[Félix’s Reviews] Puppeteer

Categoria: Plataforma

 Produtora: Studio Japan

Distribuidora: Sony

  Plataformas: PS3

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Puppeteer foi um jogo que desde o seu anuncio me chamou muita atenção. Quando finalmente lançado, achei estranho que a sony simplesmente não divulgou o jogo. Não como seu “primo mais velho” Little Big Planet, que possui todo um marketing muito maior. Talvez pela falta de relevância da própria Sony sobre o título, adiei a compra do mesmo, dando prioridade para outros jogos. Por fim, criei vergonha na cara e fui atrás da minha cópia de Puppeteer e minha surpresa com o jogo foi tão grande que não sei se conseguirei expressar nessa review.

O primeiro grande diferencial do jogo é a apresentação. Puppeteer é uma grande obra teatral de fantoches. Ao executar o jogo já percebemos que além de jogadores, somos parte da plateia de um espetáculo. No menu do título o narrador da aventura já convida todos para se sentarem, pois a apresentação esta para começar. Após selecionar Novo jogo somos lançados no mapa das fases, que é dividido por sete atos, cada ato possui três cenas, que são as fases do jogo. Não se engane, Puppeteer  esta longe de ser um jogo curto. Além das 21 fases principais, que duram entre 30 até 60 minutos cada o jogo possui 21 mini-fases secretas e muitos itens colecionáveis que servem de motivação para repetir as fases atrás de extras. Todos os segredos do jogo são muito bem escondidos.

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Puppeteer é um dos poucos jogos do gênero que a história realmente importa. Tudo começa quando a Princesa da Lua é traída pelo seu ursinho de pelúcia. Após a traição, o bichinho de algodão rouba os dois itens de maior poder no reino da lua: A  Pedra da Lua e a Tesoura Mágica Calibrus. Com isso, a Princesa da Lua acaba desaparecendo e o urso se torna o Rei Urso da Lua. O vilão separa a Pedra da Lua em pedaços e divide seu poder entre seus generais para assim governar todo o reino.

O maior problema é que não apenas a lua mergulhou na escuridão do tirano novo Rei. A terra também esta em perigo. O Rei Urso esta sequestrando alma das crianças da terra e transformando-as em bonecos para servirem a ele em seu castelo. E é ai que o nosso protagonista Kutaro entra. Somos uma das crianças que tiveram suas almas roubadas e agora encarnadas em bonecos de madeira. Após literalmente ter a cabeça devorada pelo Rei Urso, o corpo boneco decapitado de Kutaro é jogado nas profundezas do Castelo Negro e lá que tudo começa. Após conseguir uma cabeça substituta, Kutaro é levado até uma misteriosa Bruxa que promete ao nosso herói poder levar ele de volta a terra se ele derrotar todos os generais e reunir dos os fragmentos da Pedra da Lua. A história embora possua um começo simples esconde algumas reviravoltas bem interessantes no decorrer da jornada.
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A arma de Kutaro é a Tesoura Mágica Calibrus, com ela o jogador pode superar obstáculos diversos literalmente cortando eles além de combater inimigos, é claro. Além disso, Kutaro pode usar os mais diversos objetos no lugar da cabeça devorada, são eles os colecionáveis. Cada ato, cada cena/fase possui um número de cabeças a serem achadas. Umas são bem fáceis de achar, outras estão muito bem escondidas. O jogador pode trocar entre três cabeças durante a fase e elas usadas no lugar certo podem permitir ao Kutaro chegar em novas zonas das fases, que antes não poderiam ser acessadas. Isso adiciona longevidade ao título, já que por diversas vezes precisamos avançar para conseguir uma cabeça especial em determinada fase e voltar em outra para usar essa cabeça e acessar uma nova área no jogo.

Embora cada um dos sete atos do jogo possua uma temática determinada. As três fases que compõem o ato são muito variadas. Todas as 21 fases do jogo são muito diferentes entre si e possuem uma boss battle diferente, criativa e divertida. As Boss Battles são espetaculares e de uma criatividade poucas vezes vistas antes.  É impossível não vibrar nas lutas que conseguem ser épicas e engraçadas ao mesmo tempo. O único problema é a finalização em QTEs das lutas.Ao longo da jornada exploramos florestas encantadas, mergulhamos nas profundezas oceânicas da Lua, atravessamos o Velho Oeste Lunar, escalamos montanhas congeladas, sobrevivemos a bosques obscuros cheios de monstros e fantasmas, atravessamos o espaço entre muito mais. Variedade e criatividade certamente definem Puppeteer.

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Um extra muito bacana para nós brasileiros é a dublagem do jogo para nosso querido idioma. E não é uma dublagem qualquer não. A seleção de vozes foi muito bem feita. Todas as vozes carregam muita personalidade e fecham muito bem com os personagens. No caso de Puppeteer, a dublagem foi muito importante já que na duração média de 12 – 15 horas do jogo, devemos passar 14 horas escutando algum personagem falar. Para começar o narrador esta sempre presente, sempre comentando a jornada de Kutaro, além de uma companheira que segue nosso protagonista em quase toda sua jornada pela lua. Até mesmo a plateia faz presença muito ativa no jogo. Batendo palmas quando vencemos um chefe, rindo nos momentos engraçados, se assustando nos momentos mais obscuros da jornada. Tudo é muito vivo e integrado no título.

Gráficos são lindos, tudo que se esperava de um jogo no final de uma geração. Mesmo com o progresso sendo sempre lateral, os gráficos tridimensionais são lindos e carregados de boas texturas, boa iluminação, excelentes animações e repleto de uma gigante variedade de cores. Podemos dizer que Puppeteer é um conjunto completo. Bons gráficos, boa jogabilidade, ótima trilha sonora, uma dublagem de qualidade poucas vezes vistas antes em jogos, variado e uma grande duração. Podemos dizer que a maior falha do jogo é a escolha por usar QTEs na finalização das lutas. Nada muito relevante, já que que são usados para substituir cenas que poderiam não ser interativas, mas acabam quebrando um pouco a própria atmosfera do jogo. No somatório final o jogo é totalmente imperdível para qualquer fã do gênero.

Nota: 9/10 

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