[Félix Reviews] Outlast

“Aprenda comigo, se não pelos meus preceitos, pelo menos por meu exemplo, o quão é perigoso adquirir conhecimento, e quão mais feliz é o homem modesto do que aquele que aspira tornar-se maior do que sua natureza permite.”

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Em 1999 o mundo conheceu The Blair Witch Project, ou como ficou conhecido no Brasil, A Bruxa de Blair. Filme de orçamento modesto e ideias simples conseguiu o que muitas superproduções de terror/suspense não conseguiam fazia um certo tempo, assustar. A produção simulava um documentário, nele acompanhávamos três amigos que decidem investigar uma lenda urbana da floresta de Burkittsville e documentar tudo em vídeo.  Segundo lendas locais da cidade, existia coisas estranhas acontecendo na floresta e os amigos estavam decididos a descobrir do que se tratava.

Logo as coisas não saem como o trio esperava e eles se perdem na floresta. Assustados começam a registrar bizarros eventos  e o que seria um projeto de documentário acaba se tornando o registro de algo inexplicável. O filme que custou apenas 35 mil dólares lucrou milhões logo após seu lançamento. A produção é até hoje conhecida com uma das mais assustadoras desde O Exorcista. O sucesso foi tanto que os “falsos documentários” se tornaram populares. A ideia de estar documentando algo parece, pelo menos em teoria, causar um maior envolvimento com o público. Alguns projetos deram certo, outros nem tanto.

The Blair Witch Project

The Blair Witch Project

Outlast é o jogo de estreia da produtora Red Barrels, lançado em setembro desse ano para PC e com versão para PS4 confirmada, porém sem data oficial ainda. Nele encontramos a mesma proposta de The Blair Witch Project, ou seja, um jogo com toque de pseudo-documentário. Um asilo psiquiátrico esquecido por décadas nas montanhas do Colorado foi reativado pela  companhia Murkoff Corporation recentemente. Porém algo bizarro esta ocorrendo dentro daquele lugar. Somos Miles Upshur, um jornalista independente que recebe uma denuncia contra Murkoff Corporation e decide ir até o aliso investigar o que esta acontecendo realmente no local.

Após conseguir  infiltrar-se no asilo, Miles logo se depara com atrocidades, mas já é tarde de mais para sair pela porta que entrou. Ele esta preso no local e agora sua única forma de sair com vida de lá é jogar-se na insanidade e no terror que o aguarda em cada sala. E então, o jogo começa. Não existe nenhuma opção de combate. Não atiramos, ou  agredimos inimigos, não somos lutadores, soldados, policiais. Somos um jornalista que conta apenas com sua câmera de vídeo.

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Enquanto exploramos o asilo, em nossa missão que agora é além de descobrir a verdade, sair com vida do local, registramos tudo com a câmera, que é a única ferramenta de ajuda para o jogador. Com ela podemos andar em zonas escuras usando o modo de visão noturna. E esse detalhe é o grande triunfo do jogo para gerar medo, já que o modo deixa tudo mais bizarro e assustador. A câmera gasta baterias, que são encontradas em pouca quantidade no jogo. Precisamos administrar bem se quisermos ter sempre que necessário acesso ao modo de visão noturna. No modo normal de filmagem, onde é possível dar zoom e registrar eventos, a bateria gasta de forma lenta. Já no modo de visão noturna a bateria é consumida muito mais rápido.

Embora existam eventos principais que narram a história, o maior volume de informações é dada ao jogador por documentos. Que assim como as baterias, estão espalhados pelo cenário. Quando filmamos certos eventos chave, Miles registra também informações em seu diário. Podemos assim descobrir o que esta passando na cabeça do protagonista e o que ele esta pensando. Ao contrário de Amnesia, outro título de sucesso dentro do gênero survival em primeira pessoa, nosso personagem tem corpo físico, podemos ver os pés e braços, a sombra, etc. Algo similar ao Mirror’s Edge da Eletronic Arts.

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Como já citado, não existe qualquer forma de combater diretamente os inimigos. Quando estamos próximos de algum, precisamos cruzar-los sem sermos notados. Caso o inimigo encontre o jogador, ele tem apenas uma opção: correr! Na fuga o jogador pode fechar as portas em seu caminho para ganhar uma pequena vantagem enquanto encontra algum local para se esconder. Seja em baixo de uma cama, ou dentro de um armário. A  variedade de locais para se esconder é pouca, assim como a variedade de inimigos do jogo. Possuímos 2 tipos de inimigos comuns e 2 inimigos “chefes”. Embora exista a pouca variedade de inimigos eles são bem utilizados.

Visualmente o jogo é excelente. Embora possua poucos cenários iluminados, existem ótimas texturas e efeitos de luz e sombra. A atmosfera do asilo é aterrorizante e sombria. Isso graças além dos excelentes efeitos visuais ao trabalho na parte sonora. A sonoplastia é perfeita. Ruídos, passos, trovoadas, sussurros,  gritos são parte do lugar. O jogador irá precisar se acostumar com isso para não ficar incomodado com o clima pesado do titulo. Por fim, posso dizer que Outlast é o que todos fãs de survival esperavam fazia algum tempo. Aterrorizante e envolvente, o jogo é obrigatório para qualquer fã do gênero.

Nota 8,5/10

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5 pensamentos sobre “[Félix Reviews] Outlast

  1. Parabens pela analise o jogo é foda pra krl mais e facil zerei ele esses dia e fiquei besta com o final pra mim foi um dos melhores jogos de terror ja feito até hj

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