[Especial] Brasil Game Show 2013

A feira de jogos, Brasil Game Show, está em constante crescimento. No ano passado, em 2012, o evento ocupava apenas um pavilhão da Expo Center Norte, em São Paulo, e esgotou todos os ingressos. Esse ano não foi diferente, esgotou para quase todos os dias, sendo que dessa vez foram usados dois pavilhões, com estandes gigantes da Microsoft e da Sony, e outros estandes grandes e com muito mais diversidade.

Como é o propósito de um evento desse tamanho mostrar o que é novo, era de se esperar que os novos consoles estivessem lá. E estavam, Xbox One e Playstation 4, prontos para serem jogados, após uma fila de pelo menos uma hora.

Filas e multidões era o que mais se encontrava em um evento onde tinham promoções, prêmios e gente famosa em todos os lugares.

Entre os locais que ofereciam jogos para serem jogados, tinham campeonatos de jogos da Blizzard, Assassin’s Creed IV: Black Flag em seu estande único para ser jogado, Sony com Killzone Shadowfall, central Arcade da Warner com Dying Light, Batman Arkham Origins, entre vários outros jogos.

Clique aqui para continuar lendo sobre nossa experiência na BGS 2013!

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[Especial] Tomb Raider (Parte 2)

Um curto adeus

Um curto adeus.

Core Design e a sua difícil tarefa de manter Lara Croft um sucesso

No artigo anterior conhecemos o início revolucionário da exploradora Lara Croft, suas aventuras anuais que acompanharam os jogadores de 1996 até 1999, até que, esgotados, os criadores decidem matar a personagem.

Entretanto, parecia difícil para Eidos aceitar a morte da heroína mais rentável da história e, por esse motivo, conhecemos mais dois jogos da série no ano de 2000. A expansão de Tomb Raider III, conhecida como Lost Artifact, sem grandes novidades para trazer (não para mim, que o jogou loucamente em seu lançamento e o achou fantástico em todos os quesitos) e, finalmente, em novembro de 2000, chega às lojas Tomb Raider Chronicles, o quinto título para a série.

Clique para saber tudo da segunda e última parte do artigo!

[Especial] Tomb Raider (Parte 1)

tomb raider evolução

E a aventureira nasce

1993. Foi nesse ano que a empresa britânica Core Design iniciou o demorado processo de criação do jogo intitulado Tomb Raider. Toby Gard, responsável pelo design de personagens, criou então um personagem masculino de chicote e chapéu para ser o protagonista do novo jogo. Seu personagem, tão semelhante à Indiana Jones, foi descartado. Gard encontrou uma solução criativa para seu problema: uma personagem feminina, diferente do estereótipo do momento, atleta e de tranças. Seu nome era Laura Cruz, nascida na América do Sul e especializada em artefatos antigos.

Laura Cruz não era bem o que a empresa de software Eidos (que havia recentemente comprado a Core Design) queria. A personagem poderia ser uma mulher exploradora de tumbas, mas o nome deveria soar mais agradável aos ouvidos ingleses. Nada que uma olhada na lista telefônica não resolvesse. Laura Cruz transformou-se em Lara Croft e algumas mudanças em sua biografia foram feitas. Lara agora era uma lady britânica, vinda de uma rica família de condes e que recebeu a melhor educação, contudo decidiu negar a vida de nobreza fútil para se dedicar à aventura fora dos muros da mansão familiar. O famoso  chá das cinco não parecia agradar Lady Croft.

Laura Cruz

Laura Cruz

Lara Croft foi criada com os pouco mais de 200 polígonos disponíveis para um jogo 3D da época. A enorme trança teve que ser cortada, mas o realismo era grande, até mesmo para os jogos da época. Isso se ignorarmos a pequena falha de Gard que foi aprovada por toda a equipe: o aumento acidental dos pequenos para enormes seios da aventureira. Apesar dos exageros, Lara criou vida. A personagem corria, pulava, atirava, nadava, dava piruetas e escalava. Após a adição de uma voz para a heroína, cutscenes ambiciosas e uma trilha sonora, Tomb Raider saiu em 1996 para Sega Saturn, e logo em seguida para MS-DOS e Playstation.

Tomb Raider I

Tomb Raider I

Tomb Raider conta a história de Lara Croft, exploradora curiosa, que recebe o pedido de Jacqueline Natla para recuperar uma peça do Scion, artefato misterioso e milenar. O que a exploradora não imaginava era que Natla não era uma simples colecionadora de peças antigas. A rica empresária na verdade era parte do governo da cidade de Atlântida, presa por milênios por ter utilizado o poder do Scion para libertar um exército de mutantes e gerar o caos por toda Atlântida. Agora, desperta de sua prisão milenar, Natla deseja continuar seu plano, mas para isso precisa recuperar todas as peças perdidas do Scion. Naturalmente, a vilã não contava com uma curiosa Lara sempre um passo a frente de seu desejo. Seguimos Lady Croft por tumbas peruanas, gregas, egípcias e até mesmo pela cidade de Atlântida para destruirmos o funesto plano de Natla.

A ação do jogo era novidade para o jogador. Atacamos uma vasta série de animais (desde lobos, um feroz Tiranossauro Rex e até mutantes de Atlântida) com as inseparáveis pistolas duplas de Lara Croft de munição infinita, espingardas, submetralhadoras e magnum. Além da ação, há o elemento de exploração e puzzles (inspirados em jogos como Prince o Persia), que segundo a Core seriam mais importantes do que a ação desenfreada.

Lara e a aberração de Atlântida.

Lara e a aberração de Atlântida.

O jogo surgiu na época certa. Sua estreia em novembro de 1996, pouco tempo após a de Super Mario 64, foi bombástica. Lara era inovadora e seu jogo nada parecido com o que havia no mercado. A aventura vendeu mais de sete milhões de cópias e foi responsável por uma transformação na indústria dos jogos eletrônicos.

De criação do pequeno estúdio da Core para símbolo sexual e artista pop. Lara Croft fez comerciais dos mais variados (desde carros, cartões de crédito até energéticos), participou da turnê do U2, Pop Mart, posou em revistas com biquínis e vestidos sensuais e até ganhou uma modelo real para representa-la. Parecia que o sucesso de Lara Croft era interminável, mas Toby Gard não gostava do modo como a Eidos lucrava com sua criação mais amada.

Dat ass.

Dat ass.

Cansado da imagem de símbolo sexual, Gard decide sair da Core e abandonar o sucesso de sua cria. A Eidos não se desesperou e após um ano o lançamento do primeiro título, chega as lojas Tomb Raider II para PC, Playstation e Macintosh.

No título de 1997, Lara procurava pela milenar Adaga de Xian, que se cravada no peito de um humano, o transformaria em um invencível dragão. Entretanto, ela não é a única atrás do poderoso artefato. O psicótico mafioso Marco Bartoli a procura para dar continuação a uma longa tradição familiar e pretende utilizar a adaga em si, tornando-se praticamente imortal no processo.

Lara Croft nas Muralhas da China, a fase de abertura de Tomb Raider II.

Lara Croft nas Muralhas da China, a fase de abertura de Tomb Raider II.

Seguimos o terrível mafioso e a trilha pela adaga por diversos ambientes como Veneza, um navio afundado, Tibete e finalmente China, onde a adaga repousa. O jogo trouxe algumas adições, como o uso de veículos (snowmobiles e uma lancha) e novas e letais armas. As fases tornaram-se mais ambiciosas e com uma melhoria técnica, Lara até mesmo pode voltar a usar sua famosa trança.

O jogo foi um sucesso e animados com o lucro, Core e Eidos decidiram lançar um Tomb Raider por ano.

Gráficos: a nítida diferença entre as versões lançadas de Tomb Raider II. Todos os antigos jogos da franquia possuem maior qualidade técnica no PC.

Gráficos: a nítida diferença entre as versões lançadas de Tomb Raider II. Todos os antigos jogos da franquia possuem maior qualidade técnica no PC.

Tomb Raider III chegou nas lojas em novembro de 1998 trazendo uma nova história. Um grupo de cientistas encontra na Antártida ruínas de uma expedição onde Charles Darwin e equipe encontraram estranhos fragmentos de um meteoro que caiu na Terra há milênios. Os marinheiros que encontraram essas estranhas peças foram mortos em diversas localidades e as peças espalhadas pelo mundo. Com a ajuda de um dos cientistas, Lara passa a procurar esses fragmentos e com o passar da história descobre seu real significado. A história é passada em quatro localidades, sendo a primeira na Índia e as demais escolhidas a critério do jogador (Londres, Ilhas do Pacífico e a famosa e polêmica Área 51 no deserto de Nevada). Ao terminar as longas fases de todas as localidades, o jogador destrava o último local da aventura: Antártida, onde Lara chega ao clímax do jogo.

Lara nas Ilhas do Pacífico.

Lara nas Ilhas do Pacífico.

Tomb Raider III conta com alguns avanços em relação ao seu antecessor. Gráficos melhorados, novas armas e veículos, além de uma ótima história. Encontramos dinossauros e canibais nas Ilhas do Pacífico, vítimas deformadas de experimentos no primeiro ambiente urbano da série, Londres, alienígenas na Área 51 e mutantes contagiosos na Antártida. A criatividade dos desenvolvedores chega ao máximo no terceiro título da série, que foi recebida com sucesso pelo mercado.

Lara Croft e seu velho amigo: T-Rex.

Lara Croft e seu velho amigo: T-Rex.

Com tanta fama, Core e Eidos não deixaram de aproveitar mais um pouco a imagem da famosa exploradora. Em 1998 lançam uma versão especial do primeiro Tomb Raider, acompanhado de mais quatro fases conhecidas como a expansão Unfished Business & Shadow of the Cat. E em abril de 1999 é lançado a expansão para o Tomb Raider II (Golden Mask).

Com tanta Lady Croft, alguns pensaram que seus criadores dariam um tempo para que não houvesse uma saturação da personagem. Estavam enganados: em novembro de 1999, sem falhar ao cronograma, conhecemos The Last Revelation, o número quatro da série Tomb Raider.

Bem vindo ao Egito.

Bem vindo ao Egito.

O jogo é todo ambientado no Camboja e Egito e conta praticamente a história da relação de Lara com seu tutor, Werner Von Croy. Primeiro somos apresentados a uma jovem Lara, de dezesseis anos, que acompanhada do arqueólogo Von Croy, explora ruínas de templos no Camboja. Percebemos rapidamente que Lara possui um senso de moral muito forte e se vê contra a ideia ambiciosa do tutor em levar um antigo artefato do local. Os dois discutem, Von Croy pega o artefato e fica preso na tumba, enquanto Lara foge no ultimo instante escapando da morte. Passam-se anos e voltamos ao presente, com uma Lara adulta no meio do deserto egípcio. A exploradora procura o templo do deus Seth e por curiosidade e descuido acaba retirando o Amuleto de Hórus da tumba do infame deus, o despertando de sua prisão eterna.

Depois de feito o estrago, Lara corre contra o tempo por ruínas egípcias, tumbas, mastabas, pirâmides de Gizé, Cairo e a Cidade dos Mortos para impedir que Seth consiga instaurar seu reino de caos na Terra. Enquanto faz isso, ela ainda precisa fugir do seu antigo tutor (que não morreu na tumba do Camboja), agora inimigo de Lara e escravo de Seth.

Corra, Lara!

Corra, Lara!

As localizações do jogo mostram o cuidado que a equipe teve em recriar toda a cultura egípcia, desde os tempos do faraó, passando pelas tradições muçulmanas do local. Tomb Raider 4 foi um dos jogos mais longos da série e conta com algumas inovações: como uma aparência mais refinada para Lara, possibilidade de combinar itens no inventário, uso de cordas para se equilibrar entre locais, efeitos gráficos com uma visível melhoria (principalmente em áreas externas e aquáticas). Entretanto, havia algo de errado. A equipe da Core estava exausta de Lara Croft e não havia mais prazer em levar jogos anuais aos jogadores. Tanto marketing havia saturado a série, que já começava a apresentar sinais de cansaço. A solução era clara para seus criadores: matar Lara Croft. No final de Last Revelation assistimos uma resignada Lara entregar-se a morte soterrada na Grande Pirâmide.

Uma longa e mortal escalada nos espera.

Uma longa e mortal escalada nos espera.

Não perca! No próximo artigo conheceremos as crônicas de Lara, seu renascimento e a chegada mais que esperada de Tomb Raider para a nova geração de videogames.

[Jogo do ano] 2012

2012 nos trouxe grandes jogos, do começo ao fim. Novas franquias chegaram, enquanto antigas tiveram continuações ou foram encerradas. De início, o ano nem prometia tanto, mas acabou tendo jogos memoráveis, que jamais serão esquecidos por todos nós jogadores.

Pela primeira vez, nós do Jogador Pensante nos reunimos para decidir algo que nunca antes havíamos feito aqui no site: a premiação de Jogo do Ano, o famoso “Game of the Year” dos sites gringos. Fizemos votações e chegou agora o momento da revelação para todo o mundo de quais foram os três melhores jogos de portáteis e de mesa de 2012!

Que rufem os tambores!

Portáteis

Indicados:

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3º lugar:

Quem não tem cão, caça com gato, não é mesmo? O provérbio faz muito sentido quando o assunto são os portáteis da atualidade em relação a Monster Hunter. A franquia da Capcom ficou para o Nintendo 3DS, então restou ao Playstation Vita “caçar com gato”. Mas que tal um gato persa, perfumado, gordo e todo estiloso? É mais ou menos isso que acontece com o jogo a seguir.

Baseado no famoso MMORPG coreano, o título traz um RPG de ação incessante, onde o objetivo principal é realizar missões. Mas para concluir os mais difíceis, é preciso derrotar diversos monstros, pegar seus loots e criar equipamentos mais poderosos, bem ao estilo do seu “primo canino”. A simplicidade e o dejávu não escondem o vasto conteúdo e o excelente acabamento do título, fazendo com que o mesmo ocupe a terceira posição do nosso site!

Nosso terceiro melhor jogo para portáteis de 2012 é RAGNAROK ODYSSEY.

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2º lugar:

De pernas pro ar. Não, não é o filme estrelado por Ingrid Guimarães. mas sim como podemos definir a jogabilidade do nosso segundo colocado.

O jogo é todo diferenciado. Um cell shaded com cores mais calmas, uma trilha sonora com muito jazz, uma narrativa que nos leva de volta lá para o nosso querido ICO e uma jogabilidade louca, nova e genial, baseada em gravidade em um mundo aberto, mais precisamente uma cidade.

O titulo não é somente uma experiência imperdível para qualquer gamer, como também foi uma peça importante para o Playstation Vita, que sofreu em 2012 com baixas vendas e falta de títulos de grande expressividade.

Voar nunca foi tão divertido!

Nosso segundo melhor jogo para portáteis de 2012 é GRAVITY RUSH.

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1º lugar:

Nathan Drake não para nunca, e não deixaria passar mais essa boquinha.

Apesar de não ser produzido pela Naughty Dog (foi feito pela Studio Bend, de Syphon Filter), o spin-off da franquia mais querida do Playstation 3 não fez feio no novo portátil da Sony, apresentando um dos gráficos mais bonitos que um aparelho de mão já apresentou.

E os destaques não param por aí. O jogo é também o primeiro a usar dois analógicos em um portátil, mudando para sempre a jogabilidade de jogos com tiroteio nesse tipo de console.

Mas o principal atrativo do jogo é, certamente, seu conteúdo jogável. Com passagens alternativas, vários tipos de tesouros e muitas outras atividades arqueológias fazem com que o primeiríssimo jogo do Playstation Vita supere todos os seus antecessores canônicos e seja um título obrigatório para fãs da série, donos do portátil e gamers em geral.

Oh, crap!

UNCHARTED: GOLDEN ABYSS é o melhor jogo para portáteis de 2012!

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– x –

2012 foi um excelente ano para o Nintendo 3DS e Playstation Vita. Títulos como Kingdom Hearts 3D e Uncharted Golden Abyss provaram que os pequenos podem ser tão bons quanto consoles de mesa. O Vita, apesar de todas as críticas negativas, teve um número considerávelmente grande de bons títulos. Mas o melhor ainda está por vir, pois muitos jogos grandiosos, como Bravely Default: Flying Fairy e Ys: Foliage Ocean in Celceta, foram lançados apenas no Japão no momento, e acreditem, são imperdíveis! 2013 nem começou direito, mas já promete para os gamers, não é mesmo?

Consoles de mesa

Indicados:

 

jpmesa

3º lugar:

Estamos bastante acostumados a acompanhar os perigos em cidades, no future, em meio a um cenário de guerra e desolação. E também muitos jogos nos colocam na pele de personagens fortes, marombados e terrivelmente violentos desde o início, com muitos poderes sobrenaturais inatos.

Mas não o terceiro lugar do Jogador Pensante. Esse jogo nos leva a um cenário paradisíaco, belo e cheio de perigos naturais, com um clima de guerrilha, com muita ação, diversão e coisas a se fazer. Nele, Jason Brody tem que encarar um dos vilões mais performáticos e inesquecíveis do mundo dos videogames, com uma trilha sonora e dublagens belíssimas. Além de ter um dos melhores visuais dessa geração.

Nosso terceiro melhor jogo de 2012 é FAR CRY 3.

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2º lugar:

O segundo lugar do Jogador Pensante nos leva aos Estados Unidos, depois da franquia vagar bastante pela Europa. É um jogo onde a crença do jogador será levada ao limite, em uma franquia de muitos altos e baixos.

No jogo de 2012, jogamos com um dos poucos protagonistas indígenas dos videogames e isso soa bastante refrescante em uma época onde soldados fazem a festa. A espera pelo jogo foi grande, após 3 jogos com o mesmo protagonista, a série Assassin’s Creed precisava de uma renovação, de novos ares e de uma nova localização.

Apesar dos inúmeros problemas do jogo, a aventura de Connor (e Haythan) é extremamente prazerosa e com um conteúdo enorme, com a jogabilidade mais fluída da série, sem contar nas novidades do combate e do sistema de escalada, além de ter um salto gráfico gigantesco, devido à nova engine do jogo.

Nosso segundo  melhor jogo de 2012 é ASSASSIN’S CREED III.

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1º lugar:

Esse aqui é especial. Chegou de mansinho, sem grandes pretensões, sem tanto marketing… mas é praticamente impossível não nos apaixonarmos por ele.

É outro jogo sobre assassinato, vingança, honra… mas bem diferente do trivial. Uns diziam que seria um “aperitivo” antes de Bioshock Infinite, que chega esse ano, mas depois se viram redondamente enganados. O jogo é um jantar chique e luxuoso.

Para começar, a arte é belíssima, lembrando o impressionismo (mas ok, o visual poderia ter sido mais bem polido), com uma trilha sonora sutil e com uma música tema fantástica em um dos trailers, além de ter um enredo que vai sendo moldado conforme suas ações, e isso é feito muito bem, as decisões realmente influenciam positiva ou negativamente.

Mas o ponto alto é, claramente, a jogabilidade. Extremamente imersivo, divertido e com um fator replay altíssimo. Está na cara que o primeiro lugar foi feito para ser jogado como um jogo de ação furtiva, mas nada impede de irmos à caça descendo o sarrafo em todo mundo, com magias poderosas e armas de fogo.

Levante-se, Corvo Attano.

DISHONORED é o melhor jogo de 2012!

Dishonoured

– x –

2012 se provou um ano tão bom que tivemos dez concorrentes a melhor jogo. Essa diversidade apresentada pela geração atual está evidenciada em diversos jogos, e isso torna essa geração única e marcante. No fim das contas, melhor ou pior quem define é unicamente quem joga alguma coisa, mas não poderíamos deixar passar a chance de fazermos nossa própria premiação, certo?

E que 2013 nos traga ainda mais jogos inesquecíveis!

Texto dos portáteis: Tomio

Introdução e texto dos consoles de mesa: Neto

Montagens das imagens dos consoles portáteis e consoles de mesa: Guilherme Drigo

[Especial] Cobertura do lançamento do Wii U

O lançamento do Wii, em 2006, causou grande alvoroço não só na comunidade gamer, mas em praticamente toda sociedade norte americana. O produto esgotou antes mesmo de ser lançado, e várias pessoas só conseguiram adquirir seu exemplar meses após o lançamento. Com o Wii U, aparentemente a coisa foi pior, bem pior, aliás.

Neste ano de 2012, a Nintendo anunciou as pre-orders do vídeo game, que esgotou dois meses antes do lançamento. Esse fato causou imensa cobiça a quem queria ter o console. A enviada especial para a cobertura do Wii U nos EUA, na cidade de São Francisco – CA, Débora Messias (tá, ela não foi “enviada” pra lá, e se tivesse sido, não seria só pra isso hehe), acompanhou os trabalhos de lançamento e assim descreve a situação:

Não há como comprar Wii U, de modo algum, em lojas, só se for de terceiros, pagando de 200 a 350 dólares a mais pelo produto. Lojas como o Walmart fizeram listas suplementares, mas a previsão de entrega do console para os integrantes dessas listas é apenas para junho de 2013. Isso causou um desejo muito grande pelo vídeo game, e a polícia de São Francisco descobriu esquemas de quadrilhas que foram montadas com o objetivo específico de roubar os Wii U daqueles que o adquirissem, o que levou a Nintendo, em conjunto com as lojas, a mudarem a estratégia de lançamento.

Panfleto da GameStop com as instruções para evitar tumultos.

Em razão do alto risco de criminalidade na cidade de São Francisco, em muitas lojas não houve a “festa” de pré-venda, e várias delas não abriram à meia noite, como geralmente ocorre em grandes lançamentos como este. Conforme o panfleto da GameStop fotografado em uma das lojas, o Wii U somente está disponível àqueles que fizeram a pré-compra, e foram notificados de que o produto já está disponível, não sendo garantido, ainda, uma data específica para a entrega, ainda que a pré-compra tenha sido realizada quando o produto ainda estava disponível, tamanha a demanda pelo Wii U. Conforme informação de um vendedor entrevistado, além da notificação de disponibilidade do Wii U descrita no cartaz, é aconselhável que o adquirente do produto também entre em contato com a loja e marque um horário para busca-lo, para evitar tumulto e aglomerações que facilitariam o trabalho das quadrilhas que visavam roubar os videogames.

Eis que, novamente, apesar da confusão, a Nintendo consegue lançar um dos vídeo games mais cobiçados da história dessa indústria. Apesar das críticas, é inegável que muito provavelmente o Wii U poderá ser considerado um grande sucesso de vendas dentro de breve, com potencial para superar as grandiosas vendas de seu antecessor. A nós, jogadores e jogadoras atrasados, resta apenas esperar o vídeo game ficar mais “disponível” para que possamos ter o nosso, mesmo porque, não adiantaria nada chegar na loja, com 350 dólares e entrega-los ao vendedor, visto que o Wii U encontra-se em status SOLD OUT.

Espero que tenham gostado dessas informações exclusivas, apesar dos dois dias de atraso em relação ao lançamento. Esperamos que no lançamento do PS4 e do Xbox 3 possamos postar informações em tempo real do processo de lançamento nas lojas americanas e, quem sabe, japonesas.

Obrigado por ler!

Texto: Débora Messias

Edição: Henrique Messias