[Consciência Gamer] As mulheres e os games

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Não adianta bater o pé: é difícil encontrar uma garota que jogue videogame. Não sou pedagogo, psicólogo e nem nada, mas vou dar a minha opinião sobre os motivos disso. Primeiramente, temos que saber que desde sempre é praticado o “isso é coisa de menino” e “isso é coisa de menina”.

Desde a maternidade essa separação já é feita: o menino usa azul e a menina, rosa. E quando vão crescendo, as coisas continuam assim: o primeiro ganha um carrinho e a segunda, uma boneca. E enquanto o garoto ganha um videogame de Natal, a menina ganha algo “mais apropriado a ela”.

Veja bem, eu não estou defendendo esse tipo de segregação – hoje tão combatido. Estou apenas colocando o que acontece em quase todas as famílias. Dificilmente – para não dizer nunca – você vê um garoto brincando de boneca. Ao passo em que é raro o pai que presenteia a filha com um videogame. Mas é claro que há as exceções à regra: garotos que brincam de boneca e garotas que jogam videogame desde que se têm por gente.

Veja nesse vídeo uma garotinha questionando essa diferenciação.

Conforme vão crescendo, também, tomam gostos bastante distintos. Tudo devido à criação dada em casa. Garotas abandonam a boneca (e qualquer brinquedo) bem mais cedo do que os garotos largam seus carrinhos e seus controles de videogame. Já diz por aí o manual da vida que a mulher emadurece bem mais cedo do que o homem.

E mesmo com essa linha que separa o menino da menina quanto ao que é ou não é de cada gênero ficando cada vez mais invisível, ainda hoje há dificuldade em encontrar garotas que gostam de jogar videogame. Mas o cenário está mudando. Justamente porque o mundo dos videogames vem passando por mudanças claras.

1337-gamer-girl-Stop-ShootingNão é incomum encontrarmos grandes comunidades de garotas que jogam jogos sociais. Quem não se lembra da Colheita Feliz do Orkut? E no Facebook então, há milhares desses joguinhos, todos baseados na cooperação entre os jogadores (ou no pagamento para obter regalias). Querendo ou não, jogos de manutenção de cidades, fazendas, e outros, são basicamente simuladores. Dois grandes exemplos de grandes jogos dessa categoria são Sim City e The Sims. E sabemos como esse segundo fez sucesso entre as mulheres. Até mesmo minha mãe, que não jogava videogame nem nada, gostava de criar sua casa e manter sua família. Muitas amigas também jogavam.

Penso que, por esse perfil, a mulher gosta de um jogo onde ela cria e organiza. Ao passo em que o homem normalmente não tem paciência para isso. Sempre li por aí que a maior diferença do homem para a mulher jogando The Sims era que o homem sempre estava aprontando pra cima de sua família: fazia a piscina e tirava a escada, colocava fogo na casa e muito mais… só para ver o tormento (e Sim City e seus desastres, nem se fala). Isso cria um maior desinteresse do sexo masculino por jogos desse tipo, pois o jogo não avança quando se age como um destruidor. Nesses jogos sociais de browser, pior ainda.

Outro fator que ajuda para isso são os jogos mobile. Angry Birds, Jetpack Joyride, Temple Run: jogos simples e que vão direto ao ponto, sem muito lenga lenga e, o mais importante: descompromissados. São meros passatempos, onde o jogador (normalmente) não vai se aprofundar e nem perder horas e horas de sua vida dedicando-se a passar de fase. São jogos feitos para uma fila do banco, ou enquanto se espera o dentista. E hoje em dia, com celulares e tablets cada vez mais modernos, esses jogos baratos (ou até mesmo gratuitos) são uma mão na roda, e todo mundo tem. Incluindo as mulheres.

Há de se concordar que esses jogos não são o que estamos acostumados hoje. Eles são muito mais baseados no score do que na evolução gradual do jogo. São jogos de “bater a pontuação”, e não jogos de chegar nos próximos desafios. Nesse sentido, são como uma volta às origens, lá no velho Atari, onde tudo o que importava era fazer pontos e mais pontos em grande parte dos jogos. Essa simplicidade hoje, ao toque da mão ali, no seu celular (e não em um dispositivo dedicado – como um console), é muito atrativa para públicos que não jogam videogame normalmente.

Outro ponto a se destacar, agora em relação a consoles atuais, é o Wii. Sua premissa de jogos mais simplificados, baseados no movimento corporal, foi um grande atrativo para o público feminino. Just Dance é largamente jogado por elas, especialmente no Wii. É só pesquisar no Youtube e você verá que vários resultados com os termos Just Dance será de garotas dançando. E aí pode-se colocar Wii Sports, WarioWare e afins: jogos onde pressionar botão é algo secundário, quase inexistente. Essa dificuldade de vários botões e comandos é uma enorme barreira e afasta quem não está acostumado a jogar. E como os jogos existem há mais de 30 anos, há de se convir que para pegar o jeito leva tempo. O Wii quebrou essa barreira e trouxe até mesmo a sua avó para a sala para dar umas raquetadas no Wii Sports.

E como hoje o mundo é muito informatizado e tecnológico, todos esses gadgets estão ao alcance fácil de qualquer um (apesar do preço): o iPod, o tablet, o celular com Android, e até mesmo o Wii. Isso traz também alguns problemas graves. Porque hoje todo mundo é gamer.

Veja bem, eu tenho completo nojo pelos termos gamer e nerd. E hoje em dia tem tudo isso por aí, até mesmo dividido em facções: casuais, hardcores, e nerds que se chamam de geeks. Acho todo rótulo nesse sentido uma bela porcaria, e normalmente quem enche o peito para falar “sou gamer” na verdade não joga nem Tetris. Defendo meu argumento da seguinte forma: não é porque você lê com frequência que você sai pela rua se proclamando o maior leitor de todos os tempos, e nem mesmo criou uma alcunha como “reader”.

E hoje é status ser o “nerd gamer mais descolado da parada, mais geek que Dom Pedro I de galochas”. Óculos de armação grossas, roupas com referências a conteúdo “nerd”… tudo isso hoje é impulsionado e somos constantemente bombardeados com esse tipo de item, especialmente pelo Facebook. E isso cria os famosos posers.

Poser existe desde que o mundo é mundo. Há posers de música, de filmes e até mesmo aqueles que bancam de estudiosos mas nunca passam da introdução dos livros que citam por aí. Não seria diferente com os videogames. E vemos largamente mulheres fazendo isso. Pelo Facebook é comum ver aquela garota vestida com uma blusinha rasgada com o símbolo do Flash, com um óculos de armação grossa, mordendo um controle de um Xbox 360, toda sexy.

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Quem gosta de videogame, vê isso e dá risada. Está claramente nessa foto estampada uma poser, que busca um status diferenciado por se definir como gamer. Eu sou da época que ser nerd era algo pejorativo. Hoje, quem não é nerd está por fora de tudo o que é master blaster cool. Quem não gosta de Star Wars merece a morte hoje em dia, na cabeça desse pessoal.

Em meio a essa onda de “poserismo”, surgiu uma matéria do UOL Jogos chamada O que as mulheres gostam de jogar?. Isso já faz um tempo. Mas a matéria, ao invés de ajudar e mostrar que SIM, HÁ MULHERES QUE JOGAM VIDEOGAME, resolveu ridicularizar e mostrar que não, mulher não entende nada de jogos eletrônicos.

Na matéria, várias mulheres são entrevistadas. Há poucas que demonstram algum conhecimento de jogos mais elaborados, mas as outras mal sabem os nomes dos jogos e a forma como a matéria foi editada tende a mostrar uma visão preconceituosa e mesquinha por parte do site. Parece que selecionaram justamente as garotas que não sabiam nada do que estavam falando, que não têm muito interesse pela mídia, e colocaram algumas poucas que entendem ali só para “inglês ver”.

Veja a terrível matéria do UOL Jogos.

Esse preconceito tem de ser erradicado. Videogame hoje está se expandindo cada vez mais, e não é assim tão raro encontrar uma garota dando headshots no cara mais viciado em Call of Duty pela Xbox Live. O problema é que a surpresa que existe em ver uma mulher jogando é tão grande que o comum é os homens juntarem em volta e hostilizarem ela a um ponto ridículo, xingando, mandando voltar para a cozinha, ou mandando cantadas e flertes dignos do Zé Bonitinho (mas esse aí tinha o dom e pegava todas na Praça é Nossa).

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Essa surpresa é maior ainda quando se encontra pessoalmente uma garota que realmente gosta de videogames em todos os âmbitos. Não é incomum eu ouvir de amigas que jogam videogame que, ao entrarem em uma loja e procurarem determinado jogo, o vendedor ficar perplexo e encantado de encontrar uma mulher que joga videogame e quer o jogo para ela, e não para presentear o namorado com o Assassin’s Creed III.

As mulheres estão conquistando seu espaço cada vez mais em absolutamente todos os lugares. E isso não é diferente nos videogames, onde elas estão jogando jogos que são considerados “de macho”. Esse interesse delas é lento e depende bastante da criação que recebem, porém a acessibilidade hoje é bem maior e há um leque de opções enorme, seja em consoles, seja em tipos de jogos. A diferença entre um Heavy Rain, um Super Mario Galaxy 2 e um Call of Duty: Black Ops II são enormes, e isso só ajuda para o crescimento da comunidade feminina jogadora de videogame. Acho que o futuro é promissor. E rosa.

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34 pensamentos sobre “[Consciência Gamer] As mulheres e os games

  1. Vamos por partes:
    – Ótimo artigo, Neto. Conseguiu pegar todos os pontos importantes.
    – A matéria da UOL foi imbecil, sem mais. Como mulher jogadora me senti ofendida, não pelas garotas ali (mal sabiam elas que seriam motivo de piada), mas por estar repleto de PREconceitos. Os caras fazem de tudo ridicularizar as moças ali. Ok, muitas mulheres gostam de jogos casuais, mas aquela reportagem só piorou a imagem de que “mulher e videogame” é algo anormal. Praticamente uma anomalia. Aliás, eu vejo isso EM TODA loja de games que entro. Se vou comprar Dark Souls, os caras falam “é pro namorado?”, quando fui comprar o Vita, o cara perguntou se era pra presente, quando falei que não, ele veio todo chocado: Nossa, mas que tipo de jogo você gosta? Quando falei dos meus interesses e platinas blablabla, o cara ficou horrorizado, pensando que eu jogava Barbie, Meu Pequeno Pônei ou Mario rsrs é complicado.
    Enfim, jogos sempre foram vistos como diversão para homens. Seja pelas personagens com forte apelo sexual, ou pelas feiras de jogos com as tal de booth babies. Quanto mais o pessoal tratar isso como aberração, mas difícil será pra mulher se “infiltrar” no mundo masculino dos jogos. Pra que toda surpresa quando uma mulher joga? Cacete, é tanta imbecilidade no mundo.
    Vou parar por aqui, por essa discussão pode ficar enorme ahaahahhah Novamente, ótimo artigo, Neto =D

  2. O “problema” do videogame é que ele é um tipo de entretenimento que envolve muita ignorância, é um emaranhado de preconceitos. As mulheres sofrem, mas não estão sozinhas nessa, pois as tradicionais famílias, namorados(as) baladeiras, a mídia e os posers estão aí, para cada vez mais banalizar e empurrar suas irresponsabilidades em um lazer que influencia a sociedade tanto quanto um livro, uma música e um filme.

    Mas o que eu acho mesmo é que mulher que joga videogame não é tão rara assim, é mais uma questão de que, mesmo que com o tempo, essas percam a vergonha de assumir que curte (coisa que muitas confundem em ter orgulho, as já citadas posers).

      • Mas eu também não tenho. O problema é que videogame é um gosto considerado “de criança”, e as pessoas tendem a rir e pré julgar quem joga videogame, tacham de criança e etc…

      • Bem cara,eu vejo esse tipo de mentalidade com povo mais antigo,onde video game era realmente focado em público infantil,minha mãe mesmo é uma que acha absurdo eu com mais de 20 anos ainda ser gamer……mas noo geral qnd falo com amigos eles não riem não,a primeira reação mais comum deles é pedir emprestado pra ficar um mês na casa deles -.-‘

  3. Meu….que vergonha alheia essa matéria da UOL,pqp,selecionaram só as que conheciam Mario de nome?

    eu ja conheci algumas garotas gamers,inclusive uma ex-namorada minha gostava de jogar God of war…..e minha prima de 7 anos ja ta viciada em Tomb Raider rsrs ela prefere uma boneca forte que mata os bandidos a boneca Barbie que cozinha pro Ken.

      • a edição foi tendenciosa….terrivel,não é possivel que na Game Show não houvessem legítimas gamers,tbm fica evidente que eles deram prioridade pras gostosas attwhores…alias no serviço do meu irmão tem uma jogadora de CS 1.6 que dá um pau em geral HAUHA

    • Mas é bem isso mesmo. Existe mulher gamer, claro. Por isso o melhor mesmo é deixar de ver a ideia como uma aberração.
      E essa matéria da UOL Games é um absurdo. Claro que existiam mulheres que jogavam qlq coisa que não seja Mario e Just Dance na bagaça, mas os caras procuram as bonitinhas (nem culpo as minas, você vê que algumas respondem na maior inocência, sem ter NOÇÃO que os caras estavam zoando).

  4. Bom, em minha família nunca existiu essa coisa de “isso é pra menino e isso é pra menina” , acredito que seja por isso que meu pai me presenteou com um vídeo game, quando tinha 9 anos, enfim..[.na época que crianças eram crianças e não “adultos em miniaturas” ,esse amadurecimento precoce é foda, mais isso já é outra história rsrs] . Que existem mulheres que realmente gostam de vídeo game, isso existe.. mais ainda não conheci alguma que goste e jogue mesmo, SEM ter sido incentivada por alguém da família ou mesmo o namorado… Eu comecei pura e simplesmente porque gosto de competir, eu competia com meu irmão em praticamente TUDO! Mais realmente não conheço uma amiga que começou a jogar porque quis, porque deu vontade, enfim… todas tiveram um empurrãozinho que seja…rsrs

    • Acho que hoje em dia temos jogos de todos os estilos, de forma que é possível que qualquer um goste de videogames! Resta encontrar o jogo que o agrade! Isso é semelhante com músicas, filmes e etc… sempre tem AQUELA música daquele estilo musical que vc não gostava que vc vai acabar gostando e pode te fazer conhecer outras que vc também goste!

  5. Falando em mulheres que jogam, algumas semanas atrás eu conheci uma senhora de 54 anos, figura, mulher alegre, de bem com a vida!! E oque ela mais faz nos dias de folga é jogar vídeo game!!! Ela diz que começou com N64 e hoje tem o Play3 e o 360. Legal ver a animação dela ao falar de MGR e GTA(esse último,ela diz que ama jogar pois, a ajuda a “jogar fora o estresse do trabalho” . Conversamos bastante sobre oque ela espera para a nova gen também.. E a frase que mais marcou foi : ” vídeo game pra mim é igual sexo, não existe limites para a felicidade minha gente” EU RI D+ com essa mulher!!! Figuraça!!!! \o

  6. Cara, essa é EXATAMENTE a minha opinião sobre o assunto, esses “rótulos” são realmente ridículos, só servem para as pessoas tentarem se diferenciar umas das outras, tentando chamar a atenção.
    E realmente existem poucas mulheres que curtem games, espero que esse número aumente, e que não seja com posers :p

  7. Gostei bastante do seu artigo, e concordo com boa parte dele. Mas discordo da matéria da UOL ser mal feita: eu acho que eles pegaram uma amostra aleatória de mulheres presentes no evento, e por mais que hoje em dia a gente tenha mais mulheres gamers, a grande maioria do público feminino gamer ainda não é “totalmente gamer”. No entanto tenho encontrado mais mulheres gamers do que esperaria, comparando com a nossa época em que ser nerd era pejorativo e praticamente uma menina que jogasse videogame era deserdada da família, hahaha!

    Acho que vale citar aqui uma coisa interessante, descoberta em experimentos recentes com macacos: NÃO É a cultura que faz com que meninos gostem de carrinhos e meninas gostem de bonecas, por incrível que pareça. Você chegou mais perto da realidade quando fala sobre The Sims, que homens gostam de explodir coisas e mulheres mantém a família certinho. Em experimentos com macacos, as fêmeas escolheram brincar com bonecas, mesmo tendo disponível carrinhos, e macacos machos escolhem os carrinhos. Isso sugere que as mulheres possuem mecanismos neurobiológicos voltados à “cuidar das crias”, fazendo com que meninas naturalmente prefiro qualquer tipo de brincadeira que envolva “simular o cuidado com os filhotes e com a família”. Isso está atualmente sobre investigação, e sabemos que fatores ambientais e culturais influenciam muito, mas existe um componente biológico para esse comportamento.

    Homens demoram mais a abandonar os games e brinquedos e demoram mais a amadurecer justamente porque nós não necessitamos muito desse amadurecimento. Posso ser imaturo e ainda assim conseguir me reproduzir. Já a mulher precisa amadurecer depressa, assim que se torne disponível para ela ter um filho (biologicamente falando). Por isso elas são muito mais atentas, complexas, possuem raciocínio veloz dependendo da situação, e são muito mais “capazes”, podemos dizer. Nós homens tendemos a ter maior foco e atenção e dedicação em uma determinada tarefa, é muito importante para nós “ganhar” no que quer que seja. Para as mulheres isso é relativo, elas tendem a preferir “segurança e conforto”, o que faz elas se afastarem de games muito complexos como nós homens geralmente gostamos.

    Enfim, poderia falar mais porque esse é um tópico que eu acho muito, mas muito interessante, inclusive tive resultados na minha tese de mestrado que mostraram diferenças muito claras (e opostas) entre machos e fêmeas em lidar com o estresse. Mas o seu artigo está muito bom, gostei muito de ler e você argumenta muito bem! Espero ter contribuído com o pouco que sei, nesse post gigante, hehehehehe!

    P.S.: Caso se interessem, aqui tem um artigo sobre o experimento com macacos que eu citei: http://www.psychologytoday.com/blog/the-scientific-fundamentalist/200804/why-do-boys-and-girls-prefer-different-toys

    • E aí, José!

      Sim, eu sei desse estudo e não tenho como discordar dele!

      Mas eu peguei pelo ponto de procurar erradicar um preconceito com a menina que joga videogame e também buscar alertar o quão besta é esse “gamer poser”.

      Por isso acho melhor criticar a criação e essa coisa de “menino/menina” sendo motivo para diferenciar o que propiciar para cada um deles no quesito de diversão. Hoje em dia temos jogos para todas as idades e também gêneros, portanto acredito que veremos garotas jogando videogame cada vez mais! Tanto é que pra mim alguém que joga Angry Birds é tão “gamer” quanto quem joga Call of Duty. Basta gostar de jogar com alguma frequência e se interessar minimamente 😉 E quanto mais se joga e conhece, mais vai entender de videogames e ver quanto jogo por aí tem que pode agradar!

      Obrigado pelo comentário!

      • Parabens ai pra todos vcs por compartilhar essas verdades maravilhosas.Acredito ser o caminho certo pra quebra desse preconceito idiota ai existente…
        Parabens galera!!!!

      • Adoro ver q minha afilhada de cinco aninhos, em vez de jogar aqueles minigames no meu ps vita adora ficar jogando Dungeon hunter,andar pelas matas em Uncharted e saltar dos Barcos com a Aveline de Assassins Creed Libertation.Nada contra mini jogos mas e um maximo!!!!

  8. Eu não ligo a mínima também. Sou casado e quando meus sogros vão nos visitar nem largo a TV da sala para que eles possam ver. Na última continuei no meu AC III e meu sogro perguntou: “É você que está comandando esse barco?” haha

    No momento estou na fase de tentar viciar minha esposa também mas o vício no facebook tem impedido ela de se entregar mais à jogatina. Tá complicado mas um dia ela cede.

    • É super legal quando alguém pergunta algo sobre o jogo, principalmente pessoas mais velhas! Uma vez jogando Red Dead Redemption meu vô ficou olhando e perguntou se era filme! Ele adora faroeste hehehe!

  9. Sei que faz tempo que você publicou esse artigo, mas eu precisava elogiá-lo pela excelente matéria. Adoraria ver uma continuação dela com novos pontos de discussão.

    Um fato pouco mencionado é que, além da cultura de doutrinação que ensina as meninas desde crianças a terem certos gostos e comportamentos, o próprio meio “gamer” não é muito convidativo às mulheres. Temos jogos com todos os tipos de protagonistas homens, altos, baixos, magros, gordos, muitos deles, inclusive, com milhares de opções de customização, enquanto pouquíssimos têm protagonistas mulheres. Quando há personagens femininas nos jogos, geralmente elas são hipersexualizadas e estereotipadas como um “sonho de consumo” masculino – e nenhuma mulher se sente confortável assistindo outra mulher com bunda e seios balançando 99% do tempo na tela, com zooms mostrando as roupas e rompendo devido aos seus seios impossivelmente enormes, em posições vulneráveis, soltando gemidos para tudo, com poucas roupas e envergonhadas. Isso sem mencionar as terríveis “armaduras de biquíni”. No dia em que houver um jogo onde um homem de armadura de sunga balança a bunda e o pinto na tela com zooms mostrando seus mamilos eretos enquanto ele geme, é capaz de alguém tocar fogo no escritório da desenvolvedora. NINGUÉM argumentaria que ele é um personagem “forte e independente”.

    Dá pra evidenciar essa realidade misógina até mesmo nos eventos de games, que praticamente sempre têm “musas” para “enfeitar” o local, como se fossem dançarinas do Domingão do Faustão. Um monte de mulher com o mesmo sorriso idêntico na cara e seminua para atrair o público masculino. Qual foi a última vez em que contrataram homens saradões de sunga para tirar fotos em um evento gamer? Nunca. Objetificação masculina é algo que está muito distante da realidade, até porque aí taxariam de “gays” – parece até que o maior medo dos homofóbicos é serem tratados por outros homens da mesma forma que eles mesmos tratam as mulheres. Já pensou que horror seria se você fosse a um local que você gosta e as pessoas gritassem “e aí gostoso” e batessem na sua bunda enquanto as demais riem do seu constrangimento e acham natural? Ops.

    E mesmo para as mulheres que insistem e continuam sendo jogadoras ávidas, elas acabam recebendo ameaças, ofensas, fotos de pênis, são chamadas de putas, vagabundas, barangas, se perdem é porque “só podia ser mulher” e se ganham é a maior ofensa na terra para os perdedores. Isso quando outros jogadores, no caso de multiplayer online, não duvidam do seu sexo – muitos dizem que mulher não joga bem desse jeito, mulher não joga tal jogo, mulher não joga na madrugada no meio do feriado, etc. Aliás, muitas mulheres jogam se passando por homens para fugir do assédio – houve até uma pesquisa com as jogadoras de World of Warcraft há alguns anos e a maioria jogava ou com personagens masculinos, ou com druídas e passavam a maior parte do tempo transformadas em bichos. Tudo bem que os modelos femininos nesse jogo são terríveis, mas isso só reforça toda a argumentação que fiz no comentário.

    Fico por aqui, mas mais uma vez, parabéns pela matéria.

    • Olá, Visitante!

      Eu tive que reler a matéria, porque faz tempo que a escrevi!

      Primeiramente quero agradecer pelos parabéns e por ter comentado aqui! Espero que aproveite os outros conteúdos do site também 🙂

      Infelizmente todo esse preconceito é forte. Vejo uma diminuição dele em vários âmbitos, a Revolução Feminina começou no século passado, e ela não terminou até hoje. Ainda buscam seu espaço em todos os núcleos da sociedade, que é tradicionalista e reacionária, dificultando muito o acesso da mulher a uma igualdade perante o homem (financeira, cultural, social, etc).

      Nos videogames as coisas também vão ficando melhores aos poucos. Temos personagens femininas fortes (claro que é uma parcela ínfima perto do tanto de homem brucutu que temos, e também tem o agravante de quase sempre estarem expostas como objetos sexuais, especialmente em jogos de luta), como Lara Croft (Tomb Raider), que desde o último jogo da série está muito menos sensualizada; Samus Aran (Metroid), que nunca foi sensualizada, em minha opinião; e futuramente teremos a personagem de Horizon: Zero Dawn, título exclusivo do Playstation 4.

      Eu pessoalmente adoro ver uma mulher botar pra quebrar nos videogames. Recentemente zerei Super Metroid (você pode conferir minha análise dele na sessão “Epoch – The Time Machine”) e só de saber que era uma mulher mandando míssil pra cima de alienígenas a coisa já ficava muito mais interessante. Samus é poderosa e não está nem aí de não ter nenhum homem à sua cola para ajudá-la.

      Temos também bons exemplos de mulheres como NPCs de jogos, como é o caso de Elizabeth de BioShock Infinite, que acompanha o protagonista Booker DeWitt em quase todo o jogo, além de protagonizar o conteúdo DLC Burial At Sea Episode 2. É uma personagem forte, carismática e nem um pouco sexualizada.

      Infelizmente vivemos em um mundo machista, e videogame ainda é uma mídia machista, vê-se isso no que você citou, das “booth babes”, que ficam com roupas sensuais nos estandes de jogos em eventos. Mas penso que as coisas estão mudando… infelizmente tudo a passos lentos, mas toda mudança é assim, é tudo um processo, longo, lento, mas que eu espero que seja duradouro.

      Mais uma vez, obrigado pelo comentário!

      Eu até tenho que escrever mais sobre o assunto, fui lendo e vi que várias coisas eu escreveria diferente ou que teria tratado de forma mais aprofundada… coisas que a maturidade vai nos trazendo.

      Um abraço.

  10. Sempre fui o tipo de garota que ama Barbie mas ama jogos desde pequena, topo tudo desde que meu namorado me ensine…
    Eu jogava Tomb Raider e um jogo chamado pamdemonium, talvez ninguém conhece, mas era feliz quando era criança com um play 1 nas mãos e um Nintendo com Sonic, Mário, e top gear ! Com certeza não seria a garota com controle na boca, pq sinceramente babaria tudo é nojento… ( Não sou feminista OK!? ) Kkkk ps: espero que o futuro não seja cor de rosa ‘-‘

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