[Overthinking] O manifesto anti-escravocrata nos games

revverde1Há algum tempo atrás, surgiu um jogo chamado Super Mario Bros. 3. Nele, você poderia entrar em umas casinhas de entretenimento que te davam itens de volta. Naquela época isso não era muito comum, mas começava a surgir nos jogos uma relação consumerista entre personagem e NPC.

O que é de se espantar, no entanto, é que o Toad em questão trabalhava de graça e ainda por cima concedia itens ao encanador, depois de aplicar um joguinho da memória ou algo semelhante, coisa que exigia pouquíssimo cérebro, justamente para agraciar com um prêmio o jogador. Após pegar o item, a casinha sumia, e podemos ver nisso duas implicações:

Clique e leia todo o manifesto!

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[Overthinking] Arquivo confidencial – Mario

Muitos de nós sabemos que Mario veio de Jumpman, o homenzinho pulador de barris do arcade “Donkey Kong“. Mas o que ninguém sabe, é que aquele personagem que precisa salvar Daisy é também um ator, um trabalhador como todos nós. Com o sucesso do arcade, a fama veio à tona, e junto a ela o nome Mario foi dado ao bigodudo italiano. Vindo de família modesta, a fama logo subiu à cabeça do mais novo mascote da Nintendo, e não demorou muito para por as mãos em atrizes pornôs, como Peach, e em drogas. Afinal, cogumelos e folhas não nascem em qualquer lugar.

O primeiro trabalho de Mario.

Se dando conta da má conduta de seu novo funcionário, a Nintendo resolveu demití-lo, obrigando-o a recomeçar a vida como encanador. Começando a ter mais despesas que lucros, Mario não teve outra saída a não ser oferecer sua mais nova companheira, Peach, ao seu fornecedor, Bowser, como garantia em troca de mais cházinhos e algumas ervas extras.

O novo local de trabalho de Mario.

Mas os problemas não terminaram por aí. A mídia sensacionalista descobriu o paradeiro de Mario e começou a investigar sua vida. A Nintendo, com medo que descubram toda a verdade por trás daquele homem e possam, com isso, prejudicar o crescimento dela com escândalos, contrata Mario de volta junto com Bowser e Peach, fazendo todos acreditarem que aquilo é um ensaio para o próximo projeto da empresa japonesa. Em troca de sigilo e cooperação, Mario ganha o direito de consumir tudo o que bem entender em termos de entorpecentes, além de aliviar suas necessidades sexuais com Peach em dias de folga.

Vai um “cházinho” aí?

Nasce, assim, Super Mario Bros.

Com o sucesso do projeto, a Nintendo resolve fazer do jogo uma série. Mas esses planos foram cancelados, já que Bowser simplesmente desaparece antes da conclusão do segundo título, onde o bigodudo veste trajes de Guaxinim e Sapo. Novamente sem emprego, mas desta vez com a vida estabilizada, Mario e Peach se mudam para o interior, onde têm um filho, Toad, e levam uma vida agrícola tranquila até a chegada de Wart, capanga de Donkey Kong, que usou o poder conquistado para mergulhar no mundo do crime. Wart na verdade estaria atrás de Bowser, que procurou o símio do tráfico para declarar que gostaria de sair daquele mundo, a fim de se dedicar totalmente à fama. Furioso, Donkey manda seu fiel sapo atrás da tartaruga espinhuda, que desaparece do mapa após receber ameaças por telefone.

Toad vs Wart.

Vendo o perigo se aproximando do ex-colega de trabalho, a famíla de Mario une forças para derrotar o criminoso. O que ninguém sabia é que um funcionário da Nintendo gravava todo o confronto escondido, levando o projeto para os estúdios internos da empresa e criando Super Mario Bros. 2. A mídia, espantada com a repentina troca de vilões, investiga novamente a vida de Mario e também da Nintendo. Como resultado, eles obtém um beta do que seria o verdadeiro Mario Bros. 2, um jogo que expõe bastidores e sem nenhum tipo de efeito especial ou cenário apropriado. Percebendo o vazamento (causado por um erro de estagiário), a Nintendo lança assim mesmo o beta, chamado-o de Super Mario Bros. 3, antes que qualquer tipo de suspeita e/ou escândalo fossem levantados.

Super Mario Bros. 2 BETA

Informado da derrota de Wart, Bowser volta para a Nintendo, que reúne o elenco e imediatamente começa seu mais novo projeto: Super Mario World. Nesse jogo também estaria presente Toad, filho de Peach e Mario (na verdade, de Luigi), vestido como um dragão verde de montaria que atende hoje como Yoshi. Obtendo enorme sucesso, acaba ganhando posto de estrela no próximo projeto, Yoshi’s Island, onde o cogumeludo fantasiado precisa carregar seu irmão mais novo nas costas.

Toad e seu irmãozinho.

O resto, é o que todos nós vimos até então. E assim fecha a fase obscura do encanador mais famoso dos games, onde, literalmente, quase entrou pelo cano.

[Overthinking] Donkey Kong, o traficante de bananas

Você nunca me enganou!

Eis aqui algo que sempre vi claramente nos jogos da franquia Donkey Kong, mas principalmente vou focar neste artigo sobre o primeiro jogo do Super Nintendo, o famoso Donkey Kong Country. Todo o jogo acreditamos estar jogando com um excelente macaco e seu fiel companheiro em busca de um tesouro roubado, a reserva de bananas do macacão, que fica embaixo de sua casa.

Espere. Sim, isso mesmo, embaixo de sua CASA. Para começo de conversa, os únicos que possuem uma residência neste jogo são o próprio Donkey Kong e os macacos ligados a ele. Começa por aí o problema, a ilha é lotada de seres que estão impedindo o macaco de avançar, e eles não têm onde morar (ou alguém viu um Kremling saindo de sua nobre residência reclamar do barulho excessivo e bagunça causados pelo macaco?).

Enfim, não pode ser sadio apenas Donkey Kong e seus familiares e/ou amigos (Funky Kong e Candy Kong) ter onde morar e se proteger da chuva, ou ter uma boa noite de sono. A ilha, como já percebido, possui a face de Donkey Kong estampada nela. Obviamente estamos diante de um tirano, que só pensa em si mesmo e não se importa nem um pouco com o problema dos sem-teto.

Bem, voltamos ao suposto “roubo” das bananas de Donkey Kong. Primeiramente, a quantidade era enorme, o que o torna um belo de um egoísta mais uma vez, quer todo o alimento bananístico para si. Mas daí vem outro ponto que o jogo não explicita muito bem: o “Kong’s Banana Hoard”, o esconderijo das bananas de DK é, na verdade, um depósito para as bananas que posteriormente serão traficadas para as outras ilhas do arquipélago, visto que o macaco conduz experimentos genéticos em suas frutas, deixando-as mais gordas e suculentas do que da concorrência.

A céu aberto, a impunidade reina

Este fato das bananas estarem geneticamente modificadas explica-se pelo fato de várias delas estarem flutuando pelas fases e girando freneticamente. Oras, leitor, aposto que você nunca viu uma banana fazer coisas do tipo, exceto em algum número de mágica do Mister M.

Banana transgênica, sempre um perigo

E o que há de errado que todo mundo nessa ilha odeia o protagonista do jogo? Simplesmente é impossível uma pessoa ser tão odiada desta forma. A não ser, é claro, que ela tenha mandado esculpir na ilha sua face, com dinheiro proveniente da extorsão monetária do povo que por ali mora (aqueles jacarés, as cobras, os esquilos, enfim, todos da ilha). Vê-se claramente que o tráfico faz o sistema da ilha estar nas mãos de Donkey Kong e seus familiares. O velho ancião Cranky provavelmente foi quem iniciou as atividades ilícitas e latifundiárias na ilha, indo contra todas as propostas de reforma agrária que o antigo rei da ilha, K. Roll, havia proposto.

Sim, isso mesmo, K. Roll escolheu o exílio além-mar da ilha que antes era pacífica e vivia em harmonia. Mas partiu com uma idéia, uma revolução em mente, é claro. Compactuou com todas as outras raças da ilha contra o monopólio do macaco tirano chamado Donkey Kong, que obteve, obviamente 100% da aprovação de todos os contactados, visto que estavam totalmente insatisfeitos com o reino de ódio, terror e bananas de DK e seus familiares. Veja só, a plantação de bananas da família Kong se estende por absolutamente toda a ilha. Os pobres moradores não podem trabalhar, cultivar seu próprio sustento e, ao mesmo tempo, têm medo de comer as bananas transgênicas, pois dizem ser cancerígenas.

Animal escravizado e extremamente drogado por Donkey Kong. Perceba seus olhos vidrados.

O tráfico é feito a céu aberto, Donkey Kong, que prefere não contratar ninguém para fazer o serviço sujo, recolhe suas bananas totalmente despreocupado, visto que a polícia foi extinta e o caos reina absoluto. A odisséia faz o jogador pensar que está indo para um bom final, para recuperar a “reserva especial de bananas dos Kong”, quando, na verdade, o jogador está indo cada vez mais a fundo do mundo do tráfico e assiste, sem perceber, à insatisfação da população, que tem que viver nas selvas, cavernas e até mesmo dentro de minas, procurando proteção contra o macaco.

O jogador é forçado a coletar as bananas ilegais de Donkey Kong. Perverso.

Infelizmente, o mal prevalece e no fim do jogo Kong vence o revolucionário e bonzinho K. Roll e acaba por recuperar bilhões de dinheiro em bananas, e assim o tráfico continua. É por isso que nunca zerei Donkey Kong Country, sempre preferi chegar ao final e morrer todas as vezes, faltando um pulo para derrotar o Rei K. Roll, para dar mais emoção à revolução. O final secreto foi retirado do jogo, a pedido dos Estados Unidos, que alegou um perigo comunista com a cena mostrando a igualdade sendo propagada pela ilha com K. Roll a governando, enquanto DK e sua família seria levada até uma das minas, onde lá permaneceriam até pagar o débito para com a sociedade, agora livre do tirano mais peludo de todos os tempos.

O final ruim de Donkey Kong Country