[Review] Yooka-Laylee

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Nome: Yooka-Laylee
Gênero: Plataforma 3D com colecionáveis
Produtora: Playtonic
Plataformas: Playstation 4, Xbox One, PCs, Nintendo Switch
Versão testada: Playstation 4 (ver. 1.0.0)

Yooka e Laylee

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Yooka-Laylee (YL) é o primeiro trabalho da Playtonic, produtora formada por antigos funcionários da formação original da Rare (de Banjo-Kazooie). O jogo é fruto de crowdfundind (programa onde os clientes e potenciais clientes financiam projetos) e foi lançado recentemente para diversas plataformas.

Bonitinho e colorido

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YL, esteticamente falando, é um jogo bem bonito e colorido, que trabalha bem com efeitos de sombra e partículas, adequando-se dignamente à geração atual nesse aspecto, apesar de não ser nenhum primor técnico. Apesar disso, sofre de constantes engasgos, quedas de framerate, draw distance falho, pop-ins constantes, loadings intermináveis e bugs, infinitos bugs que deixam o jogo quase insuportável.

A trilha sonora em geral funciona e combina com o gameplay. Seu estilo apela para o lado nostálgico do jogador, com batidinhas e pegada da trilha sonora de Banjo-Kazooie. Ah, algumas vezes até a música buga.

ME ME…MEMEME…ME ME MEME!

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A história de YL não é lá das mais inspiradas: o nefasto Capital B. roubou o The One Book, um livro com poderes mágicos, da dupla de amigos Yooka (um camaleão verde) e Laylee (uma morceguinha roxa), e pretende usar seus poderes para reescrever a história do universo e governar todos os seres vivos por toda a eternidade. Cabe à dupla de protagonistas retomar esse livro, página por página, e evitar que o pior aconteça.

Apesar de tentar resgatar a aura de seus antecessores espirituais, YL é um jogo de universo vazio, com personagens com zero carisma, rasos, com um humor pastelão ultrapassado e sacadas metalinguísticas em sua grande maioria mal colocadas. A única coisa que conseguiram reproduzir bem do passado são os insuportáveis grunhidos dos personagens. Somando isso a cenas que não podem ser puladas nem passadas rapidamente, tentar acompanhar a pouca história que o jogo possui torna-se rapidamente uma tortura.

Apesar de tudo, o jogo acaba valendo por suas inúmeras referências a outros games e séries, tanto da própria antiga Rare, como de outras produtoras.

Glitch-bugee

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YL segue a mesma fórmula de outros jogos de seu gênero: explorar vastos campos e coletar diversos itens pelo caminho, seja realizando tarefas, seja literalmente coletando por onde passa. Para isso, os personagens contam com uma gama de itens e movimentos especiais, que vão adquirindo avançando na história do jogo.

Os mundos são divididos em livros, que são localizados em diversos pontos de uma grande HUB World. Tanto a HUB quando os mundos são bem grandes, e explorá-los por completo acaba demandando um bom tempo.

E aqui começam todos os problemas do jogo. Listando em tópicos, para ficar mais breve:

-Mundos grandes, porém só 5. E isso não é spoiler, pois é uma informação fornecida logo no primeiro minuto de jogo, através dos menus;

-Baixa sensação de real exploração e descoberta, pois o jogo é tão curto, e com um design tão óbvio e quebrado, que mesmo com terrenos grandes e elaborados, o jogo torna-se previsível e maçante;

-Balanceamento inexistente, com tarefas que beiram o ridículo de tão fácil, e outras que beiram o ridículo de tão difícil, sem ordem lógica, sem curva de dificuldade, sem nada que justifique;

-Não dá pra pular cutscenes, nem falas. Não tem opção de dar restart em uma tarefa/minigame quando estiver no meio dela (tem que morrer ou ir até o final, e encarar telas de loading depois disso, só pra começar tudo de novo);

-Algumas tarefas, minigames e boss battles excessivamente exaustivas, que você não vê a hora de acabar logo. E se vacilar não tem checkpoint, tem que refazer tudo do comecinho;

-Salvamento de jogo manual inexistente, e o automático falha algumas vezes. Checkpoints confusos, que você nunca vai saber aonde vai ressurgir quando morrer ou carregar o jogo mais tarde;

-Tarefas e minigames, em sua grande maioria, chatos de serem realizados;

-Controles péssimos, que estragam a experiência e a exploração de cenários. Precisão e calibragem são palavras inexistentes no dicionário da Playtonic;

-Câmera problemática, que consegue sempre ficar no pior ângulo e foco possíveis. isso quando não muda repentinamente de posição;

-Bugs, bugs e mais bugs, que fazem você ficar preso nas paredes e objetos, pegar itens que não poderia pegar normalmente, faz o jogo travar, faz o jogo sumir com seus itens coletados, influencia direta ou indiretamente em todos os quesitos anteriores.

E justifica o preço?

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YL dura cerca de 25 horas para fazer tudo que pode ser feito nele, ou seja, coletar tudo, desde itens necessários para prosseguir na história a itens que aprimoram as habilidades dos personagens. Além disso, o jogo oferece uma opção para ser jogado em co-op por duas pessoas, e de revisitar alguns minigames no menu principal. Porém, se considerarmos a promessa da Playtonic de trazer-nos um legítimo sucessor espiritual de Banjo-Kazooie e todos os pontos negativos citados, ele com certeza não vale os 40 dólares cobrados em seu lançamento.

Yooka-Tooilee?

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Yooka-Laylee já é cotado para uma continuação. Continuação de um jogo extremamente bugado e curto, claramente inacabado. Continuação de um jogo que teve a capacidade de só reviver pontos ruins de seus antecessores espirituais, e não do que realmente importava. Continuação de um jogo que apelou pra nostalgia, e se esqueceu da qualidade. Quer matar a saudade dos velhos tempos? Então é melhor jogar novamente os clássicos, ou pelo menos esperar uma queda de preço, pois esse jogo, definitivamente, não vale a pena.

Nota: 3/10 (quase injogável)

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