[Félix’s Reviews] Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

Categoria: JRPG
Produtora: Level-5
Distribuidora: Nanco Bandai
Plataformas: PS3

melhor do mes jp

Ni no Kuni: Wrath of the White Witch é o remake para PS3 do jogo com o mesmo nome lançado primeiramente no Nintendo DS. O título saiu em 2010 no Japão, mas apenas em janeiro de 2013 chegou ao ocidente. Finalmente!!!

O jogo nasceu de uma parceria da Level-5, produtora por trás de Rogue Galaxy (PS2) e White Knight Chronicles (PS3) com o estúdio Ghibli, responsável por animações como “A Viagem de Chihiro”. Infelizmente, as cenas em animação feitas pela Ghibli são poucas e estão acumuladas quase que totalmente no começo da aventura. Provavelmente elas foram feitas para dar o embalo necessário ao jogador que esta iniciando sua longa jornada pelo “outro mundo”.

Oliver e Mr. Drippy

Oliver e Mr. Drippy

Em Ni No Kuni, conhecemos Oliver, um jovem menino que vive junto com sua mãe em uma pacífica pequena cidade. Tudo estaria bem se uma tragédia não mudasse o destino do garoto para sempre. Após horríveis incidentes, Oliver acaba despertado Mr. Drippy, seu bicho de pelúcia. Agora vivo e falante, Mr. Drippy informa o garoto que foi aprisionado como pelúcia e expulso do seu mundo de origem pelo terrível mago escuro, Shadar e somente alguém com um grande poder como o do lendário “puro de coração” poderia ter quebrado o feitiço.

Oliver por fim descobre que pode ser ele o “puro de coração” e que precisaria viajar com Mr. Drippy até o seu mundo e deter o terrível Shadar. Para tal viagem, Oliver deverá ser iniciado como um mago. Para isso, ele precisa em seu mundo  encontrar o guia que todo mago deve carregar sempre em suas aventuras e uma varinha mágica, é claro. Alguém ai sabe como chegar ao Beco Diagonal?

Tudo isso é apenas a introdução da longa jornada de Oliver. Ao finalmente chegar ao mundo de Mr.Drippy é que a aventura começa (Adventure Time lol). Oliver precisará percorrer vastas e diversificadas regiões em um belo world map, conhecer várias cidades e enfrentar inúmeros desafios em sua busca por se tornar um grande mago. Por trás da missão heroica, o menino possui um motivo pessoal muito forte para querer deter o mago escuro. (Fazendo mistério…)

O enredo de Ni No Kuni embora seja recheado de clichês próprios do gênero é cativante, interessante e cheio de segredos. Existem diversos mistérios ao longo da história que garantem empolgantes reviravoltas na trama. O jogo possui cerca de 50 horas de duração, porém, esta tão recheado de conteúdo extra que o tempo pode chegar facilmente ao dobro disso.

Oliver chega ao mundo de Mr. Drippy

Oliver chega ao mundo de Mr. Drippy

Enquanto no DS as batalhas de Ni no Kuni eram em turnos, no PS3 os personagens podem andar livremente pelo campo de batalha. Com limitações, é claro. Quando escolhemos uma das opções para o personagem ele a executa por determinado tempo e logo aquela mesma habilidade usada fica por segundos carregando até poder ser usada novamente. Isso serve como os turnos da versão do DS.

Além dos companheiros que Oliver conhece em sua jornada, o grande diferencia de Ni no Kuni fica por conta dos familiars. Eles são as criaturas que habitam o Outro Mundo e que podem ser capturadas, treinadas e por fim usadas em combate. Sim, como Pokémon. Existem várias  criaturas para serem capturas, cada uma possui evoluções. A primeira evolução permite apenas uma opção, enquanto a segunda oferece a escolha entre duas formas finais para a seu familiar.

Para evoluir um familiar é preciso duas coisas. Primeiro, treina-lo. Obviamente que para isso é preciso lutar com ele. Após ganhar experiência e levels necessários, o familiar esta pronto para evoluir. É exigido agora uma pedra que corresponda ao tipo do familiar em questão. As pedras além do tipo variam de tamanho. A menor para a evolução básica e a maior para a evolução final. As pedras podem ser fabricadas, compradas, coletadas em baús ou conquistadas ao derrotar um inimigo. Vale lembrar que quando evoluímos um familiar ele automaticamente volta o level 1, embora agora esteja com novas habilidades.

Cada Familiar pode ser batizado pelo jogador com qualquer nome.

Cada Familiar pode ser batizado pelo jogador com qualquer nome

Familiars são divididos em tipos. Sim, como Pokémon². Dependendo do inimigo em combate o jogador precisará decidir qual é a melhor opção contra o adversário levando em conta a categoria dele e a categoria dos familiars que possuímos “no bolso”. Exemplo: estamos lutando contra um inimigo do tipo mecânico. Nada melhor que utilizar um familiar elétrico. Se for usado com familiar com vantagens em relação ao inimigo, o dano causado será extra. Estar atento no tipo e nas fraquezas do adversário é a chave do sucesso em Ni No Kuni.

Cada personagem pode carregar com ele até três familiars. O restante é armazenado em pontos específicos que encontramos diversas vezes na aventura. Podemos trocar entre os personagens do jogo os familiars pelo menu geral. Além disso, é possível “mimar” seu familiar dando a ele doces diversos. Com isso evoluímos as habilidades de cada familair. Alimentar os familiars não chega a ser complexo, nem ao menos obrigatório, mas garante ótimas vantagens na evolução de todos eles.

Três personagens em batalha, cada um podendo alternar entre três familiars. Será que isso dá certo na hora do combate? Será que a IA daria conta de conduzir bem os dois personagens que não estão no controle do jogador naquele momento? Sim. O combate funciona muito bem, mas não de forma perfeita. IA não elege sempre a melhor opção para o combate. Gasta MP de forma exagerada e por vezes ocorrem conflitos de trajetória no campo de batalha. Porém, acredite, são raros esses problemas e não atrapalham o combate que consegue brilhar mais que esses pequenos incidentes.

Sistema de combate extremamente divertido

Sistema de combate extremamente divertido

O mundo apresentado em Ni No Kuni como já dito é vasto e diversificado. Cada cidade ou região visitada possui sua história, seus habitantes e suas missões, tanto obrigatórias como opcionais. O jogador pode facilmente se perder ao meio de tantos habitantes pedindo ajuda e oferecendo recompensas por sidequests realizadas. Quando Oliver ajuda algum habitante e conclui a missão ele ganha uma quantidade variada de selos conforme a dificuldade do pedido. A cada dez selos ganhos é gerado um ponto. Esses pontos podem ser acumulados para a compra de vantagens no jogo como ganho extra de XP nos combates ou redução de preço nas lojas entre outras coisas.

Oliver é um mago e suas magias podem e devem ser usadas também fora do combate. Existe uma variedade grande de magias que Oliver aprende ao decorrer de sua jornada. Desde a simples bolas de fogo até portais de viagem no tempo. Precisa conversar com um caranguejo? Use a magia de fala universal e compreenda o que um caranguejo tem a dizer. Curioso para conversar com um fantasma? Use a magia Medium e fale a língua dos mortos. Precisa chegar de um ponto ao outro mas esta longe de mais? Use uma magia para criar uma ponte.Quer atravessar uma caverna mas o gelo esta bloqueando o caminho? Use uma magia de fogo e o derreta. Interessante, não?

Uma das magias mais usadas fora de combate permite que Oliver pegue fragmentos de coração de pessoas com algum sentimento bom em excesso o bastante para poder doar e transferir para alguém que esta carente desse mesmo sentimento. Exemplo:  Oliver precisa entrar em uma cidade, mas um dos guardas do portão foi atacado por Shadar e teve um fragmento de seu coração roubado. Como consequência, esse guarda esta desmotivado. Por outro lado, o seu colega guarda possui motivação de sobra. O que fazer? Simples! Com o uso de magia transfira um fragmento desse sentimento em excesso e doe para o guarda desmotivado. Pronto, ele esta agora em perfeito estado e poderá abrir o portão para Oliver!

Oliver pode doar fragmentos de coração para vitimas do terrível Shadar

Oliver pode doar fragmentos de coração para vitimas do terrível Shadar

Ni No Kuni é um jogo de 2010. Porém não deixa a desejar em nada aos jogos atuais. Artisticamente falando ele é um dos jogos mais belos vistos no Playstation 3. O cuidado com pequenos detalhes e com riqueza do mundo apresentado é tanta que perdemos tempo admirando toda essa parte do trabalho.

O próprio guia que Oliver carrega possui centenas de páginas com ficha de cada Familiar e suas evoluções, contos e lendas do mundo, detalhes de cada região do mapa, de cada feitiço. Para ler o Guia até o fim seria necessário algumas boas horas de dedicação. Existem toneladas e toneladas de diálogos ao longo de toda a aventura e nesse ponto mora o maior problema de Ni No Kuni. A falta de falas dubladas. 

Assim como na versão oriental, a versão ocidental de Ni No Kuni é muito carente de falas dubladas. O que é uma pena, já que as vozes escolhidas para a versão ocidental do jogo estão perfeitas e não devem em nada as originais. (Que esta nas opções de dublagem) Em algumas conversas mais longas, a falta de falas dubladas pode aborrecer um pouco aos jogadores embora a maioria das falas sejam conduzidas de forma divertida e interessante, evitando que o excesso de leitura se torne massante. A trilha sonora esta repleta de ótimas melodias e algumas bem memoráveis.

Além de viajar por terra, Oliver e seus amigos viajam por mar em um navio e até voam em dragão.

Muita aventura aguarda Oliver e seus amigos


Ni No Kuni se trata do melhor JRPG lançado no ocidente para Playstation 3. Visualmente deslumbrante, com um ótimo sistema de combate, contando com um enredo muito bem amarrado e emocionante, a aventura de Oliver é obrigatória para qualquer fá do gênero que possua o atual console da sony.

Nota:9,7

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6 pensamentos sobre “[Félix’s Reviews] Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

  1. O que gostei nele:Trilha sonora
    Dublagem dos personagens
    Cutscenes
    Gráficos celshading lindos
    Bestiário enorme,pouco pallet swap de monstros
    Wizard’s Companion,com todo o lore,infos sobre lugares…interessante demais!

    O que não gostei: Battle system meio enjoativo(Tive o mesmo problema com Rogue Galaxy)
    História simples demais,e previsivel
    Fetch quests
    Bosses extras sem graça
    Maioria dos familiars não é de grande utilidade

    Não sei se é um jogo que rejogaria de imediato,apesar de ter gostado dele.Estou na espera do The Guided Fate Paradox e do Tales of Xillia,agora 🙂

  2. Nossa esse jogo é muito lindo mesmo… meu problema é q sou zerada em Inglês… será q já tem legendado? Eu comprei pra dar de Natal pro meu namorado, só que só tinha com legenda em Inglês, como ele domina não dei bola, mas eu num entendo nada heheheheh

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