[Tomio’s Review] Dark Souls 2

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Nome: Dark Souls 2
Produtora: From Software
Gênero: Action RPG
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, PC
Versão analisada: Playstation 3, americana

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[Tomio’s Review] Bioshock Infinite

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Nome: Bioshock Infinite
Produtora: Irrational Games
Gênero: Ação/Aventura
Plataforma(s): Playstation 3, PC, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

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Bioshock Infinite é o terceiro título da premiada série da Irrational Games, Bioshock, para os consoles da sétima geração. Mas, ao contrário de seu antecessor, este não prolonga os acontecimentos de Rapture, pois é apresentado ao jogador ambiente e personagens inéditos. Por conta disso, o jogador não precisa ter jogado os outros títulos para aproveitar esse, mas certamente vai gostar muito de um easter egg que Ken Levine deixou para os fãs, contribuindo, inclusive, para a criação de ainda mais discussões e teorias a respeito dos mistérios de Columbia, a cidade flutuante que é palco do jogo.

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[Tomio’s DLC Review] Harley Quinn’s Revenge

1Nome: Batman Arkham City
DLC: Harley Quinn’s Revenge
Produtora: Rocksteady
Gênero: Ação
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, PC, Wii-U

Harley Quinn’s Revenge é basicamente um epílogo para um dos melhores jogos de 2011, Batman Arkham City, contando os acontecimentos na infame cidade logo após o término da campanha principal com o Batman.

Aqui o foco do jogo é com o Robin, que precisa investigar o desaparecimento do Batman, que por sua vez, se comportava de maneira estranha momentos antes de seu sumiço.

O conteúdo é dividido em três “grandes” etapas: O prólogo com o Robin, um flashback com o Batman e o desfecho com o Robin novamente. O jogo se mantém basicamente intacto em mecânicas para o homem morcego, e a mesma coisa dos pacotes de desafios para o menino prodígio. É interessante jogar com o Robin e ver as sutis diferenças de gadgets e estilo de luta em relação ao cavaleiro das trevas, como um escudo que protege contra armas de fogo e mini-explosivos além do famoso gel.

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O pacote apresenta apenas um balcão inédito, explorável apenas com o Robin, e reaproveitamento de um pedaço de Arkham city com Batman. Cada uma das três partes do DLC, se jogadas com cautela, observando ao redor (os inimigos, cenários e a Harley estão com um visual mais dark e diferente do que foi visto na campanha principal) e indo atrás dos (óbvios) troféus, não duram mais do que meia hora cada, totalizando 90 (noventa) minutos de jogatina. Não há desafio nas lutas, não há uma boa variedade de coisas para fazer e a única boss battle é um desafio de predador normal. Dez dólares nunca foram tão em vão.

Em questão de enredo o DLC novamente falha, pois apesar de ser uma continuação antagonizada por Harley Quinn, não acrescenta absolutamente nada no universo. É como se o jogador estivesse assistindo um episódio auto-suficiente de um seriado americano.

O único real extra são balões espalhados pelo bloco disponível de Arkham City e dentro do balcão onde Robin se encontra, mas eles são espalhados de forma aleatória, sem o auxílio de navegadores como os troféus do Riddler e sem propósito algum para coletá-los. No final, isso não passa de um prolongamento artificial e frustrado da duração do jogo.

Custo/benefício: Péssimo

Harley Quinn’s Revenge custa o preço de um jogo leve por download, mas não apresenta 1/10 do que esses jogos costumam oferecer. Um claro e desnecessário caça-níquel que deveria estar incluso gratuitamente no pacote de desafios do Robin, assim como foi no pacotão da Catwoman. Uma tremenda bola fora vinda de uma empresa tão competente como a Rocksteady.

[Tomio’s Review] Lollipop Chainsaw

Nome: Lollipop Chainsaw
Produtora: Grasshopper Manufactore
Gênero: Hack’ n’ Slash
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Pirulitos

Lollipop Chainsaw é o mais novo trabalho de Suda 51, criador de No More Heroes, para plataformas HD. O jogo recebeu uma versão exclusiva no Japão chamada “Premium Edition”, onde o jogador tem a opção de tirar a censura de violência, deixando o título como a versão ocidental, assim como escolher entre os idiomas japonês ou inglês. A versão standard do país se limita a ter censura e apenas o idioma local.

Serra-elétrica

Lollipop Chainsaw possui um polimento técnico razoável para a geração atual, com objetos de cenário destrutíveis, inimigos que vão perdendo partes do corpo, número considerável de coisas na tela sem slow-down e quesitos gráficos que não são dos melhores, mas são facilmente aceitáveis.

Já a trilha sonora é um dos grandes destaques do título, com um repertório licenciado de músicas desde os anos 60 até os dias atuais.


Os defeitos do jogo ficam por conta dos menus, que não são muito dinâmicos, e por alguns bugs que travam o jogador no local, necessitando executar pulos e golpes para a personagem “se soltar” e finalmente voltar a se mover. Uma opção de mapeamento manual de controles também faz bastante falta, já que a disposição de comandos é um tanto desconfortável e inusual para jogos do gênero.

Líder de torcida

Lollipop Chainsaw possui uma temática mais adulta no que se diz a respeito de piadas e violência, que tomam um balanço perfeito com uma líder de torcida e a cabeça de seu namorado matando zumbis com uma serra-elétrica. O elenco único e bizarro, somado ao ótimo trabalho de dublagem, só ajuda a deixar o enredo ainda mais agradável.

Além disso, o jogo é também um pacote cheio de sátiras e críticas a vários elementos da sociedade. Alguns deles: Tradicional família americana, adolescentes, gêneros musicais, seus artistas e seus fãs, e clichês de videogames. Até mesmo a própria temática, a de apocalipse zumbi, não fica de fora da brincadeira, fazendo do título uma garantia de boas risadas.

Rock’ n’ Roll

Lollipop Chainsaw é um hack’ n’ Slash com elementos arcade. Como resultado, o jogador tem um título com os tradicionais combos e variedades de ataques como em Devil May Cry, somados a pontos, progressão contínua e linear, e a separação de áreas por fases, como em um beat’em up arcade.

Não é só por ser linear que o jogo é necessariamente ruim – Lollipop Chainsaw traz uma grande variedade de situações e desafios durante as fases, não deixando nunca o ritmo cair. As fases também são repletas de coletáveis, e periodicamente apresenta uma loja. Essa loja serve para o jogador comprar diversas coisas para Juliet, a protagonista. O conteúdo da mesma vai desde extras como artworks, mais músicas e roupas opcionais pra heroína, até a mais combos e melhorias no status, dependendo apenas de zombie coins, moedas que são derrubadas por alguns inimigos e objetos do cenário.

Um dos diferenciais do jogo fica por conta do Sparkle Hunting, ação que ocorre quando Juliet mata três ou mais zumbis ao mesmo tempo, concedendo moedas extras dependendo do inimigo e do número deles. O recurso acaba não só ajudando o jogador a obter mais moedas e pontos, como também é um incentivo a mais para jogar mais estrategicamente, ou ao menos com mais cautela.

Outro destaque fica por conta dos chefões, extremamente criativos e hilários. Juliet vai encarar inimigos perigosos no final de cada fase, cada um representando um gênero musical diferente, e, em alguns casos, até mesmo satirizando um artista. A jogabilidade também acompanha toda essa loucura e traz formas diferenciadas de se derrotar cada um deles.

O jogo também apresenta o Nick Ticket, um recurso bem interessante e útil para a progressão do jogo. Com ele, Juliet literalmente usa a cabeça de seu namorado Nick para realizar diferentes atividades temporárias, todas elas resultando em atordoamento instantâneo dos inimigos da tela. Infelizmente, esse recurso é um pouco prejudicado pelo já citado inusual e desconfortável mapeamento do controle, já que ele é ativado basicamente pressionando o analógico esquerdo, resultando em inúmeros usos acidentais, desperdiçando o item em si e prejudicando combos, no pior dos casos.

Outro defeito da jogabilidade fica por conta de Lollipop Chainsaw ser um jogo que possui até mesmo arma de fogo e dash para pequenas maratonas, mas não possui um comando defensivo apropriado. O jogo oferece apenas o botão de pulo, que funciona como esquiva em inimigos bem próximos, mas de nada adianta em ataques vindos de longe, por exemplo.

Para finalizar, o jogo não é um bom exemplo de desafio. Mesmo em dificuldades altas, Lollipop Chainsaw é bem amigável para o jogador, fazendo com que o título não seja o ideal para quem procura um jogo que castiga severamente o jogador pelos seus erros.

Zumbis

Lollipop Chainsaw dura cerca de 6 horas para ser terminado pela primeira vez. Apesar de curto e linear, o jogo possui alguns bons extras, como inimigos especiais e itens coletáveis que aparecem pelas fazes dependendo de fatores como o número de vezes jogados e o nível de dificuldade.

O jogo também possui um modo online com modalidades distintas como time attack, score attack e medal attack, para os jogadores registrarem seus récordes e competirem com o mundo todo.

Outro extra fica por conta dos sobreviventes. Durante as fases, Juliet encontra outros estudantes sofrendo ataques zumbis, Se resgatados, o jogador recebe recompensas, e se deixá-los morrer, viram inimigos nesse instante. É um opcional interessante que põe em prática as habilidades do jogador, mas é outro ponto não muito bem aplicado no jogo, pois o mesmo não oferece nenhum tipo de indicador de resgatados fora das fases – um pesadelo para quem deixou um sobrevivente morrer e não lembra em qual parte da fase isso aconteceu.

Cabeças

Lollipop Chainsaw é um jogo muito engraçado e com muitas boas idéias, que infelizmente não foram muito bem aplicadas. Um jogo que pode ser curtido se o jogador fechar os olhos para alguns pequenos bugs e algumas decisões erradas de design. Se Suda 51 ficar de olho nas críticas e defeitos, o sucessor do jogo, seja sequência direta ou espiritual, fará muito barulho.

Nota: 7,5

[Tomio’s Review] Binary Domain

Nome: Binary Domain
Produtora: SEGA
Gênero:  Tiro em terceira pessoa
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, PC
Versão analisada: Playstation 3

Domínio binário

Binary Domain é o mais novo título da Ryu ga Gotoku Studio (SEGA), divisão responsável pela série de mesmo nome (“Yakuza” para os ocidentais).

Vanquish?

Binary Domain é um jogo que lembra muito Vanquish, título de mesmo gênero produzido pela Platinum Games. Começando pela arte “cinza” do jogo, já que o mesmo é baseado em ambientes urbanos. Apesar de mostrar belos panoramas metropolitanos ao longo das missões, o visual se limita bastante nesse tipo de terreno, se mostrando um tanto cansativo no final das contas.

A sonoplastia é outro ponto que se assemelha ao citado título da Platinum, com músicas eletrônicas. Apesar de serem ótimas composições, elas se perdem no som ensurdecedor do tiroteio, explosões e conversas dos soldados.

Tecnicamente, o jogo não é dos mais belos já vistos, com muitas texturas pobres e personagens não muito bem modelados, mas possui umas boas expressões faciais hora ou outra.

Exterminador do futuro japonês

Binary domain possui a mesma temática de filmes como “Eu robô”, “Matrix” e “Exterminador do futuro”, ou seja: Máquina versus homem.

O elenco do jogo é um tanto morno, com alguns personagens bem carismáticos, mas em geral muitos são “sem sal”. O destaque aqui vai para a mistura de duas culturas: a americana e a japonesa. Como resultado, o jogo carrega personagens com piadas e cenas mais ocidentais, enquanto coisas como personalidades e narrativa puxam mais o lado oriental.

Um ponto forte é a dublagem. Pela história se tratar de um esquadrão internacional no Japão, o jogo apresenta tanto a língua inglesa quanto a japonesa durante as conversas. É interessante ver como o inglês é adotado como língua universal no futuro fictício do jogo, e como os japoneses mantêm seu sotaque mesmo falando sua segunda língua fluentemente.

O enredo é por si só bem planejado, com boas reviravoltas, mas a narrativa simplória não contribui, fazendo com que as cenas fiquem previsíveis demais.

Após terminar o jogo, o mesmo se mostra aberto para continuação. Isso fica mais evidente devido ao fato de muito dos personagens presentes no jogo simplesmente desaparecerem uma hora, não dando mais explicações sobre o que aconteceu com eles.

O verdadeiro “Terminator Salvation”

Binary Domain é um jogo de tiro em terceira pessoa completo, com um vasto arsenal, cover, blind fire, dentre outras coisas que caracterizam o gênero. É completo, mas não perfeito – o jogo não possui uma jogabilidade das mais suaves, com momentos que lembram um pouco os controles “tanque de guerra” dos Resident Evils mais recentes, mas nada que chegue a incomodar, tampouco atrapalhar. O jogo também é uma verdadeira aventura, colocando o jogador sempre em diversas situações, quebrando a monotonia de tiroteiro incessante.

Um dos destaques do jogo ficam por conta dos inimigos, que são todos robôs. E, sendo um robô, eles são destrutíveis em partes. É divertido e satisfatório ver diferentes resultados durante as batalhas, como destruir uma perna de um robô e vê-lo mancar, destruir as duas e vê-lo rastejar atrás do jogador, destruir um braço e vê-lo pegar a arma de volta com o outro, e até mesmo destruir a cabeça e danificar seus circuitos, fazendo-o atacar outros inimigos. A IA deles também é bem satisfatória, pois além de agressivos e surgirem massivamente, fazem bom uso do cover. Os chefões são outro destaque, pois estão em grande número, todos eles necessitando de estratégias diferentes para serem derrotados.

Além da ação, o jogo apresenta também alguns elementos de RPG.

O primeiro elemento fica por conta do gameplay, com inimigos que dão pontos ao serem derrotados. Esses pontos servem para comprar produtos em máquinas espalhados pelo jogo, disponibilizando munição, armas e upgrades para as armas fixas do esquadrão, além de nanomachines, o que equivalem a skills passivas, como aumento de defesa ou precisão na mira, por exemplo.

O segundo fica na interatividade entre os personagens. Durante as batalhas, frequentemente os personagens conversam com o jogador e o fazem realizar escolhas. Essas escolhas não influenciam só na situação do momento, como também melhoram o relacionamento entre Dan, o protagonista, e o resto do esquadrão. Um bom relacionamento resulta tanto em um melhor trabalho em equipe, como também pode alterar alguns eventos finais. Vez ou outra, alguns diálogos entre eles também ocorrem nos intervalos, tanto para saberem da opinião de Dan sobre a situação da trama como para comentarem outros assuntos mais particulares. Feitos durante as batalhas também influenciam no karma, como impressionar a equipe destruindo vários robôs com head-shots, ou deixando-os furiosos com friend fire, por exemplo.

Um interessante, porém não muito bem implementado sistema, é o de comando de equipe. Dan possui a habilidade de ordenar quem estiver em campo de guerra com ele, a realizar ações básicas, como cessar fogo, atirar, reagrupar ou dar cobertura. Esses comandos inclusive são possíveis através de um microfone, pela própria voz do jogador. Como já citado, o sistema não é muito bem implementado, pois esses comandos fazem muita pouca diferença devido à inteligência artificial não muito boa dos aliados.

Falando em equipe, é possível, na maioria das vezes, escolher quem vai ficar ao lado de Dan durante as missões, variando entre um ou dois aliados. Cada um deles, supostamente, possui armas e estilos de batalha diferentes, mas no final das contas não fazem muita diferença na hora do “vamos ver”, infelizmente.

Agora, os grandes inimigos do jogo: A dficuldfade do jogo e a IA aliada.

O jogo, mesmo em dificuldades altas, é consideravelmente fácil, devido a várias mecânicas que deixam a vida do jogador bem mais tranquila. A começar pelo já usual sistema de auto-recover, bastando ficar escondido em situações críticas para voltar ao tiroteio. Logo em seguida, entra em cena os medi-packs, que ressucitam um personagem morto (incluindo o próprio Dan) em batalha. Além desses medi-packs serem acumulativos, eles podem ser adquiridos diversas vezes pelas missões, inclusive nas máquinas de vendas. Para terminar a festa, todos os membros do esquadrão (quase sempre 2 aliados ou mais), possuem seus medi-packs. Ou seja, em uma batalha difícil, o jogador pode ser ressucitado inúmeras vezes, enquanto existirem medi-packs nas mãos de alguém do grupo.

Já a fraca IA aliada, além de não mostrar resultados significativos durante os comandos, muitas vezes ficam no caminho do jogador no meio do tiroteio, sendo alvo fácil de friend fire. Além disso, se eles morrem durante uma batalha e não possuem medi-packs, é game over por deixá-los morrer, necessitando que o jogador banque a babá deles algumas vezes, principalmente em dificuldades mais altas.

Explodindo cabeças

Binary Domain dura cerca de 10 horas junto com todas as cutscenes. Além da campanha principal, que possui muitos files e nanomachines escondidos, há também o modo online, com multiplayer versus e um modo chamado “Invasion”, que é basicamente um modo “Horde”, da série Gears of War.

Let the good times roll

Binary Domain é o que Terminator Salvation deveria ter sido: Um jogo de destruir robôs com uma campanha relativamente longa, batalhas frenéticas, muitas e alucinantes boss battles e gameplay variado.

Nota: 8,5