[Rodrigo´s review] Painkiller Hell & Damnation

Nome: Painkiller Hell & Damnation
Gênero: FPS (run-and-gun)

Distribuidora: Nordic games Produtora: The Farm 51

Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360 (em 2013) e Pc.

Versão analisada: Pc

Painkiller Hell & Damnation é o remake do bem sucedido Painkiller de 2004. Lançado temporariamente exclusivo para Pc, Painkiller H&D tenta resgatar um estilo de FPS já esquecidos:  Os run-and-gun. Que a única preocupação é quantos corpos foram deixados no cenário.

A Historia do jogo traz Daniel atras de sua esposa por todo o inferno.  Os dois morreram em um acidente de carro, e como premio ganharam a Morte, brincando de gato e rato com o casal. No inferno, Daniel é recrutado pela Morte para tentar salvar sua esposa, para isso ele vai ter que coletar por todo o inferno 7.000 almas. A historia aqui é boba e simples, mas em um jogo com a premissa de atirar em tudo o tempo todo, seria mesmo algo desse nível  E com apenas 4 horas de campanha, não dava para desenvolver um grande enredo.

No jogo original de 2004, podíamos contar com diversas armas com tiros primários e secundários, e diferenças drásticas entre elas. Todas importantes para o decorrer do jogo. Os inimigos variados e com grande desafio era o maior dos atrativos de Painkiller. Todo o jogo era desafiante: A cada nova arma e inimigo, o jogo exigia reflexos e habilidade do jogador para vencer o desafio. Tudo era bem alinhado, o uso da arma correta, como também a estrategia certa.

Já em Hell & Damnation, tudo foi praticamente sucateado e simplificado. Agora o desafio é nulo. Mesmo oferecendo um boa variedade de inimigos, com formas e tamanhos, eles não proporcionam desafio algum, afinal, é mais como se mudasse só a textura deles, porque todos causam o mesmo dano e morrem praticamente com o mesmo tanto de tiro que você descarregar. Não há mais estratégias de como enfrentar os monstrengos do jogos, salvo raras exceções, basta sair atirando em qualquer parte do corpo, não tem mais ponto de dano, tanto faz ser a cabeça ou o pé, você vai ter que descarregar a munição do mesmo jeito. Uma decepção para um jogo que é baseado fortemente em seu gameplay.

O arsenal ainda é bem trabalhado e original. Todas estavam no Painkiller original é verdade (foi adicionado apenas uma nova arma), mas ainda são muito legais e bem diferenciadas do que vemos no mercado. Porem é só perfumaria.  Todas tem praticamente a mesma força, e causam danos idênticos  Solavancos, peso, calibre, reload, nada faz grande interferência no jogo, elas são mudam mesmo a cara e tiro. Alem disso, vale mais a pena ficar na arma inicial do que trocar, porque o raio é infinito.

Os mundos em Hell & Damnation é outra decepção. A variedade é boa, e vamos encontrar desde igreja, esgotos e circos macabros a o inferno ao vivo. Só que novamente é nítido a falta de capricho que tiveram no remake. Todos os estágios são divididos em mini salas, que tem como objetivo matar todos os inimigos que encontrar e as vezes achar algum item secreto. A ideia de coletar item secreto talvez seja para dar uma variada no gameplay, mas isso é tão irritante e chato, que você preferia que não existisse. Os cenários podem sofrer mudanças durante o avanço, outra perfumaria. Mesmo que estacas saem do chão, ou labaredas de fogo são cuspidos em xicaras girantes gigantes, não vão fazer diferença, pois, não causam dano algum ao jogador. Estão ali apenas para dar uma falsa variedade no jogo. Afinal, matar descompromissadamente sem desafio enjoa.

O ponto forte de Painkiller Hell & Damnation, são os seus gráficos bem construídos. A Unreal Engine 3 e gráficos em alta definição, foram um ótimo adicional ao jogo. O estúdio The Farm 51 fez um excelente trabalho aqui. As texturas são convincentes e não se ofuscam ou quebram quando aproximamos. Todas as localidades que vemos durante o jogo, são bem construídos e causam uma impressão excelente, ao ver tudo bem dramatizado como se Daniel estivesse no inferno. As armas são um show a parte, ricas em detalhes, deixa uma maravilhosa impressão de que mais jogos como esse mereciam um remake. Os inimigos também trazem um bom trabalho, principalmente as boss fight que são quase sempre gigantescas.

Inferno, morte, tiros descompromissados, tem que ter um ótima trilha sonora com rock pesado? Bem era assim no original! As batidas de rock clássico  que entregava muito bem o clima do jogo, foram substituídas por pequenos arranjos que se repetem incansavelmente durante todo o jogo. A variedade no contesto da musica é tão pequena, que parece que estamos sempre ouvindo a mesma batidinha simples e mal feita. A frustração é grande.

Com apenas bom gráficos  a Nordic Games não conseguiria resgatar os run-and-gun tão facilmente. Atualmente o gênero de FPS é o mais disputado e que sofre mais evolução ano após ano. O gênero é tão variado e complexo, que já temos sub-gêneros nele.

Ainda existe um modo multiplayer de novidade no remake. Mas irrelevante.

Painkiller Hell & Damnation tentou resgatar um sub-gênero mais old school, que ganhou poucos títulos ( o de maior sucesso é Serious Sam), mas falha miseravelmente em esquecer dos detalhes. Em um jogo com a ideia de ser apenas um fps puro e cru, com a missão de matar seres bizarros a todo custo, detalhes como inimigos com estrategia de que arma usar, e aonde acertar são cruciais para a longevidade do jogo. O arsenal também, não pode apenas ser um enfeite, que tem praticamente a mesma função em todas as armas. Elas tem que ser especificas para cada momento, e até mesmo deveria existir combinação de duas armas para inimigos.

Apesar de ser ao longo de toda jornada um jogo frustante, principalmente para os mais antigos, ainda sim o jogo diverte. Com a campanha curta, os momentos de que você quer desistir do jogo são pequenos; a impressão que dá é que essa campanha foi intencionavelmente criada assim, para não sofrer com reclamações sobre o seu marasmo. Se está a fim de um variada no final de semana, e procura algo com desafio pequeno, e que o objetivo seja apenas dar uns bons tiros tudo quanto é bicho, Painkiller Hell & Damnation é uma boa pedida. Mas se está procurando um jogo que relembre toda a gloria da série no passado, esqueça.

NOTA: 6,5/10

Uma palavra: Descompromissado

Clique AQUI para entender as notas do Jogador Pensante.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s