[Fran’s Review] Metal Gear Solid V: Ground Zeroes

“Kept you waiting, huh?”

Produtora: Kojima Productions
Distribuidora: Konami
Gênero: Espionagem tática
Plataforma(s): Xbox One, Xbox 360,  PS3 e PS4
Versão analisada: Xbox One

Vendido apenas pela metade do preço, Metal Gear Solid V: Ground Zeroes é uma breve introdução ao que está por vir em sua continuação, Metal Gear Solid V: Phantom Pain. Ao dizer introdução me refiro tanto em história quanto em mecânica.

A história de Ground Zeroes é muito curta, e com o intuito mesmo de apenas direcionar para o próximo jogo, sendo apenas um intermédio entre o Phantom Pain e o jogo anterior, Peace Walker. Apenas uma das missões do jogo, a principal, tem foco em mostrar essa história. Ou seja, não espere nenhum jogo com uma vasta campanha, e sim algo mais próximo aos VR Missions, já existentes em jogos anteriores da série. Embora a conexão entre os dois jogos tenha sido feita com sucesso, inúmeros personagens e acontecimentos ficaram em aberto, deixando todo o desfecho para o Phantom Pain.

Pra quem nunca jogou os jogos anteriores, as VR Missions são missões secundárias à campanha principal, que desafia o jogador a se comportar de maneiras diferentes dadas determinadas situações, aproveitando assim uma parcela maior do que a jogabilidade do jogo tem a oferecer.

Como o próprio criador da série, Hideo Kojima, informou, Ground Zeroes foi feito para testar os jogadores a darem o seu melhor nas missões, fazendo elas repetidamente, testando diferentes maneiras de completá-las, agora aproveitando a nova cara que a série Metal Gear Solid possui: o mundo aberto.

Todas as missões se passam na mesma base militar, só que em situações completamente diferentes umas das outras, variando entre ter que resgatar alguém atirando pra todo lado com os inimigos em total alerta; ter de destruir anti-aéreos na completa surdina com os inimigos novamente em alerta, até missão que exige passar despercebido e conseguir resgatar todos os prisioneiros. Isso tudo pode ser feito da maneira que o jogador quiser, dentro desse novo mundo aberto. Ou seja, mesmo que a missão poderia ter sido completada de uma maneira melhor, sem matar nenhum inimigo e sem ser visto nenhuma vez, o jogo te da a liberdade de fazer essa mesma missão atropelando inimigos, explodindo helicópteros e com uma fuga em meio a explosões.

Enquanto o fator principal do jogo é a o fator “replay”, algumas das missões acabam não conseguindo fazer com que o jogador sinta tanta vontade de jogar novamente, apesar de suas variedades, pois querendo ou não, as missões que mais instigam a jogar repetidamente para tentar um resultado melhor, são as que permitem com que o modo stealth possa ser usado completamente, como sempre foi o foco da série. E infelizmente, apenas algumas das missões, incluindo a principal, oferecem completamente esse tipo de jogabilidade.

Algo que nunca existiu antes na série é o reflexo do Snake ao ser visto por um inimigo. Nos jogos anteriores, se foi descoberto, imediatamente todos os outros inimigos já foram alertados. Com o novo modo de reflexo, o jogo te dá uma chance de imobilizar ou matar o inimigo antes que ele faça qualquer coisa, deixando o jogo em câmera lenta por alguns segundos e focando no inimigo que te descobriu.

Um dos itens que Snake possui é um binóculo que consegue marcar todos os inimigos quando vistos de perto, assim o jogador poderá saber sempre suas localizações em qualquer lugar do mapa. O mapa pode ser visto através de seu iDroid, que não pausa o jogo, e permite também com que o jogador veja o que deve fazer na missão atual, trocar de música em seu walkman e chamar um helicóptero para resgate.

São muitos colecionáveis escondidos no mapa, junto com armas diferentes, que te permitem comportamentos diferentes nas missões.

Um simples trocar de arma, onde antes pausava o jogo, agora é feito em tempo real, oferecendo uma facilidade na escolha separada por categorias.

O visual o jogo melhorou de forma exponencial em relação ao seu antecessor, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, com a nova FOX Engine, que permite um maior nível de realismo e uma maior imersão em um mundo aberto. Nunca antes vimos o Snake de forma tão realista, e pela primeira vez contando com captura de movimento corporal e facial em todos os personagens.

O design do cenário foi muito bem feito, a ponto de permitir que tantos tipos variados de missões pudessem ser enfrentados de maneiras diferentes no mesmo espaço.

A trilha sonora do jogo foi muito bem trabalhada, e pode ser substituída a qualquer momento pelo walkman de Snake dentro do jogo.

Situações em que Snake está prestes a ser visto por um inimigo, ou até mesmo ouvir os passos e até conversas entre os soldados para conseguir informações, tudo de forma muito bem estruturada.

Sem desmerecer o grande ator Kiefer Sutherland, que fez um ótimo trabalho de dublagem e captura facial, mas ver o grande Big Boss com uma voz que não fosse a do David Hayter sem dúvida causou muita estranhesa em todos os fãs. Sem falar que é inevitável achar que Jack Bauer é o protagonista em algumas situações.

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes é um jogo que não atende a todos os públicos atuais, que em geral estão acostumados com jogos que oferecem campanhas longas que rodam em torno de uma boa história. Mesmo assim, ele cumpriu sua proposta, que foi demonstrar aos jogadores o que os espera no Phantom Pain, e apresentar como será lidar com novo mundo aberto em um jogo de espionagem e suas infinitas possibilidades.

Novamente, é um jogo-introdução pela metade do preço de um jogo completo. Não que isso justifique ter sido lançado em separado, mas o jogo em si cumpriu o que ofereceu.

NOTA GERAL: 9,0

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Um pensamento sobre “[Fran’s Review] Metal Gear Solid V: Ground Zeroes

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