[Consciência Gamer] Soltem Ezio Auditore da Firenze, ele é inocente!

Ele é inocente!

Ele é inocente!

Ah, mais um episódio de violência no Brasil. Banalizada como ela só, na maioria das vezes nem nos importamos. Ouvimos coisas como “matou a mãe”, “matou o próprio filho”, “crime premeditado”, “crime passional” e nem damos bola. É o normal no Brasil (e no mundo, por que não?).

Anormal seria ligarmos a televisão e encontrarmos somente notícias boas, mostrando como o ser humano é bonzinho. Mas não, dia após dia somos massacrados com notícias horrorosas, na maioria das vezes terminando em morte. Na Rede Bandeirantes toda quinta-feira, inclusive, passa um programa bastante extenso chamado Polícia 24 Horas, que mostra toda sorte de crimes, inclusive cobrindo casos de homicídio, mostrando o cadáver e tudo mais.

Confesso que às vezes assisto a estes e outros programas que se vangloriam da violência alheia para dar audiência. Não adianta, a violência é atraente, desde que vista à distância, com os olhos grudados na TV, pois a tragédia nos emociona (como já diria a música Vicarious, da banda Tool).

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[Consciência Gamer] A História ao toque de um botão

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O ser humano adora alterar a própria história em ficções. Sejam em filmes, livros, quadrinhos ou jogos, a influência da história mundial estará presente. Até mesmo em situações futuristas o ser humano não consegue se desprender totalmente, tornando o futuro fictício um reflexo do que se vive hoje, mesmo que a obra se passe muitos e muitos séculos adiante.

Algumas épocas em específico parecem fascinar mais as pessoas, até mesmo aquelas que não buscam estudar a fundo. Acredito sinceramente que a que mais desperta esse interesse seja a Idade Média (até mesmo mais do que a riquíssima antiguidade clássica). Conhecida como Idade das Trevas. A falta do racionalismo e o excesso de fervor religioso levaram os renascentistas e iluministas a determinarem-na como uma era de absoluta deterioração cultural.

E mesmo assim gera fascínio absoluto. Talvez isso advenha do fato de que muita coisa naquela época era absolutamente diferente do que é hoje, sendo o período posterior – a Idade Moderna – muito mais parecida com a configuração da sociedade em que vivemos atualmente. Outra coisa que deve influenciar é a pouca produção historiográfica da época, o que nos deixa bastante afastados dessa época, que era excessivamente supersticiosa. É como se fosse um tempo tão distante que era literalmente um conto de fadas (não muito feliz, que fique registrado aqui).

Típica imagem representando a Idade Média

Típica imagem representando a Idade Média. No caso, uma coroação e unção de rei.

Inúmeras lendas e histórias surgem de lá. O Rei Artur talvez seja o mais conhecido, mas basicamente o “salvar a princesa no castelo” tem raízes fortíssimas na Idade Média, com suas belas donzelas e príncipes corajosos sempre permeando nosso imaginário quando pensamos na época. As longas e penosas jornadas que empenhamos em jogos como Fable ou The Elder Scrolls certamente podem ser reflexo das Cruzadas, evento que marcou do século XI ao XIII, com enormes movimentos militares que partiam da Europa à Palestina. Além de meramente militar, eram também movimentos de penitência ou pagamento de promessas, como nos lembra o historiador Jonathan Simon Christopher Riley-Smith (eita nome comprido!).

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[Consciência Gamer] O multiplayer online e suas implicações

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Desde os primórdios da humanidade que as pessoas têm a necessidade de se interagirem umas com as outras. Comercialmente, afetivamente e, também, ludicamente. É fato: o ser humano não é um ser solitário.

E isso se reflete em tudo, até mesmo nos videogames. Antigamente chamávamos o modo multiplayer de “de dois”. Não era raro chamar um amigo para ir em sua casa para vocês jogarem Super Mario de dois (com adaptadores podia-se até mesmo jogar certos jogos de quatro [trocadilho intencional]). Hoje temos designações mais técnicas para isso: co-op ou versus offline.

Percebeu ali o offline? Pois é, desde algum tempo atrás, o multiplayer online vem tomando proporções tão grandes que agora temos de usar as terminologias mais completas possíveis. Hoje você não precisa mais chamar o seu amigo Zezinho para jogar uma partida de FIFA em sua casa: vocês podem jogar cada um em sua residência, com o uso de um modem para se conectar à rede mundial de computadores.

Isso já existe faz tempo, muito tempo. A popularização mesmo foi no PC, onde se jogava toda a sorte de jogos online, principalmente jogos de estratégia, como os famosos Age of Empires. Mas hoje isso está espalhado para os consoles de mesa e até mesmo portáteis, com sua popularização começando propriamente dita no Xbox, mas antes já víamos jogos online, como por exemplo no Dreamcast, com seu modem que conectava via conexão discada, a coisa de 56kbps.

Hoje contamos com enormes redes para os jogos online, sendo as principais a PSN e a Xbox Live, enquanto a Nintendo tenta incrementar a sua rede com o Wii U. Tais serviços são indispensáveis e poucas são as pessoas que detêm um console da sétima geração e não possuem uma conta nessas redes: seja para somente sincronizar seus troféus e conquistas ou para o objetivo máximo de um jogador que utiliza tais redes: jogar online.

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Com o enorme sucesso dessas redes, não é incomum vermos os produtores investindo cada vez mais em modos online em seus jogos. O maior exemplo de sucesso nesse ponto é certamente a série Call of Duty, que vende praticamente só por esse modo. Difícil o jogador da série que esteja mais interessado na campanha do que em trocar tiros com um bósnio que está do outro lado do mundo, xingando sua mãe na língua negra de Mordor enquanto você lhe desfere um belíssimo head shot, acusado de estar usando um hack de mira.

Com efeito, outros jogos começaram a tentar a copiar a fórmula do sucesso, que é extremamente complicada. Títulos como Bioshock 2, focados extremamente no modo single player, procuraram oferecer um modo online. O resultado depois de algum tempo é que as salas estão vazias, sem ninguém jogando (verifique alguns fóruns pela internet que verá a resposta de que ninguém está jogando Bioshock 2 online, veja aqui, por exemplo).

O motivo talvez nem seja que tal modo seja ruim. O motivo provavelmente seja que as pessoas simplesmente voltam para o Call of Duty, ou para Halo. Hoje é difícil o first person shooter que não venha com um modo online a tira colo. E quando não vem, é olhado com desdém e seu fracasso comercial é logo profetizado.

Call of Duty online

Call of Duty online

Mas o que se deve lembrar é que nem todo jogo quer ser Call of Duty. Este já tem concorrentes de peso que também brilham no multiplayer, como a série Battlefield. Por outro lado, as campanhas desses jogos costumam ser consideradas pobres e com baixo teor de replay. O que é normal, pois, mais uma vez: o objetivo dessas séries, hoje, é focar no modo online.

Como falado acima, o foco dos produtores podem determinar algumas coisas. Um jogo com foco no modo online pode não oferecer uma experiência single player satisfatória. E um jogo com foco no modo single player pode não oferecer uma experiência multiplayer atraente. O resultado disso são modos quebrados, chatos, frustrantes e desnivelados. Coisas que teriam feito bem ao jogo se tivessem sido riscadas do planejamento.

“Ah, mas modo online só adiciona”. Nem sempre é assim. A produção de um jogo dispõe de recursos (ou de falta destes). E isso significa que, caso haja um modo a mais de jogo, parte desses recursos serão destinados a esse modo novo.

Dá para entender a linha de raciocínio? Mais recursos = mais empenho. Menos recursos = menos empenho. Isso é fato, é lei de mercado. Então, um jogo com mais recursos disponíveis para o seu modo single player, vamos supor, 100% desses recursos, vai ter mais conteúdo, proporcionando uma maior longevidade.

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Ninguém está jogando The Darkness online (imagem de dezembro de 2009)

Veja só: em um artigo do site Gamesradar, de dezembro de 2009, é possível verificar que ninguém está jogando The Darkness, Dark Sector e Prey online (Number of people playing The Darkness, Dark Sector, and Prey online:  How many crustaceans have won the Nobel Peace Prize?).

Pegue o exemplo de alguns jogos que são somente single player: Skyrim, Deus Ex Human Revolution e outros. São jogos com uma longevidade enorme, com muito conteúdo e que proporcionam horas e horas de jogo. Isso significa que não seria bom um modo online neles?

Bom, não parece lá uma boa troca o conteúdo desses jogos por um modo online. Fazer um modo multiplayer bom requer muito estudo, muito empenho. E para se fazer algo meia boca, só para tentar vender um pouco mais, é, sinceramente, uma besteira. Alguns jogos se dão bem nisso, mesmo contra as expectativas: a série Assassin’s Creed é uma delas. Ainda é possível jogar Assassin’s Creed Brotherhood, de 2010, online, o que é surpreendente, já que é um jogo onde todo mundo compra tão somente pelo single player, e já existem duas novas versões posteriores da série, também com multiplayer online.

Concluindo, o objetivo desse artigo é colocar em cheque essa questão do multiplayer: será que absolutamente todo jogo precisa disso? A conclusão a que chego é: não. Ainda há muita gente que compra somente pelo modo single player (basta ter um bom conteúdo), vide o supracitado e campeão de vendas Skyrim. Mas isso também não significa que seja reprovável um jogo tentar implementar um novo modo online, como foi o caso da série Assassin’s Creed.

Multiplayer de Assassin's Creed III

Multiplayer de Assassin’s Creed III

Na ganância de vender cada vez mais, as produtoras e publishers começam a pressionar cada vez mais os estúdios para incluir qualquer modo online. Isso pode terminar em desastre, capando o jogo dos dois lados: tanto no modo single player quanto no multiplayer. Isso sem contar em jogos onde um modo co-op ou versus em tela dividida cairia bem, porém não há: somente o modo online prevalece.

[Neto’s Review] Assassin’s Creed III Liberation

“Eles teriam me matado, levado meu coração. Eu nunca quis te deixar.”

Capa do jogo.

ENREDO

Assassin’s Creed III Liberation foi lançado no mesmo dia de Assassin’s Creed III, a última entrada da franquia nos consoles de mesa. Exclusivo para o carente PS Vita, Liberation era um dos títulos mais esperados pelos donos do portátil (e por fãs da franquia em geral), principalmente porque parecia, pela primeira vez, que a série estava finalmente sendo levada aos portáteis com seriedade. Será que é realmente isso tudo?

O jogo foca na protagonista Aveline de Grandpré, uma negra francoamericana que conseguiu escapar das garras do forte escravismo de Nova Orleans, tendo sido adotada por uma rica família após se perder de sua mãe. O jogo vai focar todo no tema de libertação dos escravos e intrigas de estado, com uma cidade dominada por exércitos espanhóis na maior parte do tempo.

Tela de apresentação do jogo.

O problema é que o enredo é muito confuso e não há muita ligação entre as cenas que tentam explicá-lo. Como todo Assassin’s Creed, há muita conversa, muita apresentação de personagens e tudo mais, mas tudo é feito com pouco carinho e cuidado nesse ponto.

A confusão do enredo é causada devido principalmente a essa falta de ligação citada. Aveline uma hora está no ponto A, e de repente vai para o ponto B, que está acontecendo algo com alguém que nem sabemos quem é, devido ao fraco desenvolvimento de personagem que o jogo tem.

É muito estranho e triste isso, visto que ser uma mulher pela primeira vez em Assassin’s Creed poderia render bons frutos para o enredo, mostrar um lado diferente, mas esse ponto é tão deixado de lado que soa enfadonho e chato. A história do jogo é facilmente esquecível e os personagens nem um pouco marcantes, apesar de Aveline ser a mais emotiva de todos os assassinos que um dia a Ubisoft já nos deu nas pontas dos dedos.

As ligações entre as memórias geralmente são essas imagens, tudo bem confuso e sem muita ligação no fim das contas.

A reconstrução histórica poderia ter sido bem melhor se o enredo tivesse sido melhor trabalhado. Essa coisa de brincar com a história sempre foi excelente em todos os jogos da franquia (pelo menos nos de mesa), mas dessa vez passa em branco… Nova Orleans parece apenas servir de palco para os acontecimentos e personagens históricos (se é que existem, já que a história da escravidão de Nova Orleans e seu domínio pelos espanhóis me são desconhecidos) passam despercebidos, muito diferente do resto da série.

Há algumas coisas interessantes em relação ao enredo, no entanto, como a verdade estar escondida por uma espécie de pessoa-bug do Animus acessado e, se essa pessoa for morta, a verdade sobre determinada cena será revelada e isso pode causar boas reviravoltas.

JOGABILIDADE

Assassin’s Creed III Liberation é um jogo open world com duas áreas principais: a cidade de Nova Orleans e o Pântano.

O jogo possui diversas missões pelas muitas “memórias” acessadas de Aveline. O básico aqui, como nos outros Assassin’s Creed, será escalar, matar e lutar.

Escalar é bastante fácil e funcional, praticamente idêntico ao dos jogos de mesa, com um bom adendo de um chicote que pode fazer a personagem pular mais longe se necessário de uma plataforma para outra. E todos sabemos que escalar na franquia Assassin’s Creed é essencial.

Sim, é claro que há os famosos “View Points”.

Agora, a parte do combate do jogo já não é tão legal assim. O combate do jogo é baseado em contra ataques, e o problema principal aqui é que a mecânica funciona muito mal. O jogo tem problemas em detectar se você apertou ou não o botão no momento certo, e acaba-se apanhando muitas vezes, tentando apertar na hora certa (que incrivelmente é a hora errada). Pode esquecer, você não vai pegar a manha, porque não há uma. Houveram horas que eu achei que tinha pegado o timing, mas não, o jogo simplesmente ri na sua cara e você toma espadadas, machadadas e tudo mais, então simplesmente é mais fácil ficar apertando bolinha sem parar para evitar tomar um dano, até que chega um inimigo em que você for obrigado a bloquear seu ataque para conseguir encontrar uma brecha para o ataque. Triste.

A maior adição para a jogabilidade é a troca de roupas que a personagem possui. Há três vestimentas diferentes: a de dama, de escrava e de assassina. Cada uma possui suas peculiaridades: a de dama pode seduzir homens para te proteger e subornar guardas, a de escrava se disfarça entre os trabalhadores e escala melhor, e a de assassina pode manipular mais armas. Tudo isso poderia ter sido muito mais bem explorado e poderia ter tido mais vantagens de se usar uma roupa ou outra. No fim das contas, usar a dama será um saco pois ela é lenta e não pode escalar, e usar a escrava ou a assassina é quase como trocar seis por meia dúzia…

Escrava Aveline

Agora, quanto ao que fazer em Nova Orleans além das missões… bem, não há muito. Há algumas side quests espalhadas, normalmente para encontrar e matar um alvo, há alguns coletáveis para serem roubados de transeuntes, lojas para comprar roupas ou armas, câmaras para se trocar de roupa para serem compradas… mas ainda há algo pior… há o Pântano.

O Pântano é um lugar claramente pensado como a Fronteira de Assassin’s Creed III. Esta última é um verdadeiro playground para o jogador, com caça, missões diferenciadas, fortes para serem liberados e muito, mas muito mais mesmo… já o Pântano é pura chatice. Possui side quests de eliminar inimigos e nada muito mais do que isso. E é uma área grande e infinitamente chata (e ah, não há sistema de fast travel no jogo), a movimentação por um terreno alagado é péssima, apesar de existirem as árvores para uma melhor transitada pelo local.  Há alguns coletáveis por aí, como ovos de crocodilo para serem pegos, mas, a não ser que você seja alguém que tem sede de fazer 100% em todos os jogos, não há motivos para ir atrás disso.

No final das contas, o conteúdo de Assassin’s Creed III Liberation é extremamente pobre, apesar de haver missões principais bastante diversificadas e algumas (poucas) bastante empolgantes.

Mas o pior de tudo fica a cargo do gimmick forçado pelo jogo. Sabemos que o PS Vita é um videogame com funções motion, touch (frontal e traseiro) e com câmera. E a aventura de Aveline tentou utilizar absolutamente tudo. Mas isso é absolutamente muito chato, principalmente alguns puzzles onde deve-se girar o Vita para fazer uma bolinha passar pelo labirinto (frustração é pouco para a imprecisão dessa parte) ou encontrar uma fonte de luz forte e apontar a câmera do Vita para que apareça algo escrito em uma carta (se você estiver jogando e faltar energia na sua casa, pode fechar o jogo e ir brincar de pogobol).

Não, por favor, não…

SOM

Primeiramente, a dublagem. É o ponto mais alto do jogo, uma dublagem forte e com muita personalidade. É muito bom ouvir as conversas em inglês permeadas de francês da região de Nova Orleans do século XVIII.

Já para as músicas, a coisa fica um pouco pior. No Pântano, quando fora de perigo ou em pontos específicos da missão, só se ouve o som de sapos e afins, enquanto na cidade há uma música depressiva e muito, mas muito chata, que começa a irritar e dá vontade de simplesmente tirar o som do jogo.

Há algumas músicas boas, especialmente na última missão do jogo, que casa totalmente com o clima e dá até pena em pensar em como o trabalho musical de Assassin’s Creed III Liberation foi feita de modo fraco e sem muita atenção.

Uma das poucas boas músicas do jogo.

VISUAL

Um dos jogos mais bonitos do Vita, mais uma vez. Por ter áreas maiores do que Uncharted: Golden Abyss, é possível dizer que Liberation é mais bonito do que este. O jogo conta com vegetações muito bem feitas, variedade de cenários, detalhes nas construções e movimentação muito boas para seus personagens. As expressões faciais também são bem feitas, bem como a iluminação do jogo.

Belíssimos cenários.

Há alguns bugs (como era de se esperar), como personagens que estão DENTRO das paredes, seres que ficam estáticos em posições estranhas após algo acontecer e vários outros bugs menores.

E as colisões na hora dos assassinatos beiram o surreal: muitas vezes é como se Aveline estivesse atingindo o inimigo com uma extensão invisível de sua espada ou de sua hidden blade. Isso chega até a irritar, pois ocorre muitas vezes.

Mister M, senhor dos sortilégios, nos conte seu segredo de entrar dentro da parede!

Outro ponto baixo fica por conta das cut scenes, onde personagens que já pararam de falar continuam gesticulando, ou outros que estão conversando entre si não se olham (talvez sejam todos vesgos ou estrábicos… acho que não, né?).

E por fim, o jogo tem quedas de desempenho bruscas, muitos slow downs e muitas vezes há a impressão de que Aveline corre em câmera lenta.

Bela vista.

VEREDITO

Assassin’s Creed III Liberation é uma grande decepção. Esperado por muitos como um forte jogo para o PS Vita, a aventura de Aveline se mostra bastanta insípida, sem muito conteúdo, com muitos momentos chatos, trilha sonora passável e muito mais…

Se vale a pena? Eu diria que a preço de um lançamento, definitivamente não. E diferente de Revelations, nem o multiplayer vale a pena… quer saber como é o multiplayer de Assassin’s Creed III Liberation? Jogue algum jogo social do Facebook, o paradigma é o mesmo.

É muito triste ver a Ubisoft entregando um produto claramente caça níquel e que soa como feito às pressas para ser lançado juntamente com o poderoso e ambicioso Assassin’s Creed III, provavelmente buscando vender no rastro do hype imenso dos fãs que aguardavam a aventura de Connor.

Parte dama, parte escrava, parte assassina… e total decepção.

NOTAS

ENREDO: 3,0/10,0

+ Aveline é uma personagem interessante

+ Algumas reviravoltas graças aos “personagens bug” do Animus

– Problemas críticos de narrativa

– História confusa e esquecível

– Cadê a reconstrução histórica memorável que tanto marca a série?

JOGABILIDADE: 5,0/10,0

+ Escalada simples e funcional

+ Missões diversificadas

+ Sistema de troca de roupas é até interessante, mesmo podendo ter sido melhor explorado

– Gimmick forçado

– Contra-ataque falho

– Falta de conteúdo para um jogo de mundo aberto

SOM: 7,0/10,0

+ Dublagem bem feita

+ Algumas músicas empolgam

– Mas a maioria é passável, quando não irritantes

VISUAL: 6,5/10,0

+ Possivelmente o jogo mais belo do Vita

+ Bons efeitos de iluminação, água, enfim, os cenários em geral são muito caprichados

– Bugs estranhos

– Colisões em batalhas muito ruins

– Cut scenes mal feitas

– Muitas quedas de desempenho

NOTA FINAL: 5,0/10,0

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