[Review] The Division

When society falls, we rise.

Produtora: Ubisoft
Distribuidora:  Ubisoft
Gênero: Tiro em terceira pessoa
Plataforma: Xbox One, Ps4 e PC
Versão Analisada: PC

The Division, o mais novo Massive Multiplayer Online da Ubisoft teve finalmente seu tão esperado lançamento. O público todo foi à loucura quando viu o seu primeiro trailer: gráficos impressionantes, gameplay inovador e dentro de todo um novo conceito e mistura de gêneros. Mas será que cumpriu o prometido ou teríamos em mãos um segundo Watch Dogs?

De história o jogo tem muito pouco, e o pouco que tem acabou sendo muito mal contado. Tudo que você sabe pelo extenso vídeo de introdução é que uma epidemia se espalhou por Nova Iorque, uns lugares afetados mais drasticamente que outros, e o seu personagem faz parte da Divisão, agentes que estão prontos para situações como essas, assim capazes de ajudar a tomar o controle da civilização e humanização da sociedade.

Trechos de acontecimentos são vistos através de missões secundárias, que mostram o que ocorreu durante o início da epidemia, onde toda a população estava descontrolada e procurando alternativas de sobrevivência e de escapatória da grande cidade.

Logo de início já somos apresentados à principal base de operações, onde o jogador pode ir evoluindo seus equipamentos e habilidades e é onde pode construir armas, ativar missões e guardar seus pertences.

As missões principais podem dar um bônus em uma das três áreas principais do jogo: Medicina, Segurança e Tecnologia. Todas essas missões tem a possibilidade de fazer em níveis mais difíceis e é muito fácil encontrar outros jogadores que queiram fazer a mesma missão no mesmo momento, caso esteja sozinho. O problema é que essas missões seguem sempre o mesmo propósito: mate inimigos, ande 10 passos, mate mais inimigos e assim até chegar ao fim.

Em questões técnicas The Division está muito bom. A conexão é boa e rápida, juntar com os jogadores é muito eficiente e praticamente sem nenhuma complicação.

O jogador é apresentado com algumas missões secundárias para realizar entre as missões principais e para também poder evoluir o personagem no meio tempo. O problema é que elas são muito pouco variadas, e depois de fazê-las uma vez no início do jogo, já não existem mais surpresas. Vai ser sempre igual.

Desde cedo é permitido o acesso à Dark Zone, conhecido pelos jogadores como DZ, que oferece a chance de encontrar itens mais raros, tem seu próprio sistema de níveis e sua própria moeda. Essa é a única parte do jogo que você encontra jogadores aleatoriamente e pode se juntar a eles ou mata-los, aí fica à escolha do jogador.

Essa área foi onde os jogadores mais queriam chegar, sendo conhecido como “endgame”, o local que seria cheio de conteúdo para os jogadores que atingiram o nível máximo. Em jogos do estilo MMO isso é bem comum, ter ainda mais coisas pro jogador poder fazer quando chegar ao nível máximo, aumentando assim a vida útil do jogo.

Uma pena que essa área seja apenas isso, encontrar outros jogadores para roubar seus itens e conseguir sair de lá vivo. Só isso. Grande vida útil, hein?

Uma coisa que a Ubisoft acertou foi em ambientação. Toda a parte de efeitos sonoros está muito bem trabalhada, com sons à distância te chamando pra ação, fazendo com que o jogador tenha ainda mais vontade de andar por aqueles pedaços, explorar e encontrar desafios.

As músicas que compõe o jogo também são de uma ótima qualidade, mas nem sempre encaixadas nos momentos certos e algumas vezes deixando um vazio muito grande onde poderiam passar a sensação de que tem mais ação rolando.

O visual não foi, nem de longe, aquilo que venderam aos jogadores no primeiro trailer de The Division. Mesmo assim não deixa de ser muito bem feito em relação aos gráficos de jogos atuais, pensando ainda no tamanho dos cenários e nos detalhes, está muito bem ambientado. Infelizmente pelo impacto inicial que vimos do jogo em 2013, acabamos ficando com uma sensação de “ééé, podiam ter feito melhor que isso”.

O design de level das fases costuma ser bem trabalhado, mas nem sempre. Em alguns momentos é interessante ver que eles abrem espaço pra que você e seus amigos fiquem espalhados, cada um com seu segmento de habilidades diferente atacando de uma maneira, e sempre ajudando os outros. Porém em alguns cenários, como por exemplo um que se passa dentro de um shopping center, muitas vezes é muito difícil conseguir acertar qualquer tiro nos inimigos por impedimentos do próprio ambiente. Se estiver em um andar mais alto e mirar em um inimigo em baixo enquanto você está em “cover”, há grandes chances de que 90% dos seus tiros acertem o parapeito.

The Division não é, nem de perto, aquilo que nos foi prometido na E3 de 2013. Lá víamos um jogo dinâmico, onde era possível encontrar jogadores pra te ajudarem nas suas missões, as atividades eram aleatórias e espalhadas, com inúmeras possibilidades e visuais incríveis. Era perfeito, uma mecânica conhecida, um tema conhecido só que juntos em algo inovador. Infelizmente o jogo é o oposto disso tudo, com uma história sem sal, personagens sem carisma, sem motivação real pra fazer qualquer coisa, missões repetitivas, os mesmos inimigos em todos os lugares e progressão lenta e maçante. É uma tentativa de um bom MMO que falhou em muitos sentidos.

Senti como um déjà vu, muito marketing pra pouca qualidade (cof cof watch dogs cof cof)

NOTA GERAL: 4,0

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