[Fran’s Review] Ryse: Son of Rome

Produtora: Crytek

Publisher: Microsoft Studios

Plataforma: Xbox One

 

Fight for you father. Fight for your legion. Fight for Rome!

Logo em sua primeira aparição, Ryse: Son of Rome já deixou muitos jogadores de queixo caído com seus belos gráficos, mostrando o início do potencial de uma nova geração, junto com uma mecânica fluída de batalha sanguinária.

Bem, mas nem tudo é um mar de rosas, e o jogo acabou não sendo tudo aquilo que esperávamos

Um romano vingativo


O personagem principal é o general Marius, que passa o jogo todo contando ao imperador Nero sua história desde o início da guerra contra os Bárbaros, até o presente momento, influenciado completamente pela sua sede por vingança. São nesses contos que o jogo se passa.

A história é bem contada, sendo lembrada em partes sobre o passado da vida de Marius, dentro do universo romano e seus deuses, e sempre levando em conta como foi essa destruição e invasão à Roma.

Ao decorrer do jogo, são encontradas várias crônicas que explicam melhor o universo que o jogo se passa, dentre outros colecionáveis. Mesmo assim, a história é bem crua e simples, com nada de muito impressionante ou impactante, nem em seu conteúdo ou em sua narrativa em si.

Essa história é dividida em oito capítulos, que possuem um começo e um final bem cinematográfico para explicar a transição entre eles.

O universo em que o jogo se passa é bem fantasioso e único, usando apenas a história de Roma como base, mas mesmo assim possui muitos furos se você está esperando uma lição de história.

Por um combate mais sangrento

Ryse: Son of Rome teve sempre como foco ter uma jogabilidade focada em combate mano-a-mano, possuindo inúmeras formar de executar seus inimigos, tanto como individuais quanto utilizando elementos do cenário, o que torna tudo ainda mais divertido.

O combate funciona de maneira bem simples. Marius possui apenas sua espada e seu escudo pesado para o combate, junto com um botão para desviar de ataques e outro para defletir ataques de inimigos. Certos inimigos necessitam de ataques diferenciados para serem derrubados ou para quebrar suas defesas, que resultam sempre em necessidade de combos específicos para conseguir continuar atacando aquele inimigo. Por exemplo, se continuar atacando um inimigo sempre com a espada, a partir do terceiro ataque ele irá desviar de todos, o que te obriga a formar combos com seu escudo também.

Como já vimos nas séries Assassin’s Creed e Batman Arkham, o combate flui independente do inimigo que você está atacando ou para qual você mudou seu foco. O personagem não trava ao mudar de direção, ele suavemente muda para esse outro inimigo e continua o combate.

Abaixo da barra de vida, existe uma barra de Foco. Quando utilizado, usando o botão RB, todos os inimigos ficam atordoados e seus ataques ficam mais rápidos, tornando mais fácil com que eles fiquem vulneráveis a finalizações.

Depois de deixar um inimigo fraco, é possível fazer uma finalização nele, utilizando quick time events que alternam apenas entre os botões X e Y. Errar esses botões no meio da finalização não faz com que ela seja mal sucedida, mas influencia no bônus de finalização que o jogador ganha.

A qualquer momento no combate é possível mudar o tipo de bônus que você irá receber, alternando entre Foco, Vida, Dano e Experiência. A quantidade de acerto que o jogador tem nas finalizações afeta a pontuação que irá receber como bônus nestes quesitos.

O jogador possui também uma lança para poder acertar seus inimigos mais distantes. O problema muitas vezes acaba sendo conseguir acertar o inimigo antes de ele te acertar com uma flecha e fazer com que você perca a mira.

Em momentos em que Marius está com seus soldados romanos em situações difíceis, eles se reúnem para avançar em conjunto contra uma grande quantidade de inimigos. Quando estão todos defendendo um terreno, são apresentados breves elementos estratégicos, que dão diferentes opções para defender o local, diferenciando o andamento pela estratégia de cada jogador. Alguns dos comandos que você dá aos arqueiros e aos soldados podem ser feitos utilizandos os comandos de voz do Kinect, que funciona muito bem.

O que acabou afetando um pouco a mecânica foi que tudo isso é apresentado no primeiro momento de combate do jogo, no tutorial, e é esse mesmo combate que deverá ser utilizado ao longo de todo o jogo, que em uma corrida simples e um pouco exploratória pela campanha, no nível mais difícil (antes do Legendary, que é liberado após finalizar o jogo uma primeira vez), renderam entre 4 e 5 horas de jogo. Por ter um modo história bem curto, esse combate se tornou apenas um pouco cansativo, se tornando apenas interessante para ver as inúmeras finalizações possíveis.

O jogo possui também um modo online, chamado Gladiador, onde você usa seu personagem próprio para alcançar objetivos ou apenas destruir ondas de inimigos dentro do Coliseu. É possível fazer isso sozinho, ou com apenas mais um amigo, que te ajuda a fazer finalizações em inimigos em conjunto.

A qualquer momento, se for apertado o botão Menu (antigo botão Start), abrirá o menu principal, onde normalmente você teria que sair do jogo para chegar neste tela, como era o padrão dos jogos até hoje. Nela é possível comprar evoluções para suas habilidades e execuções, tanto quanto customizar seu gladiador do modo online. O que é intrigante, pois é possível customizar seu gladiador e evoluir suas armas e equipamentos, mas não é possível evoluir Marius no modo história.

O visual da nova geração

Ryse veio para mostrar como será o visual dessa nova geração de consoles que chegou. O que víamos como gráficos apenas de cutscenes em jogos de Xbox 360 e PS3, agora vemos rodando em tempo real. Ele apresenta aos jogadores o potencial que os novos consoles possuem.

Os modelos dos personagens possuem uma quantidade enorme de polígonos, e suas animações foram feitas utilizando artistas reais, que pelo visto é a tendência dos grandes jogos hoje em dia. Isso tudo permite que a movimentação dos personagens sejam cada vez mais próximas da realidade, contando com uma direção bem cinematográfica das cutscenes, que fazem parecer que você está assistindo a um filme.

Todo o cenário está bem trabalhado, focando em um ambiente quase que o tempo todo linear, com apenas alguns caminhos diferentes que levarão o jogador a encontrar alguns inimigos a mais ou itens colecionáveis. O jogo não te dá muita liberdade para explorar o cenário, mas também não acho que esse seja o foco.

Toda a sua direção de arte está impecável, algo que dá gosto de parar só para ficar observando.

Para todas as situações do jogo ele conta com músicas orquestradas feitas individualmente para cada uma daquelas cenas ou situações, sem fugir da temática.

Os efeitos sonoros também, sem ficarem repetitivos ou chatos, cumprem seu papel em cada combate e situação do jogo.

É possível perceber que os atores que fizeram o papel dos personagens fizeram um ótimo trabalho como dubladores dos personagens (vide versão em inglês), que foram atores selecionados a dedo pela Crytek.

Em muitos momentos do jogo, se andar com calma pelo ambiente, é possível ouvir personagens conversando uns com os outros, ou até mesmo com o próprio Marius, sobre assuntos que estão acontecendo naquele momento.

O filho de Roma

Ryse: Son of Rome é um bom jogo pra quem procura um bom divertimento, mas pode acabar não influenciando o jogador a jogar mais do que seu tempo de campanha, por ser um combate sem evoluções e se tornando basicamente o mesmo todo o tempo. Mesmo assim, vale por sua história, pelo seu visual e potencial, e pelas finalizações, mesmo que por pouco tempo.

NOTA GERAL: 8

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3 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Ryse: Son of Rome

  1. Apesar das análises fracas que esse jogo teve na mídia especializada, eu quero muito jogá-lo para ver a representação de Roma no jogo… é difícil trazer essa ambientação para os games, o pessoal gosta mais de Grécia!

  2. Está muito bem ambientado, mas chove falhas de história real nele, então não espere nada muito próximo dos fatos reais. Mesmo assim o jogo está cumprindo com sua proposta dentro de seu mundo romano fantasioso

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