[Overthinking] Arquivo confidencial – Mario

Muitos de nós sabemos que Mario veio de Jumpman, o homenzinho pulador de barris do arcade “Donkey Kong“. Mas o que ninguém sabe, é que aquele personagem que precisa salvar Daisy é também um ator, um trabalhador como todos nós. Com o sucesso do arcade, a fama veio à tona, e junto a ela o nome Mario foi dado ao bigodudo italiano. Vindo de família modesta, a fama logo subiu à cabeça do mais novo mascote da Nintendo, e não demorou muito para por as mãos em atrizes pornôs, como Peach, e em drogas. Afinal, cogumelos e folhas não nascem em qualquer lugar.

O primeiro trabalho de Mario.

Se dando conta da má conduta de seu novo funcionário, a Nintendo resolveu demití-lo, obrigando-o a recomeçar a vida como encanador. Começando a ter mais despesas que lucros, Mario não teve outra saída a não ser oferecer sua mais nova companheira, Peach, ao seu fornecedor, Bowser, como garantia em troca de mais cházinhos e algumas ervas extras.

O novo local de trabalho de Mario.

Mas os problemas não terminaram por aí. A mídia sensacionalista descobriu o paradeiro de Mario e começou a investigar sua vida. A Nintendo, com medo que descubram toda a verdade por trás daquele homem e possam, com isso, prejudicar o crescimento dela com escândalos, contrata Mario de volta junto com Bowser e Peach, fazendo todos acreditarem que aquilo é um ensaio para o próximo projeto da empresa japonesa. Em troca de sigilo e cooperação, Mario ganha o direito de consumir tudo o que bem entender em termos de entorpecentes, além de aliviar suas necessidades sexuais com Peach em dias de folga.

Vai um “cházinho” aí?

Nasce, assim, Super Mario Bros.

Com o sucesso do projeto, a Nintendo resolve fazer do jogo uma série. Mas esses planos foram cancelados, já que Bowser simplesmente desaparece antes da conclusão do segundo título, onde o bigodudo veste trajes de Guaxinim e Sapo. Novamente sem emprego, mas desta vez com a vida estabilizada, Mario e Peach se mudam para o interior, onde têm um filho, Toad, e levam uma vida agrícola tranquila até a chegada de Wart, capanga de Donkey Kong, que usou o poder conquistado para mergulhar no mundo do crime. Wart na verdade estaria atrás de Bowser, que procurou o símio do tráfico para declarar que gostaria de sair daquele mundo, a fim de se dedicar totalmente à fama. Furioso, Donkey manda seu fiel sapo atrás da tartaruga espinhuda, que desaparece do mapa após receber ameaças por telefone.

Toad vs Wart.

Vendo o perigo se aproximando do ex-colega de trabalho, a famíla de Mario une forças para derrotar o criminoso. O que ninguém sabia é que um funcionário da Nintendo gravava todo o confronto escondido, levando o projeto para os estúdios internos da empresa e criando Super Mario Bros. 2. A mídia, espantada com a repentina troca de vilões, investiga novamente a vida de Mario e também da Nintendo. Como resultado, eles obtém um beta do que seria o verdadeiro Mario Bros. 2, um jogo que expõe bastidores e sem nenhum tipo de efeito especial ou cenário apropriado. Percebendo o vazamento (causado por um erro de estagiário), a Nintendo lança assim mesmo o beta, chamado-o de Super Mario Bros. 3, antes que qualquer tipo de suspeita e/ou escândalo fossem levantados.

Super Mario Bros. 2 BETA

Informado da derrota de Wart, Bowser volta para a Nintendo, que reúne o elenco e imediatamente começa seu mais novo projeto: Super Mario World. Nesse jogo também estaria presente Toad, filho de Peach e Mario (na verdade, de Luigi), vestido como um dragão verde de montaria que atende hoje como Yoshi. Obtendo enorme sucesso, acaba ganhando posto de estrela no próximo projeto, Yoshi’s Island, onde o cogumeludo fantasiado precisa carregar seu irmão mais novo nas costas.

Toad e seu irmãozinho.

O resto, é o que todos nós vimos até então. E assim fecha a fase obscura do encanador mais famoso dos games, onde, literalmente, quase entrou pelo cano.

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[Especial Mario Bros.] 25 anos de Super Mario

HERE WE GO!


Não me lembro quando foi a primeira vez que eu vi o tão famoso Super Mario, um dos maiores símbolos dos videogames e ídolo máximo da Nintendo. Mas com certeza meu primeiro contato com algum jogo do Mario foi com Super Mario World, do Super Nintendo. Mesmo assim, em algum dia há muito tempo atrás eu acabei conhecendo os Super Mario antecessores.

Em 1985 surgiu um jogo que iria revolucionar a indústria de videogames: Super Mario Bros., para o NES. Um jogo de premissa simples, onde víamos um encanador bigodudo e de chapéu que consistia em, simplesmente, pular. Mario pula sobre buracos, pula em cima de goombas, em cima de koopa troopas, enfim, a principal premissa de Super Mario Bros. era pular. Além do que foi introduzido logo ali, no primeiro jogo da série, o power up mais famoso de todos os tempos: o cogumelo. Mario, um encanador baixinho de início, quando encosta neste power up cresce e, assim, ganha mais resistência, podendo, então, tomar dois hits para morrer, ao invés de um.

Em 1989 é lançado nos EUA Super Mario Bros. 2, um jogo muito estranho e diferente do primeiro. A premissa ainda era pular, porém agora Mario e seus amigos poderiam agarrar objetos e arremessá-los, bem como fazer o mesmo com seus inimigos e o jogo apresentava fases não tão lineares, podendo Mario entrar por portas e etc. Em SMB2 o jogador pode escolher, além de Mario, jogar com Luigi, Peach ou Toad. Os inimigos não eram os mesmos do primeiro jogo, mas serviu para fixar alguns personagens, como Birdo e os Shy Guys. Na verdade, Super Mario Bros. 2 é uma cópia de um jogo chamado DOKI DOKI PANIC, apenas com os personagens alterados. Isso porque, na verdade, no Japão o SMB2 era um jogo que seguia a fórmula padrão do primeiro Mario Bros., só que apresentava uma dificuldade muito mais elevada. Posteriormente foi lançado em Super Mario All Stars – uma coletânea de jogos do Mario para Snes – como Super Mario Bros.: The Lost Levels.

1991 foi o ano de um dos melhores jogos de todos os tempos: Super Mario Bros. 3. Voltando às raízes do primeiro jogo, SMB3 apresentava fases lineares, inimigos clássicos da série, como os goombas e os koopa troopas. Só que SMB3 se destaca tanto pois tem um level design de alto nível até mesmo para os dias de hoje, proporcionando diversão e desafio. A não linearidade ficou por conta do World Map, tendo cada mundo suas fases e o jogador, conforme o caminho que for fazendo, podendo pular ou não determinadas fases, visitar fases bônus, etc. O jogo apresentou novos power ups que se tornaram clássicos, como a roupa de guaxinim que fazia Mario voar ou a roupa de sapo, ajudando Mario na natação.

Super Mario World veio em 1992, fazendo o debut da série no Super Nintendo. O jogo é praticamente um aprimoramento do SMB3. Na verdade, este é o meu Super Mario favorito, talvez por ter sido ele a forma com que eu conheci o mascote da Nintendo. Power ups continuaram fazendo parte da franquia e o World Map do jogo é genial, com todos os mundos  se interligando e existindo variações tremendas para se passar de fase e avançar no jogo, como modos escondidos de se passar de fase, utilizando-se chaves para abrir caminhos alternativos no mapa, além do mundo da estrela, que era o mundo secreto do jogo. Em Super Mario World fomos apresentados a uma das figuras mais carismáticas da Nintendo: o Yoshi, o famoso dinossauro (geralmente verde, mas que também tem azul, verde, vermelho, etc) que passaria, desde então, a ajudar o encanador bigodudo em várias aventuras. Yoshi inclusive ganhou um jogo próprio em 1995 no Super Nintendo, chamado Super Mario World 2: Yoshi’s Island, onde os yoshis carregam Baby Mario nas costas por toda a ilha.

A grande reviravolta veio em 1997, com Super Mario 64. Apresentando pela primeira vez Mario em 3D, a Nintendo mostrou que sabia tratar o personagem de forma satisfatória no que tange à transição 2D para 3D. Aliás, Mario é uma das poucas franquias que tiveram extremo sucesso tanto em 2D quanto em 3D, pois percebe-se que o arqui-rival do Mario – Sonic – não teve o mesmo sucesso (infelizmente). A liberdade proporcionada pelo 3D na época fez os jogadores entrarem em êxtase. Agora Mario podia andar por todo o castelo da Princesa Peach, entrando em quadros, que eram as fases do jogo, para capturar estrelas e, então, poder ir para o encontro final com Bowser, o inimigo de Mario desde Super Mario Bros. A linearidade aqui foi totalmente combatida e Mario podia agora fazer diversos caminhos nas fases, que apresentavam os mais diversos objetivos e não somente ir até o final da fase. Quem não se lembra de apostar corrida pela primeira vez com um Koopa Troopa gigante em Bomb-omb Battlefield? Simplesmente épico e revolucionário! Super Mario 64 é até hoje uma referência gritante para os jogos platformers atuais. Talvez a maior crítica dos jogos de Mario em 3D seja a limitação quanto aos power ups, que geralmente funcionam apenas para determinadas fases e têm limite de tempo, diferente dos jogos anteriores em 2D, onde era possível passar qualquer fase utilizando qualquer power up. Era o power up que deveria ser adaptado à fase antes, mas a partir de Super Mario 64 a fase começava a se adaptar a eles. Yoshi, infelizmente, foi deixado de lado e é apenas um NPC no jogo.

Em 2002 veio Super Mario Sunshine, para o GameCube. Talvez este seja o Super Mario mais diferente de todos. Agora Mario encontra-se em uma ilha que encontra-se bastante suja e Mario deve, com a ajuda de uma máquina de jato de água – o F.L.U.D.D. – , limpá-la. É também um dos jogos mais difíceis do encanador, apresentando um level design bastante desafiador e de várias possibilidades, sendo o F.L.U.D.D. indispensável para isto, já que ele possui diversas habilidades diferentes, que auxiliam Mario na empreitada, mas tudo isso dependendo do nível de água disponível, o que tornam as coisas mais desafiadoras. Agora, ao invés de estrelas, Mario coleta Shines, mas a premissa é a mesma de Super Mario 64: no final do objetivo coleta-se a Shine, assim como as estrelas de SM64. Ah, e Yoshi está de volta em Super Mario Sunshine!

Em 2007 veio Super Mario Galaxy, para o Wii. Um jogo que desorienta o jogador de várias formas, principalmente usando a gravidade. Mario agora encontra-se em uma nave espacial e deve viajar por diversas galáxias para coletar estrelas de poder para ir cada vez mais ao encontro de Bowser e reconquistar sua querida princesa Peach. O level design do jogo é soberbo e mostra por que Super Mario ainda é referência para os jogos platformers. Agora o jogo apresenta vários planetas nas galáxias, e, conforme Mario os circula, fica de ponta cabeça, o que, de início, pode causar desconforto ao jogador, mas, conforme passa, este desconforto torna-se somente mais desafio e diversão. As possibilidades em Galaxy são quase infinitas e deixa os jogadores de queixo caído, desde a trilha sonora orquestrada (Nintendo, faça o mesmo com Zelda logo, por favor), passando pela arte estonteante (que tira pedra do Wii) e chegando até aos desafios impostos pelo jogo para que o jogador alcance a estrela de cada fase.

A seqüência de Super Mario Galaxy chegou em 2010, também para o Wii: Super Mario Galaxy 2. A seqüência é basicamente um aprimoramento do primeiro Galaxy, mas não tanto para soar ao jogador um mais do mesmo. O level design segue riquíssimo e agora Mario encontra-se em sua própria nave e, mais uma vez, só para variar, indo atrás da Princesa Peach, que foi seqüestrada novamente pelo Bowser. Yoshi mais uma vez aparece, diferentemente do jogo anterior, onde ele inexistia. Yoshi veio em Galaxy 2 para aumentar as possibilidades do jogo, expandindo ainda mais o que foi feito no primeiro Galaxy. A premissa continua a mesma do anterior, com a gravidade deixando o jogador por vezes desorientado, mas apresenta uma nostalgia bem maior: Galaxy 2 apresenta várias partes em 2D, além de uma galáxia idêntica a um mundo de Super Mario 64. Simplesmente maravilhoso o trabalho da Nintendo para com os dois jogos Super Mario para o Wii.

Concluindo, Super Mario é a franquia com a qual a Nintendo mais tem esmero e carinho. Tudo nos jogos da série é tratado bem e serve qualquer jogador de qualquer idade, apresentando dificuldade, desafio e diversão na medida certa. Parabéns pelos seus 25 anos, Super Mario Bros.! Que a Nintendo continue tratando você como merece, apresentando aos jogadores o mais fino do que existe quando se fala de jogos de plataforma. Mario é ainda uma das figuras mais carismáticas da Nintendo e de todos os tempos dos videogames, mesmo sem nunca emitir nenhum som além dos já conhecidos “Yahoo”, “Yipeee” e derivados.