[Mara’s Review] The Knife of Dunwall

Nome: The Knife of Dunwall

Produtora: Arkane Studios

Distribuidora: Bethesda

Gênero: Ação/stealth

Plataforma(s): PC, Ps3 e Xbox 360 (via download)

Versão analisada: PS3

Knife_poster

Um assassino atormentado

The Knife of Dunwall, a última expansão de Dishonored, nos traz a chance de jogarmos com o misterioso e frio Daud. Como muitos que jogaram sabem, esse é um nome que inspira respeito e tensão. Daud é um assassino e líder do grupo The Whalers, responsável pelo assassinato da imperatriz Jessamine Kaldwin.

Logo na abertura olhamos, através de Daud, o assassinato da imperatriz e suas consequências para a mente repleta de dúvidas do assassino. Dublado por Michael Madsen (o ator de Kill Bill e Cães de Aluguel conseguiu trazer todo o ar de frieza noir ao personagem), Daud é uma pessoa atormentada pela culpa e ao contrário de Corvo Attano, completamente moldado seguindo nossas ações, o assassino possui opinião própria. E uma opinião extremamente forte, sendo possível ouvir, em diversos momentos, seus comentários a respeito de pessoas e locais.

Daud, o assassino da Imperatriz.

Daud, o assassino da Imperatriz.

Como dito, iniciamos o jogo com as consequências do assassinato da imperatriz, pois Daud sabe que aquilo significará uma transformação em sua vida. Assim que a mata, o homem se vê diante da misteriosa figura divina do Outsider, que diz a Daud que tudo mudará a partir daquele momento. Para terminar sua aparição, ele deixa ao homem um mistério a ser resolvido: descobrir a verdade por trás do nome Delilah.

Daud é o assassino corroído pela culpa e o jogo deixa nas mãos do jogador o destino do personagem. Deve ele seguir o caminho do arrependimento ou prosseguir como o assassino frio e perigoso do passado? Quem jogou Dishonored (e aqui deixo claro que The Knife of Dunwall é feito para aqueles que terminaram a missão de Corvo) sabe o fim da história de Daud e agora tem a chance de saber o que passou pela mente de uma das figuras mais intrigantes de Dishonored.

“Daud, meu velho amigo. Já faz um tempo, mas você conseguiu despertar meu interesse novamente... Estou aqui porque você está certo. A Imperatriz foi diferente.”

“Daud, meu velho amigo. Já faz um tempo, mas você conseguiu despertar meu interesse novamente… Estou aqui porque você está certo. A Imperatriz foi diferente.”

Muito conteúdo em uma única DLC

The Knife of Dunwall é um jogo que pode durar até cinco horas, dependendo da exploração do jogador. E assim como Dishonored, a DLC pede para ser jogada novamente (seja para refazer ações ou coletar runes).

O sistema de Dishonored obviamente foi preservado, mas com algumas ligeiras mudanças. Daud possui armas novas e letais, conta com um leque de favores (itens comprados previamente pelo jogador e que o ajudam com informações secretas ou localizações importantes nas missões da DLC), e poderes atualizados e até novos. O Blink retorna, contanto dessa vez com uma vantagem: o tempo é paralisado até que o jogador escolha para onde ir. Daud também possui o poder de chamar assassinos para luta, uma boa arma que ajuda em diversos momentos estratégicos do jogo.

As novas e letais Arc mines, que desmaterializam alvos.

As novas e letais Arc mines, que desmaterializam alvos.

Uma outra novidade foi a adição de mais um modo de dificuldade, chamado de “master assassin”, que consegue deixar um jogo já difícil, ainda mais desafiador. E aqui posso garantir uma coisa: seja no modo low ou high chaos, o jogador vai recarregar sua missão dezenas de vezes.

Em The Knife of Dunwall podemos explorar o mundo em guerra de Dishonored, jogando uma história paralela à principal. São ao todo três missões, sendo duas em localizações novas e com extensas áreas externas prontas para longas horas de exploração. A última fase retorna a uma localização já conhecida pelos jogadores de Dishonored e, confesso, acaba perdendo um pouco seu encanto. O problema não está apenas na fase em um ambiente repetido, mas sim na falta de explicação para sua adição no jogo. Tudo ocorre rápido demais e a história perde um pouco o sentido naquele local.

A fantástica missão no abatedouro de baleias.

A fantástica missão no abatedouro de baleias.

Falando em “rápido demais”, o final de The Knife of Dunwall acaba de forma abrupta. Sim, quando tudo começa a fazer sentido o jogo termina com nossa animação. A Bethesda deixou claro que a DLC terá uma continuação no final do ano, chamada Brigmore Witches, e aqui fica minha indignação com o momento caça-níquel da produtora.

Cuidado com os açougueiros.

Cuidado com os açougueiros.

The Knife of Dunwall foi feito para quem amou Dishonored e repete seus mesmos erros e acertos. Entretanto, se você, assim como eu, se sentiu maravilhada pelo mundo de Dishonored, seja pela história, exploração ou combate, vai se encantar ainda mais com essa última DLC. Afinal de contas, um pouco mais de Dishonored não faz mal a ninguém.

Nota: 8,0

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3 pensamentos sobre “[Mara’s Review] The Knife of Dunwall

  1. Pingback: [Mara's Review] The Brigmore Witches | Jogador Pensante

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