[Fran’s Review] Castle of Illusion Starring Mickey Mouse

“Where there should be love, kindness… there is jealousy and anger. The witch Mizrabel had such a heart.”

Vinte e três ano atrás foi lançado o original Castle of Illusion Starring Mickey Mouse, originalmente para Mega Drive. O jogo se tornou um marco na história dos games, e ainda é referenciado como uma obra de arte.

Agora a versão lançada em 2013 é um remake, ou seja, todas as fases foram refeitas, mas ainda mantendo toda a temática do jogo original.

A história começa com Mickey e Minnie passeando pela floresta, apenas para aproveitarem o clima e a companhia um do outro. Acontece que a bruxa Mizrabel captura a Minnie para roubar sua beleza e juventude, restando ao Mickey ir atrás e da bruxa no Castelo da Ilusão para derroá-la e trazer Minnie de volta.

Dentro do castelo, as fases são separadas em várias portas diferentes, que necessitam gemas para serem liberadas. Entrando nessas portas, os níveis são separados em três atos. Concluído o primeiro ato, o jogador pode ir direto para o segundo ato, ou voltar ao castelo. Isso permite com que o jogador continue com o jogo ou vá fazer outro ato de outra fase sem complicação.

Ao todo no jogo são 800 gemas para serem coletadas, o que pode atrair muitos jogadores caçadores de conquistas. Todas essas gemas não são necessárias para liberar os próximos níveis.

O jogo é de plataforma, assim como o original, mas completamente modernizado. Ou seja, Mickey não anda apenas nos eixos X e Y. Em alguns momentos e lutas, é possível se mover completamente nas três dimensões. Essa nova mecânica tornou o level design mais completo e cativante.

A jogabilidade é bem fluída na maior parte do tempo. Todas as fases foram feitas pensando em como o jogador pode passar nela de uma vez só. Se quiser, pode fazer caminhos alternativos para coletar itens escondidos, baús ou gemas perdidas, mas isso não impede o fluxo do jogo. Aliás, é possível ir coletar esses itens sem perder tal fluxo.

Os chefes são exatamente os mesmos do jogo original, só que o level design de cada um se adaptou para a nova mecânica, deixando ao mesmo tempo nostálgico e mais interessante.

Cada chefão possui sua particularidade e complexidade para serem derrotados, mesmo não sendo muito complicados.

O jogo conta com uma narrativa que acompanha o Mickey em toda a sua jornada. Mesmo se o jogador fizer caminhos alternativos, a narração continua. Até mesmo depois de o jogo ter terminado, ou seja, é como se a história do Mickey no castelo nunca tivesse um fim.

Todas as cutscenes são representadas em forma de puro desenho artístico com narração e dublagem por trás.

As músicas foram feitas por Grant Kirkhope, autor de trilhas sonoras clássicas, como por exemplo o original Banjo-Kazooie. Ou seja, não fogem do estilo Disney de ser, mas mantém a forma com que a música casa com as cenas.

Os gráficos do jogo estão completamente modernizados. Todo o mapa modelado em 3D, com texturas simples, mas que cumprem a proposta do jogo. Todos os personagens estão naquela forma caricata que a Disney tem em seus desenhos.

Pelo jogo ter um gráfico simples, sendo um jogo arcade, acaba ficando feio em cenas que mostram os detalhes de perto. Pelo menos, na maior parte do jogo eles são imperceptíveis.

O jogo é curto, mas pela sua proposta e sua simplicidade, flui muito bem e consegue garantir uma boa, porém curta, diversão. Altamente recomendável, principalmente aos fãs do jogo original.

NOTA GERAL: 9,0

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3 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Castle of Illusion Starring Mickey Mouse

  1. Bom review, é bem isso mesmo.

    Só achei que o jogo ficou muito mais fácil do que já era (por conta dos auto-saves, sistema de portas, etc). E o preço do jogo é muito alto pro tamanho dele.

    Uma coisa que me incomodou é a impossibilidade de pular cutscenes, por mais curtas que fossem.

    Vale lembrar que o castelo ficou muito parecido com o de Super Mario 64.

    • Senti a mesma coisa em relação ao castelo e às cutscenes!
      Achei que o preço valeu pela diversão que ele proporcionou. Sem falar que foi uma referência pra mim, que estou começando a desenvolver jogos, em relação a level design, que ficou muito bom!

      Eu confesso que não joguei a versão antiga, mas querendo ou não o jogo se adaptou aos padrões de jogos atuais. Sem ser aquele hardcore impossível pra algo que flui com mais facilidade.

      • Ah sim, a diversão e o esmero na produção são indiscutíveis.

        Eu joguei ambas, versão clássica e o remake, e digo que ficou excelente a adaptação, e que ficaria estranho e defasado se fosse 100% fiel ao original. Por esse motivo eu ignoro o choro massivo de nostálgicos. As vezes uma coisa era boa pra época, mas não pra hoje.

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