[Suicídio Gamer] Quantum Theory

Nome: Quantum Theory
Corajosa: Koei
Vítimas: Playstation 3, Xbox 360
Versão testada: Demo de 2010 para Playstation 3 (700 e tantos MB)
Quanto tempo aguentei : Mais ou menos 10 minutos.

Muita coisa ruim nessa vida faz bem. Eu acho quiabo horrível, mas eu sei dos inúmeros benefícios que ele traz pro corpo. Xaropes em geral também são ruins, mas sem eles, as tosses seriam muito mais persistentes. Então por que essa lógica não funcionaria em games? Por essa razão, resolvi testar Quantum Theory. Confesso que exitei e enrolei bastante para tal, mas daí pensei: o Refrigerando faz um trabalho muito mais hérculeo, experimentando lixo em estado líquido e embalado em garrafa pet, então um joguinho só vai ser moleza, e não vai fazer mal. Espero.

Esse jogo, quando foi anunciado, foi hypado pela própria produtora (uma velha mania de pequenas empresas chamarem atenção com seus joguetes, vide Tokitowa) como o jogo mais bonito da gen. Uma declaração dessas, vindo de gente que faz DYNASTY WARRIORS da vida, é tão convincente quanto aquele tetudo de óculos blindados falar que é transão, aquela aborrecente com camiseta de Big Bang Theory falar que é gamer e aquele seu amigo palmeirense dizer ter esperanças para o futuro do seu time, ou seja, NÃO CONVENCE NINGUÉM.

Pois bem, como não gosto de ser influenciado pelos outros, resolvi ver qual é a do jogo pessoalmente. E pra encontrar essa pérola? A PSN americana não disponibiliza mais a demo. Quase desistindo, percebi que na minha lista de downloads, eu tinha já, um dia, baixado para dar uma testada. E de repente me deu aquele calafrio, apesar de não me lembrar de ter jogado isso… enfim, pra baixar é outro parto, porque a PSN é uma MARAVILHA, não é mesmo? Ainda mais com esses arquivos colossais que eles disponibilizam. Você pode ter a conexão mais pirocuda do seu país, essa MERDA que eles chamam de serviço vai continuar uma desgraça lenta. Isso me lembra da época de Kazaa, Emule e derivados, os ancestrais dos Torrents, porque além da conexão ser ruim de tão instável, com azar, seu arquivo era na verdade um PORNOZÃO bem vagabundo. Mas isso é coisa da década passada. Estamos em 2012, precisando esperar eras pra baixar uma demo miserável de um “jogo” EXCELENTE. Olha, eu preferia o pornozão…

CORRE! Se o bicho te pega, é TENTACLE RAPE!

Enfim, demo baixada e instalada, vamos lá. Pra começar, o jogo não é bonito, é um jogo de Playstation 2 com filtro azul escuro e um verdadeiro massacre da serra elétrica. O serrilhado é tanto que acaba parecendo purpurina. A arte…a arte é o genérico do que se pode encontrar em jogos “dark”, do tipo “OLHA COMO SOU GÓTICO E VIOLENTO”. Tá, agora vamos falar dos personagens, dos inimigos…os inimigos são sempre uns lagartos bombados. Uns verdes, outros vermelhos, outros gigantes, mas sempre o mesmo modelo…Koei, ISSO NÃO É DYNASTY WARRIORS, porra, vamos copiar Gears of War, então vamos copiar direito. Até mesmo o MARAVILHOSO Terminator Salvation, que me dá uma imensa vontade de quebrar o pescoço do criador à base do tapa na cara, não tem inimigos tão ridículos e repetitivos.

E os protagonistas? Um gorila armado que acha que é humano e uma mina com cosplay de ginasta olímpica no meio da guerra, que uma hora ou outra, suas pernas vão se comportar como dois imãs de mesmo pólo na frente do rapaz. Mas é claro que tinha que ser assim, seria pedir muito algo diferente disso…chega até mesmo a dar um certo alívio ver um aspecto tão JAPONÊS no jogo, porque com isso, ainda dá pra ter alguma esperança dos games ocidentais.

“Vadia!” “Cachorra!” “Bruxa!” “Vagabunda!” “Ai, gostosa!” “Que isso, gostosa é você.” “É você linda, risos.”

Mas isso ainda é o de menos, porque o que importa é a jogabilidade, não é mesmo? UMA MERDA. Pensa naquela jogabilidade ARCÁICA e RIDÍCULA de TANQUE DE GUERRA dos Resident Evil (que fanboy ADORA pagar pau e defender por conta da “tradição”) mas sem a câmera estar pregada no ombro do personagem igual o mama’s boy da CRAPCOM, o que deixa o jogo não só ruim, como ruim e trabalhoso. Além da movimentação ruim e lenta, o jogador é presenteado também com uma mira que não tem diagonais. Me deu até mesmo uma certa nostalgia jogando. Lembrei da época do Playstation One, quando jogávamos shooters como Quake 2, por exemplo, sem dualshock, aí era aquela coisa bizarra de mira “quadriculada”.

E os combates? Os inimigos são bem JAPONESES, pois são muito bem ADESTRADOS, pegando cover e levantando dele no mesmo lugar de novo e de novo até você matá-los. Isso se você não morrer antes, pois o jogo “indica” de onde você levou tiro, mas nunca, eu disse NUNCA vai ter o simpático lagarto que meteu bala em você aonde foi indicado. Fora isso, o nosso querido Marcus Fenix Junior parece um saco de pancadas, um boneco de pano, um GORDO na hora do recreio, porque ele pode apanhar e levar bala até não poder mais, mas não vai ter nenhuma reação na tela pra indicar isso, a não ser a tela ficar vermelha momentos antes de ser mandado pro limbo.

Pra completar, é possível lançar sua sexfriend pra cima de inimigos (WTF? Você lá, trocando lasers, bombas, mísseis e o diabo, até resolver lançar uma mulher com espadinha…) pra ela realizar um combo que geralmente mata qualquer um de primeira(?!). O problema é que o comando não é cancelável, e a nossa querida frangotinha desmaia por qualquer ataque, precisando ir lá resgatá-la caso aconteça qualquer inesperado e peguem ela durante a trajetória…isso quando não matam ela antes mesmo desses acidentes acontecerem. Uma outra hora ela se escondeu no cover DO LADO ERRADO. Antes que eu pudesse mandá-la de volta à sua progenitora e colega de trabalho, ela desmaia novamente, impedindo de eu poder usá-la para derrubar uns lagartos brutamontes lançadores de mísseis e morrer miseravelmente, por conta dos controles porcos e da total falta de munição, que é horrível de checar por causa do desgin horrivel da HUD.

Mandado de volta ao ultimo checkpoint, percebi que a música desse jogo me lembra aquelas RAVES de POVÃO, com gente FEIA e DROGADA, o que de certa forma combina perfeitamente com o conteúdo do jogo. Então eu finalmente desisti, enquanto ainda me restava dignidade.

E foi isso. Então a reflexão do dia fica assim: “Nem tudo que é ruim, é bom”.

Ó o bicho ae! Goza logo! AI MEU DEUS GOZA LOGO!

Nota: Pornozão com nome trocado do Kazaa > Quantum Theory

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