[Brito’s Review] inFAMOUS: Second Son

You are not in control.

You are not in control.

Produtora: Sucker Punch

Publisher: Sony Computer Entertainment

Plataforma: Playstation 4

Infamous: Second Son é o game que veio ao PS4 com algumas responsabilidades de peso nas costas. Uma destas responsabilidades era mostrar que o PS4 era uma máquina poderosíssima e capaz de evoluir ainda mais no decorrer dos anos dessa nova ou se preferirem, atual geração. Outra responsabilidade seria provar que a Sucker Punch é uma empresa capaz de lidar com a pressão de produzir um título tão importante para o início da vida do PS4. Produzido pela Sucker Punch com um auxílio mais do que bem vindo da aclamada Naught Dog, confira agora se o game conseguiu se sobressair e superar as expectativas ao seu respeito.

O belo cenário inicial.

Second Son, conta a história do carismático Delsin, o novo protagonista da série. A história começa com Delsin fazendo uma espécie de grafite em um outdoor e em seguida precisando fugir de um policial por estar realizando sua “arte”. No decorrer da fuga, Delsin se vê de cara com o policial que na verdade é também o seu irmão. Após um acidente com um caminhão que transportava alguns bioterroristas, Delsin sem saber o porquê ou como fez isso, acaba absorvendo os poderes de um deles dando início assim a trama do novo capítulo da série Infamous.

No desenrolar da sua história Infamous se mostra muito feliz em diversos aspectos, desde a velocidade que a história se revela, até pontos como o envolvimento de Delsin com os outros personagens. Diferentemente dos games anteriores da série, Second Son nos traz a relação e envolvimento emocional de Delsin com diversos outros personagens, desde relações amorosas de um adolescente, até a amizade e vontade de ajudar os necessitados. Tendo a ajuda de seu irmão durante praticamente todo o game, essa relação de amizade entre irmãos se desenvolve de uma forma que é capaz até mesmo de emocionar em diversos pontos, mas nem tudo são flores infelizmente.

Ao mesmo tempo que temos um envolvimento emocional grande entre os personagens, temos também uma história deveras mente rasa em seu foco principal. Desde o início o game te joga um único objetivo que é seguido à risca sem interrupções, sem desvios, sem distrações nem nada do tipo. Esse inclusive é um ponto fraco que posso citar do game. Mesmo estando em um mundo aberto, digamos que existe uma certa linearidade no jogo. Como assim linearidade? Simples. O game te da missões relacionadas a história principal, e todo o resto se resume apenas em missões ou coisas que você tem que fazer apenas pra platinar o game ou conseguir um save com 100%, e em nenhum momento aparece algum empecilho na busca do objetivo da missão principal. Você tem que ir de A até Z e é isso que você faz, vai direto de A até Z, em momento nenhum você tem que passar por problema B, ou C, ou D, nada disso, você sempre estará seguindo uma linha reta até Z.  Ao todo no game temos 4 tipos de missões, eles são:

1 – Missões Principais (Aquelas ligadas a história principal do game, levando Delsin ao seu objetivo primário.)

2 – Missões Relacionadas a livrar os bairros das DUP´s ( Dup é o departamento que é encarregado de lidar com os bioterroristas.) Essas missões se dividem em outros 4 tipos de missões:

2.1   – Derrubar DUP

2.2   – Achar um agente secreto do DUP

2.3  – Destruir as câmeras do DUP

2.4  – Destruir Drones aéreos do DUP

3 – Missões de limpeza do crime da cidade.

4 – Side Quests.

Aqui eu já vou abrir o foco para outro problema que o game enfrenta. As side quests, são escassas e de duração extremamente baixa. Temos o Paper Trail, que é uma side quest para que você investigue uma série de assassinatos, e temos o Cole´s Legacy, que são 5 missões relacionadas aos eventos entre Infamous 2 do PS3 e o Infamous: Second Son do PS4, sendo essa última, presa apenas à edição de colecionador do game, ou as primeiras edições oficiais do Brasil. Sendo assim, Second Son te faz seguir o caminho principal em 99% do seu tempo, fazendo também com que o game tenha uma duração muito curta, principalmente para um game de mundo aberto, sendo fechado no hard em média em apenas 10 horas.

Então Second Son é ruim? Não. Muito longe disso. Sendo esses problemas já citados como seus pontos fracos, o que me resta é apenas falar a respeito de toda a parte boa do game que sinceramente não é pequena.

Second Son te presenteia com um game de mundo aberto com uma cidade baseada na real Seattle, tradicional cidade dos EUA. Difícil encontrar um mundo tão vivo, uma cidade tão real como a Seattle de Second Son. Para qualquer lugar que você vá, será possível encontrar carros na rua, pessoas fazendo as mais diversas atividades e inclusive interagindo com você, seja para coisas boas ou ruins, e é justamente nessa vívida cidade que outro ponto do game se destaca. Os gráficos.

Efeitos sensacionais.

Efeitos sensacionais.

Second Son nos traz gráficos de cair o queixo em diversas partes, e diversas situações diferentes, sendo incrível este feito sendo que o PS4 é um console com apenas 5 meses de vida, seja andando pelas ruas da cidade, pulando de prédio em prédio, perto da água, ao anoitecer, ao amanhecer, de dia, de noite, o game traz gráficos muito polidos e para melhorar a situação, uma performance excelente, rodando a 1080P e entre 30 e 45 fps, com raríssimas quedas para 22-24 fps, e com uma jogabilidade que agrada muito com controles leves e respostas excelentes, trazendo um conforto grande ao controlar Delsin pelas ruas de Seattle. O game é composto 100% por texturas Hi Res e sem nenhum pouco de serrilhado? Não, temos algumas texturas em baixa definição mas são poucas, e quanto ao serrilhado ele existe, muito imperceptível mas existe. Porém, nem de longe isso atrapalha a beleza do game, pois a diversidade de cenários, de texturas, de iluminação é tão vasta que como um todo o game se torna graficamente tão grande, que esses mínimos defeitos se tornam capazes de serem vistos apenas fazendo uma busca bem grande, jamais numa jogatina convencional. Se for pra falar mal de alguma coisa relacionada aos gráficos de Second Son, a única coisa que é cabível é a diferença enorme de qualidade existente no Delsin e no resto dos personagens. Enquanto em uma cena o Delsin parece demais com um ser humano de verdade, se coloca-lo lado a lado com outro personagem a diferença salta aos olhos. Delsin parece humano e os outros parecem bonecos. Isso me incomodou pois em alguns momentos parece que estamos jogando dois jogos diferentes, com dois estilos gráficos diferentes, Delsin ultra realista e a vilã Augustine por exemplo num estilo cell shaded, mais puxado para o desenho, fora isso não tem realmente do que reclamar dos gráficos.

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Second Son, mais uma vez traz de volta o famoso e já conhecido sistema de Karma. Se você tomar boas atitudes receberá Karma azul, ficando amigo da população e circulando mais facilmente na cidade, porém também com a dificuldade a mais de ter que ser mais preciso na mira para que por engano ou acidente não acabe acertando civis inocentes, e se você segue o lado do mal, recebe Karma vermelho, fazendo com que a população o odeie e torne sua vida mais difícil do que já é.

O sistema de Karma também altera completamente as cenas do game, fazendo com que a história tome rumos completamente diferentes de acordo com as suas escolhas, sendo assim necessário que o game seja finalizado pelo menos duas vezes para conferir todas as possibilidades e se ter uma ideia do que esperar nos futuros jogos da série.

Do início ao fim do game, temos controle sobre 4 poderes totalmente distintos entre si, e você pode ter certeza de que vai amar alguns e odiar outros, sendo isso extremamente pessoal, já que de acordo com cada situação de combate, um poder diferente poderá ajudar você a dar cabo dos DUP´s, e serão justamente nesses momentos que você irá se envolver em uma profunda relação de amor e ódio com alguns dos poderes. Poderes estes que também são afetados pelas suas escolhas de Karma, tendo em vista que de acordo com seu nível de Karma bom ou ruim, diversos tipos distintos de upgrades ficam disponíveis para que você possa melhorar seu arsenal.

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A trilha sonora de Second Son cai como uma luva, com trilha sonora banhada a muito rock, agradável demais de se ouvir enquanto se passeia por Seattle, e efeitos sonoros mais do que convincentes fazendo você se sentir cada vez mais imerso nesse universo, ajudando muito a dar também o clima necessário para cada situação.

Second Son veio para mostrar definitivamente tudo que podemos esperar do PS4, ele com certeza decepciona em alguns pontos, mas também traz momentos memoráveis e que merecem ser apreciados no decorrer deste game. Você com certeza se diverte demais jogando esse game, ele tem a capacidade de prender você por diversos motivos, seja apreciar os gráficos, curtir a trilha sonora, apreciar a história ou tudo isso junto. Quem sabe com mais side quests, uma história principal mais elaborada e uma duração maior, Second Son poderia receber uma nota maior, já que diferente dos casos em que terminamos um game achando que ele já deveria ter acabado a alguns pares de horas, Second Son deixa aquele gosto de quero mais.

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Pontos Fortes:

– Gráficos

– Performance

 – Variedade de poderes

– Cidade grande e viva

– Jogabilidade

Pontos Fracos:

– Curto Demais

– História principal corrida

– Pouquíssimas Side Quests

 NOTA: 8,5/10,0

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