[Especial Melhores de 2010] Red Dead Redemption

TítuloRed Dead Redemption
Desenvolvedora: Rockstar Games
Gênero: Sandbox
Lançamento: 18 de maio de 2010
Disponível nas plataformas: Playstation 3 e no Xbox 360
Suporte a: multiplayer online
Classificação: M (sangue, violência intensa, nudez, linguagem suja, conteúdo sexualmente forte, uso de drogas)

O VELHO OESTE GANHA UMA NOVA CHANCE

Ah, o velho oeste! Quem nunca ouviu o avô falando dos grandes filmes que ele ia todo santo fim de semana assistir no cinema? Quem nunca ouviu falar de Charles Bronson, um dos maiores atores dos filmes de faroeste? E o tanto que nossos avôs elogiam as belas atrizes da época?
Pois então, o gênero de faroeste muito já foi explorado pelo cinema e até hoje rendem bons filmes, como “O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” e algumas outras pérolas que de vez em quando pintam abordando o tema. No videogame já foi bastante abordado, afinal os mais veteranos vão se lembrar de um clássico dos arcades e da era 16 bit: Sunset Riders, jogo de ação ambientado no velho oeste americano, com direito a muito tiro e desafio. Ou ainda na geração passada todos se lembrarão de Gun, uma das pérolas que abordam o tema, e Red Dead Revolver, um projeto abandonado da Capcom que a Rockstar Games abraçou. E nessa geração vimos Call of Juarez e uma seqüência dele.

E eis que em maio de 2009 foi anunciado pela primeira vez Red Dead Redemption, dos mesmos produtores de Grand Theft Auto IV, em um trailer de lançamento cheio de tiroteios e frases de efeito, introduzindo os futuros aficionados em Red Dead Redemption no seu universo.

JOHN MARSTON E A VIDA NO OESTE

Conforme ia se aproximando o lançamento do jogo, a Rockstar foi lançando trailers mostrando o que poderíamos esperar do jogo. Em um dos primeiros trailers após o de lançamento, chamado “My name is John Marston”, fomos apresentados ao seu personagem principal. Marston apresenta-se como um ex-fora da lei, e que participava de uma gangue roubando trens, bancos, matava pessoas e outras coisas que todo bandido da época adorava fazer, mas que agora estava buscando redenção a todo custo para reaver sua família.

Outro trailer, entitulado “Life in the West”, mostra a proposta da Rockstar Games em Red Dead Redemption, apresentando-nos um oeste vivo e verossímil à época, procurando mostrar a dificuldade de se viver na fronteira entre Estados Unidos da América e México em uma época de transição do modo de viver praticado há tempos ali para a modernidade que chegaria impreterivelmente, enquanto ao mesmo tempo o México entrava em uma Guerra Civil, a famosa Revolução Mexicana.

Centenas de personagens foram criados para que esta experiência única fosse possível, todos com personalidades próprias, profissões e diálogos. Estava claro que a Rockstar estava vindo com grandes planos e ambições, mostrando pouco a pouco, mas de forma incrível a proposta de seu jogo, com trailers combinando gameplay e cut-scenes.

O INÍCIO DO SÉCULO XX EM PLENO 2010

A capa do jogo

Finalmente chegou o dia que tantos jogadores esperavam: 18 de maio de 2010. Estava lançado Red Dead Redemption, com a promessa de ser o melhor jogo a abordar o tema do faroeste nos videogames.

Logo na primeira semana o jogo vendeu duas milhões, quarenta e cinco mil, quatrocentos e oitenta e quatro unidades em todo o mundo, segundo o VGchartz e até hoje ocupa primeiros lugares de vendas em vários sites, como a Shopto.

A recepção da crítica foi mais do que excelente, obtendo várias notas máximas em diversos sites e revistas, como a Playstation Official Magazine UK, Eurogamer Spain, 1UP, dentre outros. A IGN deu 97 ao jogo, admitindo que o jogo é obrigatório e que a Rockstar levou o faroeste a mais altos níveis e criando uma das mais profundas e divertidas experiências de todos os tempos, enquanto a Eurogamer deu nota 80 ao jogo, criando um mundo muito distinto e coerente.

O jogo possui um metascore de 95 no metacritic, baseado em 73 críticas e análises.

AS DIFERENÇAS GRÁFICAS ABSURDAS ENTRE AS VERSÕES DO XBOX 360 E DO PLAYSTATION 3

Red Dead Redemption é um dos multis que mais ficaram diferentes em suas versões. A versão do console da Microsoft possui muito mais detalhes e resolução melhor do que a do videogame da Sony. É um típico caso de multi piorado, mas nesse caso foi bastante, como pode-se ver no Head to Head da Digital Foundry:

http://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-red-dead-redemption-face-off

Apesar da versão do Xbox 360 ser bastante superior, isto não torna a do Playstation 3 descartável ou não-jogável. Vale bastante a pena ser jogada, a ambientação ainda é de assustar qualquer um devido ao cuidado que a produção teve com o jogo. E, além do mais: Red Dead Redemption não é sobre gráficos, é sobre o feeling que o jogo consegue passar ao jogador.

A JOGABILIDADE FAROESTE

Apesar de todo o cuidado tomado com a ambientação, caracterização dos personagens e com o enredo do jogo pela Rockstar, a jogabilidade não foi deixada de lado. Tudo em Red Dead Redemption funciona muito bem, desde o tiroteio, as missões diversificadas e os passeios solitários a cavalo que John Marston executa durante todo o jogo.

O replay do jogo é absurdo e a aventura do ex-fora da lei é de tirar o fôlego, uma das mais divertidas e imersivas da geração, além de possuir diversos desafios à parte da campanha principal do jogo. Um dos efeitos mais bacanas introduzidos é o uso do Dead Eye, capacidade de John Marston que deixa a tela em tons amarelados (sépia), como uma foto bem antiga enquanto todos os movimentos ficam em slow-motion, como o Bullet Time consagrado nos filmes por Matrix e nos videogames por Max Payne.

A MÚSICA EM RED DEAD REDEMPTION

Claramente uma das melhores trilhas sonoras originais da geração. As músicas sempre remetem ao clima faroeste do jogo e entram no momento certo, não há deslizes. Composta por Bill Elm e Wood Jackson, o trabalho foi árduo, porém gratificante. Em um trailer lançado em julho, foi mostrada a composição da trilha. Participou inclusive Tommy Morgan, uma lenda da harmônica, uma espécie de gaita, que já compôs trilhas para diversos filmes de faroeste. O trailer completo da música em Red Dead Redemption pode ser visto abaixo:

A EMOÇÃO NO JOGO

Além das músicas que embalam diversos momentos do jogo, foram brilhantemente introduzidas quatro músicas onde há letras e alguém cantando, coisa que é difícil nos videogames, apesar de isto estar mudando muito mais nesta geração.

O destaque destas quatro fica para Far Away, composta por Jose Gonzalez, embalando um dos momentos mais solitários de John Marston e deixando jogadores de boca aberta tamanha a imersão proporcionada por este momento, cavalgando à beira do Rio Bravo, em uma terra totalmente desconhecida pelo protagonista. Confira no link abaixo a apresentação do artista ao vivo no VGA 2010:

PREMIAÇÕES NO VGA: A REDENÇÃO DO VELHO OESTE DIGITAL

Mais do que merecidamente, Red Dead Redemption levou o “Game of the Year” na premiação da Spike, o VGA, batendo grandes concorrentes, como Halo: Reach, God of War III e Mass Effect 2.

Duelo de altas proporções

Além do maior prêmio, também venceu os prêmios de melhor música em um jogo (com Far Away), de melhor trilha sonora original e também com o melhor DLC, com a expansão Undead Nightmare.

POR QUE RED DEAD REDEMPTION MERECE ESTAR NO TOPO?

O jogo é simplesmente uma das experiências mais imersivas e completas de todos os tempos. É o perfeito equilíbrio entre jogabilidade, enredo e ambientação. John Marston é um homem determinado, em busca de um só objetivo e vai cumpri-lo a qualquer custo, nem que seja o de arriscar sua própria vida.

Red Dead Redemption é experiência obrigatória para todos que querem saber o que significa videogame em pleno 2010, proporcionando diversão e reflexão ao jogador. É impossível não se envolver totalmente com a vida perigosa de John Marston. Digo mais: é impossível não se sentir John Marston enquanto jogando Red Dead Redemption.


LINKS

http://www.gametrailers.com/game/red-dead-redemption/11275

http://ps3.ign.com/objects/748/748481.html

http://www.rockstargames.com/reddeadredemption/

http://en.wikipedia.org/wiki/Red_Dead_Redemption

http://www.rockstargames.com/

https://jogadorpensante.wordpress.com/2010/08/31/red-dead-redemption-o-velho-oeste-digital/

“Outlaws to the end!”

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[Especial] Retrospectiva 2010

Mais um ano vai chegando ao fim e as expectativas para dezembro são baixas, os lançamentos do mês praticamente não interessam. Mas que o ano de 2010 foi excelente para os jogadores, ah, isso foi! O Jogador Pensante apresenta para você uma retrospectiva dos maiores lançamentos do ano!

Janeiro já começou excelente, com lançamentos de peso, como o poderoso jogo de ação Bayonetta, com lutas frenéticas e jogabilidade bastante fluída, tendo a sua versão definitiva e mais bem acabada no Xbox 360 (a versão de PS3 infelizmente é muito aquém visualmente). Outra grata surpresa foi Darksiders (PS3, Xbox 360 e, posteriormente, portado para PC), que trouxe uma jogabilidade à lá Zelda, em um jogo com muita exploração, dungeons e bastante violência. O Wii também teve seu lugar ao sol de janeiro com o jogo de luta Tatsunoko vs. Capcom e com a seqüência do aclamado e com status de cult No More Heroes, com Desperate Struggle. Mas com certeza o maior destaque do mês foi Mass Effect 2, dando continuidade ao jogo anterior da franquia e que concorre ao título de “Jogo do Ano” em diversas premiações.

Em quantidade, fevereiro foi um mês fraco. Já em qualidade, totalmente o contrário: houve o lançamento de dois gigantes da geração atual, com o excelente Heavy Rain, exclusivo do Playstation 3, e seu conceito de filme interativo e também com Bioshock 2 (PS3, Xbox 360, PC), a seqüência do aclamado shooter dieselpunk, de 2007.

Março veio com bastante variedade e jogos de peso, com o controverso Final Fantasy XIII (PS3 e Xbox 360) e o shooter Battlefield Bad Company 2 (PS3, Xbox 360, PC). O Nintendo DS apareceu em março com os lançamentos dos remakes Pokémon Heart Gold/Soul Silver. O destaque do mês ficou por conta do poderosíssimo God of War III, jogo exclusivo do console da Sony e mais um a disputar várias premiações internet afora.

Em abril o jogador pôde conferir Super Street Fighter IV no Playstation 3 e no Xbox 360, o sucesso de vendas japonês Monster Hunter Tri no Wii e Splinter Cell Conviction no console da Microsoft e no PC.

Maio foi um mês de grandes lançamentos, como o do muito esperado Alan Wake, jogo de suspense da Remedy para Xbox 360. Pela demora para ser lançado e pelo gráfico sub-hd do jogo, muitos o consideraram um “flop”, mas ainda assim foi um excelente lançamento para os donos do Caixa. Os maiores destaques do mês foram sem dúvidas Super Mario Galaxy 2 (Wii), no Wii, que se encaixa nos melhores platformers já feitos e também Red Dead Redemption (PS3, Xbox 360), tido como o melhor sandbox já feito. Ambos disputam várias premiações, incluindo a de melhor jogo do ano.

Em junho o PSP recebeu mais um jogo da franquia de espionagem mais famosa do mundo: Metal Gear Solid Peace Walker, enquanto o Wii recebeu a seqüência de uma franquia que não aparecia desde o Nintendo 64, com Sin and Punishment 2: Star Successor.

Julho foi a vez de um monstro de vendas no Japão aparecer no ocidente: Dragon Quest IX, no Nintendo DS. Enquanto isso no Xbox 360 apareceu uma excelente surpresa na Xbox Live Arcade: Limbo, um jogo com arte inspirada de tirar o fôlego. O gigante do mês foi com certeza Starcraft II, a seqüência do aclamado jogo de estratégia da Blizzard, lançado somente para PC.

Em agosto veio Mafia II, dividindo várias opiniões e frustrando muitos fãs do primeiro jogo da série, que foi um sucesso. O destaque ficou por conta de Metroid: Other M, jogo que buscou uma volta às raízes do da franquia, no Wii e que também mostrou mais da história pessoal da protagonista Samus Aran.

Um dos jogos mais esperados do ano apareceu em setembro: Halo: Reach, no Xbox 360. Aclamado pela crítica e pelo público em geral, principalmente pelos fãs da franquia, o jogo concorre a melhor jogo do ano em diversos sites. Neste mês também apareceram F1 2010 (PC, Xbox 360, PS3), Dead Rising 2 (PS3, Xbox 360, PC) e FIFA 11 (em todas as plataformas possíveis da geração).

Outubro veio lotado de jogos de peso, com Kirby’s Epic Yarn para Wii, a expansão de Red Dead Redemption com zumbis: Undead Nightmare, no Xbox 360 e no Playstation 3. Fable III também veio timed-exclusive para o Xbox 360, já que em breve será lançado para o PC. O shooter de Mikami, Vanquish (PS3, Xbox 360), também deu suas caras com uma campanha curta, porém extremamente frenética. Enslaved: Odyssey to the West (PS3, Xbox 360) impressionou pelas suas expressões faciais dos personagens do jogo. O destaque fica por conta de Castlevania: Lords of Shadow, lançado para o Playstation 3 e Xbox 360, com um gameplay inspirado em God of War, porém com mais puzzles e exploração.

Novembro foi o mês de Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, Xbox 360 e em breve no PC), jogo que dá seqüência às sagas de Ezio e de Desmond, agora contando com um modo multiplayer online. Donkey Kong Country Returns e Epic Mickey, duas grandes promessas do Wii, também apareceram neste mês, mas o primeiro se deu muito melhor do que o último e hoje se sabe que o platformer 2D estrelado pelo macaco mais famoso dos videogames no Wii já nasceu um clássico. A série Call of Duty também estava devendo sua aparição anual e assim o fez com Black Ops, para PC, Xbox 360, PS3 e Wii.

Imagino que muita coisa ficou de fora, mas é realmente difícil fazer uma retrospectiva em um ano tão recheado de jogos como foi esse 2010! E agora, bola pra frente porque 2011 também promete com diversos lançamentos, além do que é o ano que tanto Kinect quanto PS Move tentarão se firmar. Mas o que isso significa? É o fim do hardcore? Ou seremos surpreendidos e será possível ver jogos para um público mais experiente e exigente nestes novos acessórios, que, a princípio, têm um foco mais casual? Só jogando em 2011 para saber mesmo!