[Neto’s Review] Broken Sword 5: The Serpent’s Curse

“Nothing was what it seemed. On a trail of corruption and greed, we had stumbled on a murderous conspiracy.”

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Produtora: Revolution Software

Publisher: Revolution Software

Plataformas: PC, PS Vita, iOS, Android

Versão jogada para análise: PC

Broken Sword 5: The Serpent’s Curse é (obviamente – ou nem tanto) o quinto jogo da série Broken Sword, um dos maiores expoentes do gênero adventure point and click. O projeto foi animado pelo KickStarter e saiu de forma episódica para PC: o primeiro veio agora, em dezembro, enquanto a segunda parte é aguardada para o início de 2014. O PS Vita e os sistemas Android e iOS receberão o jogo em algum momento do ano que vem.

A série quase sempre girou em torno de conspirações envolvendo os cavaleiros templários, porém The Serpent’s Curse traz outro grupo e outras conspirações.

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[Neto’s Review] Luigi’s Mansion: Dark Moon

“A real hero!”

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Os fantasmas se divertem

Luigi’s Mansion: Dark Moon é a sequência para Luigi’s Mansion, título de lançamento do Game Cube (e é muito estranho perceber que esse video game é de duas gerações atrás… até pouco tempo atrás estava logo ali, há apenas uma). Lançado exclusivamente para 3DS, o jogo traz a premissa de um Luigi caça fantasmas.

E esses fantasmas adoram uma bagunça. A Dark Moon (uma estranha segunda lua, que deixa os fantasmas do mundo do jogo, chamado de Evershade Valley, calmos e amigáveis) foi roubada e partida em vários pedaços por um tipo mais poderoso de fantasma: os Boos.

Sim, exatamente, os mesmos fantasmas que tanto aparecem nas aventuras do irmão mais famoso do Luigi, o Mario. Aquelas bolas brancas que se cobrem os olhos quando os vemos, habitantes de Ghost Houses. Aqui, eles resolvem fazer uma estripulia danada, tornando os pacíficos fantasmas de Evershade Valley em seres malignos.

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[Félix’s Reviews] The Walking Dead – The Game [Season One]

Categoria: Adventure

Produtora: Telltale Games

Distribuidora: Telltale Games

Plataformas: Xbox PS3/XBOX360/PC

Versão avaliada: PC

TWD

O universo de The Walking Dead já possui um longo percurso.  Tendo origem em 2003 em HQ criada por Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore (substituído por Charlie Adlard depois da sétima edição), a história narra a jornada de diversos personagens tentando de todas as formas possíveis sobreviver ao apocalipse zumbi.

The Walking Dead é centrada em Rick Grimes, um oficial de polícia que acorda em um hospital confuso e completamente sozinho, aos poucos ele descobre que o mundo que ele conhecia não existe mais e que agora irá precisar de toda sua habilidade para sobreviver e encontrar sua família, seja lá onde ela esteja.

Até então, esse parece um pano de fundo comum para qualquer obra envolvendo mortos andantes. No entanto, o grande diferencial de The Walking Dead é de como os personagens são desenvolvidos e aprofundados dentro do contexto que estão. As Hqs tiveram um começo modesto, mas com o avançar da obra, a série ganhou uma grande popularidade e foi sucesso de vendas.

Uma das capas da edição número 100 da HQ de The Walking Dead

Uma das capas da edição número 100 da HQ de The Walking Dead

Em 2010, The Walking Dead ganhou uma série televisa e com isso a marca ficou ainda mais popular. A primeira temporada de apenas seis episódios foi um tiro no escuro da equipe de produção e da emissora que aceitou o projeto. O sucesso foi estrondoso e hoje a série já esta na sua terceira temporada, com uma quarta já garantida.

A obra também ganhou dois livros, A Ascensão do Governador e O Caminho Para Woodbury, ambos mergulhando no passado de Philip Blake,o grande vilão de The Walking Dead, conhecido mais como O Governador. Nos livros percorremos a fundo a vida do personagem e sua jornada para transformar Woodbury um lugar habitável onde a sociedade possa lembrar o que um dia foi sem se preocupar com o mundo fora dos limites da cidade.

 David Morrissey dá vida ao Governador no seriado.

David Morrissey dá vida ao Governador no seriado.

Com uma base bem sólida já nas Hqs, na televisão e começando na literatura, já era hora de uma das obras mais fascinantes do universo dos mortos-vivos ganhar algum jogo. Ano passado foi anunciado que Telltale Games estaria desenvolvendo um game baseado no universo de The Walking Dead. A noticia foi um pouco decepcionante para todos que esperavam uma grande produção já que o que estava por vir era, até então, apenas um game vendido por episódios na PSN, LIVE e Steam.

Para piorar, Telltale Games não estava em seus melhores dias ao anunciar o game, já que ainda sofria pela má recepção de seu último jogo, Jurassic Park – The Game, outro adventure aos mesmos moldes do que The Walking Dead seria elaborado. No final, o surpreendente aconteceu. O primeiro episódio jogável de The Walking Dead rendeu excelente crítica e aceitação. O mesmo aconteceu com outros quatro episódios que somados renderam nada mais, nada menos que a premiação de Game of the Year na VGA desse ano. O que foi no mínimo, inesperado.

Mas será que mesmo sendo um ótimo título, The Walking Dead mereceu mesmo levar o prêmio de jogo do ano? Será que um jogo vendido por episódios e com uma produção modesta poderia mesmo desbancar os grandes de 2012?  Como Halo 4, Assassin’s Creed III, Dishonored entre outros?  É hora de descobrir!!!

Lee Everet é o protagonista da primeira temporada de The Walking Dead - The Game

Lee Everet é o protagonista da primeira temporada de The Walking Dead – The Game

No primeiro episódio do jogo conhecemos Lee Everet, no exato momento que estava sendo levado para prisão. Mas, ao que parece ainda não era o fim para Lee, sua vida iria mudar, assim como a vida em todo planeta. Seria uma chance de redenção? Ou uma punição pelos seus pecados?  Seja o que for, o policial que levava Lee até a prisão perde o controle do veículo ao tentar desviar de um zumbi uma pessoa na estrada e ambos sofrem um acidente.

Lee consegue escapar com vida, mas o mesmo não acontece com o policial. Não custa minutos para ele perceber que ele esta fud… algo esta realmente errado. Os mortos estão voltando a vida e atacando os vivos. Com uma certa dificuldade e uma perna machucada pelo acidente, Lee se abriga em uma casa aparentemente vazia. Confuso ele encontra a pequena Clementine que estava se abrigando na casa da árvore. Lee se sente imediatamente responsável pela segurança da menina e então parte junto a ela em busca de entender o que esta acontecendo, achar um local seguro e encontrar os pais de Clementine.

A relação entre Lee e Clementine é construída ao longo dos cinco episódios de uma forma bem intensa. A necessidade que um vê no outro é bem nítida: para Lee, a nova chance para tentar de alguma forma corrigir os erros do passado e para Clementine uma imagem paterna que talvez jamais possa ter com outra pessoa. Até o final do primeiro episódio um se torna tudo para o outro.

Clementine é a personagem mais cativante do jogo. E precisará de toda ajuda de Lee para tentar encontrar seus pais.

Clementine é a personagem mais cativante do jogo. Ela precisará de toda ajuda de Lee para sobreviver e tentar de alguma forma encontrar seus pais.

Outros diversos personagens cruzam o caminho de Lee nas mais de 15 horas de jogo. Muitos se unirão a ele e formarão um grupo e outros tantos irão atrapalhar a vida de nosso personagem. Cada um dos estranhos que cruzam o caminho de Lee possuem uma história própria, uma personalidade própria e razões próprias para ajudar ou prejudicar o grupo. A relação com cada um é influenciada pela forma que o jogador lida com cada uma das figuras da aventura.


E nesse ponto que o jogo começa a mostrar seus melhores aspectos. Todos os cinco episódios são formados por dezenas de escolhas, desde respostas de forma educada ou agressiva até quem deverá ser salvo e quem deverá morrer. Além disso há as escolhas mais complexas como por exemplo, deixar alguém que esta pedindo ajuda ser atacado e assim ganhar tempo para fugir ou ajudar a vítima a ser salva e assim arriscar a própria vida, outro exemplo é a escolha de se vingar de alguém que causou problemas de mais ou dar uma nova chance para essa pessoa mostrar o seu valor. Para quem já jogou a série Mass Effect (EA games) essas escolhas já serão familiares. O rumo de certos eventos muda sempre conforme as escolhas do jogador mas nunca a história central. É importante ter em mente isso.  Existem escolhas feitas no episódio um que terão consequências no final do quinto.

Outro grande ponto positivo é a atmosfera tanto dos Hqs quanto da série de TV sendo passada com extrema fidelidade ao game. Algo que já acontecia em Jurassic Park – The Game. O clima intenso, triste, desgastante da jornada de Lee é passado de forma tão pura para o jogador é que vezes é impossível não se sentir melancólico ao jogar. Prepare-se para ficar sem reação por reviravoltas chocantes e para se emocionar na hora de dizer adeus a certos personagens. Morte esta sempre entre os membros do grupo, mesmo assim, o jogador nunca se acostuma com esse fato. Cada perda é uma surpresa.

 

Dezenas de personagens  irão cruzar o caminho de Lee. Esteja sempre pronto para dizer adeus a qualquer um em qualquer momento.

Dezenas de personagens irão cruzar o caminho de Lee. Esteja sempre pronto para dizer adeus a qualquer um e em qualquer momento.

A exploração e combate do jogo são uma mescla de Point & Click com QTEs. Junto a isso o jogador pode se mover pele cenário como qualquer adventure e explorar ao redor. Existem puzzles, objetos a serem encontrados para assim abrir alguma porta ou ativar algum mecanismo. Em certos momentos o jogo consegue lembrar clássicos do survival horror como os primeiros títulos da série Resident Evil (Capcom) e Silent Hill (Konami) Na parte da exploração vale destacar também a variedade de cenários. Ao decorrer de todos os cinco episódios passamos por diversas casas, mercados, hotéis,por uma fazenda,zonas rurais,cidades devastadas,viajamos de trem,exploramos mansões, esgotos entre outros.

O combate é sempre intenso e variado, sempre situações novas acontecem impedindo a sensação de mesmice. Muitos sustos e combates frenéticos pela sobrevivência aguardam o jogador, embora seja basicamente QTEs, as pequenas combinações de movimentos com analógico/mouse já garantem divertidas e originais mecânicas.  Mas lembre-se, o combate acontece diversas vezes, mas não é o foco de The Walking Dead. O que não é de se surpreender já que nem na obra original o foco é esse.

Combates intensos ocorrem ao longo do jogo.

Combates intensos ocorrem ao longo do jogo.

 

The Walking Dead é um jogo muito agradável visualmente. Não possui nenhuma engine poderosa nem é recheado de efeitos e física realista, mas consegue ser muito bonito. Na maior parte do tempo. Em cenários fechados como escolas, mercados, casas o jogo é lindo e detalhista. Porém em cenários mais abertos como cidades é possível notar a pobreza de detalhes. Efeitos de luz e sombras são bem simplórios mas estão lá fazendo suas partes. 

O grande destaque visual do jogo é a movimentação facial, super detalhista e convincente.  Fica ainda mais bela por se tratar de um jogo em cel-shading. Clementine encanta com suas dezenas de expressões faciais e consegue fazer qualquer qualquer marmanjo se derreter quando chora. Movimento corporal não esta no mesmo nível de cuidado mas convence. Sofre apenas de problemas de colisão quando caminhamos até o limite do cenário, e por vezes ocorrem de formas estranhas e robóticas. Alguns pequenos bugs acontecem por poucas vezes mas nunca chagam a atrapalhar a jogatina.

A dublagem do jogo esta excelente e novamente preciso destacar a Clementine que foi perfeitamente dublada ainda mais no quinto e último capítulo onde ela ganha um maior destaque. Efeitos sonoros são fracos mas não ao ponto de prejudicar o game. A trilha sonora é bem modesta porém agrada mesmo não possuindo músicas memoráveis.

 

Gráficos de The Walking Dead impressionam por diversas vezes.

Gráficos de The Walking Dead impressionam por diversas vezes.

Afinal, The Walking Dead mereceu o Goty? Acredito que definir um único grande jogo para um ano todo é uma tarefa complicada. Existiram outros grandes títulos em 2012 que também mereceram o prêmio de jogo do ano. Porém todos eles já vinham com a promessa de serem ótimos títulos e The Walking Dead não, ele foi uma surpresa, uma ótima surpresa e com a premiação no VGA ele será reconhecido como deve. Como um dos melhores jogos de 2012. Imperdível.

Nota: 9,5

 

Tá esperando o quê? Corra agora mesmo e vá jogar The Walking Dead !!!

Tá esperando o quê? Corra agora mesmo e vá jogar The Walking Dead !!!

[Tomio’s Review] Darksiders

Nome: Darksiders
Produtora: Vigil Games
Gênero: Aventura
Plataforma(s): Xbox 360, Playstation 3, PC
Versão analisada: Playstation 3

Ladonegros

Darksiders é um jogo de aventura produzido pela Vigil Games para plataformas HD em 2010.

Lindamente feio

Darksiders leva o jogador a uma jornada caótica e sangrenta contra várias criaturas bizarras espalhadas pelo mundo do jogo, mostrando gráficos que, apesar de não fazerem parte da elite técnica, cumprem muito bem com o seu papel, além do fato do jogo apostar muito mais em seu conteúdo artístico incomum e chamativo, que variam desde cidades devastadas e coloridos campos naturais a horrorosas (no bom sentido) criaturas demoníacas e imagens angelicais.

Os controles são fluidos e funcionais em geral, apesar da ausência de opção de mapeamento de comandos e da disposição de algumas ações em certos botões serem desconfortáveis dependendo do jogador.

A parte sonora também é bem tratada, com sons ambientes, músicas orquestradas, grunidos e sons de armas cortando desde ar a pedaços de carne viva, além de um excelente trabalho de dublagem.

Legend of War

O jogo é totalmente baseado em profecias do Armagedom, com cavaleiros do apocalise e óbvias modificações/alterações, focalizando a narrativa de Darksiders em um dos cavaleiros, War, em uma saga que envolve anjos e demônios em um futuro onde os humanos foram extintos da Terra.

É interessante observar que, por mais que o jogo tenha fontes primárias de enredo para se basear, fica inevitável as comparações com a estrutura da série Legend of Zelda, jogo de mesmo gênero, bastando comparar alguns personagens e seus papéis ou alguns objetos/acontecimentos.

Na parte do elenco são apresentados personagens bastante carismáticos, lembrando um pouco a série Ratchet and Clank da Insomniac, mas sem o humor infame.

Pocotó pocotó pocotó

Darksiders, sendo do mesmo gênero de Zelda, possui obviamente a mesma estrutura básica, com exploração de campo e dungeons atrás de power ups, batalhas em tempo real, resolução de puzzles e conquistas de novos recursos através de baús ou um mercante.

É louvável o trabalho da Vigil em deixar a experiência agradável na maior parte do tempo, com batalhas com muitos golpes, armas e magias para inúmeras possibilidades de combos. Um dos destaques do sistema são os golpes finalizadores, mais conhecidos como “quick time events”. No caso de Darksiders, esses golpes, com excessão de chefões, não são temporários, não são obrigatórios e podem ser encaixados a qualquer momento de um combo assim que disponível, mantendo a jogabilidade fluida e abrindo mais ainda o leque de combinações ao invés de limitá-lo.

Além das batalhas, o jogo também apresenta muitos quebra-cabeças inteligentes a cada nova localidade descoberta, recursos interessantes como um dispositivo de teleporte e variedade de gameplay que vai desde andar a cavalo pelos mapas a montar em uma espécie de grifo com jogabilidade de Star Fox, da Nintendo.

Apesar da grande variedade de armas, magias e acessórios, é inegável que grande parte desses itens são desnecessários e/ou completamente inúteis, já que um punhado deles são absolutamente melhores que o resto em todos os quesitos. Na parte do andamento de jogo, Darksiders perde força aos 2/3 de jogatina, com número excessivo de backtracking, um sistema não muito amigável de transporte/viagem, e os chefões, que nos primeiros desafios necessitam de mais habilidade e inteligência, mas nos últimos não vão muito além de bater e desviar incessantemente.

O que pode ser feito quando o mundo acabar?

Darksiders possui cerca de 25 horas de jogatina, sendo que 15 são para a a main quest e o restante para ir atrás de extras, como habilidades, tesouros e energias escondidos pelos cenários, mas nada muito complicado para ser desvendado, já que o jogo libera, cedo ou tarde, recursos que auxiliam a busca desses extras.

Movido pela guerra

Darksiders é uma agradável e curta experiência, recomendado para quem gosta do gênero de Legend of Zelda, uma temática caótica ou simplesmente um bom trabalho artístico em geral.

Nota: 8

[Tomio’s Review] 3D Dot Game Heroes

Nome: 3D Dot Game Heroes
Produtora: Silicon Studio
Gênero: Aventura
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Japonesa

Almas passadas

3D Dot Game Heroes é um jogo criado pela Silicon Studio em parceria com a criadora de Demon’s Souls, From Software, para Playstation 3.

8 bits HD

3D Dot Game Heroes é um adventure que homenageia a indústria gamística em geral de fora bem humorada. A começar pelos gráficos, que trazem “sprites poligonais”, ou seja, modelos 3D quadriculados, como se o jogador estivesse diante daqueles jogos 8 bits em uma TV enorme. Junto a isso, há também os controles isentos de diagonais, fazendo com que o personagem tenha aqueles movimentos “quadriculados” de antigamente.

Assim como a estrutura, 3D Dot Game Heroes também homenageia jogos específicos, com grande destaque ao famoso Legend of Zelda. Na verdade, esse jogo pode ser considerado muito mais como plágio, ou sátira, pois os elementos de Zelda nesse jogo são massivos, e podem desagradar um pouco fãs do Elfo de roupas verdes. Já outros games aparecem em forma “3D-sprite” nas telas de loadings ou discretamente dentro do jogo.

A parte técnica do jogo faz sua parte muito bem, como bons efeitos de luz, água e texturas convincentes, e alguns detalhes interessantes como os inimigos explodirem em vários “pixels cúbicos” ao serem derrotados. A trilha sonora, novamente, lembra muito Zelda, e isso de certa forma ajuda bastante pra entrar no clima do jogo.

Descobridor dos sete sábios

A história do jogo é bem simples e clichê, mas isso pouco importa. Isso nunca importou em Zelda, importou? Apesar disso, ela é uma ótima desculpa para vasculhar as dungeons e tentar desvendar os vários segredos no mundo do game. Em 3D Dot Game Heroes, o jogador deve conduzir o personagem em busca de 6 sábios com a ajuda de uma fada para combater o sétimo sábio malvado. Difícil mesmo é contar quantos jogos um gamer é capaz de lembrar com esse enredo original.

A minha é longa, grossa, reluzente e solta fogos

3D Dot Game Heroes, como já dito anteriormente, é um adventure que traz muito de Zelda em seu conteúdo. Sendo assim, o jogador estará diante de um grande mapa a ser explorado, com cidades para fazer side quests, compras e ter conversas hilárias com as pessoas, calabouços cheios de mistérios e terríveis inimigos que devem ser derrotados.

Antes de começar a jornada, o jogador é livre para editar seu herói cubo por cubo, ou escolher um pré-definido. Após definir a aparência, deve-se escolher uma das quatro classes: guerreiro, guerreiro mágico, aventureiro ou princesa/principe, cada um com características físicas/mágicas distintas.

O herói tem a disposição uma série de equipamentos para avançar em sua jornada, como o bumerangue, para acertar botões distantes e atordoar inimigos, a bomba para explodir rachaduras, arco e flecha, magias de ataque/suporte e uma…enciclopédia. Equipado com uma poderosa enciclopédia de capa dura e relevo, o herói deve dar livradas na cabeça dos monstros várias vezes para que eles sejam registrados no bestiário, e isso inclui chefões, que inclusive devem levar mais livradas que o comum. Felizmente o jogo é amigável para quem quer completar o bestiário, pois as batalhas contra chefões podem ser repetidas quando quiser.

Além do arsenal que faz o cinto do batman parecer brinquedo de criança, o herói tem a disposição poções e tendas para recuperação de HP e MP, escudo para projéteis e ataques simples, e espadas. Várias espadas. O personagem só ataca para frente, como uma perfurada, portanto, para dar slashs, é preciso girar o direcional de movimentação. Dependendo da eficiência da espada, o personagem pode dar um ataque giratório. Além dos golpes convencionais, há também um sistema de dash que faz o personagem correr em linha reta e espetar o que estiver em sua frente.

A curiosidade não acaba por aí. Quando o personagem está em sua plena forma, ou seja, 100% do HP, sua espada fica comprida, grossa e brilha. Obviamente nesse estado ela é bem mais poderosa. Visitando ferreiros, elas podem se tornar ainda mais imponentes, chegando a ocupar quase toda a tela, soltar bolas de fogo e outras propriedades interessantes, como petrificar os oponentes. Como cada uma possui características únicas, e é possível “resetar” os upgrades de cada uma, ir atrás de novas espadas pode se tornar um ótimo extra.

Para aventureiros de curta e longa data

3D Dot Game Heroes dura em média 15 horas para ser completado com o mínimo de extras feitos, ou seja, apenas seguindo a história e não se enrolando muito nas dungeons.

Para quem gosta de muitas horas de diversão, o jogo é um prato cheio, pois tem muito conteúdo diferenciado. O jogador pode tirar fotos da sua aventura e guardar no HD do PS3, editar personagens e fazer upload dos saves para outras pessoas, caçar espadas, HP e MP extras, explorar locais extras, tentar completar o bestiário, fazer todas as side quests, procurar por curiosidades e outras coisas escondidas pelo mundo.

O jogador pode também perder horas e horas em alguns dos minigames que o jogo oferece, com destaque a uma cópia de Cristal Defenders/Pixel Junk Monsters, que possui tantas fases que pode ser considerado como um jogo a parte. É possível também começar um modo em que o jogador usa um personagem vindo de outro jogo, com características completamente diferentes das classes de heróis disponíveis.

Além disso, o jogo em si possui uma dificuldade acima da média, fazendo com que o jogador avance com certa cautela para não ser massacrado logo de início, coisa que acontece com pessoas que se iludem com o começo razoavelmente fácil mais o fato do tamanho da espada impor respeito.

Cópia bem feita?

3D Dot Game Heroes é definitivamente um jogo que deve ser jogado, seja por saudosistas, fãs de Zelda e adventures em geral, pois possui um trabalho artístico interessante, parte técnica competente, muito conteúdo e muito humor.

Nota: 9,5