[Neto’s Review] Halo: Combat Evolved

“They were waiting for us on the far side of the planet.”

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Produtora: Bungie (original); 343 Industries (Anniversary)

Publicadora: Microsoft

Plataformas: Xbox e PC (original); Xbox 360 (Anniversary) e Xbox One (Anniversary, dentro de Halo: The Master Chief Collection)

Ano de lançamento: 2001 (Xbox e PC); 2011 (Xbox 360); 2014 (Xbox One)

Versão jogada: Xbox One

Dificuldade escolhida para análise: Normal

Halo. Uma das séries mais cultuadas, não somente por quem gosta do Xbox, mas por basicamente quem é fã de shooters. E uma das minhas maiores vergonhas era nunca ter zerado nenhum jogo da série, apesar de ter jogado um bom tanto de Halo: Reach e de Halo 4.

Mas isso chegou ao fim hoje, após cerca de 14 horas de campanha em Halo: Combat Evolved.

Expedição Interplanetária

Logo de cara, Halo: Combat Evolved quer te mostrar que há uma guerra rolando e que você faz parte de um esquadrão. Encarnando Master Chief, uma máquina de guerra, com armadura, capacete e armas de fogo, o negócio em Halo é desferir tiro em quase tudo que se move.

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Halo, no caso, é um estranho anel no espaço, uma arma de destruição em massa dos Precursores e o jogo vai acontecendo entre locais abertos, como campos verdes ou cheios de neve, pântanos e também dentro de enormes edifícios cheios de tecnologia.

A história do jogo não é lá muito complexa, mas temos boas cutscenes e uma boa dose de humor sempre que há um diálogo entre Cortana (uma poderosa inteligência artificial que acompanha Master Chief) e o protagonista.

Acredito que a história não pôde ser tão explorada devido também à estrutura do jogo, que é cheio de repetição de cenário e backtracking, especialmente na metade final. Sei que estamos falando de um jogo de 2001 com todas as suas limitações, mas não posso deixar de ver que é um ponto baixo.

Cortana

Cortana

Alien

Todos os inimigos do jogo são alienígenas, em sua maioria da raça Covenant. Não há tanta variação de inimigos, mas perto de jogos de guerra moderna, até que estamos no lucro em Halo: Combat Evolved.

No entanto, não se faz tão necessário haver muitos inimigos diferentes, visto que o jogo tem um level design muito bom. A maior parte dos combates são travados em ambientes grandes e amplos, com inimigos buscando se proteger e mudar de lugar, além de correrem para cima de Master Chief se não sobrar outra escolha. Quando enfrentamos os inimigos em algum “corredor”, é mais uma jogada de level design, e não de preguiça.

O jogo tem um level desenhado para tornar o jogador cada vez melhor em suas mecânicas, o que é muito importante. Temos inimigos fracos, os Grunts, que servem mais para atrapalhar do que para matar, inimigos mais fortes, como os Elites, que são mais agressivos e resistentes, além de outras variantes, como Elites com espada, ou com camuflagem (e espada, às vezes), Hunters que possuem uma enorme espada e arma de fogo poderosa, ou os Jackals, que se escondem em escudos e devem ser acertados em um ponto estratégico do mesmo para melhor eficácia.

Covenant

Covenant

Engrenagens da Guerra

Há veículos e máquinas espalhadas pelo jogo, e os inimigos tomam posse destes rapidamente caso o jogador não o faça primeiro, e aí a desvantagem rola solta e Master Chief que se vire!

É melhor eliminar logo Grunts ou Elites que estiverem sobre uma espécie de metralhadora alta, que drena rapidamente o escudo (e posteriormente a vida) do jogador, e também tomar cuidado com hovercrafts e aeronaves. O interessante é que, caso o jogador consiga pegar um destes veículos antes de ser morto, ou antes do mesmo ser tomado por um inimigo, fazer a limpa pelo cenário fica mais fácil, mas é sempre arriscado caso o veículo exploda.

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Mas há um veículo que eu, sinceramente, achei horrível: o jipe de guerra, Warthog. Dirigir ele é um caos, pouquíssima estabilidade, vive virando de ponta-cabeça e é só dor de cabeça. Infelizmente a Bungie decidiu fazer uma das missões mais importantes do jogo com ele, o que deixa tudo mais bizarro. Diferentemente deste, os outros veículos do jogo podem ser dirigidos com muito mais eficácia e facilidade.

Há uma boa variedade de armas pelo jogo, especialmente de tecnologia alienígena, mas a mais desejada por mim sempre era a metralhadora automática original, que pode ser vista na capa do jogo e, lá pela segunda metade do jogo, a espingarda, que é uma shotgun especializada em derrotar os Flood, a outra raça antagonista do jogo, além da Covenant.

Jogo inconstante

Halo: Combat Evolved começa bastante promissor, com missões grandes, abertas e com toda a pompa de épico. No entanto, lá pela segunda metade, somos agraciados com os supracitados Flood, uma espécie de zumbi alienígena, e aí o level design do jogo empobrece bastante, especialmente na fase A Biblioteca, que até me fez perguntar por que havia uma fase daquele jeito ali, com repetição extrema de cenário e hordas e mais hordas de inimigos, só quantidade, pouca estratégia precisava ser empregada, visto que os Flood não fazem nada além de atirar ou vir correndo para dar uma patada em Master Chief.

Essa inconstância deixa o jogo morno no final, apesar da última missão apresentar bons e variados momentos, especialmente por mostrar muito mais os Covenant lutando contra os Flood, o que dá um ar de guerra em três frentes bem bacana, além de variar bem os inimigos enfrentados.

Sinfonia interestelar

Agora, não se pode negar a qualidade da trilha sonora do jogo! Sempre que iniciava uma batucada da vida, já se podia esperar inimigos prontos para serem dizimados pelo arsenal de Master Chief, em especial quando começava a música tema de Halo, tão famosa hoje. Combat Evolved ensina para os jogos atuais que colocar uma trilha sonora grandiosa em momentos grandiosos deixa o jogo ainda mais imersivo e faz o jogador lutar com ainda mais vontade, especialmente depois de lançar uma granada e ver vários Grunts voando pela tela!

Remaster Chief

É sempre interessante ver como ficou uma remasterização, especialmente de um jogo do começo do século, 2001. Com a possibilidade de alternar entre a engine original e a nova em tempo real, é perceptível que tudo foi refeito e melhorado. Combat Evolved, em 2001, era um jogo bastante escuro e com cenários que lembravam mais cavernas do que estruturas futuristas.

Com a remasterização, temos um jogo muito mais claro, cheio de luzes que aludem a tecnologia avançada, e com uma arte mais sólida. Claro que aqui é uma questão de gosto, há quem jogou em 2001 e que vá preferir a versão antiga, mas, em minha opinião, a versão remasterizada tem muito mais identidade artística, até porque temos mais tecnologia e possibilidades gráficas hoje do que antes.

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Halo

No fim das contas, Halo: Combat Evolved é um jogo excelente, especialmente quando comparado a shooters atuais modernos, onde os tiros te atingem desde que você esteja na linha de fogo. Em Halo, o jogador pode desviar de quase todos os tiros, o que deixa o jogo mais interessante e desafiador, visto que as mortes são por causa do próprio jogador, e não por uma dificuldade artificial. Outra coisa que eleva esse fator é que apenas o escudo do jogador é recarregado automaticamente, enquanto a vida vai drenando cada vez mais até que o jogador encontre kits médicos espalhados.

Apesar dos altos e baixos, é um jogo que todos deveriam experimentar, especialmente na versão remasterizada, que torna mais palatável à atualidade o jogo. Vale nem que seja para ouvir as fantásticas músicas que tocam durante os combates!

E tudo isso com possibilidade de jogar em co-op com amigos, além do modo multiplayer, bastante ativo até hoje. E dizem que fica ainda melhor nas dificuldades Heróico e Lendário. Acho que tentarei o Heróico em Halo 2!

Screenshot-Original

O melhor: level design de alta qualidade em grande parte das fases;

O pior: repetição de cenários e algumas fases com level design preguiçoso.

Nota: 8,5/10,0

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7 pensamentos sobre “[Neto’s Review] Halo: Combat Evolved

  1. O que vc ficou fazendo pra levar 14 horas pra zerar esse jogo? Ele tem uma duração de 5 horas de gameplay apenas e na primeira jogada da pra zerar em umas 8 horas kkkkkk. E sobre a história não ser complexa, ela é tão complexa ou até mais complexa que a do Metal Gear acredite! A história de Halo começa bem antes desse jogo vc na verdade já pegou o bonde andando haha! De resto boa analise, parabéns! Creio que vc vai gostar bem mais dos próximos jogos.

    • Nem eu zerei heheheh mas eu demorei demais mesmo, acho… foi menos de 14h, é que aí eu contabilizei o contador de horas do XOne, também havia jogado um pouco de Halo 4, mas muito menos do que 1h, e deixei o console ligado com o jogo algumas vezes. 😛

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