[Tomio’s Review] Tokyo Xanadu

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Imagem: Divulgação

Nome: Tokyo Xanadu
Produtora: Falcom
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

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[Tomio’s Review] Demon’s Souls

Nome: Demon’s Souls
Produtora: From Software
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation 3

Almas perdidas

Demon’s Souls é um action RPG produzido pela From Software, criadora de King’s Field, para Playstation 3.

Morto

Demon’s Souls pode ser resumido, graficamente, em uma palavra: mórbido. O jogo apresenta uma arte obscura, que combinada com sua atmosfera desoladora e dificuldade elevada, faz o jogador mergulhar de cabeça a um mar de desgraças. No bom sentido da coisa, na maioria das vezes. Infelizmente (ou felizmente) o jogo fica só nesse aspecto morto, fazendo com que sua apreciação fique restrita a poucas pessoas.

Já a parte técnica não é muito expressiva, apresentando gráficos que não são mais sofisticados que uma remasteriação HD de um jogo da geração passada, por exemplo. Há também diversos bugs, como a estranha falta de peso em cadáveres, problemas de colisão e quedas de quadros por segundo.

A parte sonora do jogo cumpre bem o seu papel, deixando o jogador apenas com o som ambiente durante as fases para facilitar a concentração e a exploração, e músicas orquestradas em lutas contra chefes, fazendo aumentar ainda mais a tensão do momento.

Vivendo sem um objetivo

Demon’s Souls aposta praticamente todo seu conteúdo em gameplay, deixando coisas como história e personagens apenas como desculpa pro desenrolar da jogatina. A narrativa se resume a algumas raras cutscenes, conversas com NPCs que muitas vezes não fazem diferença em existir ou não tamanha a falta de desenvolvimento dos mesmos, e na própria aventura do jogador em si. Mesmo assim, a quantidade de informação não é o suficiente pra suprir o universo proposto, obrigando o jogador interessado a saber mais do enredo, a ler wikipedias ou guias oficiais dedicados ao jogo.

Corpo e alma

Demon’s Souls, comparado à maioria dos action RPGs do mercado, é bem singular, pois apresenta um aspecto mais “cru” de gameplay, onde o jogador precisa substituir a ausência de automatizações e outras mecânicas que facilitam a jogatina com sua própria habilidade e perspicácia, resultando em um jogo bastante desafiante, a ponto de afastar jogadores que não tem muita paciência em se adaptar ao título. Além dos aspectos já citados, o jogo em si possui uma dificuldade bastante elevada e fora do comum, castigando sem piedade jogadores que progridem sem prestar atenção durante alguma fase ou chefe. Isso faz com que o título proporcione uma imersão intensa e “suga”  quem joga para dentro dele, seja por qual motivo for.

Em questão de jogabilidade, o título traz o básico de todo action RPG, como ataques físicos, a distância, magias, defesa, esquiva e contra-ataque, além de um interessante sistema de peso, onde o equipamento usado pode influenciar na velocidade do personagem. Infelizmente o sistema não foi muito bem planejado, tendo também uma estipulação de peso total que o personagem suporta, tendo que descarregar os itens adquiridos com um NPC se não quiser jogá-los fora. Compreensível levando em conta a proposta, mas não deixa de ser uma péssima idéia para um jogo baseado também  em exploração, e não só em batalhas e realismo.

O jogo dá a possibilidade do jogador ser livre para diversas coisas – o jogador pode moldar seu personagem, tanto em aparência física como habilidades e status (ser mago, espadachim ou híbrido, por exemplo), escolher como será sua relação com os NPCs, e como vai querer progredir no jogo, que é dividido por mundos (fases), podendo escolher a ordem e o momento que bem entender para começar a explorar cada um dos níveis.

Apesar de todo o charme, o jogo peca em diversos aspectos, tendo como o tema principal desses problemas o balanceamento de conteúdo. O jogo apresenta uma quantidade escassa de armaduras/roupas, que além de não fazerem quase nenhuma diferença em efetividade (ao contrário do que mostra os números), são ainda divididos entre o sexo masculino (possui a maior parte) e feminino (possui alguns equipamentos especiais). Já os acessórios são inversamente numerosos, e no pior sentido da coisa, já que só é possível equipar um tipo de acessório de cada vez, e o jogo inexplicavelmente fornece 2 a 3 cópias do mesmo item em um mesmo ciclo de jogo. Equipamentos especiais em geral perdem feio em eficiência para equipamentos comuns com upgrades adequados, salvo raras peças que possuem características, geralmente passivas/secundárias, que as tornam úteis de alguma forma. O sistema de upgrade também sofre desse problema, tendo alguns deles extremamente fáceis de se conseguir materiais, alguns que necessitam dedicar horas e horas caçando inimigos específicos e outros que simplesmente caem de inimigos contados dentro de uma chance remota. E dificuldade de adquirir material não significa que o mesmo é o melhor de todos, pois cada tipo de upgrade é voltado para vários tipos de personagens e/ou situações.

O level design é outro ponto afetado pelo desbalanceamento, tendo alguns níveis extremamente bem elaborados, com passagens secretas e atalhos, e outros curtíssimos e lineares, dando uma forte impressão de estarem ali só para ocupar espaço. Os chefões do jogo também não são excessões, tendo pouquíssimos casos de lutas desafiadoras e bem elaboradas contra um grande número de inimigos bugados, com padrões óbvios ou tão fracos quanto inimigos comuns. Seguindo a palavra design, é preciso também ressaltar a falta de dinamismo nos menus e nas informações apresentadas pelos mesmos, principalmente quanto a status, que são ruins de relacionar funcionalidades com seus respectivos símbolos.

Apesar de todos os problemas e bolas fora, nada no jogo é tão frustrante e dá uma sensação tão grande de desperdício quanto o sistema de tendência. O sistema consiste em alterar o jogo de diversas formas, como surgimento e comportamento de NPCs, dificuldade das fases, eventos e side quests exclusivos, citando apenas parte do que pode ser feito. Isso tudo seria genial se o jogo simplesmente desse algum tipo de explicação de como isso funciona, ao menos o básico, pois existem inúmeras formas de alterar a tendência de um local ou do personagem e, se o jogador não estiver por dentro das coisas através de wikipédias e guias, vai estar constantemente alterando seu gameplay sem saber, e no pior dos casos, deixando o jogo impossível de prosseguir por deixar o mesmo muito difícil para o seu estado atual. Para completar o circo, os modos de manuseio de tendências também são desbalanceados, podendo uma situação ser alterada em um instante, e só ser possível voltar ao estado inicial depois de dois ciclos de jogo (sendo um ciclo = terminar o jogo e começar o New game +), por exemplo.

Chamando uns fantasmas

Demon’s Souls leva cerca de 30 horas para ser explorado por completo, e é preciso jogar pelo menos 3 ciclos para fazer 100%. Para quem procura por troféus é bom não esperar menos de 60 horas de jogo por conta da busca materiais raros para upgrades.

O jogo também apresenta um sistema online, que é bem diferente e bastante interessante. Nele, o jogador pode ver vultos de outros jogadores que estão jogando também naquele momento, naquele local, chegar poças de sangue que mostram como alguém morreu e ficar por dentro dos perigos e ver mensagens deixadas por outra pessoa e decidir se confia na dica ou ignora por suspeitar ser uma pegadinha. O jogador também pode chamar outros jogadores para ajudá-lo temporariamente em seu mundo, assim como é possível invadir e ser invadido por outra pessoa para testarem suas experiências, habilidades e equipamentos para ver quem é o melhor.

Do tinhoso

Demon’s Souls, se jogado sem se apegar às más decisões de design, é um bom título, com gameplay sólido e imersivo, bastante desafiador como um todo e com um online competente e diferenciado.

Nota: 7,5

Review de Dark Souls

[Tomio’s Review] Dark Souls

Nome: Dark Souls
Produtora: From Software
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Alma negra

Dark Souls é o sucessor de Demon’s Souls, o exclusivo do console HD da Sony que foi sucesso absoluto de crítica. Diferente do anterior, o jogo é agora multiplataforma, dando a oportunidade para os donos de Xbox 360 terem a mesma experiência.

Alma do jogo

Dark Souls adota uma proposta sombria e quase que completamente dedicado a gameplay “bruto”, ou seja, sem firulas, sem automatizações, sem muitas cutscenes. Em troca, o jogador é jogado dentro de um fantástico universo, onde tudo conspira contra quem joga, desde inimigos a level design. Claro, no melhor sentido possível das palavras.

O jogo tecnicamente é bem decente, apresentando um trabalho quase ausente de serrilhados e com bom uso de iluminação, além de uma excelente sensação de peso/velocidade do personagem, dependendo dos equipamentos e/ou situações encontradas. Mas como todo trabalho humano, o jogo não está livre de defeitos, apresentando algumas péssimas texturas, fisica “borracha sem peso” esquisitíssima em cadáveres, quedas bruscas de framerate em algumas partes e inúmeros problemas de colisão – apesar desse último provavelmente ser proposital para não afetar o andamento do jogo (em especial a dificuldade dos chefes, que têm muitos golpes que atravessam paredes, por exemplo).

Artísticamente, não há muito o que comentar em Dark Souls, pois é simplesmente um dos trabalhos mais impressionantes dos últimos anos. Os detalhes das localidades, o design de equips e inimigos, a imensa variedade e contraste que o mundo do jogo apresenta, tudo trabalha em perfeita harmonia, contribuindo para criar uma ambientação sem igual que faz o jogador não só se envolver, mas se sentir dentro do jogo.

A trilha sonora do jogo também é outro destaque, todas orquestradas e com coral. O jogo basicamente se desenrola apenas com um excelente e detalhado som ambiente (o que é o ideal para o jogador poder se concentrar ao seu redor), mas são em certas localidades e em batalhas contra chefões que as belas, melancólicas e/ou desesperadoras melodias tocam para aumentar ainda mais a tensão e a adrenalina.

Traçando sua história

Dark Souls é um tanto diferente dos demais jogos da atualidade, dando atenção mínima em narrativa cinemática e apostando todas as fichas em background e ambientação. O resultado não poderia ser melhor, pois eis que é apresentado um jogo de puro gameplay, onde o jogador se sente dentro daquela armadura, enfrentando aqueles monstros, passando por aqueles perigos, se perdendo na imensidão do mundo e sentindo um alívio sem igual em fogueiras (os checkpoints do jogo). Jogadores que gostam de sentir emoções com histórias certamente não ficarão na mão, mas terão uma grande diferença – terão sensações diretamente ligadas ao aperto de botões.

Fogo, espada e o desconhecido

Dark Souls literalmente joga o jogador dentro de um enorme mundo para ser explorado livremente, na ordem que quiser e da forma que quiser, dependendo apenas de algumas chaves, de equipamentos e magias eficientes e, é claro, muita cautela, atenção e habilidade de quem joga.

Assim como seu antecessor, Dark Souls não perdoa no quesito dificuldade, pois é ausente de mamatas como muitos checkpoints, além do personagem morrer por qualquer descuido. O jogo castiga severamente quem joga de “qualquer jeito”, pois até o mais básico inimigo pode aniquilar o pobre protagonista com poucos golpes bem investidos. Os inimigos inclusive possuem uma inteligência artificial bem decente para o gênero, pois, além de extremamente agressivos, não agem padronizados, se guiam por som, e alguns inclusive montam armadilhas e estratégias. Sendo assim. é preciso estudar e dominar as mecânicas de jogo, as dezenas de localidades e as centenas de inimigos se quiser prosseguir.

Apesar da dificuldade, o jogo “parabeniza” muito bem o jogador pelos seus feitos, seja com a aquisição de bons equipamentos e itens explorando os locais, seja com a aquisição de magias mais poderosas após juntar souls (a moeda universal do jogo, tanto para compras como para subir de nível), seja pelo prazer sem igual de matar aquele chefão após dezenas de tentativas.

O mais interessante dos chefões do jogo é que eles são, de alguma forma, referências aos chefões de Demon’s Souls. Citando apenas nomes velhos pra não dar spoilers, é possível encontrar, por exemplo, um “Maneater 2.0”, ou um “Flamelurker 15.0”. É claro, lembram apenas em essência, pois as estratégias e aparências obviamente são diferentes.

O jogo não apresenta nenhum tipo de mapa. No lugar disso, o jogador deve por si só olhar a paisagem ao seu redor e ver onde quer, ou onde é preciso ir, pois praticamente tudo que é visível, é alcançável de alguma forma. Outro grande destaque fica por conta do world design, pois possui mapas genialmente bem elaborados, com caminhos alternativos, secretos e atalhos que se expandem e se iterligam, fazendo com que os escassos checkpoints sejam, no final, mais do que suficientes para a aventura.

O sistema de combate, se tratando de action RPG, é bem completo, com combos baseado em stamina, magias, defesa, esquiva, contra ataque e ataques à distância, além de ser mas mais puxado para o lado realista da coisa, pois o tamanho, tipo e peso das armas e equipamentos podem influenciar diretamente no desempenho do personagem, fazendo dele resistente, barulhento e pesado ou ágil o suficiente para passar despercebido e pegar inimigos de surpresa. O sistema de evolução também não deixa a desejar em questões de liberdade, pois cada level representa o aumento de um atributo específico, alguns deles inclusive necessários para certas magias ou armas. Cabe ao jogador adaptar seu personagem ao seu próprio estilo para ter o melhor desempenho possível e conseguir sobreviver perante os inúmeros perigos.

Infelizmente o jogo não é livre de alguns negativos. Insignificantes, mas existem. É possível notar alguns “scripts” nos inimigos, como animações de subir e descer escadas que os tornam invencíveis, alguns inimigos que por nada reagem enquanto o jogador não se aproxima o suficiente, ou até mesmo inimigos que deveriam ser randômicos aparecendo sempre no mesmo local, da mesma forma, por exemplo. São coisas um tanto estranhas para um jogo de mundo aberto e do calibre de Dark Souls, cuja atenção para coisas não-padronizadas e não-automáticas é enorme.

Amigos e inimigos

Em Dark Souls, o jogador nem sempre controla um personagem vivo. Basicamente, o protagonista é um morto-vivo, o que influencia em diversos recursos e mecânicas do jogo, em especial o modo online. Coletando itens chamados “Humanity”, o personagem pode finalmente voltar à vida. Enquanto vivo, o jogador pode invadir o mundo dos outros ou ser invadido em seu mundo por outros jogadores e NPCs, onde o único objetivo desse evento é batalhar até a morte. Como humano, também é possível chamar NPCs e outros jogadores mortos-vivos como fantasmas para ajudarem em localidades perigosas e chefões ainda não derrotados. O jogo também apresenta um sistema de Covenants, o que equivale ao sistema de guildas de alguns jogos e modalidades de multiplayer de outros, com cada seita tendo seus benefícios, atividades, regras e punições específicas.

O modo online também oferece um sistema de comunidade e comunicação, e é claro, através de gameplay. Conectado, o jogador pode escrever mensagens e deixá-las para outros jogadores verem durante a jornada. O mais interessante disso é que o jogador precisa tomar cuidado até nesse tipo de sistema, pois uma dica pode tanto ser útil, como uma cilada para prejudicar o jogador. Além de mensagens, é possível ver vultos de outros jogadores andando pelo mundo e ver seus últimos momentos antes de alguma morte, tocando em poças de sangue pelo chão. Esse último também pode servir como dica de que armadilhas, tocaias e inimigos fortes estão por perto.

Dark Souls tem, certamente, um dos sistemas online mais bem planejados e estruturados da atualidade, que faz o jogador ser amigo, ajudante, inimigo, “NPC” ou até tutor, dependendo apenas do tipo de interação com seu próprio mundo e/ou o mundo dos outros.

Além do modo online, o jogador possui muita coisa para fazer no jogo, como explorar o mundo por passagens secretas, locais e chefes opcionais, caçando materiais raros derrubados por inimigos para forjar equipamentos únicos e poderosos e até mesmo encontrar NPCs escondidos para ver eventos ou poder comprar equipamentos e magias. O jogo também incentiva bastante o replay, pois possui mais de um final, além do fato de alguns itens derrubados por inimigos/personagens únicos não caírem com 100% de chances.

O tempo de duração do jogo depende completamente do jogador. Um jogador que gosta de explorar tudo e tem facilidade com o jogo pode terminar Dark Souls na mesma velocidade de alguém que se concentra apenas em chefões e não se dá muito bem com isso, por exemplo. Apesar dos pesares, se tirado uma média de horas, fica por volta de 50 na primeira vez.

Alma perfeita

Dark Souls não é simplesmente o melhor lançamento do ano, ou do gênero. É uma das melhores experiências que um jogador de videogame pode ter, um inimigo mortal de vida social e noites de sono. Há sim seus defeitos, mas são tão insignificantes perante o resultado final jogável, que não ignorá-los significaria uma ofensa a qualquer gamer. Exagero? Talvez no dia em que aparecer um jogo melhor, que faça despertar no jogador, através de gameplay, diversos sentimentos e sensações de forma ainda mais brilhante. Talvez Dark Souls 2.

Nota: 10

[Fran’s Review] Deus Ex: Human Revolution

“It’s not the end of the world, but you can see it from here.”

Produtora: Eidos Montreal

Distribuidora:  Square Enix

Gênero: RPG

Plataforma: Xbox 360, Ps3 e PC

Versão Analisada: Xbox 360

Com grande responsabilidade, e sendo esperado pelos fãs desde o lançamento do último Deus Ex (2003), foi finalmente lançado o terceiro jogo da série. Além dos trailers mostrando sua jogabilidade antiga sendo renovada, já era de se esperar que tivesse uma trama tão épica quanto a do primeiro jogo, Deus Ex: The Conspiracy (2000).

Um futuro inesperado

Deus Ex: Human Revolution é um Action-RPG que possibilita vários meios de se avançar durante do jogo, possuindo missões principais e opcionais, que definem o desenrolar dos acontecimentos dependendo da forma que o jogador decidir avançar e como ele vai agir em seus próximos passos.

Seus acontecimentos ocorrem no ano de 2027, o que quer dizer que conta uma história anterior ao primeiro Deus Ex, que se passa em 2052.

Temos como cenário uma visão bem futurista. Mesmo sendo um ano não tão distante, é apresentado uma realidade bem avançada em termos tecnológicos, com naves e outros apetrechos futurísticos (assim como no jogo Mass Effect, que possui traços de influência dos Deus Ex anteriores). Parte do foco da indústria nessa época seriam as Augmentations.

Ao decorrer do jogo nos deparamos com jornais que contam os acontecimentos atuais no lugar que você está. Além disso encontramos e-books jogados pelos cantos, ou até em salas importantes, que contam grande parte do enredo por trás da trama, assim como os e-mails encontrados em estações, que podem ter uma ligação mais direta com os outros jogos.

O personagem principal, Adam Jensen, faz parte da equipe de segurança de uma empresa de biotecnologia, a Sarif Industries.

A empresa foi fundada por David Sarif, e tem como foco em projetar e construir augmentations para ajudar na evolução da humanidade e serem um diferencial.

Escritório de David Sarif.

Augmentations são complementos tecnológicos anexados ao corpo humano, caso haja necessidade de tal. Como por exemplo, nosso protagonista Adam Jensen passa a possuir braços mecânicos e óculos que saem do próprio rosto. Os mesmos servem para ajudar em sua percepção geral, até podendo possuir certas armas explosivas anexadas ao corpo mecânico.

O jogo possui um foco não só neste vasto enredo cheio de possibilidades e conspirações, mas também na vida de Adam Jensen, que é revelado em algumas missões secundárias.

Pode não ser um antecessor direto de Deus Ex: The Conspiracy, mas também deixou traços de que teria uma continuação com um espaço de mistérios em branco entre este e o primeiro jogo, algo que certamente deixou fãs e conhecedores da trama bem intrigados.

Augmented

Mesclando tiros com RPG, Human Revolution consegue também mesclar terceira e primeira pessoa de forma muito interessante (já visto também em Rainbow Six Vegas), pois deixa apenas o modo “cover” em terceira pessoa. Isso ajuda as possíveis formas de passar escondido e abordar seus inimigos sem ser visto.

Ao abordá-los, temos duas possíveis opções: o modo silencioso, que deixa seu inimigo  desacordado sem alertar os outros; e o modo sanguinário, que utiliza das augmentations para assassinar o inimigo de forma cruel e barulhenta.

Ao longo do jogo, dependendo de onde olhamos à procura de itens ou coisas do gênero, nos deparamos com certos objetos que são utilizados para dar evoluir certas funções de suas augmentatios (também podem ser comprados em clínicas da Limb). Entre essas evoluções temos: cair de qualquer altura e não morrer, sobreviver a qualquer carga de energia, se tornar mais forte (ajuda em certas oportunidades de se avançar, como quebrar uma parede ou carregar um objeto pesado), entre outras.

O jogador precisa criar sua própria estratégia de avanço, assim como estratégias importantíssimas nos chefões, que dependem de suas evoluções e escolhas que foram feitas em momentos anteriores. Todos os chefes exigem certa cautela e uma estratégia cuidadosamente pensada.

Em muitos momentos nos deparamos com oportunidades de hackear uma porta ou um computador, utilizando assim suas habilidades e evoluções pra conseguir obter sucesso sem ser pego.

Seu poder de persuasão também faz toda a diferença no decorrer dos acontecimentos. Em muitos momentos é possível fazer uma espécie de interrogatório, onde é necessário agir de forma correta para obter sucesso e conseguir convencer o outro personagem de que você está certo, tentando faze com que ele concorde com você ou pelo menos acredite em sua palavra. Nem sempre funciona. Pra isso é preciso medir o uso das palavras, ou os meios de se conseguir o que quer podem se tornar mais difíceis.

O jogador possui um inventário que comporta um número máximo de itens. O mesmo deve ser utilizado com sabedoria, sempre antes sabendo exatamente o que vai precisar para seu avançar. Os itens de mais importância e eficácia, como armas de grande porte, ocupam um espaço maior, mas tudo depende da estratégia do próprio jogador na maneira que decide organizar seus itens.

Icarus

Por ser um tema futurista, não foge do que o primeiro jogo já apresentava para temas principais de trilha sonora.

Durante o jogo, somos acompanhados de bons temas musicais, que são encaixados de forma interessante em partes importantes do jogo, como uma batalhe contra um chefe ou uma cena de grande importância.

É possível observar que a parte sonora é de muita importância, pois a mesma transmite grande parte da emoção do jogo quando tocada em momentos certos.

Ao seu redor sempre nos deparamos com rádios que contam todo o acontecimento geral, também explicando sobre os jogos anteriores sutilmente e ajudando a entender o universo em sua volta.

Futuro não tão distante

Pela sua dimensão os gráficos são mais do que aceitáveis em parte geral do jogo. Em partes importantes, é possível ver certo detalhamento e polimento no cenário em geral, que não é algo básico por ser um cenário aberto e com inúmeras possibilidades.

Apenas os personagens principais possuem um verdadeiro tratamento visual, talvez por escolherem dar essa prioridade no que será visto com mais calma e por mais tempo.

As cutscenes possuem um visual extremamente diferenciado do in-game, como jogos mais antigos faziam, ou como toda a série Final Fantasy sempre fez. Isso pode acabar sendo meio frustrante. Por ser uma diferença tão grande acaba decepcionando os jogadores por terem sempre esperado por algo mais.

O cenário todo acaba contando uma história. Em cada canto vemos escritas nas paredes que se referem a diferentes acontecimentos, com cartazes falando sobre os políticos, ou apresentadores de jornais apresentando notícias que estão diretamente ligadas com sua missão atual.

O criador do labirinto

Deus Ex: Human Revolution com certeza foi um prato mais do que cheio para os fãs. Também foi muito bem visto pelos novos admiradores da série, possuindo uma trama envolvedora, uma jogabilidade cativante e músicas de se admirar.

Dentro de seu gênero, é um jogo mais do que recomendado. Se não jogou ainda, vá agora!

NOTA GERAL: 9,0