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[Félix’s Review] Uncharted – Drake’s Fortune

Categoria: Adventure/TPS

Produtora: Naughty Dog

Distribuidora: Sony Computer Entertainment

Plataforma: PS3

Uncharted foi um marco na atual geração. Não apenas por apresentar um dos gráficos mais belos vistos no console da Sony, na terceira geração do Playstation, mas por junto a isso conseguir de forma muitíssimo harmônica reunir um gamaplay divertido, histórias empolgantes e personagens carismáticos.  Com diversas premiações desde seu primeiro capítulo, Drake’s Fortune, até o final da trilogia em Drake’s Deception, Uncharted se transformou em uma das séries mais queridas da geração.

São poucos os proprietários de um Playstation 3 que ainda não desfrutaram da aventura até a lendária Shangri-La ou mergulharam na jornada pessoal de Drake em busca dos segredos do seu anel que o leva rumo ao Iram dos Pilares. Mas, e a primeira aventura do caçador de tesouros? Seria ela memorável que nem suas sequências? Ou apenas um produto bonito para acompanhar o lançamento de um console de nova geração?

A primeira aventura de Nathan Drake começa.

O passado Naughty Dog 

Responsável pela produção de Rings of Power (1991 – Sega Mega Drive) e Way of the Warrior  (1992 – 3DO) foi em 1996 que ficou reconhecida pela produção do famoso Crash Bandicoot. O mais novo mascote da Sony, que daria inicio a uma excelente e longa parceria entre ela e Naughty Dog.

Após duas sequências de Crash Bandicoot  e uma versão “Mario Kart” da série foi a chegada de uma nova geração com o aguardado Playstation 2 que abriu portas para a mais nova franquia da ND, Jak and Daxter. Trazendo excelentes gráficos em um divertido platformer a série cresceu, amadureceu e também rendeu duas sequencias e um jogo de corrida. Por fim, mais uma geração acaba e outra começa em seu lugar. O Playstation 3 se tornou uma realidade e junto a ele estava a Naughty Dog com mais uma série que iria acompanhar o novo console por toda uma geração. Uncharted – Drake’s Fortune.

Nathan Drake é um jovem caçador de tesouros que acredita ser descendente do explorador britânico Sir Francis Drake. Tomando como ponto de partida uma pista, ele parte em jornada com a repórter Elena Fisher na busca do diário de seu antepassado. É claro que o real objetivo de Drake não é apenas encontrar um simples diário, mas sim, usa-lo para alcançar algo muito maior. A cidade de El Dorado.

Crash Bandicoot inicia uma parceria que já dura três gerações.

Em busca da cidade de ouro.

Quando o diário é encontrado logo na introdução da aventura, os reais problemas começam. Desde piratas modernos até outros caçadores que não jogam tão limpo cruzam o caminho de Drake, deixando claro que a busca pela cidade de ouro vai ser bem mais complicada do que supostamente deveria. Para lutar contra os novos inimigos, Drake conta com seu fiel e antigo parceiro e mentor, Victor Sullivan. Um experiente caçador de tesouros (ou seria melhor chamar de ladrão?) que foi responsável por ensinar boa parte do que Drake sabe.

Além da dupla, a repórter Elena Fisher encontra, nessa busca por El Dorado, a chance de uma incrível matéria para seu programa e com isso une forças com Drake e Sullivan em busca da lendária cidade. Ao decorrer da misteriosa aventura algumas revelações mudam o destino dos personagens e os forçam irem muito além do que se era esperado. Uma jornada por riqueza acaba se tornando uma missão para salvar o mundo.

Registrar essa aventura pode ser a maior história da carreira de Elena Fisher.

Beleza e Poder

Não se pode negar que o maior objetivo de Uncharted: Drake’s Fortune é impressionar. Isso fica evidente nos primeiros minutos de jogo. Um lindo mar azul, texturas em alta definição em cada canto, movimentação corporal como poucas vezes vistas antes em um jogo. Até as pequenas explosões causavam efeitos de encher os olhos. O poder do novo console da Sony era finalmente testado em um jogo que para sua época ia muito além do que já se tinha visto.

É bom poder dizer que a qualidade incrível da primeira impressão que o jogo causa se mantém por boa parte da aventura. O jogo é lindo em sua totalidade. Sim, ele possui altos e baixos, mas consegue agradar todo o tempo aos olhos do jogador. Ao decorrer da história nos deparamos com cenários variados e ricos em detalhes e cores. Cor é um ponto em destaque em Uncharted, já que a ND não dispensou o uso delas para deixar o título vivo e animado.

O visual é um dos grandes atrativos de Uncharted – Drake’s Fortune.

A iluminação é algo que vale a pena destacar. Para um começo de geração, o uso de sombras e iluminação dinâmica em consoles tão bem executada como em Uncharted é bem impressionante. Juntando todas essas qualidades fica fácil compreender o por quê dá série impressionar tanta gente desde suas origens.

Outro destaque está na captura de movimentos corporais e faciais, onde, mais uma vez, a série está a frente de muito do que se havia visto até então. Drake possui movimentação corporal extremamente convincente todo o tempo. Desde a forma com que ele se abriga atrás de objetos para sua proteção até à maneira de correr e saltar.

Há uma grande variedade de animações de contexto que deixam todo o trabalho de animação ainda mais realista. Por mais que algumas vezes os movimentos faciais sejam estranhos e artificiais, na maior parte convencem tanto quanto o trabalho corporal, apresentando um excelente resultado com a captura de movimentos.

Elenco trabalhando na captura de movimentos em Uncharted: Drake’s Fortune.

Está VIVO!!! E fala…

Naughty Dog fez um excelente trabalho na caracterização dos personagens de Uncharted em toda a série. Em Drake’s Fortune não foi diferente. Existe quem diga que uma ligação entre personagem e jogador não é importante. Bem, provavelmente quem pense assim nunca jogou Uncharted. Por mais que um jovem bem humorado, caçador de tesouros que não teme o perigo, um velho experiente que atua como seu mentor e a bela moça boazinha que esta na trama para cedo ou tarde precisar ser resgatada, não seja os trio mais original já feito, eles funcionam extremamente bem.

O trabalho de dublagem desempenhado de forma exemplar aliado a um roteiro escrito para ser desde engraçado até assustador consegue manter uma ligação do jogador com a trama de forma muito intensa. É impossível não torcer pelo sucesso de Drake, não querer o bem de Elena ou sentir afinidade com Victor. Os três foram tão bem construídos (embora pouco aprofundados) que simplesmente acabam se tornando memoráveis.

Personagens criam ligação com o jogador por serem interessantes e carismáticos.

Menos conversa. Mais ação!!!

Deixando a parte técnica de lado, e nos aprofundando na jogabilidade, podemos dizer que nesse ponto Uncharted também sai vitorioso. O título é acima de tudo um shooter em terceira pessoa (TPS) com sistema de cover e elementos rasos, mas divertidos, de platformer. Existem momentos onde o jogador se depara com puzzles simples e intuitivos que mesmo não apresentando muita dificuldade deixam o jogo “mais completo”.

Além do sistema de cover o jogador também pode executar inimigos de forma desarmada, seja com ataques furtivos ou lutas de mão limpa. As lutas funcionam com combos simples de dois botões e não apresentam grande variedade de golpes. Mesmo assim, funciona muito bem como um complemento à jogabilidade.

É interessante que ao avançar na aventura o jogador se depara com uma excelente variedade de situações que chega, por vezes, a beirar à troca de gênero, como no caso da reta final onde o jogo mergulha em um clima de survivor horror. A troca entre momentos de combate, platformer e puzzles colabora para que o jogador nunca se sinta entediado ao longo da campanha.

O jogo é basicamente linear, mas apresenta dezenas de tesouros para serem encontrados. Os tesouros, além se garantirem troféus, premiam o jogador com pontos que podem ser gastos em “truques” e modos de jogo, como munição infinita, novos personagens jogáveis e até um Drake obeso, entre muitas outras coisas. Além disso, Drake’s Fortune apresenta dificuldade extra para quem zerar a campanha., o que prolonga a jogatina já que a jornada pode ser concluída pela primeira vez entre 6 até média de 10 horas. Infelizmente a primeira aventura de Drake não possui modo online.

Uncharted – Drake’s Fortune apresenta excelentes mecânicas na hora do combate.

Afinal, vale a pena?

Sem sombra de dúvida vale sim. Uncharted: Drake’s Fortune narra uma aventura muito divertida e possui uma ótima campanha, muito bem estruturada. Para quem já jogou  Among Thieves e Drake’s Deception, ainda sim é um ótima oportunidade de diversão, já que mesmo não possuindo todas as novas mecânicas que a série ganhou ao decorrer dos anos,apresenta os elementos que colaboraram para o sucesso da franquia. Poder conhecer a história que originou toda a saga Uncharted é uma oportunidade imperdível para qualquer proprietário de um PlayStation 3.

Notas

Gráficos: 8,5
Som:9,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão:9,5

Nota Final: 8,8

[Neto’s Review] Outland

“If you listen, I will tell you of a man, lost in his world, haunted by dreams of legend.”

ENREDO

Outland é um jogo lançado pela Ubisoft para PSN e XBLA, apenas por download. O enredo jogo foca nos mitos de uma terra fictícia.

Tais mitos são contados muito vagamente e a semelhança do enredo com uma história tribal é imensa. Graças à arte do jogo, é possível ir descobrindo sozinho o que o jogo quer contar, sem que sejam necessários diálogos ou muitas intervenções do narrador.

Outland nos conta a história de um herói que foi escolhido para derrotar duas irmãs místicas que controlam as forças do bem e do mal. Cada mundo do jogo tem suas próprias características e chefes próprios, que são seres místicos geralmente ensandecidos por algum problema. Quando derrotados, surge o narrador do conto de Outland, dando um histórico da batalha do jogador contra o chefe em questão, além de dar uma breve introdução a quem era aquele que foi derrotado.

As Irmãs

Não há muito mais o que se falar sobre o enredo do jogo, visto que é bastante simplista e praticamente inexistente. Não é necessário saber absolutamente vírgula alguma deste quesito para se aproveitar o jogo em sua totalidade. Porém é de se observar que o cuidado com a ambientação do jogo o torna bastante vivo, e isto não está ligado aos gráficos diretamente, mas sim a este caráter do enredo ter um clima todo tribal durante Outland devido a seus cenários, com desenhos nas paredes e afins.

JOGABILIDADE

Para se jogar Outland é necessário ser rápido nos botões de ombro do controle. A característica principal do jogo é alternar entre as cores azul (light) e vermelho (dark), que representam as forças que regem o mundo e são controladas pel’As Irmãs. A necessidade de se alternar as cores vai desde a característica de algum inimigo até ao surgimento de novas plataformas para se acessar a seqüência das fases.

O guerreiro de Outland é munido de uma espada, que será usada durante todo o jogo. O combate é simples, porém com diversas variações possíveis devido aos inúmeros upgrades do jogo. Os upgrades são pegos conforme o jogo vai se expandindo, em locais específicos onde é realizado uma espécie de ritual e então ganha-se o novo poder, como, por exemplo, soltar uma espécie de laser para destruir inimigos fortes, absorver vários projéteis e liberá-los em forma de energia mortal contra seus inimigos, entre outros.

Touchè!

O principal do combate de Outland, no entanto, é observar a cor do inimigo, que, quando vermelho, não é atingido por ataques enquanto o guerreiro estiver em azul, e vice-versa. Parece moleza, mas não é. O reflexo é importantíssimo nestes momentos, pois há uma variedade grande de inimigos para serem derrotados, além do que muitas vezes o jogador se encontrará em posições desconfortabilíssimas, sendo atacado por todos os lados, de projéteis de cores variadas.

Tais projéteis são lançados a todo momento no jogador e fazem parte dos obstáculos do jogo. Assim como contra os inimigos, a cor do guerreiro é importantíssima aqui: projéteis azuis não o atingem quando estiver da mesma cor, e vice-versa. O menor descuido faz com que o guerreiro perca um coração, e este é importantíssimo pois não é sempre que os inimigos dão drop deste porte.

Prepare-se para um verdadeiro inferno.

Além de drop de corações, os inimigos também deixam para trás moedas, que devem ser coletadas ao máximo, pois upgrades de vida e de mana (necessária para dar os poderes especiais obtidos) custam uma oferenda ligeiramente gorda conforme o jogo vai avançando.

O elemento platformer do jogo é predominante, juntamente com o estilo “Bullet Hell” dos projéteis que são lançados sobre o jogador. O guerreiro é um exímio saltador e também um ótimo alpinista, capaz de pular e se agarrar de parede em parede. Além disso, o jogo tem semelhanças com a série Metroid, principalmente devido ao fator do jogo ser não-linear em partes, com locais inacessíveis em fases onde os poderes só serão coletados posteriormente, deixando o jogador curioso para voltar depois; e também devido à presença de um mapa muito à la Metroid. Diferentemente da série da Nintendo, porém, o jogo possui uma espécie de guia que leva ao lugar correto, apresentado como uma folhagem mística que mostra onde ir em seguida.

Os chefes do jogo merecem destaque e são ligeiramente difíceis, às vezes até frustrantes. Exigem estratégia, agilidade e perícia nos controles. Outland não é um jogo para qualquer um, afinal de contas.

Um dos chefes do jogo.

 

SOM

O jogo possui uma trilha sonora bastante tímida, que só se sobressai durante alguns poucos momentos. O que é uma pena, poderia ter sido muito melhor trabalhada neste quesito.

Outland – Boss Track #1

O jogador geralmente é acompanhado, além da tímida trilha, por sons da natureza, de trovões, de vegetação, de chuva, etc. Este efeito é muito bom e combina bastante com o clima do jogo. É o destaque da parte sonora do jogo, os sons ambientes.

Os efeitos de som a cada espadada, a cada troca de cor, a cada pulo, enfim, em geral são muito competentes e não são enjoativos.

VISUAL

Outland é nada menos do que soberbo. É um jogo extremamente colorido, intimista e de se encher os olhos. Por ser um jogo Sidescroller 2D, que geralmente está sendo deixado de lado nesta geração (agora estão voltando com mais vontade, pelo visto), o jogo apresenta um visual de babar.

O destaque vai para os efeitos e para os cenários do jogo. Trovões, a mudança de cor do guerreiro, com muitas luzes e formas geométricas se espalhando ao seu redor, locais muito inspirados e ricos em detalhes deixam a experiência muito mais agradável.

Uau... somente... uau!

Os chefes também são bem caracterizados e cheios de criatividade. O ponto fraco dos visuais fica para os inimigos, que são ou insetos ou algumas poucas variações do mesmo tipo de inimigo. Mas nada que deixe o jogo pior.

VEREDITO

Outland, como já dito, não é um jogo para qualquer um. É uma experiência para quem já está acostumado com videogames e não precisa ficar olhando para o controle para saber o que apertar. Rapidez e reflexo são muito necessários para que seja possível chegar ao final do jogo. Uma pena a trilha sonora ser tão tímida, mas isto é substituído pelos sons da natureza, deixando o jogo mais intimista e desafiador, afinal o cenário é bastante hostil. De resto, um jogo lotado de conteúdo e de coisas para se fazer, com um visual de fazer o queixo cair. Divertidíssimo e desafiador na medida certa!

Um guerreiro entre o a luz e a escuridão.

NOTAS

ENREDO: 7,0/10,0

JOGABILIDADE: 10,0/10,0

SOM: 7,5/10,0

VISUAL: 9,5/10,0

NOTA FINAL: 9,0/10,0

[Neto’s Review] LittleBigPlanet 2

“Do not take lightly your hopes, your ideas, your fantasies. Let them grow. Nurture them. Then your wildest imaginings will soon trip the dream fantastic, soaring into the Wonderplane, and spreading into something altogether… magnificent.”

Capa do jogo

Leitor, este review é unicamente para o modo história do jogo. Eu infelizmente não tenho condições de falar do modo de criação de fases, visto que não tenho paciência! Obrigado e boa leitura!

ENREDO

A seqüência de um dos melhores jogos de 2008 chegou logo no início de 2011. LittleBigPlanet 2, um dos exclusivos de maior peso da Sony nesta geração é um aprimoramento em todos os sentidos do primeiro jogo. Se o primeiro era mais focado no “faça-você-mesmo”, contando com um enredo single-player bastante pobre e pouco desenvolvido, sua seqüência vem muito melhor acabada neste ponto.

O enredo de LittleBigPlanet 2 é apresentado, finalmente, através de cut-scenes (estas podem ser passadas, fique tranqüilo). Inclusive agora os caricatos NPCs possuem falas, e são dubladas! Isto, porém, se restringe às cut-scenes do jogo, pois quando eles precisam dar algum aviso durante a fase propriamente dita, cada um solta um “grunhido” diferente, bem similar ao que se vê nos jogos da franquia Zelda.

Personagens muito mais carismáticos

A palavra-chave para o enredo de LittleBigPlanet 2 é, sem sombra de dúvidas, caricato. Um enredo lotado de referências a história, cultura nerd, cultura geral, enfim. Tudo muito bem caracterizado. Um belo exemplo é Larry Da Vinci, um dos primeiros NPCs encontrado no jogo, que funciona como um guia para o jogador, ensinando-o grande parte dos truques que serão usados. Caracterizado como um homem velho, com barba feita de jornal (sim, você leu bem) e usando óculos 3D, Da Vinci acompanhará o jogador por toda a sua aventura, auxiliando-o.

Larry Da Vinci e sua barba bem informada

O enredo propriamente dito é recheado de non-sense, mas é um non-sense bem utilizado, que é feito só para dar graça e humor ao jogo. Em uma geração lotada de jogos cheios de conteúdo sério, com poucas doses de humor, LittleBigPlanet 2 rema contra a maré e apresenta um jogo cheio de doses de humor e com pouco conteúdo sério. Mas nem por isso o jogo não tem fases de efeito, a narrativa vai se tornando mais séria e urgente conforme o jogador avança.

A história do jogo se passa em Craftworld, o “pequeno grande planeta” onde vive o Sack Boy (ou Sack Thing, como Da Vinci nos chama) e seus companheiros. Tudo ia muito bem até a chegada do Negativitron, uma entidade poderosíssima e com sede de destruição. Daí pra frente, o jogador deve seguir em frente, passando por cada mundo, conhecendo cada NPC, sendo todos eles cruciais para a salvação de Craftworld.

O exército de Sackbots, que auxilia o jogador em momentos de tensão

Apesar de simples, o enredo chega a impressionar, devido ao humor presente nos diálogos, bem como ao conteúdo extremamente sem noção dos vários personagens.

JOGABILIDADE

Apesar de tudo o que foi implementado, essencialmente LittleBigPlanet 2 continua sendo um side-scroller. A maioria das fases do modo história se apresenta desta forma. Se o primeiro jogo da série se baseava apenas no andar-pular-agarrar, fica difícil definir no que se baseia este segundo episódio da franquia.

Há tanto para fazer em LittleBigPlanet 2! O jogo agora apresenta Power-ups, que são basicamente três: o Grapple Hook, Grabinators e Creatinators. O primeiro, como o próprio nome sugere, serve para que Sack Boy se agarre a partes que seriam impossíveis sem o uso dele, criando, assim, uma espécie de “corda” onde o jogador deve combinar seu balanço com o momento certo de pular para a próxima plataforma ou lançar outra vez seu Grapple Hook. O segundo – Grabinators – possibilita uma força extra ao jogador, fazendo com que ele possa pegar coisas mais pesadas e lançá-las com mais força do que o normal (é interessante usá-la quando se joga em modo cooperativo, pois possibilita novas formas de gameplay nas fases jogar o colega longe). O terceiro, Creatinators (e suas variantes) funciona como uma “arma”, tendo o jogador que mirar com o analógico direito e atirar com R1. Com certeza é o Power-up que leva mais tempo para o jogador se acostumar.

Uso do Grapple Hook

Além dos Power-ups, há a adição de seres que Sack Boy pode montar em cima. Há o coelho, que serve para pular e destruir coisas, o cachorro que possui um latido supersônico e uma espécie de rato, que sobe nas paredes e anda com uma velocidade invejável. Além disso, há as abelhas, que são fator crucial de diversão e desafio ao jogo. Com elas, é como se o jogador entrasse em uma fase de shooter de nave antigo, como Gradius, por exemplo, pois a abelha é dotada de uma espécie de tiro, podendo destruir os inimigos que vêm pela frente. Tudo muito intuitivo.

O coelho saltador, excelente para fazer meninas se apaixonarem por videogames (é sério)

Agora o jogo apresenta muitas boss battles. Há pelo menos uma por mundo, todas muito diversificadas entre si, além de desafiadoras (lembrando que desafiador é diferente de difícil). Esta adição deixa o jogo muito mais variado e com muito mais característica de que existe um inimigo a ser derrotado. Além dos chefes de cada mundo, o jogo também conta com alguns sub-chefes, presentes nas próprias fases.

Uma das boss battles do jogo

Tudo poderia ter sido muito melhor explorado, pois os Power-ups só funcionam em partes específicas (aliás, é obrigatório você possuir os Power-ups para passar das partes onde é possível tê-los) e os robôs montáveis poderiam ser mais utilizados. Mas nada disso vai impedir o jogador de se divertir e, acima de tudo, aprender sobre o universo de LittleBigPlanet 2 no modo história (não se deve esquecer que o jogo ainda é sobre criar fases e compartilhá-las com outros jogadores).

De resto, tudo de bom de LittleBigPlanet está presente nesta seqüência: obstáculos, inimigos, polias rodando rápido, objetos para agarrar e arrastar, colecionáveis, pontos, records a serem batidos… e aí há a controversa física da franquia. Mais uma vez, a física é perfeita, para o bem ou para o mal. É aí que deve ser feita a questão: será que uma física fidedigna à realidade é realmente necessária para um platformer? Será que esta física é apenas uma característica para fazer de LittleBigPlanet uma série única ou será que é a necessidade de apresentar algo realista nesta geração?

O Hub World de LittleBigPlanet 2, muito semelhante ao do primeiro

Como isto é um review, eu devo apresentar a minha opinião: a física é exagerada. Não há esta necessidade em um platformer. Chega a tirar a fluidez do jogo. Quantas vezes um pulo é absurdamente menor do que o esperado, justamente por causa da física? O jogador muitas vezes fica confuso com esta física extremamente realista.

No conjunto da obra, porém, a física do jogo não chega a frustrar toda a experiência do jogador. Pelo contrário, chega a ser até mesmo mais um obstáculo a ser batido, o jogador deve aprender a dominar a física de LittleBigPlanet.

Ah, um adendo: quanto mais pessoas jogando LittleBigPlanet no mesmo jogo, principalmente se for em um co-op offline, mais divertido o jogo fica. Vale lembrar que o jogador que quiser uma experiência completa do jogo, vai buscar de todas as formas buscar cada item colecionável que surgir na frente, para poder, então, estilizar seu Sack Boy à sua própria maneira, de todas as maneiras possíveis. E quem tem o primeiro jogo instalado no Playstation 3 será agraciado com tudo o que coletou neste.

Customizando o Sack Boy

SOM

Ah, o trabalho sonoro de LittleBigPlanet 2! Se o primeiro já contava com músicas de alto nível, sua seqüência segue o trabalho e aprimora. Além de músicas licenciadas, o jogo possui músicas próprias, todas acompanhando o clima de cada fase, com tom descontraído na maioria das vezes, com músicas variando de remix de músicas clássicas até o Metal do Nightwish. Afinal de contas, Sack Boy é um personagem extremamente descolado, claro.

O trabalho de dublagem foi muito bem-vindo e bem feito, tornando as cut-scenes bastante interessantes de serem assistidas, além de dar muito mais carisma ao jogo. Certamente foi o que faltou ao primeiro jogo, além de um enredo mais bem trabalhado. Nas fases, os NPCs apenas emitem grunhidos característicos, o que é compreensível, pois geralmente são frases apenas de ajuda ao jogador ou diálogos totalmente sem noção e desconexos, ou seja, que não afetam o enredo do jogo (mas são impagáveis!).

(Walter Murphy – A Fifth of Beethoven, uma das músicas licenciadas que embalam LittleBigPlanet 2)

GRÁFICOS

Colorido! LittleBigPlanet 2 é um jogo extremamente colorido e com uma riqueza de arte que faz qualquer um babar. Em meio a uma geração cheia de jogos monocromáticos, LBP2 vem com uma verdadeira aquarela e inunda os olhos do jogador. Muitos efeitos brilhantes, tudo bastante polido e característico.

O termo “graficoso” certamente não se encaixa em LittleBigPlanet 2. O termo correto é artístico, pois a arte do jogo é suprema, cada fase teve seus detalhes muito bem encaixados e diversificados de uma para outra. Para quem gosta de uma bela arte, este jogo é uma boa pedida, praticamente necessário.

Alto estilo

E é nesta arte que mais uma vez o caráter “sem noção” de LittleBigPlanet 2 aparece mais uma vez. Onde no mundo encontraríamos um ser com barba de jornal e óculos 3D? É de chegar a imaginar que os desenvolvedores do jogo estavam certamente sob efeito de entorpecentes.

Colorido e sem noção

Algumas falhas aparecem para o jogador, como muitas vezes o cenário engolindo parte do Sack Boy, ou durante alguma cena não-jogável o boneco do jogo ficar descontroladamente se mexendo no mesmo lugar. Alguns serrilhados também são vistos ora ou outra.

VEREDITO

Rico! LittleBigPlanet 2 é um jogo rico! Eu diria milionário! Há tanto para se fazer, tantas fases para se jogar! O jogo é curto em seu modo história, admito, mas o valor de replay é alto e, além do mais, há uma tonelada de fases feitas pelos membros da PSN presentes para serem jogadas. Como uma vez foi dito em um comercial para LittleBigPlanet 2, o jogador nunca sabe quando terminou realmente o jogo, pois é praticamente infinito se ele quiser jogar tudo o que foi feito.

As adições foram extremamente bem vindas, podendo agora os jogadores criar fases muito mais complexas e até mesmo jogos inteiros, com diversas fases, além de um modo história muito melhor conectado e contado, dando finalmente o carisma necessário a esta série. Para quem gosta de um excelente multiplayer local, LittleBigPlanet 2 torna-se obrigatório, mesmo com seus problemas de física excessiva. Poucas as felicidades de um gamer são maiores do que pegar aquele maldito item praticamente inalcançável em LittleBigPlanet 2.

Sack Boy, Sack Thing… um personagem e um mundo infinito

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0

JOGABILIDADE: 8,5/10,0

SOM: 10,0/10,0

GRÁFICOS: 9,0/10,0

NOTA FINAL: 9,2/10,0

[Especial Melhores de 2010] Red Dead Redemption

TítuloRed Dead Redemption
Desenvolvedora: Rockstar Games
Gênero: Sandbox
Lançamento: 18 de maio de 2010
Disponível nas plataformas: Playstation 3 e no Xbox 360
Suporte a: multiplayer online
Classificação: M (sangue, violência intensa, nudez, linguagem suja, conteúdo sexualmente forte, uso de drogas)

O VELHO OESTE GANHA UMA NOVA CHANCE

Ah, o velho oeste! Quem nunca ouviu o avô falando dos grandes filmes que ele ia todo santo fim de semana assistir no cinema? Quem nunca ouviu falar de Charles Bronson, um dos maiores atores dos filmes de faroeste? E o tanto que nossos avôs elogiam as belas atrizes da época?
Pois então, o gênero de faroeste muito já foi explorado pelo cinema e até hoje rendem bons filmes, como “O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” e algumas outras pérolas que de vez em quando pintam abordando o tema. No videogame já foi bastante abordado, afinal os mais veteranos vão se lembrar de um clássico dos arcades e da era 16 bit: Sunset Riders, jogo de ação ambientado no velho oeste americano, com direito a muito tiro e desafio. Ou ainda na geração passada todos se lembrarão de Gun, uma das pérolas que abordam o tema, e Red Dead Revolver, um projeto abandonado da Capcom que a Rockstar Games abraçou. E nessa geração vimos Call of Juarez e uma seqüência dele.

E eis que em maio de 2009 foi anunciado pela primeira vez Red Dead Redemption, dos mesmos produtores de Grand Theft Auto IV, em um trailer de lançamento cheio de tiroteios e frases de efeito, introduzindo os futuros aficionados em Red Dead Redemption no seu universo.

JOHN MARSTON E A VIDA NO OESTE

Conforme ia se aproximando o lançamento do jogo, a Rockstar foi lançando trailers mostrando o que poderíamos esperar do jogo. Em um dos primeiros trailers após o de lançamento, chamado “My name is John Marston”, fomos apresentados ao seu personagem principal. Marston apresenta-se como um ex-fora da lei, e que participava de uma gangue roubando trens, bancos, matava pessoas e outras coisas que todo bandido da época adorava fazer, mas que agora estava buscando redenção a todo custo para reaver sua família.

Outro trailer, entitulado “Life in the West”, mostra a proposta da Rockstar Games em Red Dead Redemption, apresentando-nos um oeste vivo e verossímil à época, procurando mostrar a dificuldade de se viver na fronteira entre Estados Unidos da América e México em uma época de transição do modo de viver praticado há tempos ali para a modernidade que chegaria impreterivelmente, enquanto ao mesmo tempo o México entrava em uma Guerra Civil, a famosa Revolução Mexicana.

Centenas de personagens foram criados para que esta experiência única fosse possível, todos com personalidades próprias, profissões e diálogos. Estava claro que a Rockstar estava vindo com grandes planos e ambições, mostrando pouco a pouco, mas de forma incrível a proposta de seu jogo, com trailers combinando gameplay e cut-scenes.

O INÍCIO DO SÉCULO XX EM PLENO 2010

A capa do jogo

Finalmente chegou o dia que tantos jogadores esperavam: 18 de maio de 2010. Estava lançado Red Dead Redemption, com a promessa de ser o melhor jogo a abordar o tema do faroeste nos videogames.

Logo na primeira semana o jogo vendeu duas milhões, quarenta e cinco mil, quatrocentos e oitenta e quatro unidades em todo o mundo, segundo o VGchartz e até hoje ocupa primeiros lugares de vendas em vários sites, como a Shopto.

A recepção da crítica foi mais do que excelente, obtendo várias notas máximas em diversos sites e revistas, como a Playstation Official Magazine UK, Eurogamer Spain, 1UP, dentre outros. A IGN deu 97 ao jogo, admitindo que o jogo é obrigatório e que a Rockstar levou o faroeste a mais altos níveis e criando uma das mais profundas e divertidas experiências de todos os tempos, enquanto a Eurogamer deu nota 80 ao jogo, criando um mundo muito distinto e coerente.

O jogo possui um metascore de 95 no metacritic, baseado em 73 críticas e análises.

AS DIFERENÇAS GRÁFICAS ABSURDAS ENTRE AS VERSÕES DO XBOX 360 E DO PLAYSTATION 3

Red Dead Redemption é um dos multis que mais ficaram diferentes em suas versões. A versão do console da Microsoft possui muito mais detalhes e resolução melhor do que a do videogame da Sony. É um típico caso de multi piorado, mas nesse caso foi bastante, como pode-se ver no Head to Head da Digital Foundry:

http://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-red-dead-redemption-face-off

Apesar da versão do Xbox 360 ser bastante superior, isto não torna a do Playstation 3 descartável ou não-jogável. Vale bastante a pena ser jogada, a ambientação ainda é de assustar qualquer um devido ao cuidado que a produção teve com o jogo. E, além do mais: Red Dead Redemption não é sobre gráficos, é sobre o feeling que o jogo consegue passar ao jogador.

A JOGABILIDADE FAROESTE

Apesar de todo o cuidado tomado com a ambientação, caracterização dos personagens e com o enredo do jogo pela Rockstar, a jogabilidade não foi deixada de lado. Tudo em Red Dead Redemption funciona muito bem, desde o tiroteio, as missões diversificadas e os passeios solitários a cavalo que John Marston executa durante todo o jogo.

O replay do jogo é absurdo e a aventura do ex-fora da lei é de tirar o fôlego, uma das mais divertidas e imersivas da geração, além de possuir diversos desafios à parte da campanha principal do jogo. Um dos efeitos mais bacanas introduzidos é o uso do Dead Eye, capacidade de John Marston que deixa a tela em tons amarelados (sépia), como uma foto bem antiga enquanto todos os movimentos ficam em slow-motion, como o Bullet Time consagrado nos filmes por Matrix e nos videogames por Max Payne.

A MÚSICA EM RED DEAD REDEMPTION

Claramente uma das melhores trilhas sonoras originais da geração. As músicas sempre remetem ao clima faroeste do jogo e entram no momento certo, não há deslizes. Composta por Bill Elm e Wood Jackson, o trabalho foi árduo, porém gratificante. Em um trailer lançado em julho, foi mostrada a composição da trilha. Participou inclusive Tommy Morgan, uma lenda da harmônica, uma espécie de gaita, que já compôs trilhas para diversos filmes de faroeste. O trailer completo da música em Red Dead Redemption pode ser visto abaixo:

A EMOÇÃO NO JOGO

Além das músicas que embalam diversos momentos do jogo, foram brilhantemente introduzidas quatro músicas onde há letras e alguém cantando, coisa que é difícil nos videogames, apesar de isto estar mudando muito mais nesta geração.

O destaque destas quatro fica para Far Away, composta por Jose Gonzalez, embalando um dos momentos mais solitários de John Marston e deixando jogadores de boca aberta tamanha a imersão proporcionada por este momento, cavalgando à beira do Rio Bravo, em uma terra totalmente desconhecida pelo protagonista. Confira no link abaixo a apresentação do artista ao vivo no VGA 2010:

PREMIAÇÕES NO VGA: A REDENÇÃO DO VELHO OESTE DIGITAL

Mais do que merecidamente, Red Dead Redemption levou o “Game of the Year” na premiação da Spike, o VGA, batendo grandes concorrentes, como Halo: Reach, God of War III e Mass Effect 2.

Duelo de altas proporções

Além do maior prêmio, também venceu os prêmios de melhor música em um jogo (com Far Away), de melhor trilha sonora original e também com o melhor DLC, com a expansão Undead Nightmare.

POR QUE RED DEAD REDEMPTION MERECE ESTAR NO TOPO?

O jogo é simplesmente uma das experiências mais imersivas e completas de todos os tempos. É o perfeito equilíbrio entre jogabilidade, enredo e ambientação. John Marston é um homem determinado, em busca de um só objetivo e vai cumpri-lo a qualquer custo, nem que seja o de arriscar sua própria vida.

Red Dead Redemption é experiência obrigatória para todos que querem saber o que significa videogame em pleno 2010, proporcionando diversão e reflexão ao jogador. É impossível não se envolver totalmente com a vida perigosa de John Marston. Digo mais: é impossível não se sentir John Marston enquanto jogando Red Dead Redemption.


LINKS

http://www.gametrailers.com/game/red-dead-redemption/11275

http://ps3.ign.com/objects/748/748481.html

http://www.rockstargames.com/reddeadredemption/

http://en.wikipedia.org/wiki/Red_Dead_Redemption

http://www.rockstargames.com/

https://jogadorpensante.wordpress.com/2010/08/31/red-dead-redemption-o-velho-oeste-digital/

“Outlaws to the end!”