[Félix’s Reviews] Resident Evil 6

Categoria: Third-person shooter

Produtora: Capcom

Distribuidora: Capcom

Plataformas: PS3/Xbox 360/PC

Versão avaliada: Xbox360


Em 1996 a série Resident Evil nasceu no PSone destinada a ser um grande sucesso. Não dando origem ao gênero survival horror, mas tornando o mesmo infinitamente mais reconhecido.A franquia logo se tornou o carro chefe da Capcom. Não demorou muito e os jogadores receberam duas continuações, Resident Evil 2(1998) e Resident Evil 3 – Nemesis (1999), ambos ainda para o PSone. Ao longo dessas três aventuras conhecemos personagens que se tornariam para sempre memoráveis para qualquer fã da franquia. Leon Kennedy, Ada Wong, Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine e Sherry Birkin. Os grandes protagonistas de Resident Evil.

Após algumas sequências na geração seguinte (PlayStation 2 e GameCube) e uma rivalidade entre Sony e Nintendo pelos direitos da marca, tinha chegado a hora de revitalizar a franquia e pra isso incluir radicais mudanças na série. Resident Evil 4 chegou ao Gabe Cube e mais tarde ao PlayStation 2 com uma perspectiva totalmente nova, jogabilidade reformulada e gráficos lindos para sua época. O jogo radicalizou nas mudanças, mas sem deixar de agradar aos fãs da série.

Se em Resident Evil 4 a série deixou o Survival Horror menos presente para por um pé no Shooter, foi em Resident Evil 5 (Xbox 360/PlayStation 3 e PC) que mergulharam fundo na mudança de gênero. Ainda há debates se a série continua Survival ou não. Em todo caso, a franquia agora tinha o gênero Shooter na sua essência. Para a alegria da Capcom dentro do número crescente de vendas e a desgraça dos fãs. Não entenda mal, Resident Evil 4 é um ótimo jogo e Resident Evil 5 é um bom jogo, mas é frustrante para qualquer fã ver tantas raízes da série sendo deixadas para trás. Principalmente no quinto episódio.

Resident Evil 4 modernizou a série sem desagradar os fãs.

 

Capcom sempre esteve ciente da reação do publico ao Resident Evil 5. Fãs em peso opinavam que a série teria perdido sua essência survival para se tornar um shooter em terceira pessoa. Capcom rebatia os argumentos afirmando que desde as mudanças colocadas na série a franquia teve o maior crescimento de vendas de sua história, sendo assim, dane-se os fãs, o que importa é o lucro colossal !!!isso simbolizava a boa aceitação dos fãs pelas mudanças. Mas vamos falar de Resident Evil 6, afinal,  essa review é sobre ele.

Quando apresentado ao público ele surpreendeu pela proposta diferente. Três campanhas (Quatro com a campanha secreta). Cada campanha abordando a mesmíssima coisa uma modalidade diferente. A campanha de Leon é feita para agradar os fãs da franquia de longa data, tentando trazer de volta a atmosfera que não se vê na série desde Code Verônica (Dreamcast/PlayStation 2ou o mais recente Resident evil – Revelations (3DS). Chris ficou a cargo de protagonizar uma campanha voltada pra quem gostou das mudanças na série. Com uma aventura cheia de ação e tiroteios. Jake, o personagem inédito na série, tenta ser o Drake com seu humor agradar os jogadores com uma campanha mais adventure. A campanha secreta protagonizada pela Ada esta repleta de puzzles.

O que pode parecer um investimento da Capcom em apresentar um game com vasto e variado conteúdo, mostra rapidamente sua real faceta. Com poucas horas de jogatina fica claro o quão perdida a equipe responsável pela produção de Resident Evil esta a respeito de que caminho levar a série. Em vez de optar por um rumo e desenvolver em cima dele, a escolha foi de pegar “um pouco de cada ideia” e tentar,assim, lucrar ainda mais agradar todos. O problema maior nasce exatamente nessa infeliz ideia. Mas vamos por partes.

O game promove encontro de famosos personagens da série. Mas sem o mínimo da emoção que tais encontros poderiam gerar.

Ao aprofundar-se nas campanhas logo fica notável o quão pouco elas se diferenciam. Por mais que Resident Evil 6 de fato tente apresentar experiências distintas em cada uma das campanhas não é essa a sensação passada para o jogador. Não há nenhuma campanha que tenha algum destaque nem que convença ter sido bem explorada. Tudo é muito superficial.

Para piorar, o enredo é desinteressante. O fato de ser fragmentado não ajuda muita coisa e sim evidência ainda mais ser pouco inspirado. Com uma ameça em nível global o jogador viaja por diversas regiões do planeta com motivações  claras mas pouco empolgantes. Existe muitos detalhes mal explicados ou não explicados que alimentam ainda mais o sentimento de vazio passado pela trama. A ausência de um vilão com um objetivo original também prejudica o interesse do jogador pelo desenrolar dos eventos.

Wesker faz muita falta.

Em contra partida a quase todo o resto que envolve Resident Evil 6, a jogabilidade conseguiu dar um passo pequeno  pra frente. Por fim, andar e atirar é uma realidade em Resident Evil. E além. Também é possível rolar após cair e atirar enquanto esta no chão.  Os controles estão menos presos embora ainda limitados sem muita explicação que não seja a má vontade da Capcom lógica, já que muitas melhorias poderiam e precisam ser feitas. Para quem ainda deseja jogar o título offline, uma boa noticia, a I.A. do seu parceiro(a) esta melhor em relação a Sheva. Mas não abuse.

Em um certo depoimento as notas baixas que Resident Evil 6 levou. A Capcom afirmou que o jogo não receberia críticas tão severas se não levasse o nome Resident Evil na capa. Bem, eu responderia que Resident Evil 6 não venderia nem 10% do que vendeu se justamente não levasse o nome Resident Evil na capa. Fato. O jogo abandona quase que totalmente qualquer elemento que tornou a série querida no mundo todo. Exploração? Esqueça, o jogo é mais linear que Call of Duty, embora tente  adicionar por horas um objetivo como “ache o cartão para abrir a porta” sendo que o mesmo ganha posição exata de onde esteja.

Não se preocupe em contar munição, embora logo no começo das campanhas o arsenal seja limitado, não demora muito para novas armas aparecerem no chão no meio de um corredor. Munição? Exploda monstros e zumbis que eles possuem munição pra qualquer arma dentro da cabeça. Sem problemas. As ervas ainda foram conservadas. Uma dentro Capcom.O companheiro obrigatório tanto online como offline prejudica ainda mais qualquer sensação de perigo que poderia existir. Os inimigos não colocam medo, nem intimidam e possuem péssima I.A. As Boss Battles embora sejam em grande parte interessantes apresentam desafio baixo. Existe níveis de dificuldade além do normal para quem quiser sofrer mais um maior desafio.

Samurais mascarados, vespas gigantes e zumbis…

A forma que as campanhas são levadas é outro problema. Em vez de possuir uma única campanha com variação de personagens, o jogador é obrigado a acabar uma campanha por vez. Essa decisão fica clara quando se é lembrado que Resident Evil 6 é vendido com a proposta de ser 3 jogos em um. O que é falso já que além de não ter variedade significativa nas campanhas possui baixa duração em cada uma delas. Algo em torno de 5 horas.

Resident Evil 6 é um dos mais frustrantes games da série. Pode ser divertido por tempos, mas é tão cheio de erros e escolhas infelizes que após um certo tempo investido no produto é impossível não ver o título como uma forma de lucrar com múltiplos públicos usando um único game. Uma pena uma série que começou tão bem tomar o rumo que tomou. Crapcom fazendo o que ela sabe fazer melhor nessa geração.

Não se engane. Zumbis são o que menos se vê em Resident Evil 6

Notas:

Gráficos: 8,0
Som:8,0
Jogabilidade: 7,0
Diversão 2,0

Final: 6,2/10

Anúncios

9 pensamentos sobre “[Félix’s Reviews] Resident Evil 6

  1. é exatamente a impressão que tive com a Demo. Resident Evil 6 foi um erro de percurso muito feio da Capcom. E a desculpa das notas baixas, eu não sabia, que coisa ridícula amigo.Só podia ser a Capcom mesmo!

    Pretendo ainda jogar, mas no pc ano que vem.

  2. Pra mim é bem claro que Resident evil vende o que vende,com essa proposta tosca atualmente em função do colosso que o nome em si já é….se não fosse isso,seria mais um game que passaria batido….e concordo com tudo dito nessa review,pra mim fica evidente que o game é um game perdido,que atira pra todos os lados e não acerta nenhum,não é um bom survival horror,não é um bom shooter e nem um bom adventure,e a coisa fica ainda mais patética com esse papo de Neo-umbrella,uma tentativa frustrada de resgatar algo que eles já destruiram….alias o game todo é uma tentativa de produzir nostalgia,com elementos semelhantes dos games clássicos..um neo-nemesis,uma neo raccon city,uma neo umbrella…enfim…foi a ultima vez que investi dinheiro nessa franquia…que infelizmente vai seguir esse mesmo rumo…pq vende horrores

  3. Pretendo comprar só pq ainda tenho um certo amor pelo RE5, mas vou demorar pra gastar dinheiro com ele, pq só li comentário negativo. Mais uma vez a gente percebe que pra ser blockbuster num precisa ter qualidade e nem originalidade.

  4. Pingback: [Suicídio gamer] Quantum Theory « Jogador Pensante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s