[Fran’s Review] Metal Gear Rising: Revengeance

“I’ve got my own war to fight.”

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A série Metal Gear tem um grande peso pela grande fama de seus grandes jogos, tanto da curta série Metal Gear como a série Metal Gear Solid. Dessa vez foi a vez do Raiden estrelar o jogo mais uma vez, só que dessa vez mudando o estilo do jogo, que costumava ser de espionagem, agora se tornando algo mais próximo ao hack’n slash.

Dando continuidade aos acontecimentos do Metal Gear Solid 4, vários anos depois, que mostrava algumas cenas do Raiden e a forma em que ele ajudava o Solid Snake a continuar sua missão, assim como Snake o ajudou no segundo jogo da série Solid, este jogo agora tem um foco completo no Raiden, novamente, mostrando seus ideais e pelo que ele luta. Por que ele continua sendo um Ninja Ciborgue.

O jogo é dividido em 8 capítulos, tenho uma introdução que mostra a transição do Raiden recém-ciborgue no formato do Metal Gear Solid 4, até ele perder uma luta quase perdendo a vida, tendo que modificar seu corpo e passando a ter ainda mais partes eletrônicas em seu corpo. Isso faz com ele que seja ainda mais forte para conseguir derrotar seus inimigos.

Raiden foi contratado pra segurança privada, treino militar e outros serviços para uma companhia militar privada chamada Maverick Security Consulting Inc. Dessa forma, ele consegue sustentar sua família, que está do outro lado do mundo, sem ter que lutar efetivamente. Isso acaba mudando quando a companhia Desperado Enforcement ataca o VIP que ele protegia e faz e deixa Raiden completamente derrotado. O que faz com que ele siga em uma saga de vingança.

Os acontecimentos são bem sequenciais, com algumas longas cutscenes que explicam bem a história, voltando muitas vezes ao enredo original da série, mas sem deixar o frenesi de lado.

Neste jogo a jogabilidade mudou drasticamente, saindo da espionagem para um jogo de ação frenético. Nisso ele cumpre a tarefa muito bem, sendo que o jogador pode cortar o que quiser, quando quiser e da forma que quiser. Isso inclui a maioria dos objetos do ambiente, tanto quanto estruturas e humanos inimigos. Não se preocupe, todos os gatos de rua desviam de seus ataques.

O button smash, que seria o ato de esmagar o botão freneticamente, acaba sendo muitas vezes doloroso. Dependendo do momento, é necessário apertar tantas vezes os mesmos botões que seu dedo chega a doer, se não tiver alongado antes de jogar.

O modo de espionagem foi deixado só um pouco de lado. Ainda existem partes que é recomendável que o jogador utilize caixas e barris pra se esconder e passar sem ser visto, devido a dificuldade extrema dos inimigos nesses locais.

Existem também armas secundárias, como bazucas, granadas, EMPs, etc. Todas elas podem te ajudar a matar os inimigos, mas não são um requisito.

O jogo também conta com muitas QTE’s (Eventos de Ações Rápidas), onde o jogador precisa apertar determinado botão quando ele aparecer na tela uma só vez,  várias vezes, apertar dois botões ao mesmo tempo, e o mais interessante de todos, segurar um botão que faça com que, naquele momento, o jogador possa cortar o inimigo ou o objeto em ação da forma que quiser.

O tempo de duração é bem curto, sendo possível terminar o jogo em uma média de cinco horas e meia. Nesse curto período de jogabilidade, o jogo conta com muitas boss battles, que costumam ser bem difíceis, não importa o nível que o jogador escolher.
Pra variar, certos comandos levam tempo até o jogador entender como funciona e se acostumar, assim como nos outros jogos da série.

É possível também, no meio da batalha, remover apenas um membro danificado do seu inimigo, tornando a batalha mais fácil e mais rápida. No geral, as coisas acontecem muito rápido.

Um ponto falho foi que o jogador não consegue utilizar o analógico de mover a câmera a atacar freneticamente os inimigos ao mesmo tempo, o que resulta em, muitas vezes, a câmera se mover sozinha e o jogador perder o campo de visão da batalha.

As músicas são, na grande maioria, naquele mesmo estilo eletrônico de jogos hack’n slash do tipo Devil May Cry. Elas tornam a batalha mais frenética e emocionante, transmitindo essa exata sensação ao jogador.

A dublagem também está excelente. A voz do Raiden muda de acordo com o que está sentindo, e sotaques variados são apresentados no jogo.

Algumas músicas, de cenas mais sérias, são orquestradas.

O visual não foi muito bem detalhado quando se olha de perto, com atenção. Mas a ideia de um jogo onde tudo acontece muito rápido, é exatamente a de não se preocupar com os mínimos detalhes e focar em algo funcional. Nisso o jogo cumpriu bem, exceto quando resolve mostrar as coisas de perto.

Um bom exemplo é o movimento facial de alguém não-robótico. A movimentação da boca é bem fraca se for comparada ao que é encontrado nos jogos atuais, o que é uma pena, pois algumas vezes passa aquela sensação de “estranheza”, de algo errado.

Voltado ao que importa, que são os objetos do cenário, estão todos muito bem feitos, pois podem, na maioria, serem cortados da forma que o jogador bem entender, e ainda assim é possível ver todo o seu conteúdo. Incluindo carros, caixas postais, postes, pilastras, etc.

As cutscenes são todas pré-renderizadas. O gráfico não se diferencia brutalmente do gráfico “jogável”, o que te faz pensar muitas vezes e foi realmente pré-renderizado ou não. Isso é claramente perceptível porque o jogador pode mudar a roupa do Raiden, que não afeta nas cenas importantes. O que é um ponto positivo, pois existem umas roupas que são sátiras e não tem muito a ver com o contexto de ser um ninja.

A armadura dos personagens principais, tanto quanto suas respectivas armas, foram todas muito bem detalhadas, de um modo geral.

Pra quem estava acostumado com a série Solid, não vai se estranhar completamente nesse jogo. Digamos que vai se sentir “em casa” só que com uma outra forma de se jogar, que sem dúvidas proporciona novas e memoráveis sensações.

O jogo cumpriu bem seu papel, fazendo com que o jogador sinta toda aquela velocidade de um ninja, não só em movimentação, mas também em ataques rápidos. Isso faz com que o jogo seja um diferencial para esse estilo. Altamente recomendável.

NOTA GERAL: 9,0

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Um pensamento sobre “[Fran’s Review] Metal Gear Rising: Revengeance

  1. Tenho o jogo e gosto muito! Um ponto forte é a dificuldade! Já estava cansado desses jogos que vc zera só usando um botão para bater! Esse jogo exige tática em todas as lutas e muito reflexo!

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