê certo. Espero que esse incentivo que recebi do meu pai tinha servido pra alguma coisa. Agora tenho um rumo e uma direção a seguir.

Obrigado a todos por lerem, e espero que todos os pais que estão lendo isso, no dia das crianças, incentivem seus filhos a jogarem cada vez mais (com sabedoria), e que eles encontrem o que realmente querem fazer da vida, sem repreensões e com a mente aberta.

Feliz dia das crianças!

Rodrigo

A nostalgia de escrever um artigo desses é muito grande, por isso o uso muitas “gírias” que usei naquela epoca. Boa leitura!

– Du! Pega o caderninho de “paçuordi” (Password – nomenclatura em ingles, para senha, usado muito na decada de 90 para o jogador salvar o seu progresso) logo aê!

Ah! Decada de 90, linda e nostalgica, responsável por grandes revoluções tecnológicas. Nosso  Brasil tetracampeão do mundo no futebol e meu Timão pela primeira vez campeão do Brasileiro, e infelizmente a década da morte do maior idolo do esporte brasileiro: o tricampeão mundial Ayrton Senna (meu maior idolo esportivo). Mas disso tudo eu quase não lembro, era muito novo no meio dos anos 90 (estava com 8-9 anos), o que lembro mesmo regressando no passado são deles : Os video games de 16 bits.

Eu sou o terceiro filho de uma familia com 4 irmãos,  nessa epoca meus irmãos mais velhos (que já estavam na adolescência), já entendiam muito de video games e piravam nas mais novas edições da Ação Games com informações quentinhas e “fresquinnhas” que vinham de fora. Eu? Bem, eu não entendia muita coisa, mas jogar?  Isso sim, eu jogava (e muito)! Principalmente os malditos Metal Warriors e Sky Blazer no Super Nintendo.

Como eu era um pequeno pimpolho, baixinho e gordinho, não tinha ainda o meu video game (depois ganhei um Mega Drive 3 com o Sonic 2), jogava sempre no Snes do meu irmão mais velho, o Du lá do começo. Ele jogava de tudo e era fera, principalmente em Road Rash, Demon´s Crest e Rock Roll Rancing.

Mas o Du nunca conseguia passar de duas fases em dois jogos: os já citados Metal Warriors e Sky Blazer. Bem, então eu decidi “virar” (fechar, zerar, terminar, finalizar…) os dois jogos em questão.

– Rodrigo, pára! Você nunca vai conseguir terminar o Sky Blazer. Nem o Dani (o outro irmão) e eu conseguimos, imagina você! – Eita irmão presunçoso esse meu, não?

Nessa epoca, já existiam muitos jogos incriveis que marcaram eternamente incriveis histórias nas nossas mentes, como: Chrono Trigger, Donkey Kong Country, Super Mario World, Super Metroid, Megaman X, Castlevania, The Legend of Zelda: A Link to the Past, entre outros… Mas com eles eu não tive problemas, o bicho papão eram os dois citados.

Metal Warriors é um jogo muito divertido da Konami. Um Side Scrolling no futuro, em que controlamos um soldado que pode “montar” em qualquer robo disponivel no meio do caminho. Parece facil neh? O problema era a fase que você só jogava com o “hominho”, uma pirâmide enorme, onde você tinha que subir os níveis sem nenhum robô para ajudar, só o minusculo personagem na tela. Era dificil demais, pois o nosso pequeno heroi era muito frágil e qualquer tirinho já o explodia na tela (ah, anos 90, como eu gostava dessas explosões).

Metal Warriors

O legal do Metal Warriors é que é cooperativo, e um dia estava jogando com o Dani, e lá estava a bendita pirâmide novamente. Esse era o dia! Deu tudo certo, nossas vidas estavam completas, e bastava ter cautela, e foi assim: subindo lentamente e sempre regressando quando a tela ficava entupida de inimigos (truques da época dos 16 bits). Demorou pra caramba para subir tudo, mas conseguimos e a emoção foi enorme. Depois de subir, vimos que já estava no final do jogo. A experiencia de vitoria nessa epoca era muito mais gratificante, não sei se é pelo simples fato da idade, ou se os jogos eram mais desafiadores, só sei que eu venci aquela piramide.

Tá faltando um, neh? Não, eu não esqueci dele; o melhor fica para o final. Sky Blazer, ou melhor o jogo do “Tu, tu, taa …” – o protagonista do jogo só tinha essa fala, e eu me referia ao jogo sempre assim. Era demais, um Side Scrolling da melhor qualidade, viciante e divertido, para os que não conhecem pensem: uma mistura de Megaman + ActRaiser. Desenvolvido e publicado pela Sony (sim, caros leitores, isso mesmo), o jogo tinha um ótimo desafio, você melhorava o seu personagem ao decorrer das várias fases que eram separadas em um mapa  onde o jogador direcionava o personagem para o proximo desafio. Ao som de uma mistura de música árabe com batidas eletronicas, eis que vem a grande fase. Meu irmão não conseguia passar por nada uma torre do jogo, que também deveria ir subindo gradualmente (ele devia ter problemas com estagios que vão para cima), essa torre tinha um deasafio enorme, pois além do lado de fora, tinha o interior também, tudo rechedo de inimigos terrestres e voadores, alem de plataformas que se moviam.

Foi dificil e demorou muito, talvez um dos jogos que mais me desafiou, mas consegui! Eu tinha passado por toda a torre e chegado no topo dela, e o melhor com o meu irmão do lado. Ele ficou inconformado e intrigado, mas super contente que eu tinha conseguido o que ele tanto queria. A frase do começo desse post foi o que lembro desse dia,  pedi deseperadamente o caderninho que marcavamos todos os codigos e passwords para marcar o de Sky Blazer. Depois disso, o jogo não teve mais grandes desafios, nem o último chefe – uma pena. Mas The Great Tower ficou marcado em minha memória.

Sky Blazer e Metal Warriors foram só dois exemplos de muitas experiências que vivi nessa época tão especial, os meus “anos dourados”. Ter crescido jogando os consoles de 16 bits e depois viver a adolescência no Nintendo 64 e Playstation, acho que foi uma sorte muito grande de quem nasceu nos anos 80, como eu. Conseguimos ver a maior parte da evolução dos video games e entender como eles são incriveis e únicos. Hoje os video games estão cada dia mais tecnológicos e importantes para o mercado mundial e acho maravilhoso ver isso. Com certeza vou jogar todos os novos consoles até aonde minha vida permitir, mas é sempre bom voltar no tempo e lembrar da época em que eles eram mais simples e básicos, cuja única preocupação era divertir o jogador.

Nessa semana das crianças, volte no tempo, tente novamente ser aquele pirralho pentelho, e jogue uma dessas raridades que te fizeram tão bem. Se for novo e não teve a experiência, vá atras e se divirta, dê uma chance, tenho certeza que você vai se impressionar, de como era divertido encarnar herois pixelados na busca por princesas em castelos amaldiçoados, com vilões tão grandes que nem cabiam na tela!

Mara

Ao contrário de muitos, eu não tive um videogame quando criança. Nada traumático, só perdi vários lançamentos interessantes. Hoje escuto o pessoal discutir sobre certas velharias, e fico perdida sem saber bem do que se trata. A razão disso tudo era o senhor meu pai, que com toda sua rusticidade achava que videogames estragavam a televisão. Tive que me contentar com o meu primeiro PC aos seis anos. Nunca vou esquecer a configuração dele haha! Um 486 DX2!! Rodava os jogos do DOS. Ah sim, eu sou da época de jogos para DOS!

Com seis, sete anos, joguei muito Tomb Raider, Blood (um jogo estilo Doom que me assustada horrores!), Duke Nukem… Enfim, só coisa para criança! Eles vinham em CDs de banca (eram revistas com várias demonstrações, um jogo completo, detonados e dicas; na minha época não existia internet boa, e a gente precisava se atualizar por meio dessas revistas), e eu, com toda inocência infantil, imaginava que eram os jogos completos que vinham ali! Só que se tratavam de demonstrações! Sim, crianças se divertem com pouca coisa.

Tomb Raider

Claro, joguei os clássicos pra videogame, porque meus amigos tinham desde Master System até N64. Acabei conhecendo os famosos Street Fighter, Mortal Kombat, Sonic e os jogos do Mario. Mas foi só isso também, porque voltava pra casa e pro meu velho e bom computador.

Hoje gosto mais de jogar em videogame, mas até meus 17 anos fui adepta ao PC. Comprei muitas revistas de bancas e lembro até hoje desses jogos… Tomb Raider à Doom, passando por Thief, Quake, Unreal, The Sims, Gabriel Knight, Duke Nukem, Mafia, Deus Ex, Sim City, Silent Hill 2, etc. Clássicos pra qualquer amante das velharias pra PC.

Perdi muitos desses cds. Quebrados, riscados ou desaparecidos com amigos. Mas ainda guardo muitos comigo. É uma boa lembrança e me faz recordar como era boa aquela época, onde a minha maior preocupação era fazer lição de casa!

Félix

Era véspera do meu aniversário de seis anos quando eu assistia Cinema em Casa deitado na cama da minha mãe, naquela tarde de abril. Lembro perfeitamente dela me chamando aos gritos logo após chegar em casa de surpresa. Ela deveria estar no trabalho naquela hora, sempre chegava apenas quando começava a escurecer.

Curioso, eu corri até a sala e me deparei com uma caixa “gigante” nos braços dela. O embrulho azul, cheio de carrinhos que ferozmente foi rasgado assim que percebi que era meu presente de aniversário. Quando o papel por fim se reduziu a pedaços, o presente foi revelado. Um Super Nintendo!!! Mal pude conter a alegria. Faziam poucos meses que meus pais tinham se divorciado e acredito que aquele presente era uma tentativa de minha mãe de me animar um pouco.

O pequeno Félix

O mais engraçado é que quando comecei a jogar eu detestei. Não conseguia jogar, não sabia jogar. Tudo era muito novo pra mim. Meu primeiro game foi Super Mario world e a simples tarefa de pular em cima de um cogumelo era demasiadamente complicada para mim. Guardei o console chorando e dizendo que não queria mais aquele presente, que eu nunca iria aprender a jogar.

Minha irmã tirou o aparelho da caixa e logo começou a jogar. Fiquei encantado ao ver o jogo sendo jogado da forma correta e só de assistir aquele “espetáculo” na tela já me sentia satisfeito. Passou um tempo e cansei de ver, queria jogar!!! Sentei-me em frente à televisão com o objetivo de não parar enquanto não aprendesse a jogar da forma certa. Passaram algumas horas e lá estava eu, jogando tão bem quanto minha irmã mais velha, se não melhor.

Dois anos depois estava eu comprando meu Playstation para poder jogar o famoso Resident Evil. A sensação de abrir a caixa do “vídeo-game de CD” foi algo que jamais esquecerei e o começo da minha paixão por vídeo-games. Paixão que vou levar para o túmulo!

Tomio

Ser criança é esquecer os deveres, a vergonha, o medo. É abrir os braços e agarrar fortemente os frutos da imaginação. Não há nenhuma outra época em nossas vidas onde viajamos mais do que na nossa juventude – nela, vamos para outras cidades, países, continentes, mundos e até dimensôes, sem gastar um tostão ou lidar com a burocracia chamada sociedade. Nossa mente nos levava para viver as mais diversas experiências, as mais incríveis aventuras. E no final é exatamente isso que importa: a alegria de brincar, a grata sensação de ter o mundo ao seu dispor, protagonizar as mais inacreditáveis jornadas.

Mas ser criança não é tão fácil quanto aparenta ser. E por conta disso, foram criadas diversas ferramentas que ajudam a conjurar essa magia. Contos de alguém embarcados na melodia de uma música, o pedaço da vida de alguém interessante através dos filmes, os registros detalhados de um local ainda não desvendado nas páginas de um livro… e o principal deles, o que dá a ligação mais íntima entre você e seu espírito: os videogames.

Meu primeiro videogame tive aos oito anos de idade. É incrível como uma caixa conectada a uma TV era capaz de me levar aos mais variados locais.

Ora era um ouriço azul de sapatos vermelhos, coletando argolas douradas e pedras preciosas para salvar meus amigos da floresta de um cientista malvado.  Então a tecnologia não é uma coisa completamente positiva? Por que esses animais sofrem tanto? “Tenho que salvá-los”, pensei. E assim o fiz.

Ora estava em um campo de batalha. Meus companheiros usavam um uniforme azul. Um deles era perito em jogar bombas de dinamites, outro segurava um lança-chamas, e ao lado dele, um rapaz com uma sub-metralhadora trazia o caos. Mas tive que tomar cuidado, tive que guiá-los, posicioná-los de forma correta para não morrerem para o inimigo. Tive que usar a cabeça para não perder mais companheiros, pois quem morreu naquela guerra, não voltou mais.

Nunca bom em futebol, mas dei uma chance, outro dia. Conseguia correr o campo todo, driblar o time adversário inteiro, e até mesmo marcar gols! Era incrível, pois chutando da ponta da grande área, o aumento no número do placar era praticamente inevitável. Jogar ao lado de grandes nomes como Dunga e Roberto Carlos foi inesquecível.

Lutar contra o crime também foi um dos meus trabalhos no passado. Com a ajuda de meus amigos, fomos para as ruas combater os mais perigosos bandidos e fazer justiça com as próprias mãos. Com o estalar dos dedos, conseguia até mesmo evocar uma viatura da polícia! Isso que era poder, não?

Aventuras, experiências, sensações… os videogames são os amplificadores perfeitos para os sonhos das crianças. Hoje em dia muita coisa mudou, incluindo os próprios consoles, mas a essência dessas caixinhas de surpresa continua a mesma, cabendo apenas ao jogador saber aproveitar. Já jogou seu videogame hoje? Já voltou a se sentir criança hoje? Não se engane, ser criança não é ser infantil, tampouco uma vergonha. É um privilégio… um dever dos adultos, pois uma alma jovem carrega mais motivos pra ser feliz.

E por que não ser criança da forma mais deliciosa possível? PRESS START!

[Consciência Gamer] “Game”: O novo gênero musical?

Já faz um bom tempo que as trilhas sonoras dos games deixaram de ser aquele simples complemento para ser um elemento importante para a maximização da experiência que o jogador pode ter.

Uma das primeiras produtoras a mudar a importância da sonoplastia nos jogos certamente foi a Blizzard (Diablo), com seu jogo de corrida Rock’n’roll Racing, em 93. O jogo trazia um repertório com meia dúzia dos maiores sucessos do rock’n’roll. O resultado não poderia ser melhor: O jogo é considerado hoje um clássico absoluto, além de ter influencado muita gente a gostar do gênero musical em questão.


Highway Star, do Deep Purple, em sua versão original

Com a chegada do CD como mídia, o cuidado com o som passou a ser ainda maior. Muitas séries começaram a trocar suas MIDIS por formatos mais pesados e de maior qualidade, como o MP3, por exemplo. A onda de trilhas licenciadas começou a ficar mais evidente também, desde jogos mais discretos como Guitar Freaks e Beatmania, da Konami, a clássicos como a série Tony Hawk Pro Skater, da Activision.


Guerrilla Radio, do Rage Against the Machine, uma das faixas de Tony Hawk Pro Skater 2

Não demoraria muito, desde então, para as mídias e formatos digitais entrarem em ação. Com a chegada de DVDs e técnicas de compressão de formatos digitais, as trilhas sonoras evoluíram em passos colossais, com empresas contratando músicos profissionais exclusivamente para seus jogos, citando apenas um exemplo. A era digital no ambiente sonoro dos games provavelmente ficará marcada pelas obras orquestradas que muitos jogos atuais apresentam, sendo essas, as provas absolutas de que a indústria gamística não está para brincadeiras no quesito trilha sonora.


Trilha sonora de Halo Reach

A última e atual evolução sonora dos games, no entanto, não parou apenas em qualidade, mas sim em reconhecimento dos artistas da área. Podemos citar aqui como um exemplo bem famoso, a banda Earthbound Papas, a nova banda do lendário compositor Nobuo Uematsu (Final Fantasy). Já conhecido anteriormente pela extinta banda The Black Mages, a banda de Nobuo já atua fazendo shows com repertório de trilhas de games e inclusive possui um album.


One Winged Angel, trilha sonora de Final Fantasy VII, recriada pela banda para o filme Final Fantasy VII: Advent Children

Outro grupo que vem crescendo é a  JDK Band, banda licenciada para tocar faixas arranjadas dos títulos da japonesa Falcom, produtora da clássica série Ys e do novo prodígio dos JRPGs, a série Trails.


Trilha sonora de Trails in the Sky Second Chapter

A qualidade e prestígio das trilhas sonoras dos games atingiu um ponto onde muita gente de fora da indústria está se interessando em tocá-las, não se limitando mais em apenas apreciá-las.

No Brasil, a banda Mega Driver é provavelmente uma das mais respeitadas no ramo, recriando temas clássicos dos games em versão heavy metal:


Tema da série Final Fantasy em versão Heavy Metal

Se tratando de porporções internacionais, não poderia faltar nesse texto o VGO, ou Video Game Orchestra. Esse incrível grupo, composto por vários músicos premiados, faz diversas apresentações mundo afora tocando temas de videogames.


Tema da série Super Mario Bros orquestrada

Todos esses são apenas uma parcela da prova de que videogames deixaram de ser, faz um bom tempo, um entretenimento para ser apreciado apenas de uma maneira. Portanto, caro leitor, que tal, antes de começar a jogar, aumentar o volume da TV? De repente, uma nova experiência estará te esperando!


Those Who Fight Further, de Final Fantasy VII, tocada por um fã