[Fran’s Review] Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

“Les Enfants Terribles… Zero called it.”

Produtora: Kojima Productions
Distribuidora:  Konami
Gênero: Operações de espionagem tática
Versão Analisada: Xbox One
Plataforma: Xbox One, Xbox 360, Ps4, Ps3 e PC

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain veio para fechar todas as pontas soltas desse incrível e grande enredo, sendo o último da saga sendo dirigido pelo nosso querido Hideo Kojima.

Muitas dúvidas ainda pairavam no ar para saber o que de fato aconteceu com o Big Boss para que ele se tornasse o conhecido vilão dos primeiros jogos da série, ainda para o console MSX, Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake. O que o transformou desde o Snake que conhecemos em Metal Gear Solid 3: Snake Eater para virar o tão temido Big Boss?


Como falamos brevemente sobre a história em nosso Epoch, esse jogo supostamente conectaria a metade da história da série, sobre Big Boss, com a outra metade, de Solid Snake.

Hideo Kojima é conhecido por suas grandes genialidades de roteiro, e como sempre encaixou isso dentro do formato de um jogo. Ele conseguiu construir uma realidade na cabeça do jogador desde o início, com pequenos fatos, histórias e diálogos espalhados ao longo do jogo.

São dois capítulos, e cada um com missões o suficiente pra um jogo inteiro. Cada missão é tratada como um capítulo, com começo, meio e fim, contando uma pequena história que pode ser revisitada a qualquer momento pelo jogador.

Os eventos que mostram cutscenes tem um espaço muito grande de tempo entre um e outro, mas grande parte da história é contada o tempo todo através de diálogos e fitas-cassete que você ganha ao longo das missões. A grande maioria dessas fitas são o que te inserem de fato no núcleo do enredo, e é interessante como isso oferece ao jogador a opção de se aprofundar ou não na história, sem ter que obrigatoriamente assistir aos vídeos imensos de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, para conseguir entender nem que seja um pouco do que está acontecendo.

Dica aos jogadores: As últimas missões do capítulo 2, as missões 45 e 46, são de parte fundamental pro desfecho da história e só são liberadas se você antes completar o maior número possível de missões principais.

A jogabilidade, anteriormente introduzida pelo Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, evoluiu bastante em relação ao jogo anterior devido ao grande número de armas e apetrechos novos que são oferecidos.

Entre esses novos elementos estão: novos meios de usar a clássica caixa de papelão, poder usar companheiros de guerra pra te ajudarem em diversas situações, usar seu braço biônico para chamar a atenção ou atordoar inimigos, fumar um cigarro eletrônico pra passar o tempo mais depressa, entre vários outros.

A ajuda desses companheiros que mencionei anteriormente passaram a ser algo fundamental ao longo do jogo. Como já mencionado em trailers antes do lançamento, é possível usar o cavalo para defecar nas estradas e fazer carros derraparem, obter a ajuda do seu cachorro para marcar ou atacar inimigos e abusar da ajuda da Quiet, a atiradora de elite, pra matar/atordoar inimigos e até auxiliar em jogar granadas em helicópteros.

Como já deve ter dado pra notar, o jogo te oferece inúmeras possibilidades de como se infiltrar em uma base inimiga para conseguir completar seu objetivo. Você pode ir sem ser visto nenhuma vez e sem matar nenhum inimigo. Pode recrutar todos os inimigos e coletar todos os armamentos para a sua base. Pode infiltrar utilizando um tanque de guerra e destruindo tudo que vê pela frente. Enfim, diversas maneiras que encaixem mais com o seu perfil de jogador, independente se é um jogador da série ou não. Mas um certo cuidado com isso é necessário, já que todos os inimigos aprendem com o seu modo de jogo. Ou seja, se por exemplo você gostar de matar inimigos com tiros na cabeça, na próxima base todos eles estarão utilizando capacetes, prontos para o seu modo infiltração.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain te permite ser o seu próprio Big Boss e traçar sua própria jornada através de sua base e sua companhia. Todos os armamentos e elementos que tiverem em sua base dependem de você. Se recrutar mais soldados, capturar mais animais ou mais containers, todos eles estarão em sua base. O emblema e nome da sua companhia é de completa liberdade do jogador, e ficará marcado como um emblema no braço direito do nosso protagonista.

Além de recrutar você pode enviar seus soldados para diversas missões que vão ajudar a fortalecer sua base. Assim como em Metal Gear Solid: Peace Walker, para PSP, esses soldados podem ser enviados para diferentes unidades dentro da sua base, onde possam ter um melhor desempenho de acordo com suas habilidades.

A trilha sonora está impecável e extremamente impactante. A todo momento durante as missões ela te transmite uma tensão gigantesca, inserindo completamente o jogador naquele cenário e naquela situação.

Dublagens incríveis contando com grandes atores, como Kiefer Sutherland (24h) e Troy Baker.

As músicas emocionantes tornam todas as cenas do jogo mais imersivas. Assim como em todo Metal Gear Solid, tem uma música específica que é ainda mais impactante que as outras, e toca exatamente em um momento único, lembrando a cena da escadaria em Metal Gear Solid 3: Snake Eater.


Uma grande evolução gráfica ficou bem clara entre esse jogo e seu antecessor. Hideo Kojima, durante a produção de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, dizia que tudo estava natural e parecendo real, até que o Snake entrava na tela e tudo parecia falso. Isso mudou muito no Phantom Pain, onde tiveram um enorme trabalho em deixar todos os personagens muito bem polidos, e todos eles tiveram suas expressões faciais e corporais gravadas em estúdio por atores reais.

Algo que o diretor Hideo Kojima tentou alcançar com os poderes gráficos atuais, é o de precisar cada vez menos de falas nos jogos e utilizar expressões faciais, assim como fazemos na vida real.


O jogo conta com deslumbrantes cenários representando o lugar desértico do Afeganistão e florestas e rios no sul da África.

Todo o level design é extremamente bem pensado pra permitir que o jogador tenha a abordagem que preferir e que seja ao mesmo tempo bastante desafiador, dependendo do tamanho da base inimiga.

Pra quem conhece e acompanha a série, não tem como não jogar esse jogo. Aos que nunca jogaram nenhum Metal Gear, vale muito a pena conhecer e ter essa incrível experiência, que vai muito além de só uma história interessante. Ele te envolve muito facilmente com uma jogabilidade viciante.

Nota geral: 10

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