[Fran’s Review] Gears of War: Judgment

“No worry. Once this war is over, we can go back to trying to kill each other. Like normal people.”

Gears of War é uma série que mudou a forma que jogos de tiro em terceira pessoa eram vistos, com seu primeiro título em 2006. A série evoluiu muito desde o primeiro jogo, sendo que o terceiro foi considerado o melhor TPS (third person shooter) já feito.

A história da guerra contra os Locust terminou no terceiro jogo, visto pela visão do Marcus Fênix, e agora resolveram nos mostrar o ponto de vista do personagem Baird, paralelos aos eventos do primeiro jogo da série.

De início, e vendo também pelo nome, vemos que Baird e sua equipe de mais três pessoas estão em um julgamento, para responder pelo que acabaram de fazer em campo de batalha, que aparentemente foi desobedecer ordens dos superiores.

Os julgados eram Baird, Sofia, Paduk e Cole. A cada vez que o general pedia para contarem suas histórias dos acontecimentos, para serem julgados, o jogador é levado a vivenciar tais pontos de vista.

Os acontecimentos são logo após o Emergency Day, que é o dia que os humanos foram atacados pelos Locust e a guerra começou, e conta como Baird e sua equipe lutaram para conseguir salvar parte da humanidade que ainda restava, mesmo que isso significasse desobediência de ordens superiores.

O jogo conta com uma expansão do Gears of War 3, que mostra o que Baird e Cole fizeram quando Marcus os enviou para encontrar reforços.

A mecânica do jogo mudou bastante se comparado ao resto da série. A mudança de armas não é feita mais pelos direcionais do controle, que davam acesso a duas armas secundárias, uma pistola e granadas. Agora a mudança é feita apenas por apertar Y, que troca entre 2 armas apenas. Ou seja, se quiser usar uma pistola, terá que trocar por uma dessas duas armas.

Agora, quando um inimigo morre, ele deixa cair sua arma e também um pacote de munição genérica, o que acaba fazendo com que fique muito mais fácil de permanecer em batalha.

O jogo é inteiro separado em missões. Antes de dar início a uma missão, o jogador tem a opção de escolher como quer seguir o fluxo do jogo. Em uma parede na frente do início da missão, sempre tem um símbolo do COG com a caveira no meio, que, quando clicada, mostra outra alternativa de dar continuidade naquela missão, informando como ela pode ser. Por exemplo, a missão padrão é andar e matar os inimigos, indo do ponto A ao ponto B. Com essa alternativa, vêm outros  quatro tipos de inimigos por cinco minutos e o jogador tem que sobreviver matando-os apenas com shotguns.

Essa foi uma forma de tentar diversificar a jogabilidade, mas no final de todas as missões, mostra um status do desempenho do jogador e quantas estrelas ele ganhou na missão, em um total de 3 possíveis. Isso acabou cortando o fluxo do jogo como modo história, fazendo algo parecido com o modo Arcade do Gears of War 3.

Outro ponto negativo foi mesclar o modo Horda com o modo história. Em muitas missões, o jogador tem que montar sua base com defesas, se equipar com todas as armas possíveis e começar uma onda de inimigos. Cortou completamente o fluxo que a série sempre teve.

Ao juntar quarenta dessas estrelas adquiridas a cada missão, é liberada a expansão Aftermath do Gears of War 3, que tem o Baird como protagonista. Nessa missão, o fluxo do jogo é igual ao do Gears of War anterior, sem divisão de missões em modo Arcade, estrelas, ou ter alternativas de continuidade a cada missão.

A trilha sonora está, em muitos momentos, mal caracterizada. Em muitas missões, ela não condiz com o resto do jogo, ou seja, não tem muito a ver com o tema sombrio que a série sempre teve.

Nos momentos de mais tensão, que remetem aos jogos anteriores, eles mantiveram as músicas pesadas e características de um ambiente em que está tudo destruído e sendo levado cada vez mais para a perdição.

A dublagem dos personagens continua com a mesma qualidade, mantendo as sátiras que já conhecemos da série. Por exemplo, todas as vezes que o jogador termina de matar os inimigos daquela área, Baird fala “Acho que já foram todos.”, até o momento que ele já repetiu isso tantas vezes, por ter tantas missões, que ele fala “Sei que já falei isso, mas acho que já foram todos.”

Fora isso, o som ambiente continua com a mesma característica que a série sempre teve, de muitos tiros e destruição.

Os gráficos não mudaram muito desde Gears of War 3, sendo todo muito bem trabalhado, com muitos detalhes, usando ao máximo a capacidade da Unreal Engine 3.

O cenário, ou level design, começou muito fraco e mal trabalhado, mas ao longo do jogo, vai evoluindo, tornando a experiência do jogador mais interessante e marcante. Dessa forma, o jogo representa locais muito diferentes com características únicas de guerra e destruição. Com pessoas mortas por todo lado, malas abertas que representam como a guerra foi repentina e ninguém teve tempo de fugir e se abrigar em outro lugar.

As cutscenes foram especialmente muito bem trabalhadas. São todas pré-renderizadas e acabam sendo bem diferentes do gráfico in-game.

Cada morte dos inimigos é característica, sendo que mesmo mortos, se houver uma explosão, eles se despedaçam ainda mais e voam para todos os lados.

Resumindo, Gears of War: Judgment mais se parece com uma expansão (e até vem com uma de verdade), e não acrescentou nada de significativo à série, sendo que deixaram a jogabilidade pior do que já estava.

Não é um jogo de todo ruim, mas deveriam ter tido muito mais cuidado em fazer uma continuação após o grandioso Gears of War 3, que já tinha dado um fim perfeito à série.

De qualquer forma, vale pela diversão de continuar matando Locusts e ver outros pontos de vista da história, mas, novamente, não agregou nada à série.

NOTA GERAL: 7,5

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6 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Gears of War: Judgment

  1. Retro Lancer era o protótipo da Lancer original, usada na PENDULUM WAR. os Locusts simplesmente a acharam e continuaram a usá-la. Isso fica claro no seu primeiro aparecimento em Gears of War 3.

  2. fran, como pode dizer que nçao acrescentaram nada de significativo, temos um respawn sistem totalmente reformulado, onde vemos inimigos aleatorios surgindo a cada vez que jogamos, inimigos irão te precionas se você não o fazer, temos ”sidequests” na campanha, mais inimigos na ”tela” e ainda mais agressivos o Boomer por exemplo muito mais eficaz com sua Boomshot do que no 3. Alguns elementos de Horde inseridos na campanha com muito sucesso.

    Vou ser sincero pois da mesma maneira que venho aqui no Jp elogiar um review quando concordo tbm posso vir criticar quando discordo, acho seus reviews Fran no geral MUITO fracos, tome isso como uma critica construtiva para melhorar, não como ofensa.

    E eu avaliaria o online do jogo tbm antes de postar um review, mesmo que não seja um costume do site, acho que seria um bom acrescimo, eu já sei mas outras pessoas não sabem que o online de Judjmente é bem inferior ao do 3, ao contrario da campanha que a supera pelos pontos que citei acima.

    • Fala Raam! Seguinte, cara.. aqui no Jogador Pensante não temos um só tipo de análise padrão pro site, mas sim opiniões e pontos de vista diferentes de cada autor, por isso que temos essa tag antes do nome do jogo no título da análise, senão seria apenas [Review].
      Se o sistema de respawn ficou completamente reformulado, desculpa, mas eu que joguei os três jogos anteriores da série não vi diferença nenhuma.
      Eu comentei das side-quests na campanha, e apontei isso como algo positivo.
      Falei também da implementação do modo Horde no meio da campanha. Vi que foi implementado de forma eficaz e bem feita, mas, no meu ponto de vista, foi algo que quebrou o sistema de campanha que a série sempre teve, e sempre funcionou. Não vejo sentido em, no meio da guerra, você poder decidir que uma onda de inimigos vai começar, e você ter munição infinita, etc. Não achei algo interessante para a campanha. Talvez pra uma DLC, não sei, mas pra um novo jogo com esse sistema, achei que quebrou o fluxo do jogo, junto com o lance de aparecer status da missão no final dela.

      Achei que o jogo estava mais pra uma DLC do que um jogo completo, como também apontei na análise. Não vi como essas mudanças tenham agregado nada de inovador e interessante para a série. O modo como Gears of War 3 estava (me referindo a level design, fluxo de jogo, jogabilidade, etc), era muito melhor.

      Na real, acho bem difícil tomar como uma crítica construtiva você só apontar os meus reviews serem MUITO fracos. Aprendi que, se não mostram uma solução, é fácil criticar.
      Sei que você apontou o que não concordou nessa análise, o que é comum, já que você é fã da série e eu apontei tudo que eu não gostei do meu ponto de vista.
      Entendo que não tenha gostado, como eu também não gosto de quando falam mal das séries que eu gosto, mas aos poucos eu to aprendendo a analisar os jogos cada vez mais de forma técnica.

      Outra coisa é que já me pediram pra avaliar o modo online, aconteceu isso quando analisei Gears of War 3 (que se for olhar minha análise, foi só elogios), e não adianta, só faço análise do modo campanha, independente do jogo. Entendo o motivo de quererem análises do modo multiplayer, mas vai contra meus princípios como reviewer.

      Agradeço a crítica, de qualquer forma, apesar de tudo foi muito mais construtiva do que muitos outros comentários que vi por aí!

      Abraços!

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