[Fran’s Review] Titanfall

“Standby for titanfall.”

Produtora: Respawn Entertainment
Distribuidora: EA Games
Gênero: First Person Shooter
Plataforma(s): Xbox One, Xbox 360, PC
Versão analisada: Xbox One

Titanfall, antes mesmo de ser lançado, tendo apenas trailers e sua apresentação, já ganhou diversos prêmios, se tornando o jogo mais antecipado da E3 de 2013.

Sua proposta era simples, mas ao mesmo tempo inovadora. Criado pela produtora Respawn, que foi fundada por ex-integrandes da Infinity Ward, criadores de Call of Duty Modern Warfare, Titanfall era um jogo que ia além do que eles mesmos haviam introduzido ao mundo dos games alguns anos atrás.

Poder correr desenfreadamente e matar os inimigos não era algo novo. Usar robôs gigantes para batalhar também não era algo novo, mas a mistura disso foi algo realmente cativante.

O jogo conta com um modo campanha e o modo multiplayer comum. O modo campanha acaba sendo algo completamente vago, onde não dão ênfase alguma no contexto da batalha, apenas mostram isso como introdução rápida ao jogo, que não alcançou a meta de conseguir cativar o jogador a se entreter com aquela situação. Isso nos leva ao que realmente importa no jogo: pular pelo cenário matando Titans.

O multiplayer conta com 5 modos de jogo:

1. Attrition
Time contra time, onde quem alcançar a meta de pontos vence. Pontos são adquiridos por matar pilotos adversários, militares (IA) que ficam pelo cenário, e Titans.

2. Last Titan Standing
Jogo baseado em rodadas. Cada jogador utiliza um Titan, e o último que ficar vivo leva ponto para seu time.

3. Hardpoint Domination
Parecidíssimo com o modo Conquest do jogo Battlefield, onde o time que conseguir dominar os pontos por mais tempo leva a vitória.

4. Capture the Flag
O clássico “roube a bandeira”, que ganha ponto o time que levar a bandeira do time adversário para sua base.

5. Pilot Hunter
Aqui a guerra está apenas em matar pilotos adversários. Matar militares não fornecem pontos que levam à vitória.

Sua jogabilidade evoluiu ao ponto de não dependermos mais do chão para a movimentação. O jogo conta com jetpacks, que permitem que o jogador suba pelas paredes e alcance níveis mais altos nos cenários, abrindo assim um leque para diversar táticas e possibilidades de batalha.

Cada jogador conta com um Titan próprio, que só pode ser utilizado por aquele jogador individualmente. Por padrão inicial, o jogador deve esperar dois minutos até que seu Titan esteja liberado para uso. Passado esse tempo, é possível fazer com que ele caia no lugar que desejar, vindo diretamente dos céus, e causando grande impacto em sua descida.

São três tipos diferentes de Titans. Ogre, Stryder e Atlas, onde são balanceados para, respectivamente, ter uma movimentação lenta enquanto é forte em combate singular, ser rápido mas com pouca força no combate mano-a-mano, e ser um meio termo entre os dois anteriores. De qualquer forma, nos piores momentos ainda sempre é possível ejetar e continuar na batalha como um piloto.

Seu robô é uma extensão de seu corpo, de suas movimentações, ou seja, tudo que você faz como piloto, com excessão de pular pelas paredes, é possível executar.

É possível escolher entre diversas habilidades para seu piloto e seu robô, para que cada estratégia de jogo seja única. Essa habilidade pode ser usada a qualquer momento, contanto que a barra de regeneração da habilidade esteja completa.

O Titan não necessariamente precisa estar perto do jogador, ou sendo controlado pelo mesmo, para guerrear. Cada um deles é controlado por uma inteligência artificial, que pode ficar seguindo o jogador enquanto ele se move pelo cenário, ou apenas guardando uma posição. Isso abre possibilidades para uma grande diversidade de cenários, onde cada jogador pode assim formar sua estratégia inicial.

Existe um balanceamento muito interessante quando se pensa que um piloto estaria em desvantagem contra outro que esteja manipulando um Titan. O jogo é feito de tal maneira que os dois estão exatamente no mesmo nível, onde um piloto pode facilmente detonar um Titan, subindo em cima dele e atirando em seu núcleo, ou utilizando uma arma a distância feita exatamente para detonar esses robôs gigantes.

Dependendo do desempenho em jogo, o jogador será premiado com cartas de habilidades. Após alcançar determinado nível em Titanfall, serão liberados três espaços para colocar essas cartas, que podem fornecer velocidade elevada quando for correr na partida, ter o poder de ficar invisível o tempo todo, ter granada infinita ou até conseguir enxergar todos os inimigos no mapa sem limites. O que torna isso estratégico é que cada carta só pode ser usada uma vez, no momento que for entrar em jogo, seja no início ou após ter sido morto. O ponto é que assim que morrer, perderá a carta e seu poder. Então, sim, é possível ativar uma dessas habilidades, entrar em jogo, morrer em menos de um minuto, e perder essa carta pra sempre. Mas não fique triste! Ainda pode conseguir essa carta novamente, dependendo de seu desempenho.

Os pontos adquiridos no jogo fazem com que o nível do jogador aumente, podendo alcançar no máximo o número 50. Alcançado esse número, pode continuar jogando com todos os itens, classes e Titans que liberou, ou voltar para o nível 1, perdendo tudo que conquistou, com o título de “Segunda Geração”. Funciona como os “prestígios” da série Call of Duty.

Todas as partidas são tratadas no contexto do jogo como uma missão. Então, no final daquela missão, caso tenha perdido, deverá recuar para a nave de fuga e tentar entrar nela para sair da batalha em segurança. Se morrer, deverá esperar a partida terminar apenas como um espectador. Para o time vencedor, seu objetivo final é matar todos os pilotos inimigos ainda vivos ou detonar a nave de fuga.

A parte visual não está ao nível que um console de nova geração aguentaria, e é perceptível que a essa altura de tecnologias que já existem, seria possível deixar o jogo visualmente mais complexo, mas isso não afeta de maneira alguma a experiência do jogo.

Em questão sonora, é possível saber tudo que está acontecendo ao seu redor apenas pelo som da guerra. É possível saber se Titans estão em guerra, se um piloto está escalando seu Titan, se ele está prestes a explodir, ou qualquer outra situação importante e impactante do jogo, é perceptível apenas pelo seu som. Principalmente quando seu robô é chamado e ele vem cortando os céus para ter seu impacto no chão, destruindo tudo que estiver abaixo.

As músicas que tocam durante as batalhas aumentam ainda mais a imersão do jogador naquele mundo frenético de constante tiroteio.

Em resumo, Titanfall é um jogo que veio mudar a forma que o gênero FPS estava sendo visto nos últimos tempos, pegando vários pontos de mecânicas já existentes e aplicando todas juntas para formar este grande jogo revolucionário que se tornou. A todos que gostam do gênero, ou até que não gostam, recomendo que joguem Titanfall, onde com certeza conseguirá adquirir experiências novas que não encontrará em nenhum outro jogo.

NOTA GERAL: 9,5

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