[Especial Halo] A “trilogia”

O artigo a seguir irá apresentar os Halos da “trilogia” feita pela produtora Bungie, sendo apenas os que são First Person Shooter, em ordem cronológica.

“Spartan-117 reporting for duty.”

Em um futuro distante, a humanidade estava bem avançada em termos de tecnologia. Possuíam naves e outros planetas como colônias, assim como um sistema militar avançado, chamado UNSC (United Nations Security Control), e super-soldados chamados Spartans.

Os Spartans são soldados treinados de forma diferenciada dos soldados normais. Desde sua adolescência eles passam por um processo de treinamento muito rígido, tendo que melhorar seu desempenho todos os dias, com comandantes muito competentes no controle.

O primeiro projeto foi onde surgiram os primeiros spartans, conhecido como ORION Project ou Programa SPARTAN-I, onde os soldados passavam por um processo de melhoria do desenvolvimento muscular, da respiração pulmonar e da visão do soldado. Em adição, foram feitas melhorias nas funções do cérebro, incluindo melhorias na capacidade de aprendizado do soldado, para que captasse com mais facilidade os ensinamentos passados durante o treinamento, e também sua coordenação motora foi melhorada.

Todos os soldados testados neste projeto passaram pelo experimento, tanto laboratorial quanto físico.

O segundo projeto foi o programa SPARTAN-II, realizado pela Dr. Catherine Halsey, que seguia um método diferenciado, e que segundo a Dr. Halsey, seu resultado seria a evolução da espécie humana em todos os níveis.

O objetivo deste projeto era fazer com que cada Spartan-II fosse autossuficiente em campo de batalha, não precisando de apoio de outros soldados para obter sucesso em sua missão. Desta forma evitariam um grande número de mortes militares em campo de batalha, e também evitar mortes e guerras civis.

Os soldados eram escolhidos a dedo para o projeto, e levados para o treinamento aos seis anos de idade, onde eram deixados clones para que ninguém notasse seu desaparecimento. Todos eram levados para o planeta Reach, onde já começavam a passar por rígidos processos laboratoriais, envolvendo injeções de substâncias para o melhoramento do corpo humano.

Esses melhoramentos são semelhantes aos aplicados aos Spartan-I, só que muito mais avançados. Os soldados Spartan-II possuíam um crescimento e enrijecimento elevado dos ossos, deixando eles muito mais altos e mais fortes do que um homem comum. Sua armadura mal poderia ser carregada por um simples soldado, devido ao seu peso.

Tais processos biológicos mataram trinta dos setenta e cinco indivíduos escolhidos, sendo que outros 12 também não aguentaram, mas não morreram, ficando deformados e acabando por ser dispensados do projeto.

Os primeiro anos de treinamento eram muito rígidos. Todas as atividades colocavam suas habilidades no limite, e iam além disso. O treinamento contava também com uma educação de alto nível, que inclui matemática, ciência, leitura, escrita e tática militar. Era ensinado como ser bruto e sempre pronto para matar. E ao mesmo tempo foi ensinado a diferença entre o certo e o errado.

Foi aí onde nasceu a lenda, John-117. Conhecido como Master Chief.

Halo: Reach

“Our victory – your victory – was so close… I wish you could have lived to see it.”

No começo de tudo, de toda a trama do famoso Master Chief, e no planeta onde os Spartans são criados, é onde a guerra tem seu primeiro grande impacto. Os humanos estão em guerra contra os Covenants, a mistura de raças alienígenas que se juntaram para aniquilar os humanos e possuir todas as tecnologias da antiga civilização Forerunner.

O ano é 2552, e o jogador vivencia o começo do ataque dos Covenants em Reach, com a visão do Noble Team, um time formado por cinco Spartans-III e um Spartan-II.

Foi um ataque inesperado e eles acabam por receber missões precipitadas e fundamentais para a vitória dos humanos nessa guerra. No começo não sabem o que fazer e apenas seguem ordens e matam Covenants, até que a Dr. Catherine Halsey deu a eles a mais importante missão que um soldado poderia receber: entregar a inteligência artifical Cortana (representação digital da Dr. Halsey) ao Spartan-II Master Chief.

Não é uma tarefa fácil, mas o time cosegue, com o sacrifício do time inteiro, entregar a Cortana a salvo ao capitão Jacob Keyes, abordo da nave Pillar of Autumn, onde John-117 estaria à espera para levar a inteligência artificial em sua missão.

Depois disso, toda a população de Reach é destruída, todos os Spartans e civis, até que o planeta esteja completamente desprovido de vida humana.

Toda a parte visual do jogo já era muito mais do que o esperado, e bem mais avançado do que o jogo anterior, Halo 3. A jogabilidade foi melhorada, saindo do padrão que mantiveram nos outros jogos da série, possuindo habilidades e novas armas, e deixando uma abertura maior pra quem fosse continuar a série.

Halo: Combat Evolved

“No, I think we’re just getting started.”

Este Halo foi o primeiro a ser lançado, e tem seu início exatamente onde termina Halo: Reach, com o Pillar of Autumn indo em direção a um Halo próximo a Reach.

Master Chief consegue com sucesso invadir o Halo com Cortana, e descobre que na verdade ele é uma arma criada pela antiga civilização Forerunner para acabar completamente com uma determinada raça. Isso foi feito para matar o parasita conhecido como Flood, que se alimenta de vida orgânica. A única forma que os Forerunners encontraram de fazer isso foi matando todas as espécies vivas, com as armas Halo, acabando com a comida dos Floods.

Depois de todas as espécies terem sido dizimadas e o Flood ter morrido de fome, as espécies seriam recolocadas em seus devidos planetas para terem um novo início. Tudo isso foi arquitetado pelo Forerunner conhecido como The Librarian.

John-117 encontra uma IA Forerunner chamada 343 Guilty Spark, que seria o guardião de todos os Halos no lugar dos seus antigos mestres.

Após entender o problema que aquela arma seria na mão dos Covenants, Master Chief consegue, com ajuda da Cortana, destruir o Halo e escapar em segurança.

Mal sabiam que seus problemas tinham apenas começado.

O jogo foi lançado em 2001 para Xbox, foi o primeiro jogo da produtora Bungie, e foi um grande impacto nos jogos de FPS da época, influenciando jogos do mesmo estilo até hoje. Todo seu visual era muito bem feito pra um início de geração, e todas as suas cutscenes eram feitas com gráficos in-game, o que se seguiu em todos os jogos da série feitos pela Bungie.

Halo 2

“I’m finishing this fight.”

Seus eventos ocorrem pouco depois do final dos acontecimentos do jogo anterior. Mostrando a o que aconteceu com o chefe dos Elites (uma das raças aliadas aos Covenants), chamado Thel ‘Vadamee (Árbitro, para os humanos). Ele era o responsável pelo Halo Installation 04, o qual Master Chief destruiu.

O Árbitro foi expulso dos Covenants pelos seus mestres, por não ter conseguido proteger seu Halo como deveria. Agora que tinham acabado com tudo o que acreditava, Árbitro resolve escapar e se juntar aos humanos para lutar contra os Covenants, levando consigo por fim, toda a raça dos Elites juntos em sua nova causa.

Os Covenants atacam a Terra, e mesmo assim o Master Chief consegue confrontá-los, matar um de seus líderes e descobrir a origem dos Halos através do 343 Guilty Spark, agora conhecido como Oracle. Agora é de conhecimento do temível Spartan-117 que todos os Halos são ativados em sua central, conhecida como The Ark.

Halo 2 obteve um grande diferencial dentro de seu estilo de jogo. Agora o jogador podia usar uma arma em cada mão, controlar mais veículos e tinha uma variedade maior de armas. O gráfico foi considerado o melhor que se podia obter do Xbox na época. O jogo concorreu ao Jogo do Ano pelo Video Game Awards em 2004.

Halo 3: ODST

“You know the music, Time to dance.”

ODST são soldados que possuem um treinamento bem mais rígido do que os soldados comuns, só que não tem os mesmos objetivos e resultados obtidos nos Spartans. Um bom exemplo seria que eles são o “BOPE do futuro”.

O jogo segue uma linha diferente dos jogos anteriores, não usando dessa vez um Spartan, e sim soldados ODST. Ele se passa entre o Halo 2 e Halo 3, mostrando eventos ocorridos na Terra, por um time que acaba se separando na hora de descer da nave.

O personagem principal é quem eles chamam de Rookie, um soldado ODST novato, sem experiência em campo de batalha. Conseguimos ver que é apenas uma ponte do Halo 3 para o Halo: Reach, mostrando essa mudança de jogabilidade, onde você não controla um personagem definido, nem o principal da série, e sim aquele que tem uma personalidade definida pelo jogador.

Durante o jogo, o Rookie vai encontrando pedaços da história que aconteceu com cada um dos seus companheiros após a descida para a Terra, e depois de encontrar a capitã do seu esquadrão, chamada Dare, ele recebe a informação de que tem um indivíduo que eles chamam de Vergil, da espécie Hugarok (conhecida pelos humanos como Engenheiros), que possui informações valiosas para o sucesso da espécie humana. Essa espécie foi escravizada pelos Covenant, e possuem o poder de absorver informações de Interligências Artificiais, e de proteger seus aliados com uma nova camada de escudo.

Eles conseguem, com sucesso, voltar para sua nave com o Engenheiro Vergil, e o entregam para o Sargento Johnson, que tem uma importância muito grande ajudando o Master Chief ao longo da série.

Halo 3

A hero need not speak. When he is gone, the world will speak for him

Master Chief estava agora de volta à terra, pronto para terminar a luta contra os Covenants.

Conheceu seu novo aliado, Árbitro, e partiu para a luta novamente. Ambos possuem o mesmo objetivo e seguem rumo à Ark, para acabar com os Covenants, suas tecnologias e armas.

Após muito esforço e luta contra Covenants e Floods, eles conseguem chegar à Ark e descobrem que lá estão desenvolvendo um novo Halo, para substituir o que tinha sido destruído. Nisso, eles decidem entrar no Halo e fazer com que ele explodisse, acabando também com a Ark, o Flood que estava lá dentro tentando se reconstruir, e o que restava dos Covenants.

Chief e o Árbitro conseguem destruir o Halo ao ativar seu detonador, e escapam no meio de todas as explosões possíveis, entrando desesperadamente em uma nave chamada Forward Unto Dawn.

Lá, John-117 coloca a Cortana para iniciar a nave antes que o Árbitro conseguisse chegar aos comandos para pilotar. E assim conseguem fugir da explosão que deixaram para trás.

No meio da explosão, a nave em que estavam foi quebrada ao meio, e a parte que estava o Master Chief foi sugada por um buraco negro criado pela explosão, enquanto a parte em que estava o Árbitro conseguiu chegar com sucesso à Terra para anunciar que o Chief estava MIA (Missing in Action), mas que tinha cumprido seu dever como soldado.

Depois dos créditos, vemos Master Chief em seu pedaço de nave, apenas ele e a Cortana, presos no meio do nada, esperando por algum resgate. Tendo como esperança apenas um sinal enviado como SOS.

John-117 entra em um criotubo, que irá preservar seu corpo por quanto tempo for necessário, e diz à Cortana: “Me acorde quando precisar de mim.”, e revela que eles estão próximos a um planeta desconhecido, o que dá muita corda para uma possível continuação, por qualquer outra empresa, pois foi aí que a Bungie abandonou o navio e deixou nas mãos de quem a Microsoft escolhesse para continuar a série.

O jogo foi lançado em 2007 exclusivo para Xbox 360, no começo da geração atual, e os gráficos eram surpreendentes para a época. Possuindo a mesma mecânica já clássica da série, foi um grande e perfeito final para a primeira trilogia do Master Chief.

“Wake me, when you need me.”

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2 pensamentos sobre “[Especial Halo] A “trilogia”

  1. Fran, pra mim que não conheço patavinas de Halo foi uma leitura boa, mas acho que ficou muito resumido, e quase que totalmente em enredo. Se falasse um pouco mais do gameplay, da OST, e de curiosidades da franquia, acho que ficaria ainda melhor!

  2. Pingback: [Fran's Review] Halo 4 « Jogador Pensante

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