[Consciência Gamer] O multiplayer online e suas implicações

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Desde os primórdios da humanidade que as pessoas têm a necessidade de se interagirem umas com as outras. Comercialmente, afetivamente e, também, ludicamente. É fato: o ser humano não é um ser solitário.

E isso se reflete em tudo, até mesmo nos videogames. Antigamente chamávamos o modo multiplayer de “de dois”. Não era raro chamar um amigo para ir em sua casa para vocês jogarem Super Mario de dois (com adaptadores podia-se até mesmo jogar certos jogos de quatro [trocadilho intencional]). Hoje temos designações mais técnicas para isso: co-op ou versus offline.

Percebeu ali o offline? Pois é, desde algum tempo atrás, o multiplayer online vem tomando proporções tão grandes que agora temos de usar as terminologias mais completas possíveis. Hoje você não precisa mais chamar o seu amigo Zezinho para jogar uma partida de FIFA em sua casa: vocês podem jogar cada um em sua residência, com o uso de um modem para se conectar à rede mundial de computadores.

Isso já existe faz tempo, muito tempo. A popularização mesmo foi no PC, onde se jogava toda a sorte de jogos online, principalmente jogos de estratégia, como os famosos Age of Empires. Mas hoje isso está espalhado para os consoles de mesa e até mesmo portáteis, com sua popularização começando propriamente dita no Xbox, mas antes já víamos jogos online, como por exemplo no Dreamcast, com seu modem que conectava via conexão discada, a coisa de 56kbps.

Hoje contamos com enormes redes para os jogos online, sendo as principais a PSN e a Xbox Live, enquanto a Nintendo tenta incrementar a sua rede com o Wii U. Tais serviços são indispensáveis e poucas são as pessoas que detêm um console da sétima geração e não possuem uma conta nessas redes: seja para somente sincronizar seus troféus e conquistas ou para o objetivo máximo de um jogador que utiliza tais redes: jogar online.

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Com o enorme sucesso dessas redes, não é incomum vermos os produtores investindo cada vez mais em modos online em seus jogos. O maior exemplo de sucesso nesse ponto é certamente a série Call of Duty, que vende praticamente só por esse modo. Difícil o jogador da série que esteja mais interessado na campanha do que em trocar tiros com um bósnio que está do outro lado do mundo, xingando sua mãe na língua negra de Mordor enquanto você lhe desfere um belíssimo head shot, acusado de estar usando um hack de mira.

Com efeito, outros jogos começaram a tentar a copiar a fórmula do sucesso, que é extremamente complicada. Títulos como Bioshock 2, focados extremamente no modo single player, procuraram oferecer um modo online. O resultado depois de algum tempo é que as salas estão vazias, sem ninguém jogando (verifique alguns fóruns pela internet que verá a resposta de que ninguém está jogando Bioshock 2 online, veja aqui, por exemplo).

O motivo talvez nem seja que tal modo seja ruim. O motivo provavelmente seja que as pessoas simplesmente voltam para o Call of Duty, ou para Halo. Hoje é difícil o first person shooter que não venha com um modo online a tira colo. E quando não vem, é olhado com desdém e seu fracasso comercial é logo profetizado.

Call of Duty online

Call of Duty online

Mas o que se deve lembrar é que nem todo jogo quer ser Call of Duty. Este já tem concorrentes de peso que também brilham no multiplayer, como a série Battlefield. Por outro lado, as campanhas desses jogos costumam ser consideradas pobres e com baixo teor de replay. O que é normal, pois, mais uma vez: o objetivo dessas séries, hoje, é focar no modo online.

Como falado acima, o foco dos produtores podem determinar algumas coisas. Um jogo com foco no modo online pode não oferecer uma experiência single player satisfatória. E um jogo com foco no modo single player pode não oferecer uma experiência multiplayer atraente. O resultado disso são modos quebrados, chatos, frustrantes e desnivelados. Coisas que teriam feito bem ao jogo se tivessem sido riscadas do planejamento.

“Ah, mas modo online só adiciona”. Nem sempre é assim. A produção de um jogo dispõe de recursos (ou de falta destes). E isso significa que, caso haja um modo a mais de jogo, parte desses recursos serão destinados a esse modo novo.

Dá para entender a linha de raciocínio? Mais recursos = mais empenho. Menos recursos = menos empenho. Isso é fato, é lei de mercado. Então, um jogo com mais recursos disponíveis para o seu modo single player, vamos supor, 100% desses recursos, vai ter mais conteúdo, proporcionando uma maior longevidade.

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Veja só: em um artigo do site Gamesradar, de dezembro de 2009, é possível verificar que ninguém está jogando The Darkness, Dark Sector e Prey online (Number of people playing The Darkness, Dark Sector, and Prey online:  How many crustaceans have won the Nobel Peace Prize?).

Pegue o exemplo de alguns jogos que são somente single player: Skyrim, Deus Ex Human Revolution e outros. São jogos com uma longevidade enorme, com muito conteúdo e que proporcionam horas e horas de jogo. Isso significa que não seria bom um modo online neles?

Bom, não parece lá uma boa troca o conteúdo desses jogos por um modo online. Fazer um modo multiplayer bom requer muito estudo, muito empenho. E para se fazer algo meia boca, só para tentar vender um pouco mais, é, sinceramente, uma besteira. Alguns jogos se dão bem nisso, mesmo contra as expectativas: a série Assassin’s Creed é uma delas. Ainda é possível jogar Assassin’s Creed Brotherhood, de 2010, online, o que é surpreendente, já que é um jogo onde todo mundo compra tão somente pelo single player, e já existem duas novas versões posteriores da série, também com multiplayer online.

Concluindo, o objetivo desse artigo é colocar em cheque essa questão do multiplayer: será que absolutamente todo jogo precisa disso? A conclusão a que chego é: não. Ainda há muita gente que compra somente pelo modo single player (basta ter um bom conteúdo), vide o supracitado e campeão de vendas Skyrim. Mas isso também não significa que seja reprovável um jogo tentar implementar um novo modo online, como foi o caso da série Assassin’s Creed.

Multiplayer de Assassin's Creed III

Multiplayer de Assassin’s Creed III

Na ganância de vender cada vez mais, as produtoras e publishers começam a pressionar cada vez mais os estúdios para incluir qualquer modo online. Isso pode terminar em desastre, capando o jogo dos dois lados: tanto no modo single player quanto no multiplayer. Isso sem contar em jogos onde um modo co-op ou versus em tela dividida cairia bem, porém não há: somente o modo online prevalece.

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[Rodrigo’s Review] Call of Duty Modern Warfare 3

Nome: Call of Duty: Modern warfare 3
Gênero: FPS

Distribuidora: Activision Produtora: Infnity ward/Sledgehammer
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, PC, Nintendo Wii

Versão analisada: Playstation 3

770 Milhões de dólares em sua semana de lançamento; 9,3 milhões de jogos vendidos; 3.3 milhões de jogadores online no mesmo dia; Call of Duty: Modern Warfare 3: um fenômeno. Mas tudo isso se equivale à qualidade do game, uma máquina de fazer dinheiro? Sua qualidade se equipara a esses números expressivos, de fazer qualquer filme de Harry potter morrer de inveja?

Analisar COD: MW 3 é uma tarefa, a princípio, simples. O game é continuação da série mais vendida na história dos video games, e analisar MW 3 sem ao menos mencionar a franquia como um todo é quase impossível, devido a dimensão que ela alcança. A série Call of Duty surgiu em 2003, criada inicialmente para ser o mais próximo da realidade das guerras. A produtora Infinity ward jamais poderia imaginar que em 2011 a série chegaria a ser tão importante no mercado. Mas analisar uma série anual não é fácil como parece, pois tive que levar muita coisa em conta, como a evolução da mesma engine, a troca de produtores e o fim de um trilogia dentro da franquia, por exemplo. Modern Warfare 3 fez jus à série e manteve o gás, porém não arriscaram o suficiente para que os fãs mais exigentes acreditassem que Call of Duty pode sim ainda ser referência em FPS.

Inicialmente, você se sentirá confortável em encontrar os mesmos controles dos games anteriores. A jogabilidade da série CoD é intuitiva e MW 3 não poderia ser diferente: manteve muito bem a força que o game tem em seu gameplay, com controles que são de fácil aprendizagem. Sendo assim,  quem ainda não é adepto da franquia, mas joga coisas do gênero, vai se sentir em casa. Mas os problemas começam aí: CoD tem uma jogabilidade ultrapassada e simplória para hoje em dia – a auto-aim chega a ser irritante a todo momento, por exemplo. Basta ativar o zoom do armamento que o foco vai direto no inimigo, não exige sequer que o jogador controle a arma com perícia, apenas leves toques e ativar o botão de tiro, mesmo em níveis mais altos de dificuldade. Isso facilita (e muito) o jogo.

As armas, apesar de inúmeras, não têm sequer danos diferentes entre o mesmo grupo. Armas automáticas todas vão ter o mesmo dano,  a diferença é imperceptível. Não importa se estiver com a AR-15 ou AK-47: tudo continua igual e a mira não vai te atrapalhar pelos solavancos de uma ou outra novamente pelo auto-aim existente. No fim, a escolha da arma para usar não vai interferir muito na jogabilidade, pela igualdade entre elas. É um erro, afinal o mercado de games de guerra é rico e cheio de jogos que fazem isso com maior precisão e qualidade. Deixar a escolha da arma como uma simples troca de roupagem demonstra a falta de atenção a pequenos detalhes. Existem  grupos com diferença de poder de dano: um tiro de RPG é muito maior que uma pistola, mas mesmo assim ainda é pouco se pensarmos que em 2011 com tantas experiências em jogos de guerra ainda existam coisas assim.

MW 3 manteve tudo  o que você já encontrou em qualquer jogo da serie MW, como as explosões e os tiroteios. Tudo é envolvente, o trabalho da Infinity Ward ao lado de Sledghemer foi magnífico. A arte cinematográfica que todos gostam na série continua quase impecável – você vai delirar com a fase do avião em queda (mas provavelmente vai achar desnecessária e ridícula a parte que controla um robô-tanque). Os cenários são bem construídos, te levando direito para o tiroteio, sem enrolação. O terceiro game da franquia foi construído para ser um espetáculo cinematográfico: você realmente vai sentir que muitas partes mereciam estar em inúmeros filmes de Hollywood, pois é tiro para todos os lados. Porém, há momentos frustrantes durante a jornada, com cenários minúsculos e com uma mudança de direção  quase imperceptível.

Um dos problemas mais questionados em CoD é essa linearidade exagerada. Será que o sacrifício do gameplay para o espetáculo vale a pena? A historia continua confusa e irrelevante, não há sequer uma parte que seja de interesse aos jogadores. Em CoD o que realmente importa são as constantes da guerra, porém conseguiram fechar bem a trilogia. As partes finais do game são ótimas e elevam muito a experiência do tiroteio, mas a campanha continua curtíssima. Em níveis mais fáceis, você levará cerca de 6 horas para terminá-lo.

Claro que o sucesso monstruoso de Call of duty não se dá somente ao seu single player. Foi no multplayer que a série cresceu e tornou-se o que é hoje. Em MW 3 tudo é como em seus anteriores,  seu sistema de nivelamento de combate continua sendo muito bem elaborado. Todos os dezesseis novos mapas são divertidos de jogar e com uma enorme quantidade de novos desafios para completar. As recompensas constantemente fazem o jogador procurar jogar mais e mais, pois aparecem a qualquer momento, aumentando seu nível de perícia. Não importa se jogará um pequena partida de minutos ou ficará enroscado por horas, o mulplayer é viciante e vai trazer satisfação sempre.

Call of duty acontece realmente no multplayer, pois tudo foi balanceado e projetado para dar uma experiência agradável e viciante. Novos modos de jogo foram adicionados, e os já existentes mantidos. Ainda existem problemas, mas as melhorias foram significativas e importantes para manter seus jogadores mais exigentes e agradar novos adeptos.

O modo Spec Ops Volt é mais como um passatempo com várias missões do que um modo obrigatório. Por exemplo, você será encarregado de desarmar armas químicas ou atacar silenciosamente um grande número de inimigos. Além disso, há um modo de sobrevivência, onde dois jogadores tentam sobreviver contra ondas intermináveis de inimigos cada vez mais difíceis. Nada original (bem batido por sinal), mas é um tipo de jogo que funciona bem em Call of Duty, e pode ser jogado várias e várias vezes se você se preocupa em chegar ao topo das tabelas classificatórias.

Uma novidade bastante interessante é o modo Call of Elite Duty. Elite é um serviço que funciona como assinatura e é pago, algo similar ao Halo Waypoint da Bungie. Ele manterá todos os seus status organizados e você vai conseguir planejar melhor a sua campanha no multi, com estatísticas interessantes de erros e acertos do jogador, como o seu  kill/death ratio, etc. Você pode sempre verificar seu desempenho em jogos passados, ver exatamente onde você estava morto e o que o matou. Vai conseguir também simplesmente olhar para imagens de mapas com todas as informações, tais como aonde são os pontos que resnascem os jogadores nos vários modos multiplayer. Sendo assim, o jogador será mais capaz de pensar sobre as estratégias e planejamento. Elite é um serviço útil e funcional, os grandes fãs da franquia vão querer assinar.

Mesmo sendo uma franquia riquíssima, Call of duty MW3 falha miseravelmente em seu single player, com uma campanha simples e sem muito significado, com pequenos momentos que realmente foram emocionantes. O desafio continua nulo e os gráficos desafados para padrões atuais – há momentos em que você não acredita que está jogando um game de 2011. Porém, a franquia se mantém firme e constante no multiplayer, o que faz valer a compra do game. Seus novos modos, maior balanceamento entre os jogadores, o Elite e muitos mapas, fazem Call of duty Modern Warfare 3 ser um experiência obrigatoria em jogos online, lembrando que existem já DLCs sendo produzidas para novas partidas online.

COD MW 3 não consegue se distanciar dos erros de seus anteriores, que estão cada vez mais evidentes, porém também manteve tudo o que era muito bom na franquia e turbinou para mais um ano de tiroteios frenéticos. A franquia chegou em seu auge, mas infelizmente este auge nao condiz com todo o potencial da marca. Call of Duty poderia ser muito maior e mais ambicioso do que é, mas infelizmente a dona de seus direitos não pensa no potencial que a franquia tem. Vale a jogatina online, mas o Single player está cada vez mais dispensável.

Nota: 7,0/10

Obs: Amigos esse foi meu primeiro review postado no Blog, é importantíssimo a opinião de todos para futuras melhorias. Agradeço mesmo pela atenção

[Fran’s Review] Call of Duty: Black Ops

Dragovich, Kravchenko, Steiner… all must die.

Após seu anúncio, o game passou a ser muito esperado pelos fãs da série, depois do fabuloso Call of Duty: Modern Warfare 2, que foi um sucesso em vendas e obteve notas altíssimas em sites de crítica especializada. Apesar de ser da Treyarch, que não se mostrou muito interessante nessa geração, os trailer do game eram muito bom, dando a impressão que seria algo próximo aos Call of Duty produzidos pela Infinity Ward.

Ele se passa com início no ano de 1963, tendo vários anos de duração, com uma série de eventos, incluindo seu personagem principal sendo capturado e preso em uma base russa, onde sofre lavagem cerebral. O enredo é bem interessante neste termo, onde você vai aos poucos descobrindo o que aconteceu, pois quase até última missão é tudo uma retrospectiva, lembranças enquanto você é interrogado. Em comparação com o Modern Warfare 2, Black Ops não foi tão cativante em seu enredo, sendo, sem dúvidas, interessante e intrigante, mas sem envolver o jogador da forma que quer.

Seu visual é muito bonito e detalhado, com texturas muito bem feitas e com uma arte e ambientação muito bem produzida. Onde o jogador pode realmente se sentir no meio de uma floresta, se for o caso. Neste termo o game não falha, representou seu ambiente de forma excelente.

Jogabilidade é um termo que muitas vezes determina até que ponto o jogador vai se divertir e interagir. A mecânica está bem funcional, seguindo a linha de comandos dos jogos anteriores da série, o que já é bem interativa, ele acrescenta a interação com outras coisas, como se soltar da cadeira com os botões traseiros, enforcar um inimigo apertando os analógicos, fazer rapel com LT e RT (Xbox 360), entre outras interações. Deixando tudo mais interessante.

Ao longo do jogo vamos percebendo como a trilha sonora é importante, sendo encaixada perfeitamente com suas respectivas cenas, passando ao jogador a emoção do jogo na medida certa.

Uma grande falha é vista no termo de Inteligência Artificial. Seus parceiros só avançam se você avançar e mal acertam os inimigos, passando reto por eles e, muitas vezes, dando abertura para irem direto em você, caso esteja atrás do seu parceiro. O inimigo pode estar ao lado de seu parceiro, mas ele mira direto em você e acerta todos os tiros, mesmo sendo tiros  cegos. O respaw dos inimigos é infinito, só deixam de aparecer quando você avança. Isso é claramente visto como um downgrade em relação ao anterior da série, deixando um erro tomar o lugar do desafio, tirando parte da diversão que é proposta.

Seu arsenal de armas é muito interessante, contendo desde pistolas nas duas mãos até bestas (crossbow), o que deixa o personagem livre para escolher o modo de ação que vai tomar em determinada parte da campanha, podendo ir completamente escondido ou em um estilo “rambo”.

Assim como o anterior feito pela Treyarch, World at War, ele oferece o modo singleplayer e multiplayer chamado Zombies, onde você tem que ir matando os zumbis que passam pelas portas e janelas e ir consertando essas passagens, ganhando pontos para ir comprando mais armas e liberando outras salas. Quanto mais zumbi matar, maior a dificuldade ao longo das waves. O modo pode ser jogado até com 2 players em split-screen e diversos players no modo online.
Também temos o Dead Ops Arcade, um joguinho arcade para se jogar sozinho. Basta levantar da cadeira no menu principal, ir em um computador na parte de trás da sala e digitar DOA. Após isso, divirta-se!

Como sempre, seu modo multiplayer  é um dos mais interessantes, dessa vez o poder de customização do seu personagem de guerra, uma maior customização de perks e armas, com mais armas e diferentes kill streak, podendo soltar os cachorros em cima dos inimigos e até controlar um carrinho-bomba de controle remoto. Pode ser jogado em modo online ou offline split-screen em até 4 players.

Call of Duty: Black Ops é uma boa compra se está procurando diversão. Se você é fã de jogos de tiro e/ou já conhece os jogos anteriores da série, é uma compra obrigatória.

Call of Duty: Black Ops Prestiege Edition

Nota Geral: 9,2