[Rodrigo’s review] Splinter Cell: Blacklist

Nome: Splinter Cell: Blacklist
Gênero: Steath Game

Distribuidora: Ubisoft Produtora: Ubisoft Toronto
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, Wii-U e Pc.

Versão analisada: Xbox 360

Tom-Clancys-Splinter-Cell-Blacklist-is-a-New-Anti-Iran-Video-Game

O Agente das sombras

Em seu retorno Splinter Cell: Blacklist busca destaque no novo mercado de games, muito mais voltado a jogos verossímil e empantufados de conteúdos online.

A Ubisoft não poupou esforços em trazer Splinter Cell: Blacklist. Foram nada menos de 3 estúdios trabalhando em conjunto: Ubisoft Toronto, Ubisoft Montreal e Ubisfot Shanghai.

O plantel tinha a missão de devolver o prestigio da serie com o publico mais fiel. Para isso, foi necessário recorrer ao passado glorioso de Splinter Cell, que até elogios de Hideo Kojima (Metal Gear Solid) recebeu. Mas também não poderia deixar de lado os novos consumidores, que clamam por cada vez mais modos online.

Uma nova missão. Um novo recomeço.

Blacklist da inicio ao seu enredo com um ataque terrorista ao governo americano, de um grupo auto denominado Os Engenheiros. Depois de explodirem uma base militar americana, é enviado um vídeo aos EUA exigindo que retirem todas as suas tropas estacionadas em todos os países do planeta. Caso as exigências não forem atendidas o governo sofreria um ataque por dia.

Com a ameaça eminente da Blacklist, se o governo não cumprir as exigências, o presidente americano não tem outra solução a não ser recolocar Echelon na ativa. Um novo grupo é formato: O Fourth Echelon.

O Fourth Echelon é formato por caras novas com de Isacs Briggs ( de longe o mais interessante membro) ou antigos companheiros do passado de Sam, com a agente Anna Grimstottir. A bordo de um avião-base denominado Paladdin, o grupo tem apenas alguns dias para descobrir quem está por trás dos ataques dos Engenheiros.

splintercell-blacklist

Blacklist prometia um enredo envolvente e com muita questões politicas envolvidas e claro reviravoltas. Bem típico de jogos ou qualquer outro tipo de entretenimento envolvendo agentes secretos ou espiões. Mas infelizmente não é bem isso que temos. A narrativa é arrastada e não empolga. Está ali apenas para cumprir o papel: Ter motivos para Sam visitar outros países!

Esse tipo de enredo faz bem ao level design. O jogo se passa em vários locais distintos durante as missões. Infelizmente a Ubisoft acabou deixando de lado o elo emocional do game anterior. Conviction funcionava muito bem em sua historia. A narrativa de Sam e sua filha desenvolveu muito o elo do jogador com o protagonista.

Conviction foi um jogo menos furtivo é verdade! Parecia mais um Bourne the game. Motivo mais o que suficiente para os fãs de Steath games ficarem irritados.  Mas sua renovação na série era atraente, tanto para a melhoria das mecânica, como seu enredo cativante.

É uma pena a Ubisoft ter deixado de lado todo aquele requinte de aventura solida de lado, em busca de agradar demais os fãs. Blacklist é entediante no desenvolvimento do enredo.

Não existe um momento sequer no jogo que vale a atenção sobre os acontecimentos, principalmente com a história transcorrendo o tempo todo entre conversas de Sam com seu grupo envolta da mesa super tecnológica do avião-base da Echelon. Meras desculpas para dar início a uma nova missão em um local do mundo.

Outro ponto curioso é o próprio Sam Fisher. O agente está muito mais experiente e cronologicamente quase na casa dos 60 anos. Mas em Blacklist dá impressão que o agente rejuvenesceu.

scblacklist

Um agente do passado.

Quando surgiu no inicio dos anos 2000, Splinter Cell foi notariamente elogiando pelas mídias especializadas, principalmente pelo seu Level design desafiante, gadgets e diversas formas de progredir nos cenários. A serie sempre priorizou em dar ao jogador a possibilidade de como progredir nas missões.

Blacklist pegou toda essa formula de sucesso e qualificou a  jogabilidade em um patamar acima, dividindo-a em três modos: Panther, ghost e arsenal.

Na pratica é a mesmo sistema do passado. Mas agora dependendo de como o jogador termina a missão, uma pontuação o recompensará pelo progresso. Cada modo dá uma pontuação diferente. Os pontos valem dinheiro para utilizar em upgrades no avião Paladdin ou no próprio Sam Fisher com sua roupa tática e gadgets.

Os pontos são maiores, quanto mais difícil for concluído uma missão. Quanto maior tempo o jogador passar nas sombras e sem ser percebido, mais dinheiro ele vai receber. Existem alguns desafio extras enviados pelo Shadownet, coisas simples como matar com O Mark and execute, ou usar um tipo de arma. Tudo no final pode melhorar a sua pontuação e arrecadar mais dinheiro para investir.

Blacklist não é apenas um retorno as origens, toda a dinâmica estabelecida pelo sistema de Conviction foi utilizado e melhorada para se adaptar ao novo game. Mark and Execute, O sistema de cover preciso e simples na execução, o radar de som no Hud de direção dos inimigos, a “sombra” marcando o ultimo local que os inimigos localizaram Sam; Tudo está de volta e muito bem integrado na nova filosofia de rever o passado do game. Um sistema polido e que funciona extremamente bem para o Steath game. Eu diria que a Ubisoft criou o sistema de ação definitivo!

Splinter-Cell-Blacklist-Screenshot-01

Mas o mais impressionante em Splinter Cell: Blacklist é o seu level desing. Com o foco nos primeiros games, a Ubisoft recriou inúmeros cenários que relembram um passado de jogos com a única importância o seu desafio ao jogador.

Sam visitará cidades americanas, do Oriente Médio, Europa e até mesmo America do Sul; todas bem reconstruídas com fidelidade as arquiteturas das regiões, mas sem deixar de lado o jogo de sombras, múltiplos caminhos e locais secretos para tornar os cenários sempre desafiadores e evolutivos. A maioria dos estágios, você vai acabar visitando novamente para jogar de outra forma. Apesar de ter em suas raízes intrínseco a linearidade, Blacklist é muito mais livre do que estamos acostumados na geração.

Durante todo o progresso nas missões, o jogador se sentirá desafiado a explorar o local para encontrar o melhor caminho. Tornando a jogabilidade de três modos em uma naturalidade de como jogamos. O desafio de passar sem ser percebido, ser mortal pelas sombras ou letal com suas armas, são apenas modos distintos para cada estilo de jogador. O legal que aquele jogador que prefere sair atirando, vai acabar sentindo a vontade de ser mais furtivo, para ser melhor recompensado. Tem cidades que impressionam a falta de linearidade. São realmente abertas a como o jogador quer cumprir a missão.

Sam vai encontrar pelas sombras várias possibilidades para se manter fora dos radares inimigos: São dutos para subir ou mesmo entrar, canos e paredes para escalar ( ops pera lá! Sam escalava paredes bem antes de Assassin´s Creed e Uncharted), ou luzes para apagar. Todos os locais são dinâmicos e proporcionam um desafio recompensador.

Em Splinter Cell: Blacklist o level design vai te desafiar a busca pelo melhor caminho possível.

A Ubisoft caprichou também na dificuldade do game. No level normal, são apenas poucos tiros para Sam morrer. E quanto maior o level a dificuldade de manter-se nas sombras é imensa. Gadgets e Mark and Execute são alguma da regalias que não podemos utilizar em níveis de dificuldade altos.

Senti falta do modo de interrogatório de Conviction. Um dos maiores atrativos do game anterior foi desdenhado pela Ubisoft. Ainda existem os interrogatórios, mas ou é cutscene ou um momento simples.

Splinter-cell-blacklist

O prazer em espionar.

O que seria de um espião sem seus Gadgets? Splinter Cell sempre teve a tradição de ser um game com bastantes equipamentos e armamentos reais a disposição do jogador. Em Blacklist não seria diferente.

Sam Fisher terá a disposição mini câmeras, bombas de inúmeros tipos, drones, paralisantes, armas automáticas, pistolas com silenciador e claro os óculos de visão noturna.

O óculos é dividido em duas visões: Sonar e infravermelho. As visões tem subtipos que são adquiridos ao longo do game nos upgrades que são comprados antes de cada missão. Com as visões sonares podemos enxergar através de paredes os inimigos e locais para utilizar como abrigo. Existe vários tipos de sonar como exemplos temos por campo magnético, rastreamento de calor e outros.

Já a visão infravermelho cumpre seu papel básico de melhorar a visibilidade no escuro. Como o jogo é na maioria das vezes nas sombras, a visão vai passar a maior parte do tempo acionada. Algo que não acontecia em Conviction, que passava a maior parte do tempo na claridade.

A roupa de Sam em si é um gadget! A cada nova melhoria, Sam terá mais precisão nas armas, melhorar sua invisibilidade na escuridão, levar menos dano, fazer menos barulho entre outros.  A pontuação e compras de gadgets adicionou muito a série.

Algumas missões o avião Paladin também será uma importante arma contra os exércitos inimigos. Ataques serão feitos do ar com uma visão de radar aéreo, parecido com modos que vemos hoje aos montes em fps de guerra.

SCBL_HandsOn_Carousel

Em games de final de geração normalmente são vistos ótimos gráficos, proporcionado pelos excelentes trabalhos dos programadores já familiarizados com os consoles.

Em Blacklist, a Ubisoft optou por utilizar o defasado motor Unreal Engine 2.0 em uma versão fortemente modificada para atender as exigências da série com efeitos de luz e sombra. O motor é bem conhecido na franquia, visto que já foi utilizado nos 4 primeiros games. Mas é notório que é obsoleto se compararmos com o que o mercado tem para oferecer. É mais desanimador ainda se olharmos para Conviction e ver que o antigo motor era mais eficiente no geral (talvez pelo jogo ser um exclusivo). Blacklist utiliza ainda de ferramentas do motor LEAD, para pontos de iluminação e texturas; mas toda a estrutura do game é feita no Unreal Engine 2.0.

O trabalho não é ruim. A Unreal Engine faz bem sempre o papel, principalmente com um time já acostumado a trabalhar com essa ferramenta. Podemos ver um show de efeitos de luz e sombras no jogo, e ótimos lens flare durante todos os estágios. Mas nos consoles, nativamente o jogo é sub-HD, roda em bons quadros por segundo, só que tem pequenas quedas nas duas versões que joguei (Ps3 e Xbox 360), principalmente nos tiroteios em excesso. Uma decepção se pensarmos que o jogo não é exigente em performance. No geral ainda é fluido e não chega a atrapalhar o gameplay, com essa instabilidade momentânea.

O cenários são bem detalhados, mas conta com textura simples e grande maioria são reutilizadas em diversos locais. Outra decepção é os npcs, são bem simplificados.

Cheguei a jogar a versão para os pcs, e garanto que a experiência gráfica é outra, o jogo está em HD e bem trabalhado. No Wii-U não posso dizer, mas li que a performance convence.

Splinter Cell nunca teve destaque em sua sonoplastia durante os mais de 10 anos da série. Blacklist veio para mudar isso!

A Ubisoft Toronto sabe da importância que uma música tem para o clima de um game (o estúdio é de Jade Reymond, criadora de Assassin´s creed), e fez um trabalho de respeito no game.

Blacklist conta sempre com ritmos frenéticos e que mudam constantemente, dependendo de como está sendo jogado. É muito legal ouvir a música rápida e mais alta, quando estamos em fogo cruzado ou praticamente sem som quando estamos jogando furtivamente. O jogo vem em português brasileiro. A dublagem não tem um grande destaque, mas nem precisaria, ela cumpre bem seu papel e agrada quem gosta do jogo na nossa maravilhosa língua. Em inglês o dublador de Sam Fisher mudou…e foi uma pena.

Michael Ironside foi substituído por Eric Johnson. A voz estridente e grave do anterior deu lugar a uma voz com tom mais ameno e sem muito impacto. Eric cumpre o papel, mas o impacto de dava ouvir Fisher não existe mais. A Ubisoft informou que a troca se fez necessário quando foram feitos capturas de movimento.

O jogo é bem acabado (como a maioria dos trabalhos da Ubi), mas não passa disso.

Screen-shot-2012-09-26-at-11.15.24-AM

Trabalhando em equipe.

Blacklist oferece vários bons modos de jogo online. O modo cooperativo tem 14 missões exclusivas, com narrativa própria. Um verdadeiro deleite para aumentar o replay do game

O modo multiplayer Spies vs Mercenaries está de volta. Veteranos de Pandora Tomorrow e Chaos Theory, serão imediatamente famializados. Spies vs Mercs envolve um jogo de gato e rato com equipes no ataque jogando em primeira pessoa, e a inimiga na defesa jogando em terceira, como o single player. Jogando como espião a experiência é idêntica ao jogo no modo campanha, mas com os Mercenarios a expectativa de alguém estar nas sombras de vigiando para preparar um ataque e realmente angustiante. Vale muito a pena. Sou um grande fã do modo de multiplayer da série.

Splinter-Cell-Blacklist-360-PC-PS3-Sept-Trailer-and-Screenshot-Announcement-Screenshot-2

A arte de espionar.

Splinter Cell: Blacklist se tornou o hibrido da Ubisoft. Um jogo com toda a robustez de Conviction e a solidez de Chaos Theory.

A campanha principal dura por volta de 10 horas, mas com o volume de conteúdo que o jogo tem, esse tempo de diversão pode ser muito maior. As side-quests, missões cooperativas e modo online, fazem de Blacklist um clássico instantâneo.

Infelizmente a Ubisoft pecou no tratamento dado a narrativa do jogo, talvez feito de propósito para não precisar seguir uma linha cronológica que atrapalhe futuros lançamentos.

Mas quando falamos de uma geração que temos games como The Last os Us, com narrativa impecável, sem atrapalhar o gameplay, pelo contrário somam a uma experiência mais satisfatória. Faz de Splinter Cell: Blacklist um lapso no tempo: Um jogo com retorno ao level desing bem trabalhado, mas com uma falta de capricho no elo do jogador com o jogo.

A Ubisoft retornou com uma de suas principais series em grande estilo, mesmo com os pequenos defeito levantados, o jogo é uma ótima pedida para o final da geração. O gênero Steath game, popularizado por Metal Gear Solid, nunca foi tão bem exercido como a serie faz. E Blacklist devolve a unanimidade a Splinter Cell.

O melhor: Level design e desafio de qualidade.

O pior: Narrativa pobre e sem interesse.

Nota: 8,8/10 ( Sam Fisher voltou mais mortal e letal)

Anúncios

3 pensamentos sobre “[Rodrigo’s review] Splinter Cell: Blacklist

  1. Foi um dos melhores Reviews que eu já vi!
    não esta superfaturado de imagens e está bem escrito, não só ponto bom ruim e nota final, analisou o Blacklist com maestria cara, faça mais reviews como esse Rodrigo!!

  2. Pingback: [Neto’s Review] Watch_Dogs | Jogador Pensante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s