[Consciência Gamer] A História ao toque de um botão

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O ser humano adora alterar a própria história em ficções. Sejam em filmes, livros, quadrinhos ou jogos, a influência da história mundial estará presente. Até mesmo em situações futuristas o ser humano não consegue se desprender totalmente, tornando o futuro fictício um reflexo do que se vive hoje, mesmo que a obra se passe muitos e muitos séculos adiante.

Algumas épocas em específico parecem fascinar mais as pessoas, até mesmo aquelas que não buscam estudar a fundo. Acredito sinceramente que a que mais desperta esse interesse seja a Idade Média (até mesmo mais do que a riquíssima antiguidade clássica). Conhecida como Idade das Trevas. A falta do racionalismo e o excesso de fervor religioso levaram os renascentistas e iluministas a determinarem-na como uma era de absoluta deterioração cultural.

E mesmo assim gera fascínio absoluto. Talvez isso advenha do fato de que muita coisa naquela época era absolutamente diferente do que é hoje, sendo o período posterior – a Idade Moderna – muito mais parecida com a configuração da sociedade em que vivemos atualmente. Outra coisa que deve influenciar é a pouca produção historiográfica da época, o que nos deixa bastante afastados dessa época, que era excessivamente supersticiosa. É como se fosse um tempo tão distante que era literalmente um conto de fadas (não muito feliz, que fique registrado aqui).

Típica imagem representando a Idade Média

Típica imagem representando a Idade Média. No caso, uma coroação e unção de rei.

Inúmeras lendas e histórias surgem de lá. O Rei Artur talvez seja o mais conhecido, mas basicamente o “salvar a princesa no castelo” tem raízes fortíssimas na Idade Média, com suas belas donzelas e príncipes corajosos sempre permeando nosso imaginário quando pensamos na época. As longas e penosas jornadas que empenhamos em jogos como Fable ou The Elder Scrolls certamente podem ser reflexo das Cruzadas, evento que marcou do século XI ao XIII, com enormes movimentos militares que partiam da Europa à Palestina. Além de meramente militar, eram também movimentos de penitência ou pagamento de promessas, como nos lembra o historiador Jonathan Simon Christopher Riley-Smith (eita nome comprido!).

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