[Brito´s Review] Knack

As relíquias são a nossa maior fonte de energia.

As relíquias são a nossa maior fonte de energia.

 

Produtora: SCE Studios Japan

Publisher: Sony Computer Entertainment

Plataforma: Playstation 4

Knack é um game exclusivo do PS4 e faz parte da linha inicial lançada juntamente do console em novembro de 2013. Relativamente aguardado pela crítica e pelos jogadores, devido a aspectos visuais e de jogabilidade, já que demonstrava milhares de objetos pequenos se movendo e com física independente na tela, Knack se mostrou um game com potencial, mas que aparentemente foi lançado as pressas para suprir a demanda de jogos de lançamento no novo console da sony.

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A aventura  tem inicio com a introdução a toda trama central que ocorre no universo de Knack, com uma feroz batalha entre goblins e humanos disputando territórios sem explicar o porque disso, e então se fazendo necessária a intervenção de alguém que pudesse ajudar. Esse alguém é Knack, criatura criada pelo professor, que passou a vida estudando as relíquias, que são nada mais nada menos do que o “petróleo” podemos assim dizer, do tempo em que se passa o game. Tudo no universo criado para Knack, funciona com as relíquias, desde celulares, televisões, energia elétrica que é gerada pelas relíquias, até mesmo aviões, jatos, navios, tanques, absolutamente tudo ate mesmo o próprio Knack, e como já seria esperado depois da demonstração de knack, todos ficam sabendo que são as relíquias os objetos que causaram tantas guerras entre humanos e goblins.

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Knack nos traz uma jogabilidade sólida e bem precisa, comandos que respondem perfeitamente e um sistema de combate simples porém eficiente. Knack então tinha tudo pra ser um excelente action game, porém ele se perde em tantos aspectos que fica difícil acreditar que um game que começa tão bem, termina de forma tão grosseira e consumindo tempo além do necessário e com certeza um tempo que qualquer pessoa que jogue Knack, desejaria que o game durasse. Dividido em capítulos, extremamente lineares, extremamente já que é completamente impossível se perder em Knack, ou sequer cogitar a possibilidade de não saber o que fazer. O problema na linearidade não seria grave, se não fosse a extensa duração do game. Enquanto eu estava no capitulo 6, já com história bem avançada e muitas coisas desenroladas com o game caminhando para o que parecia ser o final, me deparo com reviravoltas completamente previsíveis e muito desnecessárias para a trama do game, estendendo-o assim para maçantes 13 capítulos, que levaram no hard 12 horas, sendo 6 horas de um Knack agradável, liso de jogar, e outras 6 onde você clama para que cada capitulo seja o último, pois já está deveras mente cansado de seguir sempre o mesmo fluxo durante horas e horas seguidas.

O nível de dificuldade de Knack e algo que com certeza merece ser louvado, mas para alguns com certeza será alvo de criticas. Dividido em fácil, normal e difícil, knack tem certas instabilidades quanto a essas escolhas, eu redefiniria esses nomes para Normal, insano e doentio, já que no doentio, quero dizer, no hard, apenas um golpe de inimigos básicos e iniciais, já são mais do que suficientes para findar com toda a sua barra de energia, e se você pensa que já esta difícil o suficiente, após fechar o game no difícil, ele libera o modo super difícil, que eu não consigo nem pensar em algum nome bom o suficiente para descrever a experiência. Então quando muitos dizem que Knack é um game para crianças, eu com certeza defendo a ideia de que não é para crianças, já que sua dificuldade é completamente desbalanceada e não condiz com o que se espera, mas isso para mim não é nem de longe um defeito, já que essa dificuldade extrema muito me agradou. Se você pensa que acabou apenas com a citação de que o dano causado é colossal em relação ao seu nível de vida, está redondamente enganado. Knack te “presenteia” com os checkpoints mais espaçados de todo os jogos que eu já joguei na sétima e oitava gerações. Morrer é algo que você já não quer, depois de se deparar com a distancia entre checkpoints que Knack te dá, você se vê cada vez mais obrigado a progredir com cautela para que assim não tenha que repetir uma enorme parte do game.

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Todas essas chateações só não se tornam piores pois os gráficos estão ai pra dar uma aliviada e melhorada na sua experiência de jogo. Knack está muito longe de ser um primor gráfico, mas entretanto eu costumo dizer que ele tem um visual minimalista porém bem feito. Como seria isso? Simples, o game te traz texturas simples, efeitos simples, animações simples, porém tudo bem desenhado e de qualidade. Alguns cenários são muito bem feitos, outros entretanto são bem ruins. Knack ao decorrer do game vai recolhendo relíquias e quanto mais ele tem, maior ele fica. Isso é bem bacana de se ver, pois o trabalho de física executado nas peças é bem bacana e bonito de se ver, porém algumas vezes quando você realiza um movimento especial, o frame rate cai drasticamente, ainda bem que em momentos onde não importa sua movimentação pois você está invulnerável, mas mesmo assim percebemos como o efeito pesou na engine do game.

Knack possui salas secretas onde você pega itens colecionáveis que habilitam novos knacks, itens pra usar no game, entre outras coisas, porém é tão fácil ver todos os pontos em que se pode encontrar uma sala secreta, que todo o desafio de achar algo escondido vai por água a baixo, fora que o game corre do começo ao fim com exatamente os mesmo tipo de variação de salas secretas ou seja, você sempre saberá onde encontrar algo.

A trilha sonora de Knack também sofre do mal da repetição. Isso quando o game não te deixa no mais completo silêncio e te joga uma música no momento mais inesperado possível. Músicas fracas que não condizem com o estilo do jogo, um pecado musical se me permitem dizer.

No fim das contas a experiência com Knack se torna de algo que podia ser pelo menos aceitável, para algo entediante, maçante, enjoativo e completamente repetitivo. Se parasse no capítulo 6, Knack poderia ser um game nota 7, infelizmente com os erros e problemas se repetindo por mais uns 6 horas de jogo, o game se torna uma completa perda de tempo. Não recomendo Knack, a não ser para aquele seu irmão mais novo ou primo, ou até mesmo filho que queira algo simples de jogar, porém com certa dificuldade para que vc acostume o moleque com algo mais difícil do que o normal.


Pontos Fortes:

– Jogabilidade simples.

– Dificuldade elevada.

Pontos Fracos:

– Trilha sonora.

– História clichê.

– Extremamente linear.

– Dura muito mais do que devia.

Nota: 3,5/10,0

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