[Choose your character] Nathan Drake

28 de Maio de 2012

Sully trouxe hoje um boato interessante: a existência de um vilarejo Asteca escondido no Guatemala. Acredita-se que, no fim do século XV, alguns dos sacerdotes preveram o perigo que estava para chegar, e se esconderam em terras distantes, sem permissão e consenso do Imperador e de outros membros da nobreza. Estamos no momento coletando mais informações a respeito. Uma civilização dada como extinta há meio milênio está prestes a ser redescoberta. Mal posso esperar!

3 de Junho de 2012

Sully encontrou o primeiro rastro! Trata-se de relatórios de ninguém menos que Fernando Cortez sobre a civilização em questão. Estamos partindo para a Espanha ainda hoje atrás desses documentos. O velho filho da puta já contatou conhecidos que providenciarão o acesso à essas preciosidades. “Você ainda tem muito a aprender sobre essa nossa vida, filho”, disse ele, rindo e exalando seu charuto em minha cara. Haha, aquele bastardo sortudo.

5 de Junho de 2012

Os documentos deixados por Cortez indicam que a chave para a civilização perdida está em uma espada, usada pelo próprio, durante as grandes navegações. Essa espada se encontra atualmente em algum lugar em Zacapa, leste do Guatemala. E lá vamos nós pegar outro vôo. Merda, odeio bancos de aviões. Espero não ter nenhuma parada no meio do deserto de novo.

8 de Junho de 2012

Só pode ser brincadeira, mal começamos a procura pela espada de Cortez, e os malditos mexicanos vieram pra participar da festa. De onde esses filhos da puta souberam da existência dessa espada? Vão balançar chocalhos e sumam daqui!

9 de Junho de 2012

Encontramos a espada! Na verdade, o que importa nela é um mapa escondido debaixo de uma das jóias de decoração da mesma. Com esse bendito pedaço de papel mofado, vamos finalmente encontrar os astecas!

10 de Junho de 2012

Mas o que diabos é esse lugar? Essas pessoas são loucas! Pegaram Sully e o amarraram em uma espécie de cama de pedra. Maravilha, que merda é essa? Não vai me dizer que é sacrifício, como meio século atrás? Pra completar o dia, esses lunáticos não caem com tiros. Isso tá me cheirando muito mal, e preciso fazer algo rápido, antes que esse cheiro piore com sangue de um velho ex-aventureiro.

11 de Junho de 2012

Agora entendo porque Cortez não foi atrás da civilização perdida. Na verdade, ele fugiu de lá, desesperadamente, a ponto de deixar sua espada para trás. Esse povo, antes de abandonar seu reino, levaram com eles um artefato antigo chamado de “Olho de Quetzalcoatl”, um objeto abençoado que concede prosperidade eterna para a nação que a possui, em troca de sangue – ou seja, sacrifícios. Mas havia um grave problema para o pequeno novo vilarejo: eles eram muito fracos e em número escasso comparados a outras nações, impossibilitando-os de capturar inimigos ou até mesmo de se sacrificarem para obter o sangue necessário. Isso fez com que eles fossem amaldiçoados, tornando todos os habitantes daquele pequeno local escondido em escravos, fantoches de seu deus. Agora o artefato está nas mãos dos mexicanos, e a civilização asteca pode, finalmente, dormir em paz. E eu terei de bancar o herói de novo. Deus.

13 de Junho de 2012

Foi uma tarefa hérculea entrar naquele navio, deus! Deveria ter usado um disfarce, tipo, um sombrero. Do que esses bastardos seriam capazes de fazer com aquela coisa? Vender para algum país na áfrica? Se tornar mais do que um bando de piratas e crescer como uma poderosa organização (afinal, criar “sacrifícios” para criminosos seria tão fácil quanto Sully fumar aquele charuto fedorento)? A resposta agora ninguém sabe, pois foi tudo, literalmente, água abaixo. Mais especificamente, no oceano atlântico. E aqui estou, no teco-teco de Sully, sentindo o prazer de viver e ter feito a coisa certa. Creio que estou farto de viver perigosamente a troco de nada, acho que já me aventurei o suficiente. Mas antes de me aposentar, deixa só eu perguntar qual foi a próxima grande descoberta que faz esse velho bastardo rir feito uma criança.

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[Choose your character] Ethan Mars

ATENÇÃO!!!! O texto abaixo contém spoilers do jogo Heavy Rain!

– Jason, nããooo!!!!

Saltei para o encontro do meu filho na tentativa de abraça-lo e nisso encontrar algum meio de protegê-lo da colisão. Não foi suficiente. Acordei momentos depois, caído no meio da rua: tudo estava muito confuso e dezenas de observadores rondavam o meu já pouco campo de visão. Sobre mim, estava Jason, morto.

Fizeram-se segundos de silêncio, só quebrados pelos gritos que facilmente reconheci. Gritos que só poderiam ser de uma mãe que acabava de encontrar seu filho morto. Ela correu até nós, apanhou o corpo de Jason e o sacudiu em tentativa de reviver o menino. Eu pude ver Shaun, meu filho mais novo, parado da calçada, imóvel, observando a cena de terror.

Consegui suportar um pouco mais de tempo para lamentar sobre o menino perdido e então, adormeci. Um longo sono difícil de acordar. Não havia nenhum sonho lá, e sim pesadelos. O sentimento incalculável de culpa, de fracasso como pai, de fracasso como pessoa. Vivi durante muito tempo aquele trágico dia, repetidamente. Um purgatório no qual eu merecia estar.

O acidente não levou apenas Jason, mas a minha alma também. Eu estava preso naquilo que não me atrevia chamar de vida. Minha esposa me deixou, perdi meu emprego, tive que deixar minha casa. Shaun ficava comigo às vezes, mas não tínhamos a mesma conexão que ele possuía com sua mãe. E poderia? Ele poderia mesmo me amar depois do que eu fiz? Depois de separá-lo de seu irmão? Não creio que sim, embora ele tentasse de todas as formas que uma criança da idade dele poderia tentar.

Ethan Mars

Em uma fria tarde, levei Shaun para um passeio em um parque local. Alguma tentativa de reavivar meu laço com ele. Por mais que fizéssemos de tudo para desfrutar de um momento juntos,  o fantasma de Jason estava sempre entre nós. Impedia que tivéssemos qualquer momento livre de tristeza e saudade. E no meu caso, também a culpa.

Não demorou muito e Shaun desejou ir embora. Caminhando rumo à saída do parque, passamos por um carrossel. Ele então pediu para andar uma vez no brinquedo, antes de ir embora e assim foi. Enquanto Shaun se divertia, algo estranho aconteceu: deparei-me no meio de uma rua deserta, chovia muito e já era noite. Não entendia como fui parar ali. Depois de algum curto tempo, consegui identificar a rua na qual me encontrava e parti às pressas até o parque. Não havia ninguém mais lá.

Corri até minha casa, aos gritos chamando pelo meu filho. Mas não fui nenhuma só vez respondido. Não compreendia por quê, mas naquele momento me lembrei da estranha carta que havia recebido dias antes. Possivelmente, um engano:

 “Quando os pais voltaram para casa depois da igreja
todas as crianças tinham ido embora. 
Eles procuraram e chamaram por elas,
choraram e imploraram, mas foi tudo em vão.
As crianças jamais foram vistas de novo.”        

Cheguei até minha casa, ensopado. Gritava por Shaun enquanto as palavras daquela estúpida carta pareciam estarem sendo narradas repetidamente em minha cabeça. A casa estava vazia, meu filho desapareceu. Não poderia ser verdade, de novo não. Sai novamente na rua e gritei com todas minhas forças seu nome, e a ausência de uma resposta me fez cair imediatamente ao chão em completo desespero. Perdi Shaun também?

Tudo que eu fiz, eu fiz por amor.

“Já não foi o bastante perder Jason?” Palavras de minha ex-esposa na delegacia, onde eu acabava de informar que meu filho estava desaparecido. Por mais que as palavras dela tenham me impactado mais do que provavelmente uma faca em meu coração, ela estava certa. Quão difícil é vigiar uma criança no parque? Quão difícil é cuidar de um filho sem que ele morra ou desapareça?

Na manhã seguinte, minha casa estava repleta de curiosos e repórteres. Qual motivo? Tudo indicava que meu filho não tinha simplesmente desaparecido, e sim, se tornado a próxima vitima do assassino em série que periodicamente atacava crianças na cidade. O famoso Origami Killer. Era uma ideia terrível de se imaginar, mas era uma possibilidade.

A carta. Aquela misteriosa carta. Resolvi olhar ela novamente. Comecei a ler novamente e pausadamente aquelas palavras, em busca de uma pista. Mesmo assim, nada naquelas frases me parecia ser relevante até que descubro que havia algo mais naquele envelope, algo que me daria esperança, algo que me daria um rumo, algo que talvez, só talvez pudesse me guiar até o Shaun.

Futuramente, seria questionado a mim o que eu faria por amor, até onde eu iria para salvar alguém que eu amo. E bem, pode apostar que eu iria até qualquer limite humano e além dele. Passaria por cima de qualquer coisa e qualquer um. Mataria se for preciso. Tudo para trazer Shaun de volta, vivo. Não vou falhar novamente.

[Choose your character] Ezio Auditore da Firenze

**O conteúdo a seguir contém spoilers!**

Eu não estava preparado. Fiquei apavorado, sem saber o que fazer. E agora, para onde ir? Por onde começar? Precisava fugir, me esconder, procurar vingança. Precisava me tornar o homem que meu pai sempre quis.

De uma coisa eu sabia, eu deveria ir atrás dos traidores que mataram minha família e continuar o trabalho de meu pai, afinal, eu era um Auditore.

Tio Mario e meu grande amigo Leonardo da Vinci me ajudaram, assim como minha irmã e minha mãe me deram forças e motivos para continuar lutando. Fui pego desprevenido, mas estava determinado a continuar. Esse era meu destino, não havia outra escolha, eu tinha que treinar e me tornar o que meu pai foi, mesmo sem eu saber. Eu devia me tornar um Assassino.

Nunca pensei que chegaria a esse ponto, ao de matar pessoas, não importa o motivo. Mas não importa mais, estou em guerra com os templários de Rodrigo Borgia e seus seguidores. Não tem mais volta.

Em todos os lugares, em cada esquina e em todas as ruas, havia cartazes com meu rosto, como procurado pela igreja. Eu era muito jovem, mas mesmo assim com maturidade o suficiente para encarar os fatos e meu destino.

Lembro-me bem desse tempo, onde tudo era incerto e eu não tinha muita referência de qual caminho seguir. E mesmo assim continuei seguindo em frente, e mesmo após eu conseguir minha vingança, percebi que meus objetivos não tinham parado por ali. Eu deveria continuar com minha irmandade, continuar formando Assassinos, pessoas que não suportam o abusivo poder da igreja, podendo assim continuar lutando e levando adiante essa ideia. Nada é verdade. Tudo é permitido.

Demorei a entender o significado de tal filosofia, mas finalmente entendi, e minha vida passou a ter um verdadeiro propósito. Eu deveria continuar, não tinha mais volta.

Ao dizer que nada é verdadeiro, é perceber que os fundamentos da sociedade são frágeis, e que devemos ser pastores da nossa própria civilização. Dizer que tudo é permitido, é entender que nós somos os arquitetos de nossas ações, e devemos viver com as suas consequências, sejam gloriosas ou trágicas.

Tornei-me um Mestre Assassino por ter a vontade de espalhar meus ensinamentos e o propósito da irmandade aos necessitados e interessados, e assim encontrei muitas verdades e mistérios, inclusive o antigo artefato mágico, chamado de Maçã do Éden. Então é isso que os templários procuram, é isso que tenho que proteger. Mas o que fazer agora?

Foi assim que continuei, buscando a justiça de toda a população, pensando não só na minha irmandade, mas sim no objetivo que todos nós seguíamos: o de dar um novo e melhor amanhã para cada cidadão. Precisávamos continuar, não podíamos parar para descansar.

E foi assim que se seguiu. Um após outro, sendo vingado e levado à justiça. A verdade foi escrita com sangue, e assim permanecerá.

Até que em certo momento, deixando meus ensinamentos com os melhores e mais confiáveis, segui em outro propósito. Agora era a história do Mestre Assassino Altaïr que me intrigava. Eu sabia que ele tinha deixado algo para outro Mestre encontrar e levar adiante em seu legado, só era preciso saber onde encontrar este lugar, e por onde começar.

Esta aventura me levou à antiga sede dos Assassinos, em Masyaf, no oriente médio. Não foi fácil abrir a biblioteca de Altaïr, mas quando consegui, não conseguia acreditar em meus olhos.

O que era aquilo? Era o próprio e antigo Mestre Assassino, morto em sua própria biblioteca, segurando seu legado. Era outra Maçã do Éden, outra aventura a se seguir, mas eu estava velho demais para isso. Decidi fazer o mesmo que o grande Mestre fez e deixei meu legado para o próximo grande Assassino.

[Choose your character] Sackboy

Quando me dei conta, já estava com essa capa vermelha, esse capacete viking e cara de mau. Ao meu redor vi muita areia, uma infinidade de canhões atirando em direções diferentes e vários animais com uma lâmpada na cabeça. Tentei sair de perto dessa loucura, mas era muito difícil para mim. Em pouco tempo, estava todo sujo de pólvora, e os animais, que eram gigantescos de perto, pareciam invencíveis. Um deles me encurralou, e eu fechei os olhos. Tudo em minha volta ficou branco.

Tomei coragem para ver ao meu redor, e tudo estava mudado. O deserto agora era o espaço. Posso ver estrelas, a lua e um foguete através da minha roupa de astronauta. Na minha mão agora tenho uma pistola! Quase ao mesmo tempo que me dei conta dela, uma horda de polvos extraterrestres vieram me atacar, mas dessa vez não tive medo. Depois de uma árdua batalha, ouvi gritos de alegria e confetes voando para todo lado, mas o mundo se desfez novamente antes que qualquer questão sobre isso fosse levantada.

Dessa vez caí em uma grande piscina, vestido de Godzilla. Apesar de gigantesca, a piscina continha apenas bolinhas que desaparecem ao serem tocadas, e uma placa no meio dela escrito “Troféu fácil”. Todas as bolinhas desapareceram em cinco minutos, e eu fiquei sentado, sem ter para onde ir ou o que fazer, até ser engolido pelo nada novamente.

Esta corrida estava bem disputada. A última volta estava chegando, e eu tive uma idéia. Puxei as orelhas do meu coelho-montaria para ele fazer a curva fechada e usar o oponente de apoio. Pobre dele, foi de encontro à uma bomba e foi desqualificado…não se preocupe, nobre rival, seu sacrifício não foi em vão. Dedico essa roupa de piloto e esse troféu para você. Espero te ver no próximo mundo!

Não sou aquele fã de vampiros, mas essa roupa até que me caiu bem. “O que será que me espera dessa vez?” Pensei dez minutos atrás, quando comecei a andar por esse enorme e monótono castelo. Onde estão os inimigos? Aonde estão as outras pessoas? Quando menos percebi, estava com uma triste expressão no rosto.

Nunca pensei que uma maratona fosse tão perigosa. Gente me puxando a todo momento para não ser deixado para trás, aonde já se viu? Não deixei barato, comecei a distribuir tapas e pintar o rosto dos outros para ganhar vantagem. Acabei terminando em segundo, mas o que importa é competir. Deixei o podium com um sorriso no rosto e parti.

Pairando no universo branco, pensei: Como será o próximo mundo? Qual será meu objetivo? As vezes me pego desconfiado dessa vida. De repente, o destino está fazendo de mim um fantoche, um boneco controlado por uma força maior. Mas, sinceramente? Isso não importa. Enquanto a vida me preparar as mais diversas aventuras, experiências, histórias e paisagens, eu não vou ligar se eu sou ou não um ser humano, um fantoche…ou um menino de estopa.

[Choose your character] Yuri Lowell

***ATENÇÃO!!! Esse texto contém SPOILERS do jogo Tales of Vesperia (PS3/360) e do filme Tales of Vesperia: The first strike!***

Yuri finalmente voltou. Eu não saí de perto da entrada do hotel, mas posso imaginar o que aconteceu. Essa expressão amedrontadora, essas mãos tomadas por suor, esse cheiro de sangue fresco e esses olhos inquietos não me enganam… Ah garoto, então você o fez.

Aquele porco mereceu perecer. Administrava Capua Nor como se sua população fosse sua fonte de entretenimento, o combustível de seus fetiches. Meus olhos não permitiam negar o que minha mente recusava a acreditar – ele fazia de quem não pagasse os impostos ridículamente altos, o alimento de seus “bichinhos de estimação”, monstros tão perigosos quanto os que encontramos fora do alcance das muralhas sustentadas por blastias.

Tínhamos detido Ragou, mas tudo foi em vão. Em que a hierarquia não influencia? Em tempo mínimo, ele estaria solto por fazer parte do Conselho Imperial. Todos sabiam o que ele fez, quantos ele matou, mas ninguém poderia fazer nada. A justiça que deveria punir os erros cometidos por qualquer um, estava prestes a proteger uma “pessoa” tão inofensiva quanto uma floresta noturna repleta de seres famintos. Alguém precisava ir além, ignorar essas leis absurdas, ser o “demônio salvador” de um império acorrentado à valores inúteis e punir adequadamente esse magnata repugnante. E esse alguém foi Yuri Lowell.

Lembro-me de quando eu vivia sendo carregado pela boca do meu pai. Yuri, desde aquela época de cavaleiro imperial, era um garoto que não se apegava muito a sistemas. Dizem que, quem vem “de baixo”, costuma ter uma visão mais aguçada do mundo ao seu redor. E isso faz muito sentido, já que ele veio do subúrbio, ao contrário da maioria dos outros cavaleiros criados em casas com blastias particulares. Suas técnicas de combate são uma das provas disso – Yuri provavelmente foi o primeiro humano a ignorar a história de uma arte marcial por simplesmente não gostar de estudar posições e técnicas. Ele adptou o combate com espadas à sua maneira, seja pelo conforto, seja para aproveitar suas próprias capacidades físicas, ou simplesmente por instinto. Por conta disso, Yuri sempre foi alvo de críticas de colegas, principalmente de Flynn. E quem disse que ele ligava?

Boa época, boas lembranças, e acredito que Yuri sinta o mesmo. Provavelmente não foi fácil a decisão de partir e deixar tudo que havia conquistado, mas ele o fez, tudo por não concordar com as leis e sistemas estabelecidos por seus superiores, por simplesmente não conseguir chamar aquilo de “martelo da justiça”. Mas acho que não foi apenas isso. Eu sinto que duas outras razões foram a perda do comandante Niren e o sentimento de culpa pela morte de meu pai. Mas não o culpo, longe disso, pois eu sei que ambos morreram durante missões, fazendo o que deveria ser feito. Tenho mesmo é muito a agradecer por esse garoto ter me levado junto em sua nova vida. Graças a essa decisão, pudemos conhecer o mundo mais adequadamente, ver e sentir na pele o que está acontecendo e o que precisa ser feito. Mesmo que esse feito seja tirar a vida de alguém.

Yuri chamou meu nome antes de finalmente voltar ao seu quarto. Não se preocupe, garoto. Não importa quantas vezes suas mãos fiquem sujas de sangue, quantos inimigos você crie, ou quantos amigos te deixem. O sonho que fez você não só se tornar, como também desistir de ser um cavaleiro, brilha intensamente em seu caráter. E eu sempre vou estar aqui, com você… Mas não esta noite. Tenho um cachimbo e um céu estrelado para curtir, e não durmo com aquela princesinha cabeça-de-vento por nada.

Fora que os hotéis de Dahngrest não parecem ficar muito felizes com cães nos quartos.