[Crossover] O fenômeno Assassin’s Creed

Você pode dizer o que quiser sobre Assassin’s Creed. Pode amar, odiar ou nem ligar. Mas uma coisa é inegável: a série faz um enorme sucesso e seu barulho é tão alto que é ouvido em outras mídias, não somente nos videogames.

Acho que Assassin’s Creed não precisa muito de apresentação, mas, como é de muito meu agrado falar sobre a série, explicarei rapidamente do que se trata. A franquia da Ubisoft é, acima de tudo, sobre Desmond Miles, um rapaz que vive em um futuro muito próximo ao nosso que possui antepassados assassinos. Mas não assassino que nem os que aparecem frequentemente no programa do Datena, mas sim pessoas parte de um clã milenar que era conhecido como hassassin na época das Cruzadas.

É nas memórias embutidas dos ancestrais de Desmond embutidas em seu DNA, acessadas por uma máquina de alta tecnologia chamada Animus que o jogador encontra suas missões e objetivos. Até agora conhecemos dois ancestrais: Altaïr, um assassino árabe da época das Cruzadas e Ezio, italiano, da Renascença. O terceiro conheceremos esse ano: Connor, um nativo-americano do período das guerras de independência dos Estados Unidos.

Os três assassinos

Assassin’s Creed hoje, contando com jogos para PC, Xbox 360 e Playstation 3 conta com quatro jogos (e o quinto está prometido para outubro) e é uma das séries mais importantes e influentes da geração (isso sem falar nos outros jogos lançados para portáteis, celulares, Facebook, Android, iOS…). Imagino eu que no futuro será difícil falar de Xbox 360 ou Playstation 3 sem nos lembrarmos de Assassin’s Creed. E não só pelos jogos, mas também pela tentativa (de sucesso) da Ubisoft de expandir a série para outros mercados.

Graphic Novels e Quadrinhos

O primeiro extra da série foi como uma graphic novel de oito páginas que vinha na edição especial de Assassin’s Creed. Até aí tudo bem, isso é, aliás, muito comum até hoje em dia no mundo dos videogames, que sempre busca dar um extra a mais para tentar fazer os jogadores comprarem um jogo original. A graphic novel serve para introduzir os dois personagens principais do jogo: Desmond Miles e Altaïr Ibn-La’Ahad.

Há também outras três graphic novels que focam em Desmond e seus vários ancestrais, primeiramente exclusivamente em língua francesa (a Ubisoft é do país do croissant). Depois foram traduzidas para o alemão, holandês, polonês e italiano. Os três volumes são chamados de Desmond, Aquilus e Accipiter. Um lançamento nos Estados Unidos é previsto para outubro.

O quadrinho de Assassin’s Creed conhecido no Brasil é Assassin’s Creed: A Queda (Assassin’s Creed: The Fall, no original), publicado aqui pela Panini Comics. O volume conta a história de outro assassino e outro descendente. Agora foca na jornada de um assassino russo chamado Nikolai Orelov, no final do século XIX e início do XX, sendo essas memórias revividas por Daniel Cross, que vive no tempo presente. A sequência do quadrinho – Assassin’s Creed: The Chain – ainda não saiu em terras tupiniquins e é continuação direta do anterior. Um terceiro volume, chamado Assassin’s Creed: Subject Four, está previsto.

Filmes e animações

A primeira tentativa da Ubisoft de entrar no mundo dos filmes com Assassin’s Creed foi uma série de três pequenos filmes chamados de Assassin’s Creed: Lineage. Os três episódios servem de prelúdio para o segundo jogo da série e traz o pai de Ezio, Giovanni Auditore da Firenze, como protagonista. Foram lançados todos entre outubro e dezembro de 2009, finalizando em quase quarenta minutos de série ao todo. É encontrado oficialmente no Youtube, mas também pode ser encontrado disponível completo e com vários extras em bluray.

Rodrigo Bórgia, ao fundo, e Giovanni Auditore, à frente.

Para promover Brotherhood e Revelations, a Ubisoft criou, a partir do Ubiworkshop, duas curtas animações: Assassin’s Creed: Ascendance e Assassin’s Creed: Embers. A primeira servia como um elo de ligação mais forte entre Assassin’s Creed II e Brotherhood, mostrando a consolidação de poder de Cesare Borgia, enquanto a segunda dá um final de fato à vida de Ezio.

E para coroar foi anunciado um filme de verdade da série. Mas nada muito relevante foi revelado sobre ele, apenas que Michael Fassbender (o Magneto de X-Men: Primeira Classe) irá produzir e estrelar como personagem principal. E o mais incrível é que é a própria Ubisoft que está ditando o desenvolvimento, prometendo manter sólidas as bases da franquia, com uma boa adaptação do videogame para a telona. Resta esperar que pelo menos saia do papel e possamos assistir até 2014, quando foi prometido ser lançado o filme.

Livros

Sem dúvidas é aqui onde a série mais foi longe (além dos próprios jogos). A série já conta com quatro livros (somente três disponíveis em português) escritos por Oliver Bowden. Os livros são (as datas de lançamento são dos Estados Unidos):

Assassin’s Creed: Renscença (2009)

Assassin’s Creed: Irmandade (2010)

Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta (2011)

Assassin’s Creed: Revelations (2011 – ainda não publicado no Brasil)

Assassin’s Creed: Forsaken (prometido para esse ano nos EUA)

Os três primeiros livros da série.

Os livros buscam inspiração nos jogos, mas tem suas diferenças e adaptações. Renascença, Irmandade e Revelations narram os feitos de Ezio durante seus três jogos, enquanto A Cruzada Secreta trata de feitos de Altaïr. Forsaken pretende trazer aos livros a aventura de Connor que será vivida em Assassin’s Creed III.

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A série é um sucesso inclusive no Brasil, onde Renascença foi publicado com bastante receio – e se viu rapidamente esgotado das prateleiras, precisando de pelo menos mais duas levas (uma maior do que a anterior)!

Assassin’s Creed é claramente um fenômeno mercadológico e a Ubisoft investe cada vez mais pesado na série. Até mesmo no Brasil, um país com pouca cultura de videogame em comparação com os do primeiro mundo, se viu até mesmo gigantescos outdoors divulgando algum jogo da série (especialmente Revelations), teve um dos volumes do quadrinho publicado e os livros vendem cada vez mais, inclusive para pessoas que nem sequer imaginam que Ezio é um personagem de videogame quando adquirem seu exemplar de Renascença.

E isso sem falar em action figures, acessórios inspirados na série (como jóias), pessoas se tatuando por aí com imagens da série…

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Sorteio do livro Assassin’s Creed: Renascença!

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E aí, pessoal!

Dessa vez estou aqui com um sorteio imperdível para quem gosta de games e também de ler! 

A página do Facebook do Jogador Pensante está sorteando o livro de Oliver Bowden Assassin’s Creed: Renascença, que narra a saga de Ezio em Assassin’s Creed II, nos videogames.

Para participar, acesse a o link abaixo e siga as regras na descrição:

SORTEIO

Boa sorte a todos!

[Choose your character] Ezio Auditore da Firenze

**O conteúdo a seguir contém spoilers!**

Eu não estava preparado. Fiquei apavorado, sem saber o que fazer. E agora, para onde ir? Por onde começar? Precisava fugir, me esconder, procurar vingança. Precisava me tornar o homem que meu pai sempre quis.

De uma coisa eu sabia, eu deveria ir atrás dos traidores que mataram minha família e continuar o trabalho de meu pai, afinal, eu era um Auditore.

Tio Mario e meu grande amigo Leonardo da Vinci me ajudaram, assim como minha irmã e minha mãe me deram forças e motivos para continuar lutando. Fui pego desprevenido, mas estava determinado a continuar. Esse era meu destino, não havia outra escolha, eu tinha que treinar e me tornar o que meu pai foi, mesmo sem eu saber. Eu devia me tornar um Assassino.

Nunca pensei que chegaria a esse ponto, ao de matar pessoas, não importa o motivo. Mas não importa mais, estou em guerra com os templários de Rodrigo Borgia e seus seguidores. Não tem mais volta.

Em todos os lugares, em cada esquina e em todas as ruas, havia cartazes com meu rosto, como procurado pela igreja. Eu era muito jovem, mas mesmo assim com maturidade o suficiente para encarar os fatos e meu destino.

Lembro-me bem desse tempo, onde tudo era incerto e eu não tinha muita referência de qual caminho seguir. E mesmo assim continuei seguindo em frente, e mesmo após eu conseguir minha vingança, percebi que meus objetivos não tinham parado por ali. Eu deveria continuar com minha irmandade, continuar formando Assassinos, pessoas que não suportam o abusivo poder da igreja, podendo assim continuar lutando e levando adiante essa ideia. Nada é verdade. Tudo é permitido.

Demorei a entender o significado de tal filosofia, mas finalmente entendi, e minha vida passou a ter um verdadeiro propósito. Eu deveria continuar, não tinha mais volta.

Ao dizer que nada é verdadeiro, é perceber que os fundamentos da sociedade são frágeis, e que devemos ser pastores da nossa própria civilização. Dizer que tudo é permitido, é entender que nós somos os arquitetos de nossas ações, e devemos viver com as suas consequências, sejam gloriosas ou trágicas.

Tornei-me um Mestre Assassino por ter a vontade de espalhar meus ensinamentos e o propósito da irmandade aos necessitados e interessados, e assim encontrei muitas verdades e mistérios, inclusive o antigo artefato mágico, chamado de Maçã do Éden. Então é isso que os templários procuram, é isso que tenho que proteger. Mas o que fazer agora?

Foi assim que continuei, buscando a justiça de toda a população, pensando não só na minha irmandade, mas sim no objetivo que todos nós seguíamos: o de dar um novo e melhor amanhã para cada cidadão. Precisávamos continuar, não podíamos parar para descansar.

E foi assim que se seguiu. Um após outro, sendo vingado e levado à justiça. A verdade foi escrita com sangue, e assim permanecerá.

Até que em certo momento, deixando meus ensinamentos com os melhores e mais confiáveis, segui em outro propósito. Agora era a história do Mestre Assassino Altaïr que me intrigava. Eu sabia que ele tinha deixado algo para outro Mestre encontrar e levar adiante em seu legado, só era preciso saber onde encontrar este lugar, e por onde começar.

Esta aventura me levou à antiga sede dos Assassinos, em Masyaf, no oriente médio. Não foi fácil abrir a biblioteca de Altaïr, mas quando consegui, não conseguia acreditar em meus olhos.

O que era aquilo? Era o próprio e antigo Mestre Assassino, morto em sua própria biblioteca, segurando seu legado. Era outra Maçã do Éden, outra aventura a se seguir, mas eu estava velho demais para isso. Decidi fazer o mesmo que o grande Mestre fez e deixei meu legado para o próximo grande Assassino.

[Consciência Gamer] Games: Brincando com a história

E.V.O. Search for Eden

Há tempos os games não trazem apenas o controle de um personagem sob um objetivo, como também dissolvem elementos extras para que o jogador tenha uma experiência mais rica e intensiva. Podemos ver exemplos como E.V.O. Search for Eden (SNES), Spore (PC, Wii) e FloW (PSP, PS3), que usam como tema principal a evolução da forma de vida sob um ambiente. É possível encontrar temas mais específicos, como a introdução ao mundo mitocondríaco com Parasite Eve, ou o tema médico de Trauma Center.

Mas não apenas do lado da ciência os games estão apoiados, como também muito material histórico é relembrado através de polígonos.

Série Uncharted

Um dos exemplos disso é a série Uncharted, protagonizado por Nathan (Nate) Drake, suposto parente de Francis Drake, um famoso navegador inglês do século XVI. A trilogia da Naughty Dog leva Nate para conhecer diversos pontos do mundo atrás de vestígios de aventura de seu parente(?) que, por sua vez, o leva a locais e/ou tesouros jamais vistos pela humanidade. Apesar do óbivo conteúdo fictífio, a série não deve em conteúdo informativo legítimo, como em Uncharted 3, onde os personagens comentam sobre Francis ter sido nomeado pela Rainha Elizabeth I, por exemplo.

Red Dead Redemption

Já a série Red Dead leva o jogador ao velho oeste, muito visto sendo retratado em filmes de “bang-bang”. Em Red Dead Redemption, a representação é bem mais fiel e detalhada, levando o jogador a viver a introdução tecnológica para a terra sem lei norte-americana no início do século XX. O jogador não apenas sente na pele os fatos históricos acontecendo enquanto o enredo flui, como também pode palpar inúmeros elementos que eram mais utilizados ou simplesmente só existiam naquela época.

Série Assassin’s Creed

Com a série Assassin’s Creed, o jogador experimenta diversas eras e fatos históricos, já que em cada jogo é retratada uma em específico. Indo desde a Cruzada dos Reis até a Renascença, o jogador pode aprender jogando detalhes históricos como o surgimento e importância dos templários, o poder e influência da igreja e a importância científica e artística de homens como Leonardo da Vinci para a humanidade.

E essas são apenas algumas franquias que retratam os passos do homem ao longo dos anos, narrando-as da forma mais deliciosa que o próprio já criou: os videogames. A história mudou, e dizer que o atual entretenimento eletrônico não traz benefício nenhum, é passado.

[Especial Melhores de 2010] Assassin’s Creed Brotherhood

Assassin’s Creed: Brotherhood foca-se nos desdobramentos da época Renascentista de Roma. A trama continua nas mãos de Ezio Auditore da Firenze. Com o passar dos anos, Ezio transformou-se — juntamente com suas habilidades sobre-humanas — em uma verdadeira lenda entre os seus contemporâneos… E também em uma “pedra no sapato” lendária para alguns sujeitos importantes do período da Renascença.

Em relação a Assassin’s Creed 2, mantém-se o vilarejo particular do protagoinsta. Monteriggione mais conhecida como “Villa Auditore” renasceu das Ruínas e se tornou uma cidade muito famosa, sua renda se tornou alta e até tiveram a oportunidade de armar a Cidade com Canhões e um Grande exército pessoal de Mercenários de Mario Auditore (Tio de Ezio).

Graças à notoriedade acumulada ao longo dos anos, Ezio agora ganhou reforços. Trata-se de belos guarda-costas que acompanharão o herói em diversas missões que, se encaradas individualmente, seriam nada menos que suicidas. No que diz respeito à trama, trata-se do novo esforço coletivo para devolver o equilíbrio da Itália renascentista. Uma vez acompanhado por esses reforços, você tanto poderá ordenar ataques diretos a inimigos, como ainda pedir uma oportuna chuva de flechas para facilitar as coisas.

(Tão habilidoso que faz seus Inimigos parecerem aspirantes a Soldados).

A Jogabilidade do jogo permaneceu quase a mesma (Também é difícil melhorar algo que ja é quase perfeito!) porém certas adições muito interessantes foram feitas. O time da Ubisoft mecheu justo no ponto fraco de algumas partes de batalha, que eram em cima dos cavalos! Você agora pode fazer todo tipo de coisa com seu cavalo, de counter-kills até uma estratégia de fuga. Isso tudo torna o jogo ainda mais aproveitável. O sistema de Compra de Armaduras ainda existe e agora também existe a adição de Quests para liberar certas armaduras. O jogo tem vários tesouros espalhados por todo campo do mapa, assim como Assassins Creed 2, porém ao invés desses tesouros lhe darém dinheiro (Florins) agora lhe dão Itens dos mais diversos que são necessários para liberar certas quests do jogo.

(Quem disse que só o Cachorro pode ser o Melhor Amigo do Homem?).

A grande inovação da Série! O modo multiplayer conta com modos de Assassino e Perseguido, como Wanted (Um free-for-all onde quanto mais você matar, mais você sera perseguido!) e também conta com combates entre times para deixar tudo mais divertido. Neste modo também você libera Perks ou Habilidades especiais de Acordo com seu Nível de Experiência (Máximo 50) e além disso libera também Equipamentos Aprimorados e novas cores de Roupas para seus personagens.

(Médicos, Cortesãs, Ferreiros ou Barbeiros, escolham suas Armas e Lutem por suas Vidas!)

Porque o jogo merece ser o Melhor de 2010? Após tudo isso, você ainda acha que devo falar? Os Gráficos, a história, o ambiente, as músicas, as vozes, a jogabilidade, o modo multiplayer, a inovação e o Nome da Série são todos os fatores. Assassins Creed Brotherhood ganhou o Prêmio de melhor Action/Adventure de 2010 pela VGA e vem coletando mais de 20 prêmios de Melhor do Ano em certa categoria por várias Revistas e Sites conceituados. Por mim seria GOTY (Mas sou muito Fã da série, ja era de se esperar isso). Resumindo tudo, este é um dos jogos que todo mundo deve zerar antes de Morrer!

(Arrivederci! – Requiescat in Pace).