[Fran’s Review] Batman: Arkham Knight

“-Batman, it’s probably a trap.

– I’m counting on it.”

Produtora: Rocksteady
Distribuidora:  Warner Bros. Interactive Entertainment
Gênero: Ação-Aventura
Versão Analisada: Xbox One
Plataforma: Xbox One, Ps4 e PC

Arkham Knight tem o início logo após os eventos do Batman: Arkham City, se preparando para concluir a história do super-herói nesse universo.

A história é muito bem apresentada, começando com uma narração do Comissário Gordon sobre os acontecimentos daquela época e te introduzindo àquela nova aventura contra o famoso vilão Espantalho.

Foi introduzido nesse jogo um novo vilão, sendo mais um dos que ajudam o Espantalho em sua missão de enlouquecer Gotham e o Batman, o Arkham Knight, quem passa a ter um papel muito importante no desenrolar da história, muitas vezes até deixando o vilão principal um pouco de lado.

Clique e leia sobre o desfecho da saga do Cavaleiro das Trevas

Anúncios

[Neto’s Review] Batman Arkham Origins

“When the mugger or the thief stops to think twice – that is fear. That is what I am.”

urlProdutora: Warner Bros. Montréal

Publisher: Warner Bros. Interactive Entertainment

Plataformas: PC, Playstation 3, Wii U, Xbox 360

Versão jogada para a análise: PC

Batman Arkham Origins é a terceira aparição do homem morcego na série Arkham, criada pela Rocksteady, iniciada por Batman Arkham Asylum (2009) e continuada em Batman Arkham City (2011). Ambos são considerados pela crítica em geral (inclusive pelo nosso site) um bom exemplo de uso de super-heróis em videogames, com jogabilidade profunda, fluída e com muito respeito ao personagem. Será que Arkham Origins, o terceiro jogo da série, viria para fazer bem à série ou jogar todo o legado Arkham aos quatro ventos de Gotham City?

Confira a análise completa clicando aqui.

[Consciência Gamer] A fina linha entre videogame e cinema

image

Essa semana saiu um artigo muito legal na Eurogamer chamado Systems vs. Stories (Sistemas vs. Histórias). O artigo, muito elucidador em diversos aspectos, trata basicamente da ambiguidade dos jogos atuais, que misturam técnicas de cinema com técnicas próprias dos videogames. As primeiras vêm de encontro primariamente com a história do jogo (stories) e as segundas com as mecânicas (systems).

Bom, não pretendo aqui fazer uma tradução do artigo da Eurogamer. Mas sim falar sobre uma pergunta que ficou na minha cabeça após lê-lo: onde estão os videogames?

Clique e continue lendo o artigo!

[Neto’s Review] Batman Arkham City

“Have you ever seen a flower die? Watched something that was once beautiful, so full of life, collapse and rot from within?”

Capa do jogo

ENREDO

Batman Arkham City é a seqüência do fenomenal Batman Arkham Asylum, de 2009. A prisão Arkham agora foi movida e não é somente um prédio agora, mas sim uma grande cidade onde os internos ficam livres para andar, matar e fazer outras coisas que os vilões do Batman adoram.

Quem comanda a anarquia toda é o Dr. Hugo Strange, velho antagonista do homem morcego. Durante todo o jogo, ouve-se uma contagem regressiva para algum plano de Strange, que ele chama de Protocolo 10.

Hugo Strange

O objetivo de Batman é descobrir que diabos é esse tal Protocolo 10 a tempo, pois obviamente não é algo saudável. O jogo inicia mostrando Bruce Wayne que agora concorre ao cargo de prefeito de Gotham City, fazendo um discurso sobre o quão errado ele pensa ser a megaprisão Arkham City, que seria uma afronta à segurança dos moradores da cidade de Gotham. Wayne, no entanto, é levado preso para dentro de Arkham City e é aí que o jogo tem início.

Não bastasse o Protocolo 10 de Hugo Strange, o outro foco do enredo de Arkham City vai direto ao Coringa, que está doente por algum motivo relacionado aos eventos ocorridos em Arkham Asylum dezoito meses antes. O palhaço está um trapo, como Batman logo descobre. Por razões que não serão tratadas aqui, o homem morcego adquire a mesma doença do Coringa.

O jogo então se torna uma corrida dupla: impedir o Protocolo 10 de Hugo Strange e encontrar a cura para a doença, que matará o Batman em questão de poucas horas. É no meio dessa corrida que entram famosos vilões do homem morcego no jogo, que podem ajudar ou não o herói.

Provavelmente somente nos jogos do Super Nintendo do Batman que se viu tantos vilões famosos reunidos em um mesmo jogo. Para citar alguns, além de Hugo Strange e Coringa: Arlequina, Mulher Gato, Duas Caras, Pingüim, Sr. Frio, Ra’s Al Ghul e Hera Venenosa [somente jogando as missões com a Mulher Gato, no entanto]. Isso para citar somente os que aparecem de fato nas missões principais, visto que nas secundárias encontram-se outros, como o Charada e Victor Zsaz, por exemplo. Há momentos no jogo onde os vilões se mostram solidários à causa do herói e acabam por ajudá-lo, mesmo após uma boa surra para convencê-los ou por simples jogo de interesses. A Mulher Gato é uma das principais que ajudam o Batman, e isso se vê principalmente jogando a DLC própria da mesma.

Arlequina e Batman

O jogo segue uma trama bastante sombria e séria e que é muito bem trabalhada, com pelo menos duas reviravoltas de fazer o queixo cair, apesar de uma delas ser um tanto óbvia conforme o jogo segue. Além da própria trama contada através das missões principais, o jogo possui várias informações que contam a história de Arkham City e dados sobre os vilões, que são adquiridas através de coletáveis. Tudo adiciona bastante à mitologia da cidade prisão e ao universo do Cavaleiro das Trevas, além de Easter Eggs fantásticos que dão margem a muita especulação acerca de um novo jogo da série, por exemplo.

A narrativa do jogo é muito fluída e mantém o jogador querendo saber o que acontecerá em seguida, visto que os eventos são muito rápidos e interligados.

JOGABILIDADE

Pense em Arkham City como um Arkham Asylum maior e melhorado. As mecânicas não mudam muito, mas os upgrades feitos na mesma são imperdíveis. Agora a prisão é uma gigantesca cidade e o jogo adotou um aspecto de sandbox, similar a Grand Theft Auto 4, Red Dead Redemption e Assassin’s Creed Brotherhood.

Essa escolha de ser um sandbox, e não somente um open world, dá a possibilidade do jogador realizar um grande número de missões secundárias espalhadas pelo mapa e eventos aleatórios como evitar assaltos a presos políticos em Arkham City. Isso deixa o jogo mais variado, profundo e, conseqüentemente, maior.

Batman sobrevoando Arkham City

A movimentação pelo mapa enorme da cidade é melhor realizada planando e lançando o grappling hook em prédios para ganhar velocidade e altitude. Enquanto voando, o Batman pode fazer mergulhos e voltar a planar, ou simplesmente ir em direção ao chão e acertar um vilão, iniciando uma briga em grande estilo.

O jogo apresenta agora uma espécie de bússola que marca onde está o próximo objetivo, que deve ser seguida para se chegar mais rapidamente ao local. No entanto, ela não leva até a porta de entrada do local muitas vezes e o jogador deve pensar por si mesmo como fazer para entrar nos prédios marcados como objetivos. Nada muito complicado, no entanto. Outras vezes o local do objetivo está escondido ou impossível de ser identificado. Nesse caso, o intelecto do Batman age e configura uma possibilidade para chegar ao local. Para localizar o Sr. Frio, por exemplo, é ativado um medidor de temperatura, que deve ser utilizado para encontrar o ponto mais frio de Arkham City, sendo este o provável local do esconderijo do vilão.

O combate continua seguindo a mesma fórmula do anterior, baseada em combos e em contra-ataques. A grande maioria das lutas é realizada com vários inimigos no entorno tentando atacar o Cavaleiro das Trevas ao mesmo tempo e este deve utilizar suas estratégias e acessórios, como a grappling hook, batrangs, entre outros, de modo a melhor combatê-los. O combate agora parece mais fluído e rápido, o que o deixa um pouco mais difícil do que no jogo anterior, mas nada que seja impossível ou frustrante. Muito pelo contrário, o combate é excelente e é um dos maiores destaques do jogo.

Finalizando um inimigo

Os inimigos comuns agora são mais variados e exigem novas estratégias e muito reflexo por parte do jogador. Ao mesmo tempo poderá vir inimigos com roupa blindada contra ataques comuns do homem morcego, outros com escudo e outros com facas, exigindo pensamento rápido e dedos igualmente rápidos.

Muitas vezes o jogador se verá em uma sala ou área (quando nas ruas de Arkham City) onde há inimigos com armas de fogo ou até mesmo snipers. Confronto direto com estes é loucura e levará à morte certa em poucos tiros. O mais indicado no caso é o confronto em stealth, de modo a surpreendê-los silenciosamente. Para tanto, o jogador deve utilizar gárgulas e plataformas que estiverem posicionadas em posição elevada, o que o faz ficar na escuridão e impede que seja visto com facilidade. Caso seja visto realizando alguma execução e identificado, o ideal é subir para estas posições altas e ir alternando entre elas, de modo a fazer os inimigos perderem o Cavaleiro das Trevas de vista.

Para a identificação mais fácil das posições dos inimigos, é ideal a utilização da visão de raio-x do Batman. Muito criticada no jogo anterior, ela está de volta em Arkham City, mas é crucial para a elaboração das estratégias antes de entrar em combate aberto e localização de portas, dutos de ventilação ou falhas estruturais que resultariam na abertura de novas passagens através de explosão. E é muito menos utilizada do que no jogo anterior, diga-se de passagem.

Visão de Raio-X

Os upgrades de combate, armadura e acessórios são na base de pontos de experiência que são obtidos por meio de combate, execuções ou por pegar coletáveis como troféus do Charada. São de importância alta, visto que alguns pontos só são atingidos caso se tenha alguma atualização de acessório, bem como também é importante aumentar a proteção que a armadura do Batman possui tanto para combate quanto contra tiros.

Como no anterior, o Charada continua fazendo suas… ahn… charadas para o Batman. Mas elas só são ativadas através de uma missão secundária. Caso não se passe por missão, o jogo todo se passará sem a intervenção do vilão de roupa verde cheia de pontos de interrogação. Um ponto negativo das charadas é que agora, devido a ser um mundo aberto, uma mesma área possui inúmeras charadas, e essas só são visíveis através do menu de jogo, ficando mais difícil sua localização e por vezes descobre-se uma charada sem nem mesmo saber que havia uma no local.

Batman utilizando um de seus acessórios. Ao fundo vê-se o Charada em uma projeção.

Uma coisa irritante, no entanto, é a impossibilidade de se desligar o rádio comunicador enquanto se está nas ruas ou nos céus de Arkham City. O tempo todo ouve-se a voz de capangas ou de algum vilão falando sem parar. No início é interessante e até mesmo divertido, mas depois vai ficando chato e chega ao ponto de irritar. Ouvir as conversas dos capangas nas ruas a todo momento é até explicável quando próximo deles, mas ficar ouvindo o rádio a todo o momento acaba por ser um tiro no próprio pé, visto que não dá para desligá-lo.

Após finalizado o jogo no Normal ou Difícil, há a opção de um New Game +, onde o jogo reinicia, porém já com todas os upgrades realizados na primeira jogatina e com inimigos mais fortes. É uma boa adição a quem quer uma experiência mais desafiadora ainda do jogo.

SOM

Como anda sendo comum nos jogos dessa geração, Batman Arkham City apresenta uma trilha sonora orquestrada excelente. Músicas perfeitas que casam com as situações, algumas até mesmo apresentando corais, deixando muito mais tensão e adrenalina no jogo.

A theme song orquestrada do jogo

As vozes dos personagens principais são muito boas e transportam bem o caráter e clima de cada um. A voz dos vilões são excelentes, principalmente  do Coringa e do Duas Caras. As vozes dos capangas, no entanto, são muito reutilizadas e é comum encontrar vários capangas que falam com a mesma voz. Não é uma falha grotesca, mas é algo que poderia ter sido melhor realizado.

GRÁFICOS

Sem muita diferença em relação ao jogo anterior nesse quesito, o que é, em partes, uma grande vitória, visto que Arkham City é muito maior e muito mais aberto. O jogo continua escuro e com grandes cenários bem trabalhados e detalhados.

A enorme Arkham City

A versão analisada aqui é a do Playstation 3 e conta com carregamentos de textura perceptíveis em alguns momentos. E em um em especial as texturas demoraram um tempo um tanto grande para carregarem. Nada muito recorrente, no entanto.

Duas Caras muito bem caracterizado

Os modelos continuam emborrachados, e as expressões faciais são, mais uma vez, fracas, com a exceção do Coringa, é claro, que mesmo no jogo anterior já era o único personagem com grandes expressões faciais.

O expressivo Coringa

VEREDITO

O jogo mais ousado de super herói já feito (no bom sentido da ousadia, pois se formos pensar no mau sentido, certamente Superman 64 leva o título) na minha opinião. O jogo é uma excelente seqüência para o já excelente Arkham Asylum e traz um Batman maduro encarando seus maiores vilões.

Batman Arkham City é um jogo obrigatório não só para os fãs do Homem Morcego, mas para todos que curtem um jogo grande, profundo, com ambientação caótica e bem detalhada, tudo orquestrado por uma excelente trilha sonora. Mesmo com suas falhas, é o melhor jogo do ano para este que vos escreve!

Batman Arkham City está disponível para Xbox 360 e Playstation 3 e em breve estará também nos PCs.

O Cavaleiro das Trevas e a Mulher Gato

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0

+ Enredo maduro e mais bem trabalhado do que em Arkham Asylum

+ Todos os vilões principais muito bem trabalhados

+ Jogo detalhista em todos os sentidos na mitologia do universo Batman

+ Reviravoltas no mínimo sensacionais

JOGABILIDADE: 9,0/10,0

+ Combate mais desafiante ainda

+ Jogo extremamente fluído nas missões principais

+ Enorme gama de acessórios e upgrades

+ Missões secundárias empolgantes

+ Muito o que fazer por Arkham City

– Sensação de desorientação em alguns momentos

– Rádio irritante

– Charadas mal explicadas ou mal posicionadas

SOM: 9,8/10,0

+ Trilha sonora orquestrada impecável

+ Vozes dos principais personagens excelentes

– Vozes repetitivas dos capangas

GRÁFICOS: 8,5/10,0

+ Cidade grande e detalhada

+ Modelagem e caracterização fantástica dos vilões e heróis

– Carregamento em real time de texturas em alguns momentos

– Modelos emborrachados e sem boas expressões faciais

NOTA FINAL: 9,5/10,0

[Neto’s Review] Batman Arkham Asylum

“Welcome to the Madhouse!”

Capa do jogo

ENREDO

O Coringa armou uma cilada para o Batman e arrumou uma rebelião dentro do Arkham! Sim, este é um resumo muito simplificado, porém conciso do que acontece em Batman Arkham Asylum. No jogo o jogador é, obviamente, o Batman (no PS3 é possível ser o Coringa, mas não vou me prender a este, pois nunca joguei sendo o vilão), o tão famoso Homem Morcego, personagem criado quando nossas avós ainda iam em bailes de carnaval.

Coringa no início do seu plano

Batman já esteve presente de várias formas, seja em quadrinhos, desenhos animados ou filmes. O herói já teve seu lado cômico, como naquele antigo seriado, onde cada soco e chute dado víamos explodindo na tela vários “SOC”, “POW”, dentre outras onomatopéias. O lado mais badass do super herói sem nenhum super poder (o que faz ele ser ainda mais badass) é provavelmente aquele apresentado nos dois últimos filmes oficiais sobre o universo do Homem Morcego: em Batman Begins e em O Cavaleiro das Trevas. Arkham Asylum nos traz uma versão mais próxima destes dois últimos filmes, onde vemos um jogo escuro, um Batman silencioso, que prefere ser um predador silencioso do que um mero fanfarrão que desfere socos e chutes a toa.

O enredo, porém, nem chega aos pés das duas super produções cinematográficas. Infelizmente, a história de Arkham Asylum beira o clichê, com o Coringa manipulando toda a operação de do hospício, fazendo da vida de todos um inferno. É um enredo adulto, no entanto, cheio de mortes, torturas, dentre outras coisas que nós sabemos que o nosso amigo Coringa adora.

Não se deve, porém, analisar o enredo de Batman Arkham Asylum somente pelo grosso da história. O jogo possui suas minúcias, seus momentos épicos, principalmente aqueles momentos onde o Espantalho está envolvido. Dirigir o todo poderoso cavaleiro das trevas encarando seus traumas infantis não tem preço. O destaque fica para a cena onde Batman é levado a reviver o dia da morte dos pais.

Outro destaque é o número de vilões clássicos presentes no jogo, o que traz bastante variedade e aguça o jogador a querer avançar no jogo para enfrentar seu inimigo favorito (se ele estiver presente). Um vilão interessante é o Charada, que mantém contato com o jogador o tempo todo, propondo charadas (uau, sério?) para que o jogador explore bastante o cenário.

JOGABILIDADE

Este é, provavelmente, o quesito onde Batman Arkham Asylum vence e se faz grande. E, quem sabe, se faz o melhor jogo de super herói de todos os tempos. A variedade em Arkham Asylum é grande.
Arkham Asylum é um jogo, acima de tudo, linear, porém conta com um cenário bastante grande. O jogador, a todo momento, tem seu objetivo apontado no mapa (que pode ser acessado a qualquer momento). A forma como ele vai chegar até lá geralmente é só por um caminho. Rotas alternativas são praticamente inexistentes. Isto não faz do jogo desagradável, apesar de grande parte dos jogadores de hoje em dia reclamarem de linearidade. Com uma movimentação bastante fluída e com várias formas de se mover pela sala (desde simplesmente andando, até por possibilidade de se viajar pelo teto, usando a Grappling Hook por gárgulas), andar do ponto A ao ponto B em Arkham Asylum é bastante prazeroso.

Batman sobre uma gárgula

Conseqüentemente, o jogador virá a encontrar vários inimigos. Geralmente eles vêm em grupo. Com o desenrolar do jogo, inimigos mais fortes, com diferentes armas aparecerão. O combate em Arkham Asylum é, assim como sua movimentação, bastante fluído e até mesmo intuitivo. Nunca foi tão legal desferir socos e observar finalizações em um jogo de super herói. Enquanto o jogador está desferindo um milhão e quatrocentos e cinqüenta e dois mil socos em um inimigo, outro se prepara para atacar o cavaleiro das trevas. É aí que entra o CONTRA ATAQUE de Batman, uma excelente adição ao jogo, o que torna o combate muito mais fluído e bacana de se realizar. Arkham Asylum é certamente um jogo onde você não vai querer simplesmente passar correndo pelos inimigos, pois seu combate é muito divertido. Estes dois são os golpes convencionais: ataque normal e contra ataque. O jogador, porém, por diversas vezes, encontrará inimigos com a capacidade mental maior do que a de uma criança de um ano e meio que defenderá suas investidas. Batman possui um ataque que utiliza sua capa, atordoando o inimigo, fazendo-o, assim, vulnerável aos seus ataques. É possível (e muitas vezes necessário), também, utilizar o Grappling Hook nos lunáticos, trazendo-os para perto e, então, executando os combos, que são contados conforme seus hits sobre os adversários. É possível também o uso de Bat Rangs, aquele acessório com o formato do símbolo do Batman, que o herói atira contra os inimigos. Quanto mais perfeito for a execução do combate do jogador, mais pontos de experiência Batman ganha e, com isto, pode-se comprar, a cada nível subido, um upgrade, seja ele para a sua armadura, adicionando mais pontos de vida ao cavaleiro das trevas, ou para seus equipamentos.

Combate em Arkham Asylum

Nem só de batalhas frente a frente vive Batman. Muitas vezes a melhor estratégia é pelo caminho do silêncio, do stealth. Isto funciona muito bem em Arkham Asylum. Não adianta ir de encontro a um inimigo equipado com uma arma de fogo, por exemplo, pois é praticamente suicídio (Batman perde muita energia neste caso). A melhor estratégia, portanto, é pegar o inimigo pelas costas, executando um golpe silencioso, pondo o inimigo para dormir (para sempre, no caso). Ou ir de gárgula e gárgula, utilizando a grapple, pegando os inimigos desprevenidos e pendurando-os (é necessária um upgrade para este movimento). O stealth pode falhar, no entanto. Se um inimigo equipado com uma metralhadora te vê, ele começará a atirar. Não se preocupe: é só jogar a Grappling Hook para cima e esquivar de gárgula em gárgula até que o inimigo perca você de vista. Mas será grande o número de vezes em que o jogador morrerá neste caso. Portanto, faça o possível para não ser visto.

O cavaleiro silencioso

As Boss Battles são bastante diferentes entre si, o que traz mais variedade ainda ao jogo. Cada boss requer um jeito diferente de combate. É impossível derrotar Bane da mesma forma que se derrota Poison Ivy, por exemplo.

Killer Croc, um dos chefes do jogo

Batman conta, para a exploração do cenário e execução de estratégias de abordagem nos inimigos, com muitos de seus equipamentos extremamente caros (e extremamente úteis). O jogador, conforme o passar do jogo, ver-se-á na necessidade de, por exemplo, explodir uma parede. Batman possui um gel explosivo (ele é tão rico que possui um gel que explode), que é aplicado sobre estruturas frágeis e, com um toque no botão do comando, a parede (vamos supor que a estrutura frágil seja uma parede no caso) cai, com uma pequena explosão. Outras adições são a grappling hook, um detector de sinais que faz com que sistemas de segurança caiam e o jogador possa acessar portas trancadas anteriormente, dentre outros. Talvez o acessório mais utilizado seja a visão de raio-x.

Batman usa seu Gel Explosivo

E é a visão de raio-x uma tortura muitas vezes. O jogador ver-se-á utilizando este acessório a maioria das vezes. Fica fácil, desta forma, enxergar onde estão os inimigos, onde estão os reféns, onde há uma porta, onde há uma estrutura frágil. Não que isto seja de todo ruim, muito pelo contrário: é bom para bolar estratégias. Mas cansa sempre ficar em uma visão toda azulada, vendo o esqueleto das pessoas em grande parte do jogo (além do que isto talvez estrague a beleza e a riqueza dos cenários).

A maior variedade do jogo acontece nos combates contra o Espantalho, onde é apresentado em sua maioria um cenário com jogabilidade 2D side-scroller. Nestes estágios, Batman deve sempre se esconder do raio de visão do Espantalho. Se ele ver nem que seja a ponta da capa do cavaleiro das trevas, é o fim da linha, tela de game over aparece com palavras de pouco carinho do nosso amigo que adora um gás alucinógeno.

Game Over

O jogo apresenta vários extras, constituídos de Desafios que podem ser acessados pelo menu principal. Quando terminado o jogo, Batman volta para o Arkham e lá pode fazer tudo o que foi deixado para trás, principalmente pegar Riddler Trophies esquecidos durante a campanha do jogo ou para matar as charadas do Charada.

SOM

O trabalho sonoro em Arkham Asylum foi levado a sério. Excelentes dublagens, principalmente em se tratando da voz grave de Batman, ou nas risadas do Coringa e no seu jeito esganiçado de ameaçar tanto Batman quanto o povo de Gotham.

O som ambiente também é excelente, ouve-se sons de chuva, de trovão e etc, tudo bastante verossímil (não, não faz TIGAU-GAU). Os sons dos golpes também são excelentes, ajudando ainda mais na diversão que é dar uma surra nos lunáticos.

A trilha, assim como nos filmes, é toda orquestrada, o que é excelente, porém esta se faz bastante sutil, casando com o ambiente. Foi deixada em segundo plano a trilha sonora, ela não aparece diretamente, não é possível ouvi-la diretamente a todo momento. Talvez seja ruim este ponto, pois Batman pede por uma trilha mais presente. Por outro lado, isto ajuda no clima de desolação e caos no qual o asilo se encontra.

(Música tema de Batman Arkham Asylum)

GRÁFICOS

Muita dedicação ao cenário, mas pouca dedicação aos personagens, principalmente em cut scenes que usam os gráficos in-game. Os personagens são praticamente sem expressão alguma. Um personagem assustado é exatamente igual a um personagem feliz, por exemplo. A única expressão bem trabalhada talvez seja a do Coringa. As CGs, que não são muitas, são muito bem feitas e têm tomadas dignas de cinema.

CG do início do jogo

Coringa sorrindo... mas ele está sempre sorrindo com esta maquiagem!

O cenário, porém, é muito bem trabalhado e o trabalho de física do jogo é soberbo. Neste ponto, Batman Arkham Asylum prova que um jogo de super herói tem tudo para ser também um super jogo enquanto na montagem do cenário, o que só faz aumentar o clima caótico e insano que o jogo nos quer apresentar.

Chuva em Arkham Asylum

Arkham Asylum é um jogo escuro e usa isto a seu favor: a iluminação é soberba durante todo o jogo, a transição de um local extremamente escuro para um extremamente claro é muito bem feita. Talvez não seja a melhor iluminação da geração, mas certamente é uma das melhores, o que eleva ainda mais este jogo ao nível de uma super produção.

VEREDITO

Batman Arkham Asylum é um jogo que vem para provar que nem todo jogo baseado em super herói precisa ser, necessariamente, uma porcaria, como muito se vê por aí. Não é meramente um Batman que foi digerido e, posteriormente, vomitado para o jogador. Arkham Asylum procura construir um universo único, independente de tudo o que já foi feito sobre Batman, porém respeitando todos os limites que fariam os mais fanáticos de Batman se rebelar caso fossem transgredidos. É um must play da geração, um dos melhores já feito, com uma das jogabilidades mais viciantes e legais da geração. Infelizmente o enredo é bastante clichê (acho que eu estou mal acostumado depois de Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas) e as expressões faciais são simplesmente inexistentes. Tudo isto pode ser relevado, no entanto, pois é um jogo desafiador, com escolhas de dificuldades e bastante variado, com bastantes recompensas para o jogador que desejar completar 100% do jogo, como liberação de perfis dos personagens, dentre outros.

Batman Arkham Asylum está disponível para Xbox 360, Playstation 3 e PC.

Batman e Coringa

NOTAS

ENREDO: 7,5/10,0
JOGABILIDADE: 9,5/10,0
SOM: 8,5/10,0
GRÁFICOS: 9,0/10,0
NOTA FINAL: 9,2/10,0